O Jornal Económico

    Banco Atlantico, Montepio, EDP, CGD, Patris, Totta, CCCAM, BPG e BPI multados


    O Banco de Portugal atualizou a sua lista de processos de contraordenação no site. A lista de entidades que foram multadas no âmbito de processos de contraordenação, é extensa. Para além dos já noticiados processos movidos contra a KPMG e contra...

    O Banco de Portugal atualizou a sua lista de processos de contraordenação no site. A lista de entidades que foram multadas no âmbito de processos de contraordenação, é extensa.

    Para além dos já noticiados processos movidos contra a KPMG e contra o BES e três ex-administradores, há condenações, aplicadas em processos de contraordenação, ao Banco Atlântico Europa, ao Santander Totta, à Patris e Fincor, ao Montepio e ao seu banco de investimento, à EDP, à CGD, à Caixa Agrícola e ao BPI.

    O supervisor multou o Banco Atlântico Europa, liderado por Diogo Cunha, e a sua acionista Globalpactum, gestora de ativos. A contraordenação é aplicada por “violação a título negligente” da lei bancária, “consubstanciada na omissão de comunicação ao Banco de Portugal acerca das alterações operadas ao nível da detenção de participadas qualificadas, aquando do conhecimento das mesmas”, diz a condenação.

    Mas também pela violação, por três vezes,”a título negligente”, da lei bancária (RGICSF). “Infrações consubstanciadas na omissão de comunicação ao Banco de Portugal em abril de 2015, em abril de 2016 e abril de 2017, da identidade dos detentores de participações qualificadas indiretas, com especificação do capital e dos direitos de voto correspondentes a cada participação”.

    A Globalpactum foi condenada também por violação a título negligente, de omissão de comunicação prévia ao Banco de Portugal na venda de participação qualificada. E por violação a título negligente da  lei bancária, pelo facto de ter havido omissão de comunicação, no prazo legal de 15 dias, da celebração de atos, mediante os quais se concretizaram os projectos de alienação ou de diminuição de participação qualificada, sujeitos a comunicação prévia.

    Por tudo isto multou o Atlantico Europa, braço do banco angolano em Portugal, com coimas de 10 mil euros por cada violação. “Atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 22 mil euros”.

    Já a Globalpactum, controlada por Carlos Silva, foi  condenada com uma admoestação.

    A decisão “foi proferida em processo que correu termos sob a forma sumaríssima, tendo sido aceite pelas arguidas, pelo que se tornou definitiva”.

    O Atlantico Europa  foi ainda condenado noutro processo de contraordenação relativo a factos datados de 30 de setembro de 2017; 16 de outubro de 2017; e 13 de novembro de 2017. A coima é de 11 mil euros e a condenação a título doloso traduz-se em três infrações de omissão de informação e comunicação ao BdP.

    O Banco de Portugal multou o Banco Montepio e o Montepio Investimento num total de 16 mil euros em dois processos de contraordenação.

    O supervisor multou a Caixa Económica Montepio Geral (atual Banco Montepio) em 6 mil euros e o Montepio Investimento em 10 mil euros, no âmbito de dois processos de contraordenação, um deles por movimento não autorizado na conta de um cliente.

    A entidade de supervisão divulgou no seu site a decisão de condenação da Caixa Económica Montepio Geral por “infração consubstanciada na realização de um movimento não autorizado na conta de um cliente”, à data de 04 de fevereiro de 2014. O Banco de Portugal explica tratar-se de “violação, a título negligente”, do disposto no artigo 65.º do Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Eletrónica, que dita, nomeadamente, que “uma operação de pagamento ou um conjunto de operações de pagamento só se consideram autorizados se o ordenante consentir na sua execução”.

    Pela prática desta infração, abrangida no leque de “infrações especialmente graves”, o supervisor indica ter aplicado uma coima unitária de cinco mil euros, como previsto no artigo 95.º do Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Eletrónica em causa. No entanto, “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenada, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor de seis mil euros.

    No caso do banco de investimento a condenação deve-se ao facto de o regulador ter considerado que houve violação a título negligente devido à situação de ter existido uma “omissão de pedido de autorização prévia ao BdP para alteração de sede social. Por isto teve de pagar uma multa de 10 mil euros.

    Também estas multas foram acatadas e por isso definitivas.

    O BPI foi condenado por incumprimento de regras de serviços de pagamento.  Uma contraordenação por alteração das comissões sem informar previamente o cliente; e por ter, por duas vezes, feito movimentos não autorizados nas contas dos clientes. Entre janeiro de 2014 e dezembro de 2015, ainda durante a presidência de Fernando Ulrich. O banco foi multado em 6 mil euros pela primeira infração, e em 7 mil euros por cada uma das duas infrações seguintes. Mas atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 85 mil euros”.

    A EDP também está entre as condenadas pelo Banco de Portugal, tendo sido aplicada à elétrica nacional duas coimas de 2,25 milhões de euros (EDP Soluções Comerciais) e de 250 mil euros (EDP), sendo que esta última foi suspensa em metade do seu valor por cinco anos.

    O Banco de Portugal condenou as empresas por incumprimento das regras de serviços de pagamento.

    “Violação a título doloso do Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Eletrónica”, conduta que “foi consubstanciada na prestação de serviços de pagamento, na modalidade de envio de fundos, por entidades a que este tipo de atividade se encontra vedada”. A data da prática dos factos é de 1 de novembro de 2009 até 5 de junho de 2018.

    A elétrica decidiu que não vai recorrer.

    A Patris e a corretora Fincor também foram alvo de processos de contraordenação por parte do supervisor.

    O Banco de Portugal acusa a Fincor de ter violado por três vezes “a titulo negligente”  a lei bancária (RGICSF), “infrações consubstanciadas na omissão de comunicação ao BdP, em abril de 2015, abril de 2016 e  abril de 2017, da identidade dos detentores de participações qualificadas indiretas, com especificação do capital e dos direitos de voto correspondentes a cada participação”, diz o documento.

    O supervisor condena a Patris, dona da Fincor, também por “violação, por três vezes, a título negligente, da lei bancária. Mais uma vez as infrações foram consubstanciadas na omissão de comunicação ao BdP, em abril de 2015, abril de 2016 e abril de 2017, da identidade dos detentores de participações qualificadas indiretas, com especificação do capital e dos direitos de voto correspondentes a cada participação”.

    O Banco de Portugal aplicou uma coima de 10 mil euros à Fincor, mas “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenada, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor  15 mil euros”. Já a Patris foi condenada com multa de 10 mil euros, mas “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenada, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 12,5 mil euros.

    A empresa de Gonçalo Pereira Coutinho não contestou e pagou as coimas.

    Entre os bancos visados estão também Santander Totta, o Crédito Agrícola, e a Caixa Geral de de Depósitos (CGD). No caso do Santander Totta, o banco foi multado por factos ocorridos em 13 de maio de 2011. A infração consiste na prestação incorreta de informações ao Banco de Portugal. A este arguido foi aplicada uma coima de 13 mil euros, mas “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 14 mil euros”. O banco não impugnou a decisão judicialmente, pelo que a decisão condenatória tornou-se definitiva.

    Mas ainda outro processo contra o Santander Totta que por ter violado a título negligente o regime jurídico dos serviços de pagamento, foi condenado a pagar uma multa de 5 mil euros, por factos ocorridos em dezembro de 2015. No entanto “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 22,5 mil euros.

    No caso do banco público, CGD, foi condenado ao pagamento de uma coima de 5 mil euros por ter “disponibilizado o número de identificação da caderneta a terceiros”, de acordo com o processo instaurado pelo Banco de Portugal. No entanto “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, duas contraordenações, foi condenada, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 6,5 mil euros”. Multa que foi aceite pela instituição arguida.

    BPG multado por ter ultrapassado limite dos grandes riscos

    O Banco Português de Gestão e os seus gestores Emanuel Marques do Santos, Justino Carlos e Luís Barbosa foram condenados pela “inobservância dos limites dos grandes riscos legalmente fixados”.

    Os factos são imputados às datas de 30 de junho de 2013 a 31 de maio de 2016.

    No caso do banco da Fundação Oriente a violação foi “a título doloso”, pelo que a multa é de 80 mil euros. Mas “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, outra contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 150 mil euros, suspensa em metade do seu valor por cinco anos”.

    Emanuel Marques dos Santos, também foi condenado a título doloso e por isso condenado ao pagamento de uma coima de 35 mil euros, mas “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, outra contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 60 mil euros, suspensa em metade do seu valor por cinco anos”.

    Justino Carlos foi o único condenado a título negligente e por isso foi multado com 15 mil euros, mas “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, outras contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 18 mil euros, suspensa em metade do seu valor por cinco anos”.

    Por fim Luís Barbosa foi condenado também a título doloso e por isso foi multado em 40 mil euros, mas a coima foi suspensa em metade do seu valor por cinco anos.

    Para além de uma lista de processos de contraordenação envolvendo muitas caixas agrícolas, a própria Caixa Central de Crédito Agrícola foi multada pelo BdP, por factos ocorridos entre outubro de 2013 e dezembro de 2014, e “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, quatro contraordenações, foi condenada, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 75 mil euros”. Tudo relacionado com regras de prevenção do branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

    Foi também condenado Banif BI, por factos ocorridos entre 15 de setembro de 2016 e 11 de novembro de 2017, a uma coima única de 10,5 mil euros, suspensa em metade do seu valor por um ano, por omissão, nos prazos estabelecidos por lei, de informações e comunicações devidas ao BdP.

    A instituição de pagamentos e câmbios MundiTransfers violou, por cinco vezes, “a título doloso”, as regras que prevêem o dever de as instituições financeiras aplicarem medidas acrescidas de diligência às operações de transferência de fundos em cujo circuito intervenham entidades não bancárias domiciliadas fora do território nacional. E também por ter violado uma vez, “a título doloso” o Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Eletrónica, que prevê o dever de as instituições dos serviços de pagamento assegurarem a proteção dos fundos que tenham sido recebidos dos utilizadores de serviços de pagamento. Finalmente ainda por ter violado três vezes a “título doloso” a lei bancária que proíbe a prestação de informações falsas ou incompletas ao Banco de Portugal.

    Estas falhas ocorreram de 1 de janeiro de 2013 a 23 de março de 2016. A condenação deu origem a multas significativas. Por ter violado o dever de identificar factores de risco de branqueamento de capitais foi multado com 50 mil euros. Depois teve uma coima de 60 mil euros por cada uma das cinco contraordenações aplicada por violação do dever de aplicar medidas acrescidas de diligência às operações de transferência de fundos em cujo circuito intervenham entidades não bancárias e domiciliadas no estrangeiro. Mais 20 mil euros por processo de contraordenação por alegado incumprimento de regras de serviços de pagamento; a que acresce mais uma multa de 30 mil euros  por cada uma das três contraordenações relativas à prestação de informação falsa ou incompleta ao supervisor. “Atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, 10 contraordenações, foi condenada, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor de 150 mil euros”.

    As maiores condenações são à KPMG e ao BES

    A auditora do então Banco Espírito Santo (BES) foi acusada pelo Banco de Portugal de ter prestado, a título doloso, informações incompletas e falsas ao supervisor bancário entre 11 de fevereiro de 2014 a 30 de maio de 2014. Por isso a KPMG foi condenada com duas coimas parcelares de 1,250 milhões de euros, o num “cúmulo jurídico” resulta numa coima única de 3 milhões de euros, “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações”.

    A auditora Inês Viegas foi condenada com duas coimas de 300 mil euros cada, mas “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenada, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 425 mil euros”.

    Fernando Antunes foi condenado a uma coima parcelar no valor de 300 mil euros, mas atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 400 mil euros”.

    Todos os condenados impugnaram a decisão, junto do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão.

    Em causa está a KPMG ter tido conhecimento das perdas que existiam no balanço do BES Angola. O Banco de Portugal acusa a KPMG, que era auditora do BES e do BESA, de ter violado o dever de comunicação ao supervisor.

    O Banco de Portugal (BdP) condenou ainda BES e três ex-administradores do banco ao pagamento de 6,8 milhões de euros pela omissão de comunicação obrigatória dos problemas associados às carteiras do BES Angola. O supervisor concluiu que ficou provado que os antigos administradores do BES atuaram de forma dolosa para esconder os problemas que o BESA enfrentava.

    O BdP condenou o BES três dos seus ex-administradores – Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires e Rui Silveira – por “omissão de comunicação obrigatória ao BdP dos problemas associados às carteiras de crédito e de imobiliário do BESA”, o extinto BES Angola.

    O BES foi condenado a uma coima única no valor de 3,4 milhões de euros, Ricardo Salgado a uma coima de 1,8 milhões de euros, Amílcar Morais Pires foi condenado a uma coima única de 1,2 milhões de euros e Rui Silveira a uma coima de 400 mil euros.

    A prática das “infrações especialmente graves” decorreu entre 3 de outubro de 2013 e 03 de agosto de 2014, antes da resolução do BES, que ocorreu em 04 de agosto daquele ano.

    O BES foi condenado, entre outras, numa coima parcelar no valor de 2,3 milhões de euros por violação a título doloso  da lei bancário, consubstanciado na “omissão de comunicação obrigatória ao BdP dos problemas associados às carteiras de crédito e de imobiliário do BESA”. Mas atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 3,4 milhões de euros”.

    Amílcar Morais Pires que era CFO (administrador financeiro) foi multado numa coima parcelar de 800 mil euros, pela mesma infração, mas atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 1,2 milhões de euros”.

    Ricardo Salgado levou a coima maior. O arguido foi condenado a uma multa pela mesma infração de um milhão de euros, mas “atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 1,8 milhões de euros”.

    Já Rui Silveira, que tinha o pelouro jurídico, foi condenado a uma coima de 400 mil euros.

    O BdP adianta que os três ex-administradores impugnaram a decisão do Banco de Portugal junto do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão.

    Tal como o Jornal Económico avançou no início do ano, Rui Silveira respondeu a esta acusação. Fonte da defesa do ex-administrador com o pelouro jurídico do BES, “considera a condenação do Banco de Portugal uma infâmia no que toca ao seu constituinte”. A defesa de Rui Silveira considerou que a base que sustenta a condenação é uma comunicação interna a Amílcar Morais Pires, o administrador financeiro do BES, e que tinha o pelouro do BESA. Diz a defesa que Rui Silveira alertava  então para a necessidade de respeitar o dever de comunicação ao Banco de Portugal, se as averiguações que estavam em curso no BESA levassem ao apuramento de factos irregulares suscetíveis de constituírem um risco para o BES. O Banco de Portugal considerou que esta carta era uma tentativa de ocultar factos irregulares no BESA, e é este entendimento que a defesa considera “uma infâmia”, porque, explicam, a carta alerta para o dever de comunicar e não para o intuito de ocultar.

    Já o ex-administrador do BES com o pelouro financeiro e que tinha também o pelouro do BES Angola veio na altura reagir em comunicado dizendo que a condenação é “perversamente injusta, porque a intervenção que tive no Banco Espírito Santo Angola foi a de pôr a funcionar bem, entre 2012 e 2013, o que anteriormente tinha sido posto a funcionar mal por Álvaro Sobrinho, como bem sabe o Banco de Portugal”.

    Processo do Banif e ex-administradores publicado

    O Banif e os seus administradores, violaram a regra do Regime Geral das Instituições de crédito que define as regras da concessão de crédito a detentores de participações qualificadas.

    O montante dos créditos concedidos, sob qualquer forma ou modalidade, incluindo a prestação de garantias, a pessoa que direta ou indiretamente detenha participação qualificada numa instituição de crédito e a sociedade que essa pessoa direta ou indiretamente domine, ou que com ela estejam numa relação de grupo, não poderá exceder, em cada momento e no seu conjunto, 10%. dos fundos próprios da instituição. Mas o Banif e os seus administradores não cumpriram entre 30 de setembro de 2010 e 31 de dezembro de 2012.

    O banco foi multado em 800 mil euros por esta infração grave, mas atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única de um milhão de euros.

    Os administradores foram condenados a título doloso com multas que foram suspensas em metade do seu valor por quatro anos. Assim: Joaquim Marques dos Santos foi multado em 55 mil euros, suspensa em metade por 4 anos; Carlos Duarte foi multado em 100 mil euros, mas atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações, foi condenado, em cúmulo jurídico, ao pagamento de uma coima única no valor 125 mil euros”.

    Manuel Vaz foi multado em 45 mil euros (coima única de 52 mil euros); António Rocha Moreira teve uma coima de 45 mil euros, mas em cumulo jurídico sobe para 53 mil euros.

    João Paulo Almeida tem coima de 75 mil euros, mas que sobe para 100 mil atenta a circunstância de ter praticado, em concurso efetivo, várias contraordenações. Nuno Roquette Teixeira, que era o CFO, teve uma multa de 45 mil euros, mas foi condenado, em cumulo jurídico ao pagamento de 52 mil euros. João Machado de Andrade condenado em 45 mil euros e em cumulo jurídico passa para 52 mil euros.  Nestes casos as multas são definitivas.

    Há 160 mil euros de coimas a outros arguidos anónimos. Destes, três impugnaram judicialmente.

    Há muitas outras coimas, numa lista que, relativa à publicação em 2019, soma mais de 50 processos.

     

    Porque é que os populistas gostam de ‘fake news’?


    Pois… é incrível, mas os escândalos, as inúmeras notícias e os desenlaces que a temática das fake news nos têm trazido nos últimos tempos são importantes. Estudos recentes mostram que informação pouco credível ou falsa condiciona as...

    Pois… é incrível, mas os escândalos, as inúmeras notícias e os desenlaces que a temática das fake news nos têm trazido nos últimos tempos são importantes. Estudos recentes mostram que informação pouco credível ou falsa condiciona as escolhas dos eleitores, logo, altera sentidos de voto. Ou seja, as notícias falsas têm impacto nos resultados eleitorais.

    Neste espaço, tenho vindo a escrever amplamente sobre este fenómeno. Não é, pois, de todo, surpresa que o aborde novamente hoje. Temos bastantes e variados exemplos de como estes assuntos impactam os resultados nas urnas, como, por exemplo, o Brexit ou a eleição de Trump e Bolsonaro. O tema está na ordem do dia e tudo indica que irá continuar.

    Num livro publicado recentemente, intitulado “Information, Autocracy and Democracy: Economic Transparency and Political (In)Stability”, James R. Hollyer, Peter Rosendorff e James Raymond Vreeland chamam a atenção para o facto de as democracias, tal como as conhecemos, terem menos hipóteses de sobrevivência quando há informação a circular com pouca qualidade, ou mesmo inverídica.

    Assim, quando os eleitores estão mal informados, as probabilidades de cometerem erros no momento em que votam aumentam, erros esses que se prendem essencialmente com as análises que fazem daquilo que pode ser benéfico para si enquanto cidadãos e de acordo com as suas preferências. Isto não se afigura como positivo para uma “melhor democracia”. Em boa verdade, estes resultados minam facilmente a confiança das populações e contribuem para o ressurgimento e reforço de forças políticas antidemocráticas.

    O adágio popular “dividir para reinar” nunca fez tanto sentido como hoje, ainda que pareça não ter contagiado a população portuguesa. Não por estarmos imunes a tal, não acredito nisso, mas talvez pelo facto de o descrédito nos políticos ser tão generalizado que o efeito se perde… Há que ter em atenção o que se passa à nossa volta. A História pode até não se repetir – hoje o mundo é muito diferente do que era há 100 anos – mas há sinais preocupantes. Os mais cautelosos vão preferir não arriscar nestes assuntos. É o meu caso. E o seu?

    A autora escreve de acordo com a antiga ortografia.

     

    Habitação, a peça que faltou em 45 anos de Abril


    Passaram 45 anos sobre a Revolução do 25 de Abril. Passaram 45 anos que vivemos em democracia com a promessa de uma sociedade justa, igualitária e fraterna. Criámos, como quem abre os olhos e constrói a madrugada, o Estado social. Massificámos e...

    Passaram 45 anos sobre a Revolução do 25 de Abril. Passaram 45 anos que vivemos em democracia com a promessa de uma sociedade justa, igualitária e fraterna.

    Criámos, como quem abre os olhos e constrói a madrugada, o Estado social. Massificámos e democratizámos a Escola Pública que arrancou Portugal do atraso de décadas – relembremos que em 1970, um em cada quatro portugueses não sabia ler ou escrever. Criámos o Serviço Nacional de Saúde, garantindo segurança a quem perdeu a saúde, e vencemos a mortalidade infantil que dizimava o futuro do país.

    E também construímos juntos, num processo contínuo para mais novos e mais velhos, a Segurança Social, assente numa das ideias mais radicais que poderíamos ter: a de que cada um de nós é responsável por todos nós. Mas elogiar esse salto quântico é também reconhecer que o direito à habitação é o pilar do Estado social que ficou para trás nestes 45 anos de democracia.

    “Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar. Incumbe ao Estado executar uma política de habitação” – diz o artigo 65º da Constituição. Não pode ser letra morta numa Constituição tão viva.

    Precisamos hoje de responder a quem não encontra casa a preços decentes ou a quem vive em habitações sem condições dignas. Para cumprir este pilar da Constituição, precisamos hoje de um Serviço Nacional de Habitação.

    Em Portugal, onde há tanta gente que vive com medo de não encontrar casa para viver, apenas 2% da habitação é pública. Alguém admitiria que o Estado tivesse apenas 2% das Escolas do país, ou apenas 2% dos hospitais e dos cuidados de saúde, ou que apenas 2% dos reformados tivessem pensões da Segurança Social?

    Infelizmente, o que acontece na habitação é um verdadeiro pesadelo liberal: milhares de agentes atomizados a tomar decisões sem qualquer regulação do mercado. Resultado: a crise na habitação é a mais grave que o país enfrenta e não temos ferramentas para a combater.

    Ter ferramentas significa que na Assembleia da República se acabe com os vistos Gold que promovem a especulação e a corrupção mas em nada ajudam ao emprego. Significa que se acabe com a Lei das Rendas de Assunção Cristas, porque só recusando as propostas liberais que deram origem à lei Cristas é que poderemos dar segurança a quem vive com medo que o senhorio se lembre de alterar o contrato.

    Precisamos também de regular o Alojamento Local, que faz subir a especulação imobiliária e impede que se encontrem casas para habitar nas grandes cidades.

    O Direito à Habitação foi a peça esquecida do Estado social português e temos de arrepiar caminho. Se durante 45 anos foi a “a paz, o pão, saúde, educação”, este abril voltemos a pôr a habitação na canção de Sérgio Godinho: “a paz, o pão, habitação, saúde, educação”.

    A revolução tecnológica e a banca na hora da verdade


    Os últimos anos têm sido pródigos em notícias sobre o sistema financeiro. O seu tom e conteúdo são ainda motivo de preocupação, mas a realidade é mais complexa do que poderia parecer. Apesar de as atenções ainda se centrarem na liquidez, os...

    Os últimos anos têm sido pródigos em notícias sobre o sistema financeiro. O seu tom e conteúdo são ainda motivo de preocupação, mas a realidade é mais complexa do que poderia parecer. Apesar de as atenções ainda se centrarem na liquidez, os desafios deste tempo partem de entraves estruturais ao desenvolvimento do mercado no longo prazo.

    O diagnóstico é simples. O passado recente dá-nos conta de vários negócios de referência – da Kodak à Blockbuster – que sucumbiram perante a alteração estrutural das suas indústrias. O atraso na resposta a essas alterações é tendencialmente fatal, e não há nenhuma receita mágica para a transformação. Procurar importar modelos pré-definidos pode até ser perigoso, e o que importa é promover novas práticas que conduzam à inovação no quotidiano.

    O paradigma mudou. Em 2017, Paulo Macedo, presidente da CGD, dizia-nos que “os jovens preferem ir ao dentista do que ao banco”. Os jovens, recorde-se, são um mercado fundamental para o futuro – estabelecer uma relação comercial com um jovem de 20 anos permite posteriormente angariar produtos como contas-ordenado ou créditos à habitação.

    Perante esta nova realidade, assistimos recentemente à inauguração de uma cafetaria do Santander em Lisboa. O essencial será garantir a transformação das organizações financeiras antes que sejam abaladas por uma crise existencial irreversível, e quem não perceber o atual estado de coisas ficará irremediavelmente para trás.

    Vejamos o diagnóstico:

    1. O mercado atingiu a maturidade e o seu potencial de crescimento é curto. Com taxas de juro muito baixas, os resultados potenciais da banca limitam-se à recuperação de imparidades já reconhecidas. De pouco vale esperar pela reação dos bancos centrais, porque essa prevê-se lenta e penosa. Somam-se a isto rácios de transformação de depósitos em empréstimos vincadamente mais baixos do que no passado, o que reflete uma menor concessão de crédito – o principal meio de obtenção de lucros.

    Por último, a cobrança de comissões já ultrapassa os limites do aceitável e não tem margem de crescimento. Neste cenário, é previsível que a banca atinja um estado estacionário, ou seja, uma taxa de crescimento constante que poderá, ou não, tender para o crescimento de longo prazo.

    2. A concorrência vem de fora da indústria, da mesma forma como a Nokia menosprezou a ameaça da Apple ou da Google (a BlackBerry, por exemplo, também falhou em perceber que a nova concorrência era conceptualmente diferente e ultrapassava os serviços de email). Pelo contrário, a banca terá de entender que o mercado já não é o que foi no passado e que as suas dificuldades se irão agravar com o aparecimento de players provenientes, fundamentalmente, do sector tecnológico. Note-se que a Amazon já providencia cash advances aos seus comerciantes e, em algumas geografias, recolhe depósitos porta-a-porta (o dinheiro, entregue a um estafeta, entra diretamente numa conta online que escapa à atual malha da regulação).

    Em conclusão, o advento das novas tecnologias permite a alguns players especializados (e muito capitalizados) prestarem serviços anteriormente exclusivos à banca – tanto a custos mais baixos como com maior conveniência.

    3. Novas formas de obter crédito poderão substituir o sistema bancário. É comum pensar-se que o sistema bancário é fundamental para o crescimento económico, mas nem sempre foi assim (por muito que o sector, os governos, os reguladores e até os economistas o deixem recorrentemente transparecer).

    “Dark Matter Credit”, da Princeton University Press (um dos mais relevantes livros de economia já publicados em 2019), recorda-nos uma Europa que cresceu, em que não existiam bancos, mas em que existia crédito. Essa Europa tornou-se rica ainda antes da implantação dos bancos, sobretudo através de um sistema-sombra de empréstimos entre as pessoas (que em França, em 1840, garantia tanto crédito hipotecário quanto o sistema bancário norte-americano em 1950).

    Esta perspetiva histórica – que não é assim tão longínqua – deve levar-nos a refletir sobre a possibilidade de os bancos se virem a tornar irrelevantes numa economia de proximidade galopante. O regresso a este peer-to-peer lending, impulsionado pela internet e pelos protocolos de confiança da blockchain, é só uma das ameaças de que já se fala.

    4. Os novos players poderão beneficiar da complementaridade entre serviços. A integração do comércio online com a prestação de serviços financeiros, como no caso da Amazon, poderá permitir reduzir custos e atrair novos clientes interessados na simplificação. Resta saber se os investidores estão na disposição de investir nas empresas tecnológicas que ingressam pelo sistema bancário, ou se preferirão fazer a sua própria diversificação. O estabelecimento de parcerias parece, no entanto, incontornável – e é tradicionalmente a forma mais barata e eficaz de financiar a inovação.

    Como vimos, desta vez é diferente. A economia de redes desenvolveu-se surpreendentemente e sem que muitos se adaptassem. A ameaça ao sistema bancário – em que os contribuintes muito investiram – já não é só uma questão de liquidez. É existencial. Ao contrário de Antony Jenkins, um antigo CEO do Grupo Barclays, não vaticinarei o fim da banca em 20 anos, mas assinalo que o número de dependências bancárias na Europa caiu 21% na última década.

    A banca enfrentará nos próximos anos a sua hora da verdade. Reagir proativamente a esta crise exigirá compromisso e um forte investimento na diferenciação da oferta e na capacitação dos trabalhadores – assim as lideranças o entendam e assim haja vontade de o fazer.

    Marques Mendes: Portugal em matéria de infraestruturas de transporte de combustível está no terceiro mundo


    Luís Marques Mendes, comentador político, disse hoje na SIC, que “o Governo atuou mal antes da greve, quando já se conhecia o pré-aviso”. O Governo “desvalorizou porque considerou que era uma questão entre privados, mas esqueceu-se que ia ter...

    Luís Marques Mendes, comentador político, disse hoje na SIC, que “o Governo atuou mal antes da greve, quando já se conhecia o pré-aviso”. O Governo “desvalorizou porque considerou que era uma questão entre privados, mas esqueceu-se que ia ter consequências graves no domínio público”, disse o comentador.

    “Depois também nos dias anteriores à greve podia ter mediado o conflito, isto é, ter feito aquilo que acabou por fazer no final. Podia ter um plano de intervenção mais eficaz, por exemplo no racionamento do combustível, se tivesse sido anunciado mais sido tinha sido mais eficiente”, referiu Marques Mendes.

    “O Governo decretou os serviços mínimos para a Grande Lisboa e Grande Porto e o resto do país é paisagem e são estes políticos os que mais falam de descentralização, que  mais dizem defender o interior”, criticou.

    O Executivo agiu bem na parte final, na noite de quarta para quinta-feira, e conseguiu levar as partes a um acordo, considerou também Marques Mendes que elogiou Pedro Nuno Santos, o ministro negociador do Governo.

    Sobre a necessidade construção de um oleoduto no aeroporto de Lisboa, Marques Mendes lembrou que o país está vulnerável. O abastecimento ao aeroporto do Porto já se faz com um oleoduto, mas o de Lisboa não. “Não há 10 milhões para um oleoduto que era um instrumento indispensável no aeroporto de Lisboa?”, questiona o comentador.

    A AIE (Agência Internacional de Energia) diz que Portugal em matéria de infraestruturas de transporte de combustível está no terceiro mundo. Espanha tem 4.000 km de oleodutos, nós temos 230 km.

    Recorde-se que a reunião entre Sindicato nacional dos motoristas de matérias perigosas e patrões (ANTRAM) está marcada para dia 29 e o objetivo é que até ao final do ano haja um acordo coletivo de trabalho.

    O sindicalismo menos politizado é positivo, salienta o comentador. “O sindicalismo em novos movimentos é um sinal de que o paradigma está a mudar”, disse sobre o novo sindicato que, com a greve da semana passada, paralisou o país.

    Programa de Estabilidade é eleitoralista

    É uma exigência de Bruxelas, mas o Governo aproveitou para fazer eleitoralismo, disse. “Vê-se nas previsões de crescimento demasiado otimistas. Por exemplo na previsão de crescimento de 1,9% para este ano, na mesma semana em que a Alemanha baixou a sua previsão de crescimento para este ano”, acrescentou.

    Este Governo diz que daqui a dois anos talvez faça uma redução da carga fiscal, o que é mais um sinal do eleitoralismo.

    A sondagem de abril da Aximage volta a pôr PS e PSD empatados a pouco mais de um mês para as europeias. Isto apesar de medidas eleitoralistas como a dos passes sociais e o reembolso do IRS que este ano é mais generoso.

    O veto da lei que proíbe as PPP – Parcerias Pública Privadas na saúde, noticiado pelo Expresso, foi defendido por Marques Mendes que considera que a opção ideológica não deve estar na lei de bases e deve sim ser matéria da opção de cada Governo.

     

     

    Passageiros da Mafrense receiam falta de autocarros


    ‘’As pessoas estão preocupadas’’, desabafa Pedro Durão. “Conseguem comprar um passe mais barato mas têm receio de não conseguir dar-lhe uso”, refere o moderador do grupo de WhatsApp de utentes dos autocarros da Mafrense ao JE. O...

    ‘’As pessoas estão preocupadas’’, desabafa Pedro Durão. “Conseguem comprar um passe mais barato mas têm receio de não conseguir dar-lhe uso”, refere o moderador do grupo de WhatsApp de utentes dos autocarros da Mafrense ao JE.

    O comentário foi feito na terça-feira, 2 de abril, um dia depois de terem entrado em vigor os novos tarifários de transportes na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Esta nova medida, apresentada pelo Governo de António Costa, traz benefícios aos portugueses tanto a nível do acesso aos transportes na AML como também em poupanças, que poderão rondar os mil euros, anualmente.

    Apesar destes ganhos, para os clientes da Mafrense a história é outra: estão preocupados com a falta de autocarros para os dias que se avizinham.

    Na semana anterior à entrada em vigor dos novos passes, os utentes de autocarros de Mafra foram alertados para a possibilidade de constrangimentos na circulação de transportes devido ‘’ao aumento de passageiros que se poderá verificar’’. Contudo, estes constrangimentos serão, na verdade, provocados pela falta de motoristas.

    Em conversa com o JE, Nuno de Carmo, diretor operacional da Mafrense, confirmou a falta de recursos humanos para as operações da empresa, realçando que “temos 94 motoristas, mas não vão ser suficientes para fazer circular todos os autocarros’’, confessou. ‘’Não há motoristas no mercado, por isso temos dificuldades em recrutar mais profissionais’’.

    Porém, as dificuldades não se resumem apenas à falta de motoristas, mas também ao custo da formação de profissionais que, segundo apurou o JE, rondam os três mil euros.

    O diretor da empresa de autocarros revelou ter havido um aumento significativo na procura dos novos títulos.

    “Só na sexta-feira (30 de março) registamos 500 novos pedidos de passe’’, explicou, revelando que “registámos um aumento entre 10% a 15%”. Mas considera que o número total de pedidos poderá crescer.

    Com o aumento de novos utentes, também a atual circulação de autocarros poderá não ser suficiente apesar da empresa ter 96 autocarros operacionais e seis em plano de contingência.

    A verdade é que o número de viaturas disponíveis não é relevante dado não haver profissionais suficientes para conduzi-las.

    Quando questionado sobre se já se sentem dificuldades na circulação e transporte de utentes, Nuno de Carmo garantiu que ‘’ainda não’’, mas que com a crescente procura o desafio vai intensificar-se, ‘’vai haver um limite na capacidade de responder à procura’’, confessou.

    Já o porta-voz dos utentes da Mafrense contraria e garante que nos primeiros dois dias, após a implementação do novo passe, já se sentiram constrangimentos.

    “Uma coisa que não acontecia era ficarem pessoas nas paragens, mas durante esta semana já está a acontecer constantemente. E só se passaram dois dias”, sublinhou. “Já há gente a ficar em terra, muito mais do que na semana passada”, remata.

    O aumento, contudo, não se sentiu apenas em Mafra. Segundo dados da OTLIS, que gere a bilhética dos transportes em Lisboa, foram pedidos 34.800 mil cartões em março. O número de cartões Lisboa VIVA pedidos ao longo do mês de março aumentou 42,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados disponibilizados pela empresa.

    O autarca da capital e presidente da AML – Área Metropolitana de Lisboa, Fernando Medina, revelou que em março de 2019 “foram vendidos mais 70 mil títulos Navegante do que em março de 2018”.

    Ainda que nem todos sejam novos utilizadores dos transportes públicos, o número reflete uma subida da procura na AML, em resultado da descida do preço dos passes, que entrou em vigor na segunda-feira passada.

    Cada passe para circular dentro de um dos 18 concelhos da AML, utilizando todos os transportes, fica agora por 30 euros, enquanto o passe para viajar dentro de toda a AML fica por 40 euros.

    A CP – Comboios de Portugal e o Metropolitano de Lisboa já informaram que vão ajustar a sua oferta de meios circulantes caso a procura aumente.

    Em termos de reforço do número de autocarros a circular, a Carris, gerida pela Câmara de Lisboa, anunciou em declarações à “Lusa”
    que prevê “um aumento da oferta dos 8% a 10% em 2019”.

    Por seu turno, a CP indica que “monitoriza em permanência a evolução da procura dos seus serviços, no sentido de efetuar eventuais ajustamentos da oferta, sempre que pertinente e possível, no contexto dos recursos humanos e materiais disponíveis”.

    Artigo publicado na edição nº 1983 de 5 de abril do Jornal Económico

    Jornal Económico teve melhor desempenho de sempre no primeiro trimestre de 2019


    O site do Jornal Económico teve no primeiro trimestre o seu melhor desempenho de sempre, com um total de 12,5 milhões de visitas e cinco milhões de utilizadores, de acordo com os dados do Netscope, da Marktest. Estes números representam um...

    O site do Jornal Económico teve no primeiro trimestre o seu melhor desempenho de sempre, com um total de 12,5 milhões de visitas e cinco milhões de utilizadores, de acordo com os dados do Netscope, da Marktest. Estes números representam um crescimento de 20% nas visitas e de 31% no número de utilizadores, em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

    Em termos médios, o site do Jornal Económico teve 4,1 milhões de visitas e cerca de 2 milhões de utilizadores, em cada um dos primeiros três meses de 2019. Em comparação com o período homólogo de 2018, o tempo médio de permanência no site do Jornal Económico mais do que duplicou, passando de 3,18 minutos há um ano para uma média de 7 minutos, no primeiro trimestre de 2019.

    Este crescimento reflete a aposta contínua que temos feito em novos conteúdos para melhor servirmos os nossos leitores, com projetos como o Economize, o JE TV e o Prisma. Ao mesmo tempo, reforçámos os conteúdos premium, com o JE Leitor, bem como a nossa oferta de newsletters, que todos os dias chegam a mais de 80 mil subscritores.

    Os valores registados pelo site do Jornal Económico comparam com os 15 milhões de visitas registados pelo site do “Negócios” e com os 7,1 milhões do “Dinheiro Vivo”, o que significa que o JE mantém-se na segunda posição no ranking de visitas dos sites de informação económica portugueses, à semelhança do que tem sucedido nos últimos dois anos. Porém, tem vindo a ganhar terreno de forma gradual e sustentada, reduzindo a diferença face ao líder do segmento.

    Ao contrário dos concorrentes “Jornal de Negócios” e “Dinheiro Vivo”, que divulgaram os seus resultados trimestrais na semana passada, o Jornal Económico não faz parte do painel NetAudience, da Marktest, que mede a audiência dos sites de informação. No entanto, somos auditados pelo Netscope, também da Marktest. E os dados de visitas e de visitantes do Netscope são utilizados no NetAudience, para calcular a audiência dos sites.

    Edição semanal supera fasquia dos 10 mil exemplares

    O crescimento da edição online – de acesso gratuito –  encontra paralelo no forte aumento dos leitores dos conteúdos pagos do Jornal Económico. Entre janeiro e dezembro de 2018, a circulação total (papel e digital) da edição semanal do JE cresceu 65%, para uma média de sete mil exemplares por edição, segundo os dados divulgados pela Associação Portuguesa de Controlo de Tiragem e Circulação (APCT). Esta tendência de forte crescimento, em contraciclo com a generalidade da imprensa, manteve-se nos primeiros meses de 2019, com a circulação total a superar, pela primeira vez, a fasquia dos dez mil exemplares. Estes dados serão divulgados em breve.

    O forte desempenho do JE nas diferentes plataformas em que estamos presentes não seria possível sem o apoio dos nossos leitores, parceiros (com destaque para o portal SAPO) e anunciantes. O Jornal Económico agradece a confiança e o apoio que tem recebido e renova o compromisso de os continuar a servir com jornalismo isento, rigoroso e de qualidade.

     

    Comediante ganha as eleições na Ucrânia


    Sondagem à boca das urnas dá presidência da Ucrânia a Zelensky.  As sondagens dão vitória a Volodymyr Zelensky com 73,1%. Petro Poroshenko obteve 25,3%, avança o Euronews. Os votos ainda estão a ser contados. Zelenskiy, de 41 anos, é um...

    Sondagem à boca das urnas dá presidência da Ucrânia a Zelensky.  As sondagens dão vitória a Volodymyr Zelensky com 73,1%. Petro Poroshenko obteve 25,3%, avança o Euronews. Os votos ainda estão a ser contados.

    Zelenskiy, de 41 anos, é um comediante que denuncia a corrupção no país e desempenha o papel de presidente numa comédia de televisão.

    As urnas encerraram às 20 horas, hora local.

    Os ucranianos votam neste domingo no segundo turno da eleição presidencial no país.

    Fórum: a banca à medida dos clientes

    Fórum: a banca à medida dos clientes


    1- Quais as principais vantagens que a banca digital traz para os consumidores Margarida Mendes da Maia, Diretora da Portugal FinTech Fintech dão soluções para instabilidade da segurança social. É impossível ignorar que o mundo se encontra...

    1- Quais as principais vantagens que a banca digital traz para os consumidores

    Margarida Mendes da Maia, Diretora da Portugal FinTech

    Fintech dão soluções para instabilidade da segurança social.

    É impossível ignorar que o mundo se encontra conectado vinte e quatro horas por dia e, adaptada a essa realidade, a banca digital trouxe benefícios inegáveis para todos os consumidores. Em todos os países, a banca começou a servir todos com a customização necessária. Entre os diversos benefícios, a banca digital trouxe o acesso facilitado a serviços financeiros, maior rapidez nas transferências, pagamentos e levantamentos; taxas mais baixas; uma ótima experiência de utilizador; entre muitos outros.

    No entanto, destaco como benefício fundamental o acesso a serviços considerados premium, dos quais a poupança e o investimento constituem exemplos.

    Os salários pagos em Portugal são muito baixos e os preços subiram de forma desmesurada devido ao aumento do turismo. Além disso, a população ativa é menor de ano para ano. Nesta conjuntura surgem novos serviços financeiros que nos dão a possibilidade de investir no futuro e torná-lo um pouco menos incerto, num momento em que a confiança dos jovens na sustentabilidade da Segurança Social está por um fio.

    FinTechs como a Acorns, a Betterment e a Stash providenciam serviços de micro poupançase/ou investimento. Posso poupar ao arredondar pagamentos à próxima unidade de euro, poupando uns cêntimos ou euros por dia. Paralelamente, posso investir montantes superiores com taxas mais baixas, que são posteriormente investidos automaticamente por um ‘robo-advisor’.

    Assim, a população que recebe salários mais baixos não está impedida de planear o futuro e aceder a este mercado que, tão frequentemente, se encontra barrado pela obrigatoriedade de abertura de conta com um montante mínimo incomportável para sua realidade económica.

    António Martins, Diretor de Marketing do Best

    Conveniência, independência e custos: eis as vantagens da banca digital

    A vantagem mais óbvia consiste na conveniência, isto é poder aceder e gerir o seu dinheiro, seja num computador ou numa app do telemóvel vinte e quatro horas por dia. Assim, não há horas para pagar uma conta ou fazer uma transferência.

    A segunda conveniência dos serviços digitais prende-se com a independência, poder escolher o que quero fazer com o meu dinheiro, com os meus investimentos em fundos, obrigações ou bolsa, ou poupanças em depósitos ou seguros de capitalização. Sou eu que seleciono e decido os meus investimentos, mas se precisar de apoio, existem formas automáticas como os ‘Robot Advisor’ ou o contacto personalizado de alguém que me pode esclarecer.

    A terceira diria que reside no preço, o canal digital é por excelência o canal mais eficiente para os bancos e isso traduz-se num preço mais baixo para o consumidor. É cada vez mais comum existirem contas sem custos associados ou, para quem precisa de mais serviços, contas com uma mensalidade.

    É poder estar à frente a gerir a vida financeira.

    Luís Miguel Vieira, Administrador Executivo da Associação FinTech e InsurTech Portugal

    Conveniência, independência e custos: eis as vantagens da banca digital

    A vantagem mais óbvia consiste na conveniência, isto é poder aceder e gerir o seu dinheiro, seja num computador ou numa app do telemóvel vinte e quatro horas por dia. Assim, não há horas para pagar uma conta ou fazer uma transferência.

    A segunda conveniência dos serviços digitais prende-se com a independência, poder escolher o que quero fazer com o meu dinheiro, com os meus investimentos em fundos, obrigações ou bolsa, ou poupanças em depósitos ou seguros de capitalização. Sou eu que seleciono e decido os meus investimentos, mas se precisar de apoio, existem formas automáticas como os ‘Robot Advisor’ ou o contacto personalizado de alguém que me pode esclarecer.

    A terceira diria que reside no preço, o canal digital é por excelência o canal mais eficiente para os bancos e isso traduz-se num preço mais baixo para o consumidor. É cada vez mais comum existirem contas sem custos associados ou, para quem precisa de mais serviços, contas com uma mensalidade.É poder estar à frente a gerir a vida financeira.

    Élia Faustino, Senior Manager da AskBlue

    Foco no cliente

    A expressão criada em 1909 por Harry Selfridge, “O cliente tem sempre razão” poderia ter sido o mote para a revolução operada pelo novo modelo de negócio da banca digital: altamente orientado para o cliente, para a satisfação das suas necessidades e para o cumprimento das suas expectativas, independentemente do ponto de contacto (físico ou digital).

    O modelo de negócio visa responder a uma nova geração de clientes com perfis e expectativas de consumo, que procuram e valorizam um parceiro permanentemente disponível e acessível que satisfaça a suas necessidades e lhes proporcione uma experiência de utilização fácil, rápida, ágil e adequada ao seu perfil.

    Estes clientes esperam do seu banco o mesmo tipo de relação digital que mantêm com o seu retalhista online favorito: todos os serviços/produtos, a qualquer hora e em qualquer lugar, sem formalidades e sem deslocações desnecessárias. Ou seja, exigem a mesma eficiência, conveniência, proactividade, acessibilidade, mobilidade e agilidade que exigem da Amazon. A possibilidade de abrir uma conta em minutos, o acesso permanente a um conjunto de serviços que vão desde a simples consulta de saldo até à contratação de operações de crédito, passando pela disponibilização de produtos exclusivos online e pela redução/ausência de custos associados às operações, integram um conjunto de vantagens inequívocas da adesão à banca digital.

    Não são apenas as expectativas dos clientes que estão a modelar o negócio, a forma como os players se posicionam e a entrada de novos concorrentes com novos conceitos faz evoluir o ecossistema financeiro vigente, proporcionando adicionalmente um contexto mais ágil, mais transparente e menos burocrático aos clientes.

    Eduardo Silva, Head of Sales da XTB

    “O consumidor já não é fiel apenas a um banco”

    A competição entre as tecnológicas e os bancos tradicionais têm vindo a aumentar consideravelmente.

    No entanto, o que estamos realmente a assistir acaba por ser uma convergência tecnológica e cultural inerente à introdução de novas tecnologias na banca digital. O consumidor já não é fiel a apenas um banco. Atualmente, o consumidor tem facilidade em alternar de um banco para o outro, consoante o que pretende executar e pode mesmo usar vários serviços financeiros em simultâneo através de aplicações mobile.

    As FinTech criaram a maior disrupção das ultimas décadas no sector financeiro devido à cultura dos fundadores, dinamismo cultural e um foco no design do produto e experiência do consumidor, o que permite encontrar soluções de forma intuitiva e ágil.

    Para os bancos tradicionais, a evolução é o único caminho e é cada vez maior o recurso a parcerias com FinTech e ambos saem beneficiados. Os bancos tradicionais, com maior experiência e capacidade de garantir investimento rápido, conseguem alavancagem e o caminho parece convergir. Com a rapidez da evolução da banca digital, os bancos que não evoluírem no modelo correm o risco de serem não só ultrapassados, mas também obsoletos. Para garantir a posição mais relevante na indústria, terão de voltar a colocar o foco na experiência e expectativa do consumidor. O consumidor é mais seletivo, a comparação entre os produtos e serviços bancários é constante e real, já não volta atrás.

    Rachida Dati: Ex-ministra quer tornar Paris de direita outra vez


    A ser verdade que Paris vale bem uma missa, como terá dito Henrique de Navarra ao desistir do protestantismo para ser rei de França, Rachida Dati leva a vantagem da presença assídua na eucaristia dominical. Algo que poderia ser estranho na segunda...

    A ser verdade que Paris vale bem uma missa, como terá dito Henrique de Navarra ao desistir do protestantismo para ser rei de França, Rachida Dati leva a vantagem da presença assídua na eucaristia dominical. Algo que poderia ser estranho na segunda dos 11 filhos de um marroquino e de uma argelina não fosse o facto de a política de 53 anos ter estudado num colégio de freiras católicas.

    Nascida para contrariar preconceitos e estatísticas, a atual eurodeputada dos republicanos, mais conhecida por ter sido a ministra da Justiça de Nicolas Sarkozy, não consta das listas do centro-direita para Estrasburgo nas eleições europeias e já não esconde que tem a ambição de conquistar Paris nas municipais de 2020. A consegui-lo, quebraria um ciclo de domínio socialista (Bertrand Delanoë foi “maire” entre 2001 e 2014, sucedendo-lhe a atual presidente Anne Hidalgo) só comparável ao ciclo anterior da direita gaulista, pois Jacques Chirac governou de 1977 a 1995, deixando no lugar o ex-adjunto Jean_Tiberi ao ser eleito presidente de França.

    Para já, Rachida Dati surge em terceiro lugar nas sondagens, com 19,5%, atrás de Hidalgo (22%) e de Benjamin Griveaux, do movimento República em Marcha, do presidente Emmanuel Macron. Mas os estudos de opinião indicam que é a figura da sua família política mais capaz de convencer o eleitorado centrista, essencial para tornar Paris de direita outra vez.

    Para já, a ex-ministra da Justiça preside ao 7.º Bairro de Paris, um bastião da direita, no qual se encontram edifícios tão emblemáticos quanto a Assembleia Nacional, a residência oficial do primeiro-ministro, diversas embaixadas e a Torre Eiffel. Mas não quer ficar pelos quarteirões mais exclusivos. “Paris não vencerá se estivermos uns contra os outros, e ainda menos se os bairros do Oeste estiverem contra os do Leste. Irei lutar por essa união. Irei lutar pelos parisienses._Paris merece-o”, disse no ano passado.

    Mais recentemente, numa entrevista ao “Le Parisien”, deixou claro que está interessada na candidatura à presidência da Câmara de Paris. Quer, para tal, apresentar “um projeto terra a terra” para melhorar a vida dos parisienses, afastando de vez fantasmas das últimas duas décadas. “Constato que a direita nunca se recompôs da derrota em 2001. É como se tivesse interiorizado que deixara de ter legitimidade para se apresentar aos parisienses._Eu penso o contrário”, referiu.

    Mesmo que para isso tenha de enfrentar diretamente a gestão de Anne Hidalgo, a socialista com quem várias vezes mostrou ter mais afinidades do que apenas o facto de ambas serem mulheres e filhas de imigrantes. A provável candidata da direita tem salientado que Paris vem perdendo uma média anual de 12 mil habitantes ao longo do mandato da autarca socialista. “Paris tornou-se uma cidade que se deixa para trás._Vão-se embora porque é stressante e suja, porque tudo nela é complicado”, sentenciou, recusando que a bolha imobiliária explique tudo e colocando ênfase na insegurança que se vive nas ruas da cidade.

    Estudante de Medicina falhada, convertida à Economia e ao_Direito, deve a entrada no mundo da política ao combate à delinquência, causa que a fez tornar-se notada por Nicolas Sarkozy quando o futuro presidente francês era ministro do_Interior. Mais tarde seria sua porta-voz e ministra da Justiça, vincando uma proximidade que deu origem a rumores venenosos em 2009, aquando do nascimento de Zohra, filha de Rachida. Não tornou público o nome do pai da criança nessa altura, mas em outubro de 2012 interpôs um processo de reconhecimento de paternidade contra o gestor Dominique Desseigne, reclamando uma pensão mensal de 6000 euros. A justiça acabou por considerá-lo pai da criança, não sendo antes ter argumentado que a então ministra teve oito amantes na altura em que a criança foi concebida, incluindo um ministro francês, um primeiro-ministro estrangeiro e um irmão do próprio Sarkozy.

    Artigo publicado na edição nº 1983 de 5 de abril do Jornal Económico

    Já pode conhecer o Museu da Água sem sair de casa

    Já pode conhecer o Museu da Água sem sair de casa


    A Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL) anunciou recentemente a disponibilidade de uma aplicação (iOS/Android) que permite conhecer com mais detalhe os monumentos do Museu da Água. Com a app “Museu da Água”, os visitantes têm acesso a...

    A Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL) anunciou recentemente a disponibilidade de uma aplicação (iOS/Android) que permite conhecer com mais detalhe os monumentos do Museu da Água.

    Com a app “Museu da Água”, os visitantes têm acesso a informação pormenorizada do Museu da Água e a dados sobre os seus espaços culturais. A aplicação, desenvolvida pela NextReality, conta com tecnologia de realidade aumentada para destacar elementos em três dimensões e conferir voz a personagens históricas.

    O museu tem os seus vários monumentos dispersos por Lisboa: o Aqueduto das Águas Livres, o Reservatório da Mãe D´Água das Amoreiras, a Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos e o Reservatório da Patriarcal.

    Os visitantes destes locais podem aceder a conteúdo enriquecido com realidade aumentada utilizando a câmara do seu smartphone e vendo as animações no ecrã.

    A aplicação disponibiliza, ainda, notícias sobre o museu, a agenda cultural, imagens, e dados sobre exposições e informações sobre visitas aos monumentos, entre outras funcionalidades.

    Guta Moura Guedes à frente da Associação Comporta Futuro


    A Vanguard Properties que, em consórcio com a Amorim Luxury,  é a promitente compradora dos ativos do Fundo da Herdada da Comporta, decidiu criar a Associação Comporta Futuro que terá um papel determinante na promoção do valor ecológico da...

    A Vanguard Properties que, em consórcio com a Amorim Luxury,  é a promitente compradora dos ativos do Fundo da Herdada da Comporta, decidiu criar a Associação Comporta Futuro que terá um papel determinante na promoção do valor ecológico da Comporta. Tal como avançado pelo Jornal Económico, no passado dia 12 de abril, José Cardoso Botelho, responsável pela Vanguard, convidou pessoalmente Guta Moura Guedes para liderar a Associação que vai intervir nas áreas culturais, design e arte, ambiente, sustentabilidade e mobilidade, áreas da competência da consultora de design.

    “É importante para o desenvolvimento do projeto porque queremos que seja de altíssima qualidade e os moradores e potenciais parceiros têm de ter uma preocupação com a autenticidade da região”, disse José Cardoso Botelho.

    De acordo com os estatutos, “a Associação tem como objetivo principal a implementação de uma estratégia integrada para incentivar a cidadania participativa com vista a promover o valor ecológico da Comporta, criando as bases de uma comunidade integrada e integradora para gradualmente tornar a Comporta numa localidade ambientalmente sustentável e um case-study de sucesso, nacional e internacional, na área do desenvolvimento turístico, ambiental e cultural”.

    Para a prossecução do seu objectivo, a Associação pode desenvolver todas as atividades que sirvam o seu fim principal. Nomeadamente mapear o ecossistema local nas suas diversas áreas, disponibilizando o conhecimento adquirido e produzido através de meios digitais; estimular e promover a capacidade criativa e produtiva local, fomentando sinergias e intersecções entre o tecido económico e a esfera cultural, a nível nacional e internacional; promover a empregabilidade local; produzir novos conteúdos e eventos de qualidade nas áreas culturais e atrair conteúdos internacionais, de forma a aumentar a oferta da Comporta nesta área; requalificar, através de um plano de ações macro, o espaço público das zonas urbanizadas da Comporta, nomeadamente as suas principais aldeias, nas áreas da sinalética, equipamento urbano e serviços; preservar e elevar o património ambiental da Comporta, nomeadamente na zona das dunas, praias, arrozais e áreas adjacentes, protegendo os seus ativos naturais mais importantes; internacionalizar a produção cultural da zona dinamizando apresentações locais e promovendo itinerância internacional de projetos, reforçando assim a sua identidade e valor competitivo; e abordar temas de mobilidade e locomoção, tendo em conta a sustentabilidade ambiental, mas também os impactos sonoros e visuais sistémicos.

    Segundo os estatutos a que o Jornal Económico teve acesso, a associação poderá, igualmente, desenvolver quaisquer outras atividades que, de uma maneira geral, se afigurem conexas, relacionadas, necessárias ou convenientes à prossecução dos fins acima referidos.

    Tal como noticiado pelo Jornal Económico, José Cardoso Botelho quer combater a sazonalidade do destino Comporta para o tornar num polo integrado de turismo, ambiente e cultura, assim como numa zona residencial.

    “A nova Comporta é uma Comporta desenvolvida com respeito pela sustentabilidade e pelo ambiente, e quer emprego local”, explicou ao Jornal Económico, José Cardoso Botelho. “No futuro, pretendemos criar três mil postos de trabalho locais que poderão fixar as gerações mais novas à terra”, disse o empresário. A captação de talento internacional para a região também será um objetivo.

    A ideia é que Guta Moura Guedes, dinamizadora do Experimenta Design, traga o seu know-how e contactos para dinamizar e internacionalizar a produção cultural de região.

    Estão ainda previstas a organização e divulgação de eventos culturais. “O primeiro evento está pensado para agosto, para marcar a apresentação da nova Comporta”, adiantou na mesma notícia, José Cardoso Botelho.

    O responsável pela Vanguard disse que o design e a arte estão hoje indissociados dos projetos imobiliários.

     

     

    Árabes anunciam apoio financeiro de 2,7 mil milhões de euros para o Sudão


    A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos anunciaram hoje um apoio financeiro conjunto de 3 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) ao Sudão, que começou uma transição difícil depois da destituição do presidente Omar...

    A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos anunciaram hoje um apoio financeiro conjunto de 3 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) ao Sudão, que começou uma transição difícil depois da destituição do presidente Omar el-Béchir.

    O apoio financeiro assume a forma de depósito de 500 milhões de dólares (445 milhões de euros) ao banco central sudanês e 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) destinados a financiar as necessidades do povo sudanês em produtos alimentares, medicamentos e produtos petrolíferos, indicou a agência sudanesa oficial SPA, citada pela France Press, sem especificar se se trata de doações ou empréstimos.

    “Conscientes da necessidade de ajudar o povo irmão sudanês” e “em apoio à República do Sudão, os dois países decidiram prestar esta ajuda em conjunto”, escreveu a agência.

    O depósito no banco central do Sudão destina-se a apoiar a libra sudanesa, aliviar a pressão a que está sujeita e estabilizar a sua taxa de câmbio.

    A libra sudanesa valorizou hoje fortemente no mercado negro e tem valorizado face ao dólar desde a queda do presidente Omar el-Bashir, que deixa antever um fluxo de dólares ao país confrontado há vários anos com a escassez de moeda estrangeira.

    Um líder da Aliança pela Liberdade e Mudança (ALC) disse sábado à noite que as conversações entre dirigentes militares e os líderes da contestação no Sudão sobre a transferência de poder para uma autoridade civil vão continuar.

    A reunião de sábado à noite teve lugar na véspera do anúncio pelo movimento de contestação da formação de um “Conselho Civil para os Assuntos do País” que substituiria o Conselho Militar de Transição, no poder desde a queda do presidente Omar al-Bashir, em 11 de abril.

    No dia 11, o ministro da Defesa do Sudão, Awad Ahmed Benawf, surgiu em uniforme militar na televisão pública sudanesa e anunciou a destituição de al-Bashir e a realização de “eleições livres e justas” após um período de transição de dois anos, durante o qual o país será governado por um conselho de transição militar.

    Os militares decretaram estado de emergência para os próximos três meses, suspenderam a Constituição e fecharam as fronteiras e o espaço aéreo do país.

    Omar al-Bashir foi destituído e detido pelas Forças Armadas, depois de mais de quatro meses de contestação popular.

    Os protestos, inicialmente motivados pelo aumento dos preços do pão e de outros bens essenciais, acabaram por transformar-se num movimento contra Al-Bashir, que liderava o país desde 1989, quando chegou ao poder através de um golpe de Estado.

     

    Ministro do Planeamento: Governo quer ter 100% do Portugal 2020 aprovado até ao fim do ano e uma execução de 50%


    Nelson de Souza, Ministro do Planeamento, em entrevista à Antena1/Jornal de Negócios, disse que o Governo quer ter 100% do Portugal 2020 aprovado até ao final do ano e uma execução de 50%. Em entrevista, o ministro do Planeamento nega que se trate...

    Nelson de Souza, Ministro do Planeamento, em entrevista à Antena1/Jornal de Negócios, disse que o Governo quer ter 100% do Portugal 2020 aprovado até ao final do ano e uma execução de 50%. Em entrevista, o ministro do Planeamento nega que se trate de uma decisão eleitoralista, em ano de europeias e legislativas.

    Nelson de Souza revelou que as aprovações em curso, ao longo de 2019, dos fundos de coesão – sem contar com a agricultura – vão corresponder a um total de 5 mil milhões de euros.

    Na mesma entrevista o ministro do Planeamento revelou ainda que, dos 25 mil milhões de euros do Portugal 2020, 77% já foram aprovados e contratados. Uma vez que no total foram apreciados 120 mil projetos e, sem adiantar números, o governante diz que “todos os processos que entraram, estão a seguir o seu curso”.

    Das diferentes áreas em curso, considera que os maiores atrasos de execução do PT2020 se verificam nos programas operacionais regionais.

    Nelson Souza acusa a Comissão Europeia de ter tido “um preconceito contra o investimento público” e aproveita também para criticar o anterior governo por “ter aceitado as restrições impostas, prejudicando e atrasando, por exemplo, os processos relativos ao parque escolar e a rodovia”.

    O ministro diz ainda que “acresce a esta situação o facto dos concursos abertos estarem a ficar vazios porque não há quem queira concorrer”. Nelson de Souza revela que “há concursos que foram repetidos duas vezes e continuam sem ter interessados”.

    Ainda assim, admite que “há queixas de atrasos no despacho dos processos, estando previsto um aumento dos meios humanos, ao dispor do IAPMEI”.

    O Governo socialista tem acusado Miguel Poiares Maduro, ex-ministro do Governo de Passos Coelho, de ter tido uma gestão desastrosa na execução dos fundos comunitários. O anterior ministro defende-se.  Poiares Maduro disse ao Observador que  “Portugal era o país (em conjunto com a Polónia) com a melhor execução de fundos no final do QREN e o primeiro país da Europa a mobilizar fundos europeus no novo quadro financeiro 2014-2020″.

    Miguel Poiares Maduro tem dito que, no que se refere a comparações entre o QREN e o Portugal 2020, “no final de 2015, a taxa de execução no Portugal 2020 já era mais do dobro da verificada sete anos antes no ano equivalente de execução do QREN”, pondo em cima da mesa os dados oficiais das instituições europeias: “Dados de janeiro de 2016 da Comissão Europeia relativos às transferências para os Estados-membros no âmbito do Portugal 2020, apontavam Portugal como o primeiro Estado Membro na absorção de fundos”.

    Nelson Souza diz agora na entrevista, que especificamente em relação ao Ferrovia 2020, considera que os atrasos que se verificam são da responsabilidade do operador.

    O ministro do Planeamento que o Plano Ferroviário Nacional diz que “é vítima da incapacidade do próprio operador em ter desenvolvido os projetos em tempo útil” para apresentar candidaturas permitindo uma execução mais rápida.

    Vodafone procura aliados para o 5G


    A Vodafone Portugal instalou em 28 de março a primeira antena 5G em Portugal, após a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) ter libertado temporariamente o espectro na faixa dos 3,6 GHz, para testar a quinta geração das redes móveis em...

    A Vodafone Portugal instalou em 28 de março a primeira antena 5G em Portugal, após a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) ter libertado temporariamente o espectro na faixa dos 3,6 GHz, para testar a quinta geração das redes móveis em ambiente real. Um momento que fez a empresa liderada por Mário Vaz reclamar o estatuto de pioneira na corrida pelo 5G, num ano decisivo para a implementação da nova tecnologia no país. “Liderámos a introdução das anteriores tecnologias 3G e 4G. Acreditamos que o 5G não será exceção”, afirmou o Chief Tecnology Officer (CTO) da filial lusa do grupo britânico, João Nascimento, ao Jornal Económico.

    Esta “bandeira” – hasteada com o apoio da Ericsson, “parceiro por excelência” do operador na corrida pelo 5G -, destina-se à fase de testes para empresas, universidades e startups que integram o centro de inovação “Vodafone 5G Hub”.

    Estão neste grupo a Altran e a Celfinet, as empresas de crescimento rápido Nimest e Parkio, o Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

    João Nascimento apontou a captação de mais parceiros tecnológicos no desenvolvimento de novos projetos dentro do formato 5G, a partir desta fase de testes.

    “O objetivo da Vodafone é fazer crescer esta rede de parceiros por forma a representar todos os setores que beneficiarão desta tecnologia”, aclarou.

    Lembrando também a primeira ligação 5G em Portugal com recurso a um protótipo de um smartphone de quinta geração, realizada pela Vodafone Portugal no passado mês de dezembro, o CTO_da telecom defendeu que são “estes significativos passos” que permitem conhecer de forma mais aprofundada a tecnologia 5G e explorar de forma mais concreta a sua utilização futura.

    Esta estratégia permitirá – acredita João Nascimento – captar mais parceiros tecnológicos em áreas de atuação distintas e, por conseguinte, “fomentar um ecossistema propício ao desenvolvimento da nova tecnologia”.

    Questionado sobre se os atuais parceiros – ou futuros – serão utilizados no desenvolvimento dos projetos que a Vodafone lançará no mercado europeu, nesta corrida pelo 5G, o administrador esclareceu: “Ainda é cedo para antecipar esse cenário. A fase em que nos encontramos no que diz respeito ao desenvolvimento do 5G passa por testar a tecnologia em ambiente real, com o máximo de use cases e de utilizações possíveis. Acreditamos que este é o caminho que deve ser percorrido para, assim, contribuir para uma aplicação muito mais eficaz do 5G quando este for lançado comercialmente”.

    Leilão do 5G no final do ano?
    O último relatório do Observatório Europeu para o 5G espera que o leilão das frequências para atribuição do espectro em Portugal no 5G ocorra durante o último trimestre deste ano, mas João Nascimento contou que “até à data não existe qualquer informação concreta sobre a atribuição de espectro”.

    “Encaramos como um sinal positivo a disponibilidade demonstrada pela Anacom em responder positivamente ao pedido de utilização temporária de espectro, na faixa dos 3,6GHz, para que a Vodafone conseguisse colocar no ar esta primeira antena 5G do país”, frisou o gestor, antes de acrescentar que até “ao final do ano” a operadora vai instalar mais antenas 5G em Lisboa e no Porto.

    Caberá à Anacom a promoção do leilão de frequências para atribuição do espectro às operadoras. Mas antes, o regulador terá ainda de proceder à retirada da Televisão Digital Terrestre (TDT ) das frequências que vão ser utilizadas para o 5G. A nova geração de rede móvel, que vai trazer débitos mais rápidos no acesso à internet e que deverá servir de base à evolução da nova era da indústria, terá a faixa dos 700 MHz.

    Artigo publicado na edição nº 1983 de 5 de abril do Jornal Económico

    APROP assina protocolo de colaboração com especialista em avaliações fiscais e de prédios urbanos


    A Associação Portuguesa de Proprietários (APPROP) e a F. Iniciativas, especialista em avaliações fiscais e de prédios urbanos, assinaram um protocolo de colaboração. O acordo celebrado proporciona aos associados da APPROP um desconto sobre o...

    A Associação Portuguesa de Proprietários (APPROP) e a F. Iniciativas, especialista em avaliações fiscais e de prédios urbanos, assinaram um protocolo de colaboração. O acordo celebrado proporciona aos associados da APPROP um desconto sobre o preço dos serviços prestados pela F. Iniciativas, designadamente os serviços prestados no âmbito da revisão do valor patrimonial tributário dos imóveis.

    “A parceria entre a F. Iniciativas e a APPROP surge no contexto do incessável aumento da carga fiscal sobre o património imobiliário, proporcionando aos associados da APPROP, um desconto de 10% sobre o preço dos serviços prestados pela F. Iniciativas, designadamente os serviços prestados no âmbito da revisão do valor patrimonial
    tributário dos imóveis”, diz o comunicado da associação liderada por João Caiado Guerreiro.

    A APPROP é uma associação sem fins lucrativos, de âmbito nacional, que serve para defender os interesses de todos os proprietários de imóveis em Portugal.

    Paulo Reis, Director Geral da F. Iniciativas, diz na mesma nota que o protocolo celebrado com a APPROP “resulta num acordo estratégico entre uma entidade associativa com larga representatividade e um Grupo Internacional que concentra no mercado Ibérico conhecimento agregado em termos de valor patrimonial tributário de imóveis, combinando Know-how e Expertise Técnico no âmbito avaliações fiscais de prédios urbanos, com afetação destinada a comércio, serviços, indústria e ainda terrenos para construção, visando endereçar as necessidades dos proprietários no que concerne aos impostos sobre os imóveis”.

    João Caiado Guerreiro, Presidente da APPROP, diz “que esta parceria se espera longa e frutífera, e que com ela a Associação Portuguesa de Proprietários cumpre a promessa de proporcionar aos seus associados benefícios e soluções para o contínuo e constante aumento dos impostos devidos ao Estado pelos proprietários de imóveis, atingindo um importante marco na sua demanda pela defesa dos direitos dos proprietários em Portugal e reforçando o compromisso assumido aquando da sua criação para com todos os seus associados”.

    Sonae Sierra: projeto de renovação do CascaiShopping eleito o melhor da Europa


    O International Council of Shopping Centres (ICSC) reconheceu o projeto de renovação do Centro Comercial CascaiShopping, desenvolvido e gerido pela Sonae Sierra. O projeto foi distinguido nos ICSC European Shopping Centre Awards 2019, promovidos pela...

    O International Council of Shopping Centres (ICSC) reconheceu o projeto de renovação do Centro Comercial CascaiShopping, desenvolvido e gerido pela Sonae Sierra.

    O projeto foi distinguido nos ICSC European Shopping Centre Awards 2019, promovidos pela Associação Internacional de Centros Comerciais, na sua formulação em Português, na categoria de “Renovações e Expansões” – Centros de média e grande dimensão.

    “Estes prémios europeus – os mais prestigiados do setor imobiliário de retalho – tiveram em consideração a elevada qualidade do projeto de renovação, que contou com um investimento de 14 milhões, e do centro comercial que conta com 73.800 m2 de Área Bruta Locável (ABL), 199 lojas distribuídas por dois pisos,  40 restaurantes, sete salas de cinema (uma delas IMAX) e o inovador “Cascais Kitchen”, um novo conceito de praça de restauração que transmite aos clientes a atmosfera típica dos mercados tradicionais”, diz a Sonae Sierra em comunicado.

    O centro encontra-se totalmente comercializado, tendo recebido 12 milhões de visitas em 2018.

    O CascaiShopping tem sido desde a sua abertura, em 1991, um destino de compras de referência em Portugal, “apresentando uma ampla oferta de lojas de qualidade, com um especial enfoque na moda e lifestyle”, descreve a empresa do grupo Sonae.

     

    Alexandre Fernandes, Administrador da área de Gestão de Ativos da Sonae Sierra, refere no comunicado que “é uma honra receber este galardão que comprova a grande qualidade deste projeto de renovação, que se destacou numa competição com as melhores renovações realizadas a nível europeu. E acrescenta, “esta distinção é a confirmação da aposta permanente da Sonae Sierra na melhoria deste centro, conferindo modernidade, mais conforto e uma melhor experiência para os nossos clientes, ao nível do que melhor se faz a nível europeu”.

    O design do centro apresenta um estilo moderno e sofisticado inspirado nos Hamptons de Nova Iorque.

    “O reforço do conforto, da luminosidade, da visibilidade das lojas e da circulação de pessoas foram os objetivos principais desta renovação, complementada ainda com a melhoria da oferta de restauração e de lazer com a criação de um novo espaço Food Hall, um playground e de uma nova sala de cinema IMAX”, explica a Sonae.

    “Esta renovação foi acompanhada de um reforço e melhoria da oferta comercial, de acordo com as últimas tendências de mercado e com particular ênfase na forte aposta nas áreas da saúde e do bem-estar, no lazer e na restauração, com uma oferta inovadora do novo Food Hall “CascaisKitchen””, lê-se no comunicado.

     

    Agência Espacial: Portugal pretende multiplicar negócios por dez até 2030


    E praticamente impossível prever o que vai acontecer nos negócios do Espaço nos próximos anos. Prevê-se a colocação de satélites mais pequenos em órbitas próximas da Terra (entre 400 e 800 quilómetros) para melhor observar o planeta, com...

    E praticamente impossível prever o que vai acontecer nos negócios do Espaço nos próximos anos. Prevê-se a colocação de satélites mais pequenos em órbitas próximas da Terra (entre 400 e 800 quilómetros) para melhor observar o planeta, com aplicações em setores vitais como a agricultura, pescas, segurança, defesa ou telecomunicações. E Portugal não quer ficar fora desta corrida: o objetivo é conseguir aumentar a faturação das empresas nacionais que exploram o setor do Espaço e criar mais postos de trabalho. Sem competir com as grandes potências, Portugal acaba de dar um passo gigante. “A Agência Espacial Portuguesa será um promotor de novos negócios para que o Espaço seja uma forma de criar mais emprego e valor económico, baseado nas novas tendências das tecnologias espaciais”, afirmou ao Jornal Económico o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

    O governante referiu que este é um “projeto sólido para projetar Portugal no futuro” e destacou o objetivo de “multiplicar por dez na próxima década os 40 milhões de euros anuais que o setor do Espaço representa atualmente”.

    A criação da “Portugal Space” foi aprovada no Conselho de Ministros de 7 de março, resultando da parceria entre o Governo de Portugal e o Governo Regional dos Açores, com a colaboração da Agência Espacial Europeia (ESA). Além de desenvolver o “Azores International Satellite Launch Programme”, em parceria com a ESA, a “Portugal Space” ficará responsável pela Estratégia Portugal Espaço 2030 e pela gestão dos vários programas nacionais ligados ao Espaço.

    Com sede na ilha açoriana de Santa Maria, terá instalações em Lisboa, procurando desenvolver o setor espacial em todo o país. Esta meta será perseguida através da criação de condições ao desenvolvimento da capacidade e competências no domínio da indústria espacial, nomeadamente das novas indústrias do Espaço, bem como na investigação científica, inovação, educação e cultura científica neste setor de ponta.

    A Agência Espacial Portuguesa agrupa as várias instituições que têm promovido as tecnologias e as ciências do Espaço em Portugal e diferencia-se pelo desenvolvimento de aplicações de observação da Terra. Estas tecnologias espaciais serão aplicadas em setores não espaciais, como a agricultura de precisão, pescas, segurança (quer marítima quer de território), biodiversidade do território e desenvolvimento.

    “A Agência terá sobretudo um papel de dinamizar novos mercados para o Espaço, de acordo com a estratégia de 2030, definida sobretudo por tecnologias de observação da Terra”, sublinhou o ministro ao Jornal Económico. O objetivo para a década passa pela exploração de um setor que está a crescer muito com o empreendedorismo e onde Portugal poderá desempenhar um papel importante no contexto europeu, que passa pela criação de mil postos de trabalho qualificados.

    Primeira presidente da Portugal Space

    Chiara Manfletti foi nomeada presidente da Agência Espacial Portuguesa, a ‘Portugal Space’, enquanto o coordenador da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço (EMA-Espaço), Luís Santos, será o vice-presidente da recém-criada agência.

    Manfletti tem dupla nacionalidade, italiana e alemã, é graduada em Engenharia Aeronáutica pelo Imperial College de Londres (2001), tem o mestrado em Estudos Espaciais pela International Space University (ISU) de Estrasburgo (2002), e é doutorada pela Universidade alemã de Aachen (2009). Tem ainda uma licenciatura em História pela Open University do Reino Unido (2003). Trabalhou na empresa francesa SNECMA e na Agência Espacial Alemã (DLR), tendo posteriormente ingressado na ESA em 2016, onde tem sido nos últimos anos assessora do diretor-geral.

    De acordo com o Ministério da Ciência e o Governo_Regional dos_Açores, “é a terceira mulher a presidir a uma agência espacial a nível mundial, depois de Pascale Ehrenfreund, que foi presidente da Agência Espacial Alemã entre 2015 e 2017, e de Megan Clark, que foi nomeada, em 2018, presidente da Agência Espacial Australiana, aquando da sua criação”.

    “O Espaço é uma parte fundamental da nossa vida diária e pode contribuir ainda mais para o bem-estar da sociedade e o crescimento económico”, afirmou Chiara Manfletti à Lusa, sublinhando o seu papel em “desafios globais” como as alterações climáticas, as migrações ou a pobreza.

    Os acordos feitos com a Agência Espacial Europeia vão no sentido de que a Portugal Space venha a desempenhar funções de “ESA Hub”, com uma “dupla tutela” entre Portugal e a ESA. A 17 de março foi realizada a escritura de constituição da Agência Espacial Portuguesa, em Ponta Delgada, nos Açores. Segundo Manuel Heitor, Portugal não pretende competir com as grandes potências mundiais da exploração do Espaço. A Agência Espacial Portuguesa terá o objetivo de coordenar, em articulação com o Governo Regional dos Açores, o programa de lançamento de pequenos satélites, pilar da estratégia nacional “Portugal Espaço 2030”.

    No maior telescópio do mundo

    Manuel Heitor assinou no mês passado, em Roma, a convenção que cria o observatório astronómico “Square Kilometre Array” (SKA), um projeto com participação portuguesa para construir e operar o maior telescópio do mundo. “Trata-se de uma iniciativa intragovernamental cujo objetivo é construir e operar o SKA, aquele que será o maior radiotelescópio do mundo, envolvendo mil investigadores e engenheiros, 270 empresas e centros de investigação e 20 países, e com o qual se desenvolverá o estudo das ondas gravitacionais, num teste às teorias de Einstein, a compreensão da evolução do Universo, o mapeamento de centenas de milhões de galáxias e a procura de sinais de vida no Universo”, divulgou o Ministério.

    Portugal torna-se membro fundador do novo observatório astronómico, juntamente com a África do Sul, Austrália, China, Itália, Holanda, Nova Zelândia, Reino Unido e Suécia. O SKA será composto por 2.500 antenas e terá capacidade para rastrear mil milhões de galáxias. Até agora, Portugal tem participado no projeto como observador e através da colaboração de instituições académicas e científicas, investigadores e empresas dos setores das Tecnologias da Informação e Comunicação, Energia e Espaço.

    De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a convenção “ganha especial relevância” para Portugal após a aprovação em Conselho de Ministros da criação da Agência Espacial Portuguesa. Um dos objetivos será “impulsionar o panorama espacial europeu e internacional através de uma cooperação internacional, com várias agências e organizações espaciais”.

    Em 2016, ficou estabelecida a contribuição de cientistas de sete instituições portuguesas para a construção do telescópio. O coordenador nacional do ‘Engage SKA’ (roteiro nacional de infraestruturas de relevância estratégica), Domingos Barbosa, disse na altura à Lusa que Fernando Camilo seria o líder científico do projeto SKA, na África do Sul, e os restantes portugueses participariam nos consórcios de trabalho da iniciativa internacional que “tem de ter a capacidade de observar, pelo menos, 40% do céu todas as noites”.

    Parceria com a China

    Já a criação do StarLab, laboratório luso-chinês de investigação e tecnologia para o Espaço e os Oceanos, foi materializada no final do ano passado com a assinatura de um acordo, estando previsto um investimento de 50 milhões de euros nos próximos anos. A entidade será financiada em partes iguais pelos dois países, na sequência da assinatura do memorando de entendimento pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo presidente chinês, Xi Jinping, em que estiveram presentes Ricardo Mendes, do grupo Tekever, e Jiancun Gong, diretor do Instituto de Microssatélites da Academia de Ciências Chinesa.

    O StarLab vai desenvolver tecnologias e sistemas de engenharia para melhorar o conhecimento, a gestão e a exploração sustentável dos oceanos e do Espaço. No total, está previsto um investimento que ronda os 50 milhões de euros nos próximos anos e a abertura de centros de investigação e desenvolvimento em Portugal e na China.

    Dados oficiais elevam para 207 número de mortos no Sri Lanka


    O balanço do número de mortos da série de explosões esta manhã em quatro hotéis, três igrejas e um complexo residencial no Sri Lanka é agora de 207 vítimas, entre as quais um português, e 450 feridos, afirmou o porta-voz da polícia do Sri...

    O balanço do número de mortos da série de explosões esta manhã em quatro hotéis, três igrejas e um complexo residencial no Sri Lanka é agora de 207 vítimas, entre as quais um português, e 450 feridos, afirmou o porta-voz da polícia do Sri Lanka, Ruwan Gunasekara, em conferência de imprensa na capital Colombo.

    A capital, Colombo, foi hoje alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

    Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra ao leste do país.

    A oitava e última explosão, até ao momento, teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

    As primeiras seis explosões ocorreram “quase em simultâneo”, pelas 08:45 (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

    As oito explosões na ilha mataram, pelo menos, 207 mortos e fez 450 feridos.

    Conclusões de Tancos vão ditar futuro da PJ Militar


    A questão foi levantada pela ex-procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, e reacendeu o debate nos corredores do Parlamento: Para que serve a Polícia Judiciária Militar (PJM)? Essa força policial, que já teve fim anunciado várias vezes,...

    A questão foi levantada pela ex-procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, e reacendeu o debate nos corredores do Parlamento: Para que serve a Polícia Judiciária Militar (PJM)? Essa força policial, que já teve fim anunciado várias vezes, volta a estar de corda ao pescoço devido ao alegado envolvimento no furto do material militar de Tancos e suposto comprometimento das investigações judiciais. O mal-estar com a situação já levou o Governo e os partidos políticos a falarem na necessidade de  uma reflexão aprofundada ao atual papel da PJM, mas nenhum partido quer “legislar a quente”.

    “Este é um momento muito negativo para a PJM”, afirma ao Jornal Económico o deputado centrista Telmo Correia. O coordenador de trabalhos do CDS – partido que propôs a criação da comissão de inquérito ao caso de Tancos – nota que a reconstituição do que aconteceu na noite do desaparecimento do material militar dos paióis de Tancos vai, aos poucos, ganhando forma, entre as acusações e contradições feitas na comissão de inquérito. A tese de “encenação” do aparecimento do material roubado, na Chamusca, vai também ganhando força e o puzzle final dos acontecimentos não é nada abonatório para a PJM.

    Depois da detenção do diretor da PJM na altura, o coronel Luís Augusto Vieira, e outros elementos ao serviço desta polícia, pairam sob esta polícia criminal outras suspeitas. A PJM terá alegadamente obstacularizado a investigação da Polícia Judiciária Civil (PJ), participado no aparecimento do material roubado em Tancos e terá atuado indevidamente na noite em que foi detetado o crime, de acordo com os dados reunidos, até agora, das declarações proferidas por diferentes pessoas e entidades, em audição na comissão de inquérito.

    As diferentes bancadas parlamentares mostram-se desagradados com a atuação da PJM e pedem uma reflexão profunda sobre o futuro da PJM. Mas apenas o Bloco de Esquerda (BE) admitiu até agora a intenção de acabar com a PJM. A iniciativa foi anunciada pela coordenadora do BE, Catarina Martins, no debate quinzenal com o primeiro-ministro, António Costa, logo após a detenção do ex-diretor da PJM, em dezembro, e fonte do partido diz ao Jornal Económico que a ideia se mantém.

    Costa queria fim da PJM

    O BE considera que, depois da extinção dos tribunais militares em tempo de paz, com as alterações legislativas de 2002/2003, “é difícil justificar que hoje permaneça uma polícia de investigação militar”. Esta foi também uma das questões levantadas pelo próprio António Costa, quando passou pelo Ministério da Justiça, entre 1999 e 2002. Apesar de não ser a favor da extinção da PJM, como o BE quer, o então ministro da Justiça queria fundir a PJM com a PJ, o que, na sua visão, traria “ganhos de sinergias por partilha de uma mesma máquina”. Uma década e meia depois, em resposta a Catarina Martins, o primeiro-ministro disse apenas que “as alterações institucionais são sempre possíveis, mas no quadro devido, no tempo devido e não no calor dos acontecimentos”.

    Contactado pelo Jornal Económico, o Ministério da Defesa diz que não está prevista qualquer iniciativa legislativa nesse sentido. No entanto, no início desta semana, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, falou da necessidade de se pensar “em conjunto” com a sociedade o futuro das Forças Armadas. “As Forças Armadas que queremos e precisamos para o nosso país não são seguramente as Forças Armadas do século XX”, disse, sem especificar se a PJM será incluída nessa reflexão.

    Reflexão é também palavra de ordem para os restantes partidos políticos. “Todas as iniciativas legislativas sobre o que deve acontecer à PJM devem ser aguardar a conclusão da comissão de inquérito de Tancos”, diz ao Jornal Económico o presidente da comissão parlamentar de Defesa, Marco António Costa, do PSD. À direita, Telmo Correia, do CDS, considera que “o futuro e as competências da PJM devem ser estudados a posteriori, numa reflexão profunda que deve envolver a comissão de Defesa e o Governo”.

    Também o PCP diz que “este não é o momento adequado para considerações sobre o futuro da PJM” e “qualquer consideração e reflexão sobre o futuro da PJM devem ser efetuadas depois de encerrado o processo em curso ligado com Tancos”. A comissão de inquérito ao caso de Tancos tinha fim previsto para maio, mas o prazo de funcionamento foi prolongado até 14 de junho. Assim sendo, a discussão sobre o futuro da PJM deve arrancar apenas na próxima legislatura.

    “Sensibilidade” militar 

    Ainda antes do debate sobre o futuro da PJM, o capitão-de-mar-e-guerra Paulo Isabel, atual diretor da PJM, veio garantir, na comissão de inquérito ao caso de Tancos, que tem “todo o sentido que exista” esta polícia. “A investigação de crimes estritamente militares tem de obedecer a um conhecimento importante, rigoroso e abrangente sobre o que são as Forças Armadas e os seus valores. Uma desobediência em ambiente civil não pode ser encarada como uma desobediência em ambiente militar”, explicou, dando conta de que uma ordem militar, mesmo que coloque em causa a integridade física do subordinado, “não pode ser desobedecida”.

    Ao Jornal Económico, o tenente-coronel Donato Tenente acrescenta que é preciso “sensibilidade” para se tratar de ilícitos criminais de âmbito estritamente militar, tendo em conta que estes envolvem suspeitas de traição à pátria, espionagem, crimes de guerra e violação de segredo. “Estamos na ribalta por causa de um conjunto de pessoas que terão tido atitudes que não foram as melhores e, por isso, não devemos avaliar a instituição como tudo”, afirma.

    A PJM surgiu no período pós-25 de abril, quando, sob a dependência direta do Conselho da Revolução, lhe foi atribuída a função de investigar ilícitos criminais de foro militar e ditar a abertura da instrução dos processos judiciais. Até então, os processos estavam entregues ao comando militar, o que levantava dúvidas quanto à transparência na tomada de decisões e na aplicação de medidas disciplinares. Mais tarde, a PJM passou para a dependência do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, mas com a publicação da lei orgânica de 1993, fica subordinada ao Ministério da Defesa Nacional. É sob a tutela deste ministério que a PJM se mantém até hoje.

    Artigo publicado na edição nº 1983 de 5 de abril do Jornal Económico