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    Dunas moldam paisagens brasileiras e são atração turística


    Ação do vento forma diferentes cenários nas regiões do país. Areias brasileiras O vento molda paisagens de areia em diversas regiões do país. São as dunas, que se estendem como lençóis e dividem o espaço com lagoas. No cerrado, surgem montes...

    Ação do vento forma diferentes cenários nas regiões do país. Areias brasileiras O vento molda paisagens de areia em diversas regiões do país. São as dunas, que se estendem como lençóis e dividem o espaço com lagoas. No cerrado, surgem montes de areias douradas. À beira-mar, as dunas abrigam espécies raras de fauna e de flora e protegem o litoral de ondas e ventos fortes. São um destino certo pra quem busca descanso, aventura e quer descobrir paraísos de areia.
    Janela do céu e 'água preta': o que fazer nos circuitos do Parque de Ibitipoca

    Janela do céu e 'água preta': o que fazer nos circuitos do Parque de Ibitipoca


    Visitas a mirantes, grutas, cachoeiras e piscinas naturais garantem recuperação da paz de espírito. Trilhas podem ser curtas, mas há caminhadas de 6 horas. Parque Estadual do Ibitipoca - Janela do Céu é atrativo mais procurado do parque Dimas...


    Visitas a mirantes, grutas, cachoeiras e piscinas naturais garantem recuperação da paz de espírito. Trilhas podem ser curtas, mas há caminhadas de 6 horas. Parque Estadual do Ibitipoca - Janela do Céu é atrativo mais procurado do parque Dimas Stephan/G1 O Parque Estadual do Ibitipoca foi o mais procurado pelos turistas no estado de Minas Gerais nos últimos cinco anos. Os 25 km de trilha abertos ao público atravessam mirantes, cachoeiras e grutas em um cenário de tirar o fôlego, às vezes literalmente, com altitudes que chegam a 1.784 metros acima do nível do mar. Parque mais procurado de MG reduz visitação pela metade e espera ações para garantir 'turismo sustentável' DESAFIO ESPÉCIES AMEAÇADAS: Arara considerada extinta volta à caatinga DESAFIO LIXO: Fernando de Noronha 'paraíso' ainda não tem coleta seletiva O G1 conheceu os três roteiros de visitação que fazem o turista gastar energia ao mesmo tempo em que recupera a paz de espírito. Confira abaixo o que há de imperdível: Parque Estadual do Ibitipoca - circuitos e atrativos do parque Rodrigo Sanches/Arte/G1 Além da Janela do Céu O Circuito Janela do Céu evidentemente inclui o atrativo mais procurado do parque e que dá nome ao roteiro – um mirante sobre uma cachoeira de sete quedas, com vista para o céu e para os diferentes tons de verde dos mares de morros. A parte interna da Janela do Céu é um espaço que comporta aproximadamente dez pessoas, que se espalham pelas águas do Rio Vermelho e que realmente precisam esperar em fila para fazer sua foto no ponto mais requisitado. Parque Estadual do Ibitipoca - parte interna da Janela do Céu comporta aproximadamente dez pessoas Dimas Stephan/G1 O roteiro, no entanto, vai além deste mirante. O Circuito Janela do Céu é o maior dos três abertos à visitação, com 16 km de trilha, já contando ida e volta, percorridos em cerca de seis horas. No ponto mais alto do parque, o Pico da Lombada, o visitante tem uma visão ampla da Zona da Mata mineira, à leste, e do Campo das Vertentes, à oeste. O terceiro palco no trajeto é o Pico do Cruzeiro, onde a comunidade reza o terço todo 3 de maio, Dia da Santa Cruz. Pela experiência, há visitações às grutas da Cruz, abaixo do Pico do Cruzeiro, dos Três Arcos, completamente arejada por três aberturas, e dos Moreiras, que exige lanternas ao longo de seus 500 metros de extensão. Para tomar banho, a Cachoeirinha, acima da Janela do Céu, encanta os visitantes, com 35 metros de queda d’água, cercada de areia branca. O trajeto é bem sinalizado e com trilha bem delimitada, mas os guias recomendam o passeio para pessoas com um mínimo de preparo físico e alertam para que não se esqueçam de lanches e do relógio, pois o retorno à portaria deve ser feito até as 18 horas. Parque Estadual do Ibitipoca - um dos três mirantes do Circuito Janela do Céu é o Pico do Cruzeiro, onde comunidade reza o terço no Dia da Santa Cruz Dimas Stephan/G1 Circuito das Águas, o mais rico em atrativos Considerado pelos guias turísticos o roteiro mais bonito da região, o Circuito das Águas possui aglomeração de mais de 15 atrativos em apenas 5 km de trajeto. São lagos, paredões, grutas, cachoeiras, piscinas naturais e altos visuais. É o roteiro mais curto e, diferentemente do Circuito Janela do Céu, pode ser curtido por crianças acompanhadas, já que as trilhas são curtas. São as quedas do Rio do Salto que proporcionam os maiores atrativos: os turistas curtem a Cachoeira dos Macacos, cujas águas percorrem 10 metros de altura até cair na parte baixa da Ponte de Pedra, formando uma piscina natural, o Lago das Miragens, margeado pelo Paredão de Santo Antônio, o Lago dos Espelhos, que mais parece uma praia, e o Lago Negro, com águas escuras devido à pouca incidência do sol na área, cercada por paredões, além da Prainha. Parque Estadual do Ibitipoca - Cachoeira dos Macacos forma piscina natural no Circuito das Águas Dimas Stephan/G1 Circuito do Pião, o subestimado O roteiro é o menos procurado, mas bastante recomendado para quem procura uma boa trilha. São aproximadamente 9 km de caminhada, contando ida e volta, em um percurso realizado em quatro horas. Lá do alto, o visitante se depara com as ruínas da capela de Bom Jesus da Serra e tem uma vista mais voltada para o leste, para a região das serras da Mantiqueira e dos Órgãos. É neste roteiro que o turista conhece a Gruta do Pião e a Gruta dos Viajantes, esta última, considerada a mais bonita pelos guias, com várias galerias naturais, que serviam de abrigo para os tropeiros. Parque Estadual do Ibitipoca - ruínas da capela de Bom Jesus da Serra é principal atrativo do Circuito do Pião Dimas Stephan/G1 Quartzito, 'água cor de Coca-Cola' e vegetação O relevo, a cor da água e a vegetação são atrativos à parte. O parque fica sobre uma formação de quartzito, cujas camadas de areia que o compõe são visíveis e se espalham pelas trilhas e atrativos como resultado de sua dissolução. O solo poroso impacta na coloração das águas, ácidas e espumantes, que variam do dourado ao marrom. O principal responsável pela cor de “coca-cola”, no entanto, é o tanino das folhas, que se decompõem nos rios, e a variação da incidência de luz, bloqueada pelos paredões. Parque Estadual do Ibitipoca - principal responsável pela cor de “coca-cola” das águas é o tanino das folhas e a variação da incidência de luz, bloqueada pelos paredões Vivian Reis/G1 As folhas são dos mais diversos tipos, pois a cada passo nas trilhas, o turista acompanha a rica biodiversidade do parque, passando por trechos de vegetação seca, com cactos e árvores de galhos retorcidos, seguidos de campos de vasta extensão e trechos úmidos, cujas águas dos rios fazem a floresta prosperar. É uma aula prática de biologia, em que se pode observar líquens colados aos troncos e às rochas, que dão condições para o nascimento de briófitas (musgos) e pteridófitas (samambaias), os três colonizadores pioneiros de toda a vegetação, que ainda abriga mil espécies, como bromélias e orquídeas, e endêmicas, que só existem dentro do parque. A fauna também é muito rica, com 39 espécies de anfíbios, 18 de cobras e lagartos, 46 de mamíferos e mais de 100 espécies de aves. No entanto, dificilmente o turista vai cruzar com os animais ao longo dos 25 km de trilha, que representam 2,8% do parque. Parque Estadual do Ibitipoca - passeios são aulas práticas de biologia, em que se pode observar riqueza do relevo e da vegetação Vivian Reis/G1 Fora do parque Como o G1 mostrou, as agências de turismo locais elaboraram pelo menos dez passeios por áreas vizinhas ao parque. Entre as opções estão expedições de caiaque, travessias à cavalo, acampamento selvagem e passeios de bicicleta, que duram de um a sete dias, neste último caso, um roteiro chamado “Volta das Transições”, com 390 km de extensão, passando por 11 cidades. Os turistas também podem visitar a vila de Conceição do Ibitipoca, localizada a 3 km da portaria do parque, cuja origem remonta ao século 17, quando a região era habitada pelos índios Aracy e, em seguida, pelos exploradores em busca do ouro. Há duas igrejas na vila. A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição foi construída em 1768 e sua principal característica é a torre do sino, separada do corpo da igreja, algo incomum para a época em que foi erguida. A atual Igreja Nossa Senhora do Rosário foi construída no início do século 20, depois que a primeira, construída por escravos que eram impedidos de assistir às cerimônias na igreja matriz, 100 anos antes, ficou em ruínas. Parque Estadual do Ibitipoca - no centro da vila, Igreja Matriz resiste desde 1768 Vivian Reis/G1 A vila é habitada por pouco mais de mil habitantes hospitaleiros, sempre prontos para uma boa prosa, que trabalham em cafés, bares e bistrôs, lojas de artesanato, queijos e cachaças. Com ruas estreitas, o ideal é deixar o carro na pousada ou hotel e passear pelas ruas de pedras. Há ainda mercearia, açougue, oficina e padaria. Além disso, Ibitipoca está crescendo e montando seu calendário cultural. Há três eventos na região, que se consolidaram como modelo devido à organização e escolha pela baixa temporada. Em agosto, o Ibitipoca Blues completa 20 anos e, no mesmo mês, acontece o Off Road, que realiza sua 30ª edição em uma competição para carros e motos por 400 km dos mais variados terrenos e cenários. Antes disso, em junho, haverá o 4º ano do Luau, com muita música madrugada adentro. Parque Estadual do Ibitipoca - turistas posam na 'Janela do Céu fake' em roteiro fora do parque Vivian Reis/G1 O que você precisa saber Há 600 ingressos individuais disponíveis por dia, todos vendidos diretamente na portaria do parque, que abre para visitação às 7h e fecha às 18h. Não são permitidas a entrada de animais de estimação, nem a prática de esportes radicais na reserva. Os ingressos custam R$ 20 por visitante nos dias úteis e R$ 25 nos sábados, domingos e feriados. A vaga no estacionamento para bicicletas é gratuita, para motos custa R$ 20, para veículos de até 7 passageiros, R$ 25, e, para micro-ônibus, R$ 65. O visitante deve se certificar de que tomou a vacina contra a febre amarela, pois no ano passado, alguns casos da doença foram registrados na região. Repelente não é necessário devido à altitude. O parque possui camping para 15 barracas, restaurante com vista panorâmica e o Centro de Visitantes August Saint-Hilaire, batizado em homenagem ao primeiro naturalista a descrever a fauna e a flora da área. O espaço tem exposição permanente com painel interativo, maquetes e fotos. Parque Estadual do Ibitipoca - há 600 ingressos individuais disponíveis por dia na unidade de conservação Dimas Stephan/G1 Entre outubro e janeiro ocorrem chuvas intensas e descargas elétricas. De fevereiro a maio, o tempo é limpo e com temperaturas agradáveis. De junho a setembro chove pouco e as temperaturas são amenas. Os guias turísticos recomendam calçado fechado, óculos escuros, chapéu e roupas confortáveis, assim como capa de chuva para evitar imprevistos. Também é importante levar água e lanches nos passeios porque a caminhada ou o tempo no atrativo podem ser longos. Caso o turista viaje com uma agência e utilize o serviço de um guia é importante se certificar de que ambos são credenciados junto à prefeitura de Lima Duarte e ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), respectivamente. O visitante sem carro consegue ir a Ibitipoca, mas é importante montar uma agenda com opções de transporte, pois não há táxi, nem motoristas de aplicativo. As agências de turismo locais e motoristas particulares com jipes oferecem o serviço, cujas corridas de 3 km entre o parque e a vila variam de R$ 10 a R$ 20. Eles também podem fazer o transporte até o aeroporto ou rodoviária, se combinado com antecedência. Parque Estadual do Ibitipoca - Pico da Lombada é o ponto mais alto do parque e um dos atrativos do Circuito Janela do Céu Dimas Stephan/G1 Como chegar O parque fica na Zona da Mata mineira, sul do estado de Minas Gerais. Ocupa parte dos municípios de Bias Fortes, à leste, Santa Rita do Ibitipoca, ao norte, e Lima Duarte, ao sul e ao oeste, este último, o ponto de apoio dos turistas, com pousadas e restaurantes na vila de Conceição do Ibitipoca. A partir da capital Belo Horizonte, o turista deve percorrer 260 km de BR-040 no sentido Juiz de Fora, acessar à BR-267 no trevo do km 779, rodar 40 km até o município de Lima Duarte e percorrer 27 km de estrada de terra até a vila de Conceição do Ibitipoca. Parque Estadual do Ibitipoca - Lago Negro é um dos atrativos do Circuito das Águas Vivian Reis/G1
    Montanha de escombros da 2ª Guerra Mundial é ponto turístico em Berlim

    Montanha de escombros da 2ª Guerra Mundial é ponto turístico em Berlim


    A chamada 'Montanha do Diabo' é um dos lugares mais altos da cidade e virou uma galeria de arte de rua. A 'Montanha do Diabo', em Berlim, surgiu com o depósito de milhões de toneladas de escombros da 2.ª Guerra Mundial, e hoje é ponto...


    A chamada 'Montanha do Diabo' é um dos lugares mais altos da cidade e virou uma galeria de arte de rua. A 'Montanha do Diabo', em Berlim, surgiu com o depósito de milhões de toneladas de escombros da 2.ª Guerra Mundial, e hoje é ponto turístico Rafael Crespo/Arquivo Pessoal A Teufelsberg ou, em português, Montanha do Diabo, é um local em Berlim conhecido como uma galeria aberta de arte de rua, mas, no passado, já serviu como escola militar para o governo nazista de Adolf Hitler, virou depósito de escombros da 2ª Guerra Mundial e foi uma base de espionagem americana durante a Guerra Fria. Em 1940, o governo nazista da Alemanha criou uma escola militar para os soldados no local. Com o fim da 2.ª Guerra e com a derrota de Hitler, Berlim foi dividida em quatro partes – os setores americano, britânico, francês e soviético. A escola militar ficou do lado britânico e acabou implodida. A 'Montanha do Diabo', em Berlim, surgiu com o depósito de milhões de toneladas de escombros da 2.ª Guerra Mundial, e hoje é ponto turístico Rafael Crespo/G1 Nesse período, um terço dos edifícios de Berlim estava destruído por causa da guerra. Então os governos aliados decidiram levar 26 milhões de metros cúbicos de entulho para esse local. A montanha de escombros se tornou um dos pontos mais altos de Berlim. EUA e Inglaterra resolveram então construir ali pontos de espionagem para observador a Alemanha Oriental, controlada pela União Soviética. Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, a Teufelsberg perdeu mais uma vez sua função e foi abandonada. Em meio ao escombros cresceu muita vegetação e o local se tornou um parque. Os artistas de rua passaram a utilizar o local para grafites. A montanha foi tombada no ano passado, afastando assim qualquer hipótese de empreendimento imobiliário no local. Hoje, turistas de vários nacionalidades vão a Berlim para conhecer a história da montanha. O argentino Maximilliano Monti diz que o lugar encanta porque combina várias coisas. “É um parque lindo, mas quando a gente começa a ler percebe que é mais que isso. São escombros do passado de Berlim. As torres abandonadas de espionagem, se misturam à natureza do bosque, um pouco do turismo, da arte dos grafites em uma impressão um pouco fantasmagórica”. Para ele o lugar reflete além da historia de cidade, um pouco do que Berlim é hoje – uma cidade unificada recentemente e ainda construindo uma identidade. A 'Montanha do Diabo', em Berlim, surgiu com o depósito de milhões de toneladas de escombros da 2.ª Guerra Mundial, e hoje é ponto turístico Rafael Crespo/Arquivo Pessoal A 'Montanha do Diabo', em Berlim, surgiu com o depósito de milhões de toneladas de escombros da 2.ª Guerra Mundial, e hoje é ponto turístico Rafael Crespo/Arquivo Pessoal A 'Montanha do Diabo', em Berlim, surgiu com o depósito de milhões de toneladas de escombros da 2.ª Guerra Mundial, e hoje é ponto turístico Rafael Crespo/Arquivo Pessoal A 'Montanha do Diabo', em Berlim, surgiu com o depósito de milhões de toneladas de escombros da 2.ª Guerra Mundial, e hoje é ponto turístico Rafael Crespo/Arquivo Pessoal

    Resorts pelo Brasil proporcionam descanso e passeios cheios de descobertas


    Além de serviços, hospedagens oferecem passeios e convívio com a natureza. Resorts proporcionam descanso e passeios cheios de descobertas Resorts pelo Brasil proporcionam descanso e passeios variados. Alguns resorts ficam à beira-mar e outros...

    Além de serviços, hospedagens oferecem passeios e convívio com a natureza. Resorts proporcionam descanso e passeios cheios de descobertas Resorts pelo Brasil proporcionam descanso e passeios variados. Alguns resorts ficam à beira-mar e outros oferecem convivência com o campo. Geralmente, além das piscinas, quadras esportivas e áreas de convivência em que o turista se preocupa apenas em curtir, os resorts também realizam passeios que oferecem convívio com a natureza. Para quem não quer pensar em nada, são ótima opção para o descanso.
    Carros ameaçam dunas em Jericoacoara; veja problemas do turismo em 4 parques nacionais

    Carros ameaçam dunas em Jericoacoara; veja problemas do turismo em 4 parques nacionais


    Dados mostram que houve aumento do turismo e a verba não cresceu no mesmo ritmo. Especialistas em 'turismo sustentável' apontam falhas na fiscalização e gestão federal. Enfrentar os prejuízos do turismo desordenado está longe de ser um problema...


    Dados mostram que houve aumento do turismo e a verba não cresceu no mesmo ritmo. Especialistas em 'turismo sustentável' apontam falhas na fiscalização e gestão federal. Enfrentar os prejuízos do turismo desordenado está longe de ser um problema exclusivo do Parque Estadual de Ibitipoca, em Minas Gerais, destino retratado nesta edição do Desafio Natureza. Também entre parques nacionais há casos em que foi necessário limitar ou controlar de forma mais rígida o acesso dos turistas. Mas as dificuldades vão além. Por isso, o G1 analisou o cenário em quatro unidades de gestão federal (Jericoacoara, Lençóis, Tijuca e Capivara) que, em comum, sofrem com os dilemas de conciliar aumento no número de visitantes, orçamento escasso e preservação do meio ambiente. Parque mais procurado de MG reduz visitação pela metade e espera ações para garantir 'turismo sustentável' Novo parque e roteiros particulares são apostas para explorar limitação do total de turistas em Ibitipoca As ameaças vão desde a presença de veículos em áreas protegidas de Jericoacoara e dos Lençóis Maranhenses até a falta de verbas para fiscalizar as cavernas cheias de pinturas rupestres na Serra da Capivara, passando por incêndios causados por turistas no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Recursos x visitantes Em 2018, os parques nacionais tiveram um aumento de 6,15% em visitação e chegaram a 12,4 milhões de visitas. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, administra todas as 334 unidades de conservação federais, que incluem Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e Estações Ecológicas. Os parques são a categoria mais visitada de unidade de conservação federal, com 71% da frequência total. Apesar disso, o orçamento de alguns parques nacionais foi menor em 2018 do que em 2017. Enquanto certos parques tiveram incremento nos gastos, outras unidades tiveram orçamento executado reduzido em relação ao ano anterior. A situação é mais grave em unidades que verificaram aumento de visitação acima da média nacional e, ainda assim, tiveram orçamento reduzido, como é o caso do Parque Nacional de Jericoacoara. Um levantamento feito pela WWF Brasil em parceria com a ONG Contas Abertas em 2018 mostrou que, para as ações orçamentárias que tratam de criação, implantação, monitoramento e projetos de manejo em áreas protegidas, foi destinada em 2018 uma verba de R$ 122,9 milhões, contra uma previsão de gastos de R$ 244,5 milhões na lei orçamentária de 2017. Para Sidnei Raimundo, professor da graduação em lazer e turismo na Universidade de São Paulo (USP), o Brasil tem boas políticas públicas para a gestão de unidades de conservação, mas falta eficácia na aplicação das regras que já existem. "Do ponto de vista legal, das leis e normas, o país está bem assistido", avalia. "Os problemas são a falta de ferramentas e o pessoal reduzido para fiscalização dessas normas e leis, ou seja, a vigilância para o cumprimento dessas regras." Luigi Cabrini, presidente do Conselho Global para o Turismo Sustentável (GSTC, na sigla em inglês), acredita que o Brasil pode melhorar a gestão de parques nacionais envolvendo mais a população local na administração. “É essencial que as pessoas que moram dentro dos parques ou nos arredores estejam envolvidas não só trabalhando no parque no dia-a-dia, mas também planejando as estratégias de administração.” - Luigi Cabrini, presidente do Conselho Global para o Turismo Sustentável "Os turistas não querem ir para um parque natural que parece a Disney. Eles querem autenticidade e, para isso, é preciso envolver os locais." Abaixo, conheça os desafios que a gestão de turismo sustentável e orçamento limitado impõem em quatro parques nacionais brasileiros: Parque Nacional de Jericoacoara (CE) Pedra Furada, principal atração turística de Jericoacoara TVM/Reprodução Parque Nacional de Jericoacoara - visitação e orçamento Arte/G1 Um dos parques que sempre figura no ranking de mais visitados do país é o de Jericoacoara, no Ceará. Ele foi o terceiro mais frequentado do Brasil em 2018. De 2013 a 2018 o público do parque aumentou de 100 mil visitas por ano para 1,09 milhão, um crescimento de quase 1.000%. Apesar disso, o orçamento executado pelo ICMBio ficou praticamente estável: a verba gasta no parque foi de R$ 223 milhões em 2013 contra R$ 288 milhões em 2018. Em relação ao ano anterior, a verba executada em 2018 caiu 16% enquanto o volume de visitantes cresceu 36% no mesmo período. Conhecido pelas grandes festas de Réveillon na praia e pelas lagoas de água doce, o destino corre o risco de ficar famoso por características menos promissoras. O excesso de visitantes está fazendo com que a Duna do Pôr do Sol, que fica em área protegida, diminua de tamanho. O fenômeno, segundo Jerônimo Martins, chefe do parque, ocorre devido à erosão causada pelo adensamento da zona turística. A desova das tartarugas marinhas nas praias do parque nacional também foi impactada negativamente pelo aumento no número de turistas pisando nas areias da área protegida. Já o tráfego de veículos está prejudicando outras dunas, de acordo com o chefe do parque. "Temos 1.383 veículos cadastrados para o turismo, entre bugues, quadriciclos e jardineiras. Ainda tem os de moradores e os que não são cadastrados, ou seja, que estão em situação irregular", explica Martins. "Isso traz um prejuízo inegável para o parque." Além desses veículos, há ainda o problema de outros carros, dirigidos por particulares, serem autorizados a entrar no território do parque. Hoje, visitantes com jipes ou carros com tração 4x4 circulam com seus próprios veículos na área protegida. Para tentar controlar o turismo na cidade e aumentar a arrecadação com a atividade, a prefeitura de Jijoca de Jericoacoara passou a cobrar uma taxa de turismo sustentável de R$ 5 por dia por visitante desde setembro de 2017. A cobrança da taxa sucede a inauguração do Aeroporto Regional de Jericoacoara, em junho de 2017. Segundo estimativas da Secretaria do Turismo do Ceará o número de turistas deve crescer até 20% nos três anos seguintes à inauguração do novo terminal. No entanto, a receita arrecadada pela prefeitura com a cobrança da taxa não é repassada ao parque nacional. Com equipe limitada, as ações de fiscalização empreendidas pelos funcionários do ICMBio não aumentaram no mesmo ritmo do número de visitantes. Segundo a prefeitura, a verba arrecadada com a taxa está sendo usada para obras na cidade, como a ampliação da rede elétrica, limpeza pública, revitalização e instalação de banheiros públicos e reestruturação da usina de reciclagem local. Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA) Belezas naturais dos Lençóis Maranhenses podem se tornar Patrimônio Natural pela Unesco em 2020. Reprodução/TV Mirante Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses - visitação e orçamento Arte/G1 No Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses o maior impacto causado pelo turismo também é resultado do uso de veículos 4x4. O acesso principal ao parque é feito pelo município de Barreirinhas, distante 250 quilômetros de São Luís, capital do estado. Nos mais de 155 mil hectares protegidos ocorrem três biomas diferentes: Cerrado, Caatinga e Amazônia. "Pelas condições da região apenas carros com tração 4x4 conseguem circular pelo parque", explica Danúbia Melo, servidora do parque. "O problema é que existem muitas estradas dentro da área protegida e, com os alagamentos periódicos, novos desvios são feitos a cada dia." Um levantamento feito por funcionários do parque aponta que 1 mil hectares da reserva são, hoje, estradas. Essas rotas substituem a vegetação nativa constituindo um tipo de desmatamento. Nas dunas onde não há cobertura vegetal a circulação de veículos é uma ameaça para os ninhos de aves e tartarugas. Além disso, como os veículos circulam também por áreas alagadas, a água das lagoas fica contaminada com o óleo dos motores. Em 2017 o parque restringiu a entrada de veículos para diminuir o impacto negativo no ecossistema. Carros particulares e excursões em 4x4 pequenos foram proibidos na chamada zona primitiva do parque, que engloba boa parte das lagoas. Hoje, apenas podem circular carros credenciados para condução de visitantes, que transportam mais turistas por vez, e veículos de serviços essenciais à população residente do parque. Para não afetar negativamente a receita gerada pelo turismo, a equipe do parque está impulsionando atividades como o trekking e o kitesurf, que causam menos prejuízo ao meio ambiente. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses também experimentou nos últimos anos um aumento no número de visitantes. Em 2018 foram 126.364 visitas, um aumento de 72% em relação ao ano anterior. "No entanto, apenas no ano passado, com a implantação do voucher digital da prefeitura de Barreirinhas, tivemos números de visitação mais consolidados", explica Danúbia Melo. "Antes disso o número de visitantes era uma estimativa feita a partir dos dados enviados pelas operadoras de turismo e da quantidade de veículos de turismo abordados nas ações de fiscalização." Parque Nacional da Tijuca (RJ) VISTA CHINESA - Do mirante em estilo chinês localizado dentro do Parque Nacional da Floresta da Tijuca é possível apreciar as belezas da cidade por vários ângulos. De lá, é possível ver os principais cartões postais do Rio. Ricardo Zerrener/RioTur Parque Nacional da Tijuca - visitação e orçamento Arte/G1 Com acesso a partir de diversos pontos da capital carioca, o Parque Nacional da Tijuca abriga trilhas para alguns dos pontos turísticos mais conhecidos do Rio de Janeiro. Pedra Bonita, Pedra da Gávea e até o Morro do Corcovado, onde fica a estátua do Cristo Redentor, são alguns dos atrativos naturais que ficam dentro da área do parque nacional mais visitado do país. No entanto, o mau comportamento de visitantes faz com que o turismo predatório seja uma ameaça ao patrimônio protegido. “Hoje temos como impactos do descumprimento das regras a degradação da vegetação, seja pelo acendimento de fogueiras, seja pela abertura de atalhos irregulares, a perturbação da fauna, devido à poluição sonora e às disputas com animais domésticos, e também a ocupação de locais restritos fora do horário de funcionamento e a deposição de lixo”, explica Sonia Kinker, chefe do parque. "Além disso, há impactos ao patrimônio histórico-cultural decorrentes de ações de vandalismo como pichações." Um dos maiores prejuízos à Floresta da Tijuca causados pelo turismo predatório ocorreu no Réveillon de 2016. Na ocasião, fogueiras acesas durante a noite por visitantes que pernoitaram no parque causaram um incêndio que durou dois dias e castigou a reserva de Mata Atlântica. É proibido acender fogueiras e velas dentro do parque. Também não é permitido acampar e pernoitar no território. Não há limite de visitantes por dia, mas cada área tem horários de funcionamento diferentes que mudam inclusive de acordo com a época do ano. O parque não cobra ingressos, mas uma empresa terceirizada faz a cobrança para a visitação do Cristo Redentor, que fica no setor Corcovado. Outro risco ao patrimônio natural da Floresta da Tijuca são as oferendas religiosas deixadas no parque. Muitas contêm alimentos e bebidas alcoólicas que poluem os rios e as matas e podem afetar os animais silvestres que se alimentam delas. O uso de equipamentos sonoros, como caixas de som, também prejudica o bem-estar dos animais que moram ali. "Nós temos uma equipe de monitores ambientais que percorre as trilhas da unidade com frequência orientando visitantes que portem instrumentos musicais, ou equipamento portátil de som, sobre a proibição do uso destes no interior da unidade", diz Sonia Kinker. A administração estabelece um limite de 85 decibéis para o volume do som em atividades e eventos autorizados realizados no território do parque. Além disso, há pichações em equipamentos como o Reservatório Mãe D’Água, que faz parte do patrimônio histórico nacional e fica dentro do parque. Hoje, a construção está sendo revitalizada. Em 2018, uma fonte de água tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também foi depredada por visitantes. Outro desafio na reserva é a violência urbana que atinge parte do território. Assaltos são comuns em algumas áreas da reserva, como no Mirante Dona Marta e na trilha que vai do Parque Lage até o Cristo Redentor. A violência é apontada como uma possível motivação para a queda na visitação total do Parque Nacional da Tijuca em 2018. Em relação ao ano anterior, o número de visitas caiu 16%, totalizando 2,65 milhões de visitas. "Houve redução no número de visitantes registrados no Parque, mas especificamente nas trilhas não houve uma diminuição tão considerável", diz Kinker. "A maioria dos registros de ocorrências policiais ocorreu em estradas e não nas trilhas." Parque Nacional da Serra da Capivara (PI) A Pedra Furada na Serra da Capivara é um dos pontos mais visitados do parque Pedro Santiago/G1 Parque Nacional da Serra da Capivara - visitação e orçamento Arte/G1 O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, abriga os mais antigos vestígios da ocupação humana no Brasil, incluindo pinturas rupestres com mais de 25 mil anos de idade. Seu patrimônio histórico é tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Apesar dessa credencial de peso, o parque chegou a fechar as portas por falta de recursos. O auge da crise aconteceu em agosto de 2016, quando as verbas foram insuficientes para o pagamento de funcionários essenciais para o funcionamento da unidade. Hoje com as contas mais equilibradas, o parque já correu risco de enfrentar vandalismo e ver seu patrimônio degradado por falta de verbas para manutenção. Depois do fechamento, em 2016, ordenado pela administradora e arqueóloga Niède Guidon, o então ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, autorizou um repasse emergencial de R$ 1 milhão para a manutenção do parque, o que possibilitou a reabertura ao público. A estrutura de fiscalização, no entanto, está menor atualmente por conta das limitações orçamentárias. A equipe, que já contabilizou cerca de 250 funcionários, teve seu quadro enxugado. Em 2018, demissões sistemáticas reduziram para apenas 20 o número de funcionários responsáveis pela fiscalização dos quase 130 mil hectares de área protegida. Apesar disso, Elisabeth Medeiros, servidora da Fundação Museu do Homem Americano (Fundham), que administra o parque, acredita que o vandalismo ainda não ameaça o patrimônio local. "A entrada no parque é feita obrigatoriamente com o acompanhamento de condutor, justamente para assegurar a integridade do patrimônio tanto cultural quanto ambiental", explica. Essa medida evita que as cavernas sejam danificadas, mas também limita o potencial turístico do parque, já que os visitantes precisam ser acompanhados em todas as visitas e, quando não há funcionários disponíveis, as visitas não podem ser realizadas. Apesar de ter recebido em 2018 um público 25% maior que o do ano anterior, o Parque Nacional da Serra da Capivara ainda é considerado pouco visitado. "Estamos preparados para receber um número muito maior de turistas por ano", conta Elisabeth Medeiros. "Mas, para isso, é necessária a melhoria dos acessos e a operacionalização do aeroporto que já está pronto, mas precisa funcionar." Initial plugin text
    Presidente da Embratur pede demissão, diz estatal; Bolsonaro afirma ter mandado demitir

    Presidente da Embratur pede demissão, diz estatal; Bolsonaro afirma ter mandado demitir


    Ex-deputada Teté Bezerra assumiu autarquia em maio de 2018, no governo Temer. Órgão é vinculado ao Ministério do Turismo. Bolsonaro diz que jantar de R$ 290 mil motivou demissão. Teté Bezerra, agora ex-presidente da Embratur Billy Boss/Câmara...


    Ex-deputada Teté Bezerra assumiu autarquia em maio de 2018, no governo Temer. Órgão é vinculado ao Ministério do Turismo. Bolsonaro diz que jantar de R$ 290 mil motivou demissão. Teté Bezerra, agora ex-presidente da Embratur Billy Boss/Câmara dos Deputados A assessoria do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur) e o Ministério do Turismo informaram na tarde desta quinta-feira (28) que a presidente do órgão , Teté Bezerra, pediu demissão ao ministro Marcelo Álvaro Antônio. À noite, em transmissão ao vivo por uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que foi ele quem mandou demitir. De acordo com a empresa e com o ministério, o ministro Marcelo Álvaro Antonio aceitou o pedido de demissão. As assessorias da estatal e do ministério não informaram o motivo da decisão de Teté Bezerra. Na noite desta quinta-feira, durante "live" em uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro disse que mandou demitir a presidente da empresa em razão de um jantar que aconteceria na semana que vem ao custo, segundo ele, de R$ 290 mil. "Chegou ao meu conhecimento que na semana que vem – olha só você, brasileiro – a Embratur, a sua presidente, está patrocinando um jantar. Então, a Embratur patrocinando um jantar. Eu acho que o Alceu Valença, se não me engano, ia cantar no jantar, certo? Preço do jantar: R$ 290 mil. Você ia pagar a conta", disse o presidente. "O que nós fizemos, no dia de ontem mesmo? Entramos em contato com o ministro do Turismo, falei para ele simplesmente cancelar o jantar e também, tendo em vista o tamanho do descalabro aqui, que cancelasse também a função ali da responsável pela Embratur. Então, ela foi exonerada no dia de hoje e também página virada", acrescentou o presidente. Na avaliação de Bolsonaro, não se pode "admitir passivamente" o preço estimado para o jantar. "Isso é um escracho, um deboche para com o brasileiro que está cansado de pagar imposto, está cansado de quase que ser extorquido e não ter na ponta da linha uma prestação de serviço", concluiu. Ex-presidente Filiada ao MDB, Teté assumiu a presidência da Embratur em maio de 2018, ainda no governo Michel Temer. Ela substituiu Vinicius Lummertz, que deixou a Embratur na ocasião para assumir o Ministério do Turismo. A Embratur é uma autarquia especial vinculada ao ministério e responde, conforme o site oficial do órgão: pela execução da Política Nacional de Turismo em ações sobre promoção, marketing e apoio à comercialização de "destinos, serviços e produtos turísticos brasileiros no mercado internacional". Antes de comandar a autarquia, Teté foi secretária nacional de Qualificação e Promoção do Turismo do Ministério do Turismo. Teté fez carreira política no Mato Grosso, onde foi eleita deputada federal e estadual e comandou a secretaria de Turismo do estado. Íntegra da nota do ministério Leia abaixo a íntegra da nota do Ministério do Turismo sobre a saída de Teté Bezerra: NOTA O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, aceitou o pedido de exoneração encaminhado pela presidente do Instituto Brasileiro de Turismo - Embratur, Aparecida Maria Borges Bezerra, nesta quinta-feira (28). Ele agradece os trabalhos prestados e deseja sucesso nas próximas missões. O próximo presidente da autarquia, encarregada por promover o Brasil internacionalmente, será um nome alinhado com a gestão do presidente Jair Bolsonaro, que preza pela austeridade, economicidade e eficiência.
    Amsterdã proíbe tours guiados no Bairro da Luz Vermelha

    Amsterdã proíbe tours guiados no Bairro da Luz Vermelha


    Medida visa proteger profissionais do sexo que trabalham na região. Em combate ao turismo de massa, cidade limita ainda a 15 pessoas o tamanho de grupos de passeios guiados no centro histórico. Bairro da Luz Vermelha é uma das principais atrações...


    Medida visa proteger profissionais do sexo que trabalham na região. Em combate ao turismo de massa, cidade limita ainda a 15 pessoas o tamanho de grupos de passeios guiados no centro histórico. Bairro da Luz Vermelha é uma das principais atrações turísticas de Amsterdã DW/Felix Schlagwein Em mais uma nova medida para combater o turismo de massa, a prefeitura de Amsterdã anunciou nesta quarta-feira (20) que proibirá os tours guiados no Bairro da Luz Vermelha para promover o respeito a prostitutas que trabalham na região e por fim a problemas causados por turistas. "Chegou a hora de parar de ver prostitutas como uma atração turística", afirmou o vereador Udo Kock, que anunciou as novas medidas para "limpar" o famoso bairro. O político afirmou que turistas costumam ser inconvenientes, fazer muito barulho e jogar lixo no chão nas ruas da região. Além deste banimento, a prefeitura restringiu a no máximo 15 pessoas o tamanho de grupos em passeios guiados no centro histórico e proibiu tours na região depois das 19 horas, incluindo fins de semana. Turistas terão ainda que pagar uma taxa de entretenimento. Essas medidas entram em vigor a partir de 1º de janeiro do ano que vem. De acordo com a prefeitura, atualmente cerca de dez grupos guiados passam por hora na Oudekerksplein, o coração do Bairro da Luz Vermelha. Em horários de pico, esse número pode chegar a 48. O Bairro da Luz Vermelha é uma das principais atrações turísticas da cidade holandesa. Desde o século 17, profissionais do sexo oferecem em vitrines seu serviço a clientes. Em 1911, a atividade foi legalizada. Essa não é a primeira vez que Amsterdã impõe restrições a turistas na região. O fechamento de ruas em algumas noites já havia sido determinado para aliviar a saturação e limpar a área. Desde 2017, a cidade promove uma verdadeira batalha contra o turismo de massa. Um relatório da prefeitura alertou que Amsterdã estava se tornando uma "selva urbana", especialmente à noite, quando a polícia e autoridades se sentem impotentes para combater o crime e a violência. Entre as medidas para tornar a vida novamente suportável para seus moradores estão o fim da construção de novos hotéis e lojas de suvenir, o banimento da circulação de ônibus turísticos e cruzeiros na região central, e a aplicação de multas para quem consume álcool em locais públicos, urina na rua ou joga lixo no chão. A cidade holandesa não é a única da Europa que cansou do turismo. Veneza, Lisboa, Berlim, Madri, Barcelona e Dubrovnik também sentem os impactos da "turistificação", ou o processo de transformação espacial e socioeconômica de regiões em detrimento do interesse turístico. A explosão dos preços dos alugueis é um dos resultados dessa mudança.

    Cidades brasileiras atraem turistas para corridas de rua


    Prática de esportes pode ser bom motivo para conhecer novos lugares. Cidades brasileiras atraem turistas para corridas de rua Cada vez mais, as cidades brasileiras atraem visitantes e atletas para suas corridas de rua. Para a maioria, o melhor das...

    Prática de esportes pode ser bom motivo para conhecer novos lugares. Cidades brasileiras atraem turistas para corridas de rua Cada vez mais, as cidades brasileiras atraem visitantes e atletas para suas corridas de rua. Para a maioria, o melhor das corridas não é competir nem chegar em primeiro, mas praticar um esporte e buscar uma vida saudável. Correr é um jeito diferente de conhecer cidades e descobrir o Brasil.
    'Arco-íris líquido': o remoto rio da Colômbia descrito como a 8ª maravilha do mundo

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    De junho a novembro, Caño Cristales passa por uma transformação, ganhando cores vibrantes, como vermelho, verde, azul, amarelo e preto. Cascata no rio Caño Cristales, na Colômbia, ganha cores diferentes ao longo do ano Reprodução/BBC Escondido...


    De junho a novembro, Caño Cristales passa por uma transformação, ganhando cores vibrantes, como vermelho, verde, azul, amarelo e preto. Cascata no rio Caño Cristales, na Colômbia, ganha cores diferentes ao longo do ano Reprodução/BBC Escondido nos confins da Serra da Macarena, na Colômbia, está o rio Caño Cristales. De dezembro a maio, esse curso de água é como outro qualquer, apesar de estar rodeado de um dos ecossistemas mais diversos do nosso planeta. No entanto, em junho, o Caño Cristales passa por uma transformação, ganhando cores vibrantes, como vermelho, verde, azul, amarelo e preto. Essa metaformose, que dura até novembro, se deve à combinação de algas, depósitos minerais e da presença endêmica da planta aquática Macarenia clavigera. Essa planta aquática é incrivelmente rara e cresce apenas em poucos climas tropicais do mundo. Veja aqui vídeo do rio Caño Cristales Conhecido como rio Arco-Íris, o rio Caño Cristales é pouco visitado por turistas Reprodução/BBC Coincidentemente, o rio Caño Cristales é o único lugar onde ela floresce tão prolifica e espetacularmente. Por causa da variedade de cores, o rio é conhecido como ‘rio arco-íris’, ‘rio de cinco cores’ e uma das maravilhas naturais do mundo. Mas durante muito tempo, o Caño Cristales permaneceu desconhecido do grande público. O rio só foi descoberto pelo homem branco em 1969, quando um grupo de fazendeiros colombianos viu pela primeira vez a profusão de cores que agora encanta todos os visitantes. Em 1980, por conta dos conflitos armados entre o governo e as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o acesso de visitantes ao local foi proibido por razões de segurança. A guerrilha controlava a pequena cidade de Macarena, transformando-a em uma de suas bases e local de produção de cocaína. O veto ao turismo durou até 2002, quando o governo retomou o controle da área. Além disso, não havia transporte aéreo ao local até 2009. Hoje, o turismo está mais presente, mas ainda assim são necessários de quatro a cinco dias para chegar lá. O Caño Cristales está situado na Serra da Macarena, que abriga uma das maiores biodiversidades do mundo. São jaguares, pumas, oito diferentes espécies de macacos, 550 espécies de aves, 1,2 mil espécies de insetos, 100 espécies de répteis, 50 espécies diferentes de orquídeas, além de uma vasta gama de plantas.

    Conheça o Centro-Oeste brasileiro


    Região tem belezas naturais e cidades históricas. Conheça o Centro-Oeste brasileiro Descubra as belezas do Centro-Oeste brasileiro. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás têm paisagens que misturam o pantanal, o cerrado e a Amazônia. Uma...

    Região tem belezas naturais e cidades históricas. Conheça o Centro-Oeste brasileiro Descubra as belezas do Centro-Oeste brasileiro. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás têm paisagens que misturam o pantanal, o cerrado e a Amazônia. Uma diversidade de vida natural que inclui santuários como o Parque das Emais, as Chapadas, as águas termais e um paraíso chamado Bonito. O Centro-Oeste tem ainda cidades históricas e museus. Além do urbanismo inovador de Brasília, no Distrito Federal. É um cenário repleto de belezas humanas e naturais.
    Veneza aprova nova 'taxa de entrada' para controlar turismo de massa

    Veneza aprova nova 'taxa de entrada' para controlar turismo de massa


    Previsão é que a taxa comece a ser cobrada a partir do próximo mês de maio nesta cidade do norte da Itália e durante este ano custará 3 euros, enquanto a partir de 2020 aumentará para 6 euros. Mulheres mascaradas e com vestidos de época ao...


    Previsão é que a taxa comece a ser cobrada a partir do próximo mês de maio nesta cidade do norte da Itália e durante este ano custará 3 euros, enquanto a partir de 2020 aumentará para 6 euros. Mulheres mascaradas e com vestidos de época ao lado de canal em Veneza neste sábado Manuel Silvestri/Reuters A câmara municipal da cidade italiana de Veneza aprovou nesta terça-feira (26) a introdução de um novo imposto que deverá ser pago por quem visitar seu centro histórico, uma "taxa de entrada" com a qual se pretende controlar o turismo de massa. Turismo: leia mais notícias sobre o tema Votaram a favor 22 dos 33 representantes locais presentes, graças à maioria da direita, e também se adotou uma diretiva para tornar imediata a aplicação desta norma, segundo um comunicado do consistório veneziano. Em Veneza, como em outras cidades turísticas da Itália, o visitante precisava abonar uma taxa por cada noite que pernoitava ali, mas agora pagará este imposto alternativo aquele que só visitar Veneza para passar o dia. O objetivo é tirar proveito econômico do grande fluxo turístico da cidade, às vezes insuportável e que contribui para seu urgente despovoamento e seus altos preços, e empregar os fundos coletados para a manutenção do seu rico patrimônio. A previsão é que a taxa comece a ser cobrada a partir do próximo mês de maio nesta cidade do norte da Itália e durante este ano custará 3 euros, enquanto a partir de 2020 aumentará para 6 euros. O preço poderá chegar a 10 euros quando se registrar "um excepcional e crítico fluxo turístico". O imposto, aprovado no Orçamento Geral do governo italiano para 2019, estará incluído na passagem dos meios de transporte com os quais se chega à cidade dos canais. Estão isentos do seu pagamento as crianças menores de seis anos, os incapacitados, os esportistas federados, os torcedores de esportes que cheguem com veículos públicos e as autoridades institucionais, entre outros. Por outro lado, foram descartadas as isenções aos convidados de cerimônias religiosas ou civis como casamentos, batismos e funerais. Pessoas caminham em Veneza após inundação atingir nível recorde na segunda-feira (29). Inundação foi causada pela convergência da maré alta e de fortes ventos Miguel Medina / AFP Barco passa em meio ao gelo acumulado nas águas dos canais de Veneza, na Itália. O frio intenso transformou a paisagem da cidade, famosa por suas vias aquáticas. Marco Sabadin/AFP
    Queijo Parmigiano Reggiano: Conheça o alimento 'perfeito' produzido há séculos na Itália

    Queijo Parmigiano Reggiano: Conheça o alimento 'perfeito' produzido há séculos na Itália


    O Parmigiano Reggiano compete em pé de igualdade com quase qualquer alimento em cálcio, aminoácidos, proteínas e vitamina A e é prescrito por médicos para curar doenças. giano Reggiano é considerado por muitos cozinheiros e nutricionistas como...


    O Parmigiano Reggiano compete em pé de igualdade com quase qualquer alimento em cálcio, aminoácidos, proteínas e vitamina A e é prescrito por médicos para curar doenças. giano Reggiano é considerado por muitos cozinheiros e nutricionistas como o alimento praticamente perfeito Amanda Rugger/BBC É um enigma culinário: qual é o alimento feito de apenas três ingredientes e processado por "trabalhadores invisíveis", que pode ser ingerido como aperitivo, condimento ou sobremesa e que é prescrito pelos médicos para curar doenças? Precisa de uma dica? É também um produto lácteo... que pode ser ingerido por quem sofre de intolerância à lactose. A resposta: o Parmigiano Reggiano. Muito mais do que uma maneira extravagante de dizer "parmesão", o Parmigiano Reggiano é um queijo que só pode ser feito com ingredientes extremamente precisos, em um processo extraordinariamente particular, em uma área geográfica de 10 mil km² tão cuidadosamente definida que você pode fazer Parmigiano de um lado da pequena cidade de Bolonha, mas não do outro. TURISMO E VIAGEM: veja mais notícias O resultado de todo esse trabalho e dessas regras é - como muitos cozinheiros, nutricionistas e italianos dirão - uma comida praticamente perfeita. O gosto do Parmigiano é salgado, mas doce, herbal, mas amendoado, intenso, mas rico. Sua textura é dura, mas granulada, com cristais brancos. Ele ainda evolui conforme "envelhece": um queijo de dois anos cheira a frutas frescas e tem um gosto muito doce, enquanto um de três anos lembra passas e noz-moscada, tem um sabor mais salgado e complexo e desmorona mais facilmente na palma da mão. E há a questão nutricional, resultado não apenas de seus ingredientes, mas também do processo de envelhecimento. O Parmigiano pode competir com quase qualquer alimento em níveis de cálcio, aminoácidos, proteínas e vitamina A. "Ele tem mil benefícios, até mesmo para a saúde", garante a chef Anna Maria Barbieri. "É, digamos, uma panaceia. Algo que dá saúde a tudo o que toca." Devido à natureza precisa do processo de fabricação, o autêntico Parmigiano Reggiano tem um alto preço Amanda Rugger/BBC E assim espero, porque me farto de queijo até sentir que vou explodir no restaurante Antica Moka, de Barbieri, estrelado pelo Guia Michelin, no coração da região de Parmigiano, em Modena. Eu me delicio com uma pequena xícara de sopa de farro regada a crema di parmigiana (creme de parmesão) acompanhada de pão Parmigiano. E depois há Parmigiano mais duas vezes como primo (prato principal): tortellini com molho Parmigiano, regado com vinagre balsâmico de Modena, e uma tigela de Parmigiano frito. "Às vezes as pessoas me dizem: 'Mas Parmigiano, você coloca em tudo!'", disse Barbieri com uma risada. "É minha fraqueza. Eu realmente coloco em tudo." Como tantos outros na área de produção, Barbieri cresceu com o Parmigiano. Ela lembra de fazendeiros trazendo leite para a fábrica de queijos da família. Quando menina, ela acompanhava seu avô, um dos primeiros membros do Consórcio Parmigiano Reggiano, uma associação de produtores fundada em 1934, em suas idas às fábricas para verificar a qualidade de cada roda de queijo e dar-lhes (ou não) o selo de aprovação. "Para nós da Emilia-Romagna, o Parmigiano é o nosso 'pão de cada dia'", afirma. "Isso nos acompanha ao longo de nossas vidas". Na Itália, particularmente nesta parte, o Parmigiano não é mero luxo. É um direito adquirido no nascimento. É ralado sobre inúmeras tigelas de sopa e pratos de massa. No aperitivo com os amigos, é tão crucial quanto um copo de vinho. Nos casamentos, é tão abundante quanto os desejos de felicidade. Uma amiga de Turim me contou que, quando veio ao Reino Unido estudar, trouxe três itens de primeira necessidade na mala: azeite de oliva, tomate passata e Parmigiano Reggiano. Quando encontrei uma amiga romana em visita a Londres, sorri ao ver uma fatia de Parmigiano no balcão da cozinha de seu apartamento alugado. Na minha casa com meu marido italiano, nossa geladeira está sempre cheia de leite, ovos - e Parmigiano. Os devotos de Parmigiano vêm de longa data. O poeta do século 14, Boccaccio, serviu a seus convidados a massa maccheroni em uma montanha de queijo. O pintor Cristoforo Munari, do século 17, colocou Parmigiano no centro de suas cenas de cozinha. O papa enviou cem rodas de presente ao rei Henrique 8º, da Inglaterra. O dramaturgo francês Molière pediu Parmigiano em seu leito de morte. Quando o Grande Incêndio de Londres chegou à casa de Samuel Pepys em 1666, o escritor enterrou uma roda de queijo para protegê-la. Poucos desses fãs reconheceriam o que é vendido hoje. Os flocos brancos em latas verdes com os quais muitos europeus cresceram não são de parmesão, nem de perto. Dentro da União Europeia, tanto o Parmigiano Reggiano quanto sua versão de "parmesão" são termos protegidos pela denominação de origem protegida (DOP) desde 1996. Nos EUA, a lei protege apenas o nome "Parmigiano Reggiano". Pior, muito do que se aplica ao queijo ralado nos EUA não é queijo. Testes da Bloomberg News descobriram que algumas versões incluíam até 9% de celulose de madeira. O Parmigiano Reggiano obviamente não tem esse ingrediente - ou quaisquer aditivos ou conservantes. A União Europeia tem reivindicado em países do Mercosul, entre eles o Brasil, o registro do termo "parmesão". Com isso, o queijo equivalente brasileiro precisaria mudar de nome. Mas o governo brasileiro vem resistindo à mudança. No final de 2018, o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) publicou uma instrução normativa (095/2018) favorecendo a indústria brasileira. Tradição familiar Na sede do Consórcio Parmigiano Reggiano, na cidade de Reggio Emilia, o presidente Nicola Bertinelli, cuja família faz o queijo em sua fazenda desde 1895, pediu que eu adivinhasse: a cada dez rodas de queijo Parmigiano-Reggiano vendidas no mundo, quantas são reais? "Uma?", disse, imaginando que tivesse exagerado. "Exatamente. Uma", concordou. Afinal, há muito dinheiro envolvido no Parmigiano. Quando a rede de supermercado norte-americana Costco vendeu rodas por US$ 900, isso virou manchete - até porque era uma barganha. A razão pela qual o Parmigiano é tão caro está em sua precisão. Existem apenas três ingredientes: leite, sal e renina - uma mistura de enzimas que coalha o leite. O leite vem de quatro raças de vacas - as mais famosas são a vacche rosse, uma raça rara de vacas vermelhas que somam apenas três mil no total, ou 0,01% de todas as vacas leiteiras só da UE. Mas é mais que isso. "O segredo deste queijo não é apenas o tipo de vaca que produz o leite, mas sim o que os animais comem", disse Luca Caramaschi, dono da Caseificio San Bernardino, fábrica que produz o queijo. Bertinelli descreve as regras. A área de produção é exclusivamente a das províncias de Parma, Modena, Reggio Emilia, Mântua (a leste do rio Pó) e Bolonha (a oeste do rio Reno). Pelo menos 50% do alimento seco das vacas deve ser de feno, pelo menos 75% do feno deve ser proveniente da área de produção do Parmigiano e pelo menos 50% desse feno deve ser produzido na fazenda em que a vaca nasceu e foi criada. "Por que essa zona é tão precisa? Porque só aqui - natural, histórica e geograficamente - o feno do gado tem três variedades específicas de bactérias: os 'três amigos'", justificou Bertinelli. "Se essas três bactérias estão presentes na produção, elas desencadeiam processos que levam o leite a desenvolver aromas e sabores - e a níveis específicos de acidez, e é por isso que (o queijo) pode ser preservado por tanto tempo". Sem esses "amigos", nem os melhores queijeiros e vacches rosse seriam capazes de produzir o Parmigiano. Eu acompanho os "operários invisíveis" em ação na Caseificio Sociale Cooperativo Pongennaro. Como 85% das fábricas da Parmigiano, esta é uma cooperativa pertencente e administrada por grupos de pequenos agricultores locais. Às 8h, a produção já está em pleno vapor. Metade do leite foi ordenhado das vacas na noite anterior. Durante a noite, a gordura subiu à superfície. E foi desnatado para se produzir manteiga. O resto do leite foi trazido esta manhã, integral. Ambos são combinados em um caldeirão de cobre. Por isso que o Parmigiano é chamado de semi-grasso - "semi-integral". São necessários 14 litros de leite para fazer 1 kg de Parmigiano - 550 litros para fazer uma roda. Um dos fabricantes de queijos aquece um caldeirão e acrescenta soro de leite concentrado - cultura rica em boas bactérias que dá início ao processo de fermentação - da produção do dia anterior. "Agora, uma espécie de batalha acontece: as boas bactérias vão derrotar as bactérias ruins comendo tudo", disse Cristiana Capelli, do consórcio, que me apresenta o local. "As boas bactérias começam a procurar mais comida e por isso ingerem a lactose do leite. O queijo é limpo e estocado para uma longa fermentação." Isso explica por que o único conservante usado ou necessário no Parmigiano é o sal. Também explica por que o Parmigiano é seguro mesmo para quem tem intolerância à lactose. Enquanto observamos, um dos trabalhadores acrescenta ranina para coalhar o leite. Depois de dois minutos, o queijo começa a se separar. Em nove minutos, está completamente coalhado. O próximo passo é mexê-lo, primeiro devagar e com cuidado, depois mais e mais rápido. A temperatura sobe para cerca de 45°C. Um queijeiro mergulha a mão no caldeirão. "Observar a temperatura não é suficiente", disse Capelli. "Eles mantêm as mãos dentro porque precisam descobrir como o leite está se comportando. O leite é diferente a cada dia, dependendo do ar, da temperatura, de tudo." A mistura passou de branco cremoso para amarelo manteiga; os grânulos parecem pudim de arroz. O produtor de queijo os aperta para testar se ele está pronto. Está na hora. O calor é desligado e a mistura é deixada em repouso por uma hora. O líquido, que pesa dez vezes mais que os grânulos, expele tanto o ar quanto as bactérias ruins. Então vem o momento que estamos esperando. No fundo de cada caldeirão, a 2,1 metros de profundidade, um bloco de 100kg se forma. Os homens o empurram com uma pá e o cortam ao meio: duas rodas de 50kg do que se parece a um arroz "papado". Os próximos passos são como se o queijo fosse a um spa. Na sala di riposo (ou "sala de repouso"), ele perde peso: colocado em um molde, a roda repousa sob um peso para liberar o excesso de água. Ele recebe o selo de origem, com a data, a fábrica e o rótulo DOP. Em seguida, vai para a piscina: cada queijo é mergulhado em um banho de água composto de 33% de sal. Pela osmose, o queijo perde gordura e soro. Após 20 dias de salga, quando o sal penetra a 3 cm ou 4 cm de profundidade, ele é colocado para secar ao sol. Só então, finalmente, o queijo entra na sala de envelhecimento. Aqui, nos próximos dois ou três anos, ou até 20, como no caso de uma roda que Caramaschi me mostra no Caseificio San Bernardino, a mágica acontece. O sal penetra no núcleo do queijo. As bactérias continuam trabalhando. O queijo se transforma de um bloco de leite, gordura e sal para outra coisa completamente diferente: o Parmigiano. "Com o tempo, todos os aromas e sabores que existem no território são concentrados", disse Caramaschi. "É muito parecido com o que acontece com o vinho". Em um ano, provadores profissionais do consórcio verificam cada roda, batendo nela com uma ferramenta semelhante a um martelo e analisando possíveis inconsistências, como rachaduras ou buracos. Se aprovada, receberá uma marca final de qualidade. Caso contrário, é considerado um queijo de segunda qualidade, que deve ser rotulado como mezzano - qualidade média - e não pode ser mais envelhecido. Ou, se não tiver mais esperança, a casca e seus selos são raspados completamente, apagando para sempre qualquer associação com o Parmigiano. Cerca de 8% de todas as rodas produzidas na região atendem a um desses destinos "menores". O restante é exportado para toda a Itália e ao redor do mundo. 'Suplemento nutricional' Um pouco mais tarde, me vejo em uma capela de 800 anos de na propriedade de Caramaschi. Uma pintura acima de mim mostra o arcanjo Gabriel carregando uma bandeira - nada fora do comum, exceto pelo que está representado nela: San Lucio, o santo padroeiro dos queijeiros, mexendo uma leiteira de cobre sobre o fogo para fazer Parmigiano. "Foi aqui que me casei há 30 anos, onde meus filhos se casaram, onde meu sobrinho e meus filhos foram batizados e onde meu pai descansa", disse Caramaschi. "Tornou-se a igreja da família." Antes que o tataravô de Caramaschi começasse a fazer Parmigiano aqui em 1700, essa era uma pequena aldeia onde havia uma fazenda de gado leiteiro. A igreja não é coincidência. O Parmigiano foi feito pela primeira vez sob a orientação de monges beneditinos, cerca de um milênio atrás. Sem saber o que eram bactérias na época, a fabricação de queijos deve ter parecido mística, até mesmo milagrosa, aos primeiros praticantes. Assim também os benefícios para a saúde da comida. Tradicionalmente, as mães davam casca de Parmigiano aos seus bebês no período de dentição. Ainda hoje, ele é prescrito na Itália para os velhos, os jovens, os doentes. Como as boas bactérias devoram a lactose do queijo, o parmigiano de 26 meses é seguro para quem tem intolerância à lactose. Graças a essa quebra de ligações, também é mais fácil de digerir, suas proteínas e nutrientes são mais fáceis de absorver. "As proteínas da carne precisam ser divididas em aminoácidos, o que leva quatro horas no caso da carne bovina", explicou Bertinelli. "Mas graças ao processo natural do Parmigiano, eles já estão quebrados, então isso leva apenas 45 minutos." Isso significa que o Parmigiano é ideal para aqueles que precisam de uma infusão imediata de proteínas, como atletas. Parmigiano também tem nove aminoácidos livres, o tipo facilmente absorvido pelo corpo - um deles, a tirosina, aparece nos cristais brancos que desenvolvem o sabor umami. Depois, existem os nutrientes. Uma onça (28 g) de Parmigiano tem 9 g de proteína, 2 g a mais que a carne bovina; e 321 mg de cálcio, quase dez vezes mais que o leite. Tem ainda 12 mg de magnésio (mais que salmão), 28 mg de potássio (cerca de um terço da banana) e 0,12 mg de vitamina A (quase a mesma quantidade da cenoura crua). Há também zinco e ferro, cobre e manganês, biotina e vitamina B6. "O Parmigiano é um verdadeiro suplemento nutricional, capaz de fornecer uma grande quantidade de vitaminas e proteínas em poucos gramas", explicou a nutricionista Valentina Fratoni, de Florença. Ela o recomenda a crianças, levantadores de peso e gestantes. "Até mesmo as mulheres grávidas deveriam comer Parmigiano como uma importante fonte de cálcio para a saúde de seus ossos e para a formação do esqueleto do feto", disse Fratoni. "Embora o Parmigiano seja feito com leite cru, portanto não pasteurizado, seu longo período de maturação, pelo menos 12 meses, evita qualquer perigo". Termino minha exploração do Parmigiano onde comecei: comendo. Estou de volta a Londres, longe das vacas de pelo vermelho brilhante, caldeirões de cobre e igrejas de 800 anos do país do Parmigiano. Quando pego uma cunha, lembro o que Barbieri disse. "Aos 24 meses, gosto de comê-lo como ele é", ela me disse. "Com pão quente saindo do forno. Ou mesmo sem nada - então você pode realmente sentir seu sabor, é tão delicioso que você vai querer saboreá-lo de olhos fechados." O Parmigiano é um alimento perfeito? Não tenho certeza. Mas agora, descalça em uma fria noite de Londres, sinto o gosto das coisas que eu amo na Itália: sua bela paisagem rural e paixões culinárias, antigas tradições e pequenos milagres. E para mim, isso é o suficiente.

    Carnaval é a maior festa popular do Brasil


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    Festa é celebrada de norte a sul do país. Carnaval é a maior festa popular brasileira O Brasil respira carnaval: a maior festa popular do país. De norte a sul, um espetáculo de cores e sons. As ruas são tomadas por blocos e cordões. Multidões desfilam nas passarelas e seguem os trios elétricos. O carnaval é festa de muitos ritmos: samba, frevo, marchinha, rock, reggae, axé e maracatu!
    Nova York inaugura um novo museu dedicado aos cachorros

    Nova York inaugura um novo museu dedicado aos cachorros


    Acervo tem mais de 2 mil pinturas, fotos, esculturas e outros itens dedicados aos cães. Figuras de cachorro no Museu Americano do Cachorro do Clube do Canil Johannes EISELE / AFP Os cães raramente são homenageados em museus, embora às vezes...


    Acervo tem mais de 2 mil pinturas, fotos, esculturas e outros itens dedicados aos cães. Figuras de cachorro no Museu Americano do Cachorro do Clube do Canil Johannes EISELE / AFP Os cães raramente são homenageados em museus, embora às vezes tenham seu lugar ao lado de pessoas famosas: o Museu do Cão abre suas portas nesta sexta-feira (8) em Manhattan e oferece a eles o papel principal, refletindo uma cidade onde são frequentemente tratados como reis. O novo museu, financiado pela associação profissional de criadores American Kennel Club - que anualmente organiza o famoso concurso de beleza canino Westminster Dog Show - apresenta mais de 2.000 pinturas, fotos, esculturas e outros itens dedicados aos cães. Entre aqueles no centro das atenções, os fiéis companheiros dos presidentes americanos. Como a pintura de "Millie", a springer spaniel inglesa de George e Barbara Bush. Ou uma tela tocante intitulada "Silent Sorrow", que ilustra a tristeza do fox terrier do rei Edward VII, após a morte repentina de seu tutor inglês em 1910. Mulheres observam quadro de cachorro no Museu Americano do Cachorro Johannes EISELE / AFP Coleção esquecida Este novo museu marca o retorno a Nova York, em maior escala, de uma pequena coleção reunida em 1982. Em 1987, o American Kennel Club a transferiu para St. Louis, no Centro-Oeste, em instalações maiores. Mas o museu, longe dos circuitos turísticos, estava longe do sucesso. Ao repatriar a coleção para Nova York, a organização de criadores espera seduzir os muitos amantes de cães da capital financeira norte-americana, conhecidos pelo cuidado com seus cães: é comum ver cachorros passeando em carrinhos de bebê, ou vestidos no inverno com roupas em caxemira. O novo museu também pode esperar atrair alguns dos milhões de turistas que visitam todos os anos os muitos museus em Nova York. "É ótimo para mostrar uma coleção que definhava no escuro", disse à AFP o diretor executivo do museu, Alan Fausel, que antes era especialista em arte canina junto a casas de leilões. Quadro exposto no Museu Americano do Cachorro em Nova York Johannes EISELE / AFP Algumas das telas, tão precisas quanto uma fotografia, permitem documentar a evolução das raças, para o grande interesse dos criadores. "Eles olham para as pinturas como se fossem para competições de criação, seus comentários são sobre anatomia, morfologia (...) de forma alguma sobre a qualidade da tela", aponta Fausel. As obras, exibidas em dois andares de um edifício moderno da Park Avenue, refletem algumas das grandes tendências da pintura canina: trabalhos pré-vitorianos destacam o lado selvagem e agressivo do animal; o século XIX, no entanto, reflete a idade de ouro do retrato, tanto para animais quanto para humanos. No século XX, a fotografia eclipsou a pintura, com famosas fotos de temática antropomórfica do artista americano William Wegman, ou retratos de astros caninos da sétima arte, como Lassie. O museu, acessível por US$ 15 por adulto, inclui painéis interativos para entreter tanto quanto informar: um deles permite que os visitantes vejam qual raça de cão mais combina com sua fisiologia. Há também dicas de adestramento e uma biblioteca reunindo cerca de 15.000 livros e documentos. E um aplicativo para smartphone detalhando os trabalhos em exibição. O museu espera atrair cerca de 100.000 visitantes por ano no primeiro ano, talvez mais por meio de exposições temporárias destinadas a um público amplo, diz Fausel: ele está preparando uma retrospectiva dedicada aos cães de Hollywood e outra dedicada a cães presidenciais.
    Depois das Farc: parque arqueológico colombiano ressurge para o turismo

    Depois das Farc: parque arqueológico colombiano ressurge para o turismo


    As misteriosas estátuas de San Agustín e os túmulos subterrâneos de Tierradentro, no sul da Colômbia, revivem após décadas interditados. As 162 tumbas subterrâneas de Tierradentro foram esculpidas em rocha vulcânica sólida séculos...


    As misteriosas estátuas de San Agustín e os túmulos subterrâneos de Tierradentro, no sul da Colômbia, revivem após décadas interditados. As 162 tumbas subterrâneas de Tierradentro foram esculpidas em rocha vulcânica sólida séculos atrás Christopher P Baker/BBC Travel Há uma década, a morte espreitou meu caminho rumo ao Parque Arqueológico Nacional de Tierradentro. A estrada da cidade de Popayán, sobre a Cordilheira da Colômbia Central, era famosa por emboscadas e sequestros. Postos militares isolados sugeriam a presença ameaçadora de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Agarrei o volante com força ao atravessar a estrada de terra cruzando uma paisagem andina sombria, com um nevoeiro frio girando em torno de mim. Felizmente, cheguei a uma das maiores necrópoles do mundo. Sem surpresa, tive o vasto hipogeu pré-colombiano de Tierradentro só para mim. A maior coleção de monumentos religiosos e esculturas megalíticas da América do Sul não está na Ilha de Páscoa, no Chile, ou no Peru, como se imaginaria. Ela está em Tierradentro, que abriga 162 tumbas subterrâneas esculpidas em rocha vulcânica, e no entorno da cidade vizinha de San Agustín, com mais de 500 estátuas de pedra monolíticas e tumuli (túmulos antigos) - obras espalhadas por 2.000 quilômetros quadrados de montanhas e planaltos no Vale do Alto Madalena, no sul da Colômbia. Essas lembranças de uma avançada, porém desconhecida (e sem nome) cultura andina pré-colombiana esteve fora de alcance durante as cinco décadas de guerra civil. Agora que a região está a salvo da guerrilha das Farc, os impressionantes, mas pouco conhecidos locais com título de Patrimônio Mundial da Unesco são facilmente visitados e garantem surpreender e inspirar os desbravadores. Retorno à região Voltei após oito anos da minha primeira viagem à remota Tierradentro, cujo centro é o vilarejo de San Andrés de Pisimbalá, localizado entre as encostas montanhosas do Vale do Inzá, a 115 km a nordeste de Popayán. Dos idênticos (e minúsculos) Museu Etnográfico e Museu Arqueológico, segui por uma trilha montanhosa e lamacenta que serpenteava as cordilheiras montanhosas, conectando as cinco principais concentrações de túmulos. Senti uma vertigem enquanto olhava para o impressionante abismo negro do Alto de Segovia e descia por uma elaborada escadaria em espiral de oito metros no monte de andesito, um tipo de rocha magmática típica das montanhas andinas. Senti-me como Indiana Jones entrando no túmulo do imperador. Pouco se sabe sobre a sociedade pré-colombiana responsável pelas câmaras funerárias e estátuas encontradas em Tierradentro e San Agustín Christopher P Baker/BBC Travel Abaixo, a vasta câmara funerária media em torno de 12 metros de largura. Minha tocha iluminava paredes e colunas adornadas com desenhos geométricos com pigmentos em preto, amarelo e ocre; e figuras humanas e animais dançavam nas sombras cintilantes enquanto eu caminhava. Outra tumba foi habilmente esculpida para replicar um telhado inclinado e outros elementos de uma casa de madeira pré-hispânica: uma alegoria para preparar o morto para o pós-vida. Desde a década de 1530, quando a região foi subjugada pelos conquistadores espanhóis, a área foi habitada pelos Nasa, um povo indígena que fala páez (uma língua chibcha). No entanto, pouco se sabe sobre a misteriosa cultura que floresceu durante o primeiro milênio, mas que desapareceu seis séculos antes de os espanhóis e os Nasa entrarem em cena. Embora as escavações tenham começado na década de 1930, os arqueólogos ainda não sabem explicar quem se estabeleceu na região, de onde vieram ou para onde foram. E ninguém sabe a relação entre os escultores dos complexos túmulos e câmaras de Tierradentro e, a 180 km a sudoeste, os túmulos e estátuas gigantescas de San Agustín. Estátuas gigantes O drama da gigantesca estátua de pedra sob cuja a base eu parei parecia apropriado para aquele cenário estupendo. Ela estava desgastada e coberta de algas verde-azuladas; elevava-se a uns cinco metros por cima de mim; solene e de olhos grandes, com uma grande boca carrancuda. A estátua é apenas uma de um verdadeiro exército de colossos e totens que enfeitam pequenos platôs ao redor de San Agustín, uma adorável cidade colonial perto da fronteira equatoriana. Cerca de um terço está preservada no Parque Arqueológico de San Agustín, compreendendo cerca de 50 locais de sepultamento na cidade que empresta o nome a toda a coleção. A maioria das estátuas foi encontrada em imensos túmulos nos quais o povo pré-colombiano enterrava seus chefes. Meu guia, Davido Pérez, conhecia os detalhes das estátuas e seus sarcófagos de pedra - cobertos por enormes tábuas. Muito expressivas e vívidas, as estátuas são tão refinadas e bem preservadas que atravessam as barreiras da cultura e do tempo. Pérez tagarelou enquanto seguíamos uma trilha que subia uma colina até o Alto dos Ídolos, um enorme sítio antigo. "O que você vê é o legado de um intenso culto fúnebre", disse Pérez. "A morte era vista simplesmente como uma transição para outra vida". Talhadas em pedras vulcânicas relativamente macias, as estátuas - conhecidas localmente como chinas - variam desde 20 centímetros a sete metros. A maioria era retangular. Algumas eram ovais. Outras bastante hemisféricas. No topo de um monte, parcialmente coberta pela folhagem suspensa, nos deparamos com uma estátua solitária - apelidada de Doble Yo ("Eu Duplo") - olhando fixamente para a frente, com um sorriso perverso esculpido em seus lábios. Sobre ela foi esculpida uma pele e a cabeça de um jaguar que, por sua vez, era coberta pela pele de um crocodilo. "Esta estátua funde o homem e a mulher", disse Pérez. "Também simboliza o acasalamento de espíritos humanos e animais onde os xamãs buscam poder e magia." "Esta aqui está vomitando", disse Pérez, apontando para uma figura de olhos arregalados. "Ela descreve a prática antiga de ingestão de alucinógenos." O significado simbólico de muitos outros desenhos só pode ser imaginado. No dia seguinte, nossos cavalos cruzaram com firmeza a trilha íngreme que levava morro abaixo a um local chamado La Chaquira. Desmontamos dos animais e descemos por uma escadaria esculpida na encosta de um precipício repleto de pedras que se erguiam sobre o turbulento rio Magdalena. Cachoeiras despencavam da parede do desfiladeiro distante. Foi estupendamente pitoresco. Pérez virou-se para apontar petróglifos gravados nas pedras maciças posicionadas na beirada do cânion. O maior exibia um homem com as mãos erguidas, homenageando a magnífica paisagem da Mãe Natureza. Olhando para o desfiladeiro, imaginei o conquistador espanhol Sebastián de Belalcázar e seu implacável exército marchando pelo vale no final da década de 1530, depois de conquistar as terras incas. Os indígenas enfrentaram uma resistência corajosa, mas não foram páreo para as balestras e mosquetes. Mas as estátuas e túmulos permaneceram desconhecidos até 1757, quando o Frei Juan de Santa Gertrudis tropeçou na vasta biblioteca lítica e a chamou de "obra do diabo", já que "os [nativos] não tinham ferro ou instrumentos para produzir tal coisa". O Frei Juan de Santa Gertrudis, que encontrou as estátuas e túmulos em 1757, descreveu-as como 'obra do diabo' Christopher P Baker/BBC Travel Os túmulos foram saqueados séculos atrás por conta de suas huacas de ouro (objetos reverenciados) e relíquias preciosas. E muitas das estátuas originais foram perdidas ou dispersas pelo mundo. Em 1899, por exemplo, antropólogos britânicos liderados pelo capitão HW Dowding conduziram várias dúzias de estátuas em um barco com destino à Inglaterra, que afundou. Apenas uma efígie foi recuperada e transportada para Londres, e está no Museu Britânico. A maioria das estátuas remanescentes está fincada em concreto e vergalhões, mas ocasionalmente ainda desaparecem. Há grande demanda por elas no mercado negro de antiguidades, e hoje elas estão na lista vermelha dos objetos culturais latino-americanos em risco. Apesar de estar numa região remota, achei este fértil centro de esculturas muito cativante, e a atmosfera outrora tensa agora é tão relaxada que meu único risco era querer ficar por lá. Apreciei com calma a abundância de outras atrações da região: rafting no rio Magdalena; exploração do deserto de Tatacoa; e a montanha com cavernas habitadas por aves noturnas. Enquanto eu, novamente, atravessava uma estrada de chão que cortava a paisagem andina selvagem e varrida pelo vento, pensei sobre como os perigos da guerrilha são uma coisa do passado, e como as estátuas inescrutáveis de San Agustín e as figuras subterrâneas dançantes de Tierradento finalmente ressurgiram dos mortos depois de décadas fora de alcance.
    Carnaval 2019: Nordeste está entre destinos mais buscados para viajar

    Carnaval 2019: Nordeste está entre destinos mais buscados para viajar


    De acordo com agências, ainda dá tempo de planejar uma viagem, porém as opções são poucas e é preciso pesquisar bastante. Veja a lista das cidades mais buscadas para curtir a folia. Praia Porto da Barra, em Salvador Lara Pinheiro/G1 O carnaval...


    De acordo com agências, ainda dá tempo de planejar uma viagem, porém as opções são poucas e é preciso pesquisar bastante. Veja a lista das cidades mais buscadas para curtir a folia. Praia Porto da Barra, em Salvador Lara Pinheiro/G1 O carnaval deste ano é no dia 5 de março e, com a chance de viajar desde o dia 1º, muita gente vai poder aproveitar uma das folgas mais longas do ano. Faltando pouco mais de um mês para a data, a contagem regressiva para cair na folia ou fugir para um local mais tranquilo já começou. Ilha dos Frades, na Bahia fica no centro da baía de Todos os Santos Lara Pinheiro/G1 O Nordeste está entre os destinos mais procurados, de acordo com comparações de pacotes e reservas de agências de viagens. Salvador, Porto Seguro e Costa do Sauípe estão entre as cidades mais procuradas. Guarujá e Ubatuba, no litoral de São Paulo, também estão na lista de favoritos. Quem quer aproveitar a data apenas para descansar e fugir dos destinos agitados, busca resorts e hotéis fazenda no interior de São Paulo, e pousadas em Maceió, Natal e Fortaleza. Analândia é uma estância climática que atrai turistas pelas muitas belezas naturais Divulgação A fotógrafa de São Paulo, Nathalia Lourenço, por exemplo, vai emendar o feriado e viajar por quatro dias. O destino escolhido foi Analândia, interior de São Paulo, e para encurtar os gastos, pretende acampar e fazer parte do trajeto de carona com uma amiga e o namorado. “Estamos planejando há duas semanas. Até acho o tempo curto para se planejar considerando que é época de carnaval, mas a intenção é curtir a natureza e fazer algo diferente do dia a dia”, conta Nathalia. Nathalia Lourenço vai viajar para um lugar mais tranquilo neste Carnaval Arquivo pessoal Pelo menos 80% dos brasileiros optam por viajar dentro do país, em viagens de carro, avião ou rodoviárias e cerca de 20% buscam destinos internacionais durante o carnaval, segundo dados feitos pela agência CVC. “O ideal é tentar se planejar com 3 ou 2 meses de antecedência. A demora para fazer a reserva limita as opções. Independente do meio de transporte escolhido para viajar”, explica Viviane Pio, gerente de viagens da CVC. Mas para aqueles que não conseguiram se preparar, ainda dá tempo! No entanto, segundo Viviane, é preciso garimpar bastante online, pechinchar se optar ir em agências físicas, ou buscar dias alternativos para viajar, como sábado à noite ou domingo de manhã. Vista de Porto Seguro (BA) Divulgação/CVC “Para quem ainda não se planejou, ainda dá tempo sim, mas as opções de lugares ficam mais limitadas. Planejar com antecedência não é somente pelo preço é também pela disponibilidade dos destinos. Os hotéis mais econômicos e bem avaliados pelos clientes são os que se esgotam mais rápido”, alerta. Cristo Redentor, a Lagoa e bairros da Zona Sul do Rio Pedro Kirilos/Riotur Viajante, Nathalia dá dicas para evitar perrengues: é sempre bom verificar se a reserva está confirmada. “Seja hotel, camping, carona, às vezes as pessoas cancelam ou nem mesmo fazem sua reserva. Então quando for fechar confirme se está tudo certo. Assim, caso precise, dá tempo de ver outra opção”, explica. O G1 consultou agências de viagens para saber os destinos e pacotes mais buscados - independente do transporte escolhido para chegar no local -, para ajudar aqueles que estão indecisos de como curtir o carnaval. Seja para "cair na folia" ou "ficar de boa". Esta seleção foi elaborada pela Airbnb, CVC, Submarino Viagens e ViajaNet . Destinos mais reservados no geral Rio de janeiro (RJ) Florianópolis (SC) Salvador (BA) Guarujá (SP) São Paulo (SP) Ubatuba (SP) Cabo Frio (RJ) São Sebastião (SP) Recife (PE) Búzios (RJ) Pacotes de viagens mais vendidos Porto Seguro (BA) Fortaleza (CE) Natal (RN) Maceió (AL) Salvador (BA) Rio de janeiro (RJ) Recife (PE) Orlando (EUA) Foz do Iguaçu (PR) Costa do Sauípe (BA) As cidades de Fortaleza, Natal e Maceió aparecem na lista como opções mais tranquilas, já que as reservas, em sua grande parte, se concentram em pousadas e em locais sem agitação. Já Orlando, nos Estados Unidos, está na lista por causa de promoções, pois agora é período de inverno no Hemisfério Norte. Praia Camocim, no litoral oeste do Ceará, tem belezas naturais como a Ilha do Amor, Tatajuba e Lago Grande Divulgação Passagens aéreas mais compradas São Paulo (SP) Rio de Janeiro (RJ) Salvador (BA) Brasília (DF) Porto Alegre (RS) Fortaleza (CE) Belo Horizonte (MG) Recife (PE) Florianópolis (SC) Foz do Iguaçu (PR) Na comparação das passagens aéreas - do total de procura no carnaval -, as regiões do Sudeste e Nordeste estão no topo do ranking. “São Paulo, que lidera a lista, se tornou, nos últimos anos, uma referência de festas carnavalescas, sobretudo por causa dos eventos e blocos de rua”, explica Gustavo Mariotto, gerente de marketing do ViajaNet. Masp, um dos símbolos da Paulista Juliana Garcia Variação de preços de passagens aéreas Outra análise feita é variação de preços nas passagens no mesmo período em 2018 e 2019. Os voos domésticos para a cidade Recife no carnaval deste ano ficaram cerca de 10% mais baratos em comparação com o feriado do ano anterior. (Veja lista abaixo) “Percebemos que a maior oferta das companhias aéreas para o carnaval 2019, com a abertura quase que diária de voos extras para as capitais, tem puxado os preços das passagens para baixo”, explica Gustavo Mariotto. Variação de preços de passagens aéras no carnaval Initial plugin text
    Empresa cria passeio a Machu Picchu com acesso para cadeirantes

    Empresa cria passeio a Machu Picchu com acesso para cadeirantes


    Viajantes interessados podem ir sozinhos – companhia garante transporte e acompanhamento no local. Preço inicial do roteiro é de US$ 900 (cerca de R$ 3,6 mil). Viagem a Machu Picchu, por ser no topo de uma montanha, se torna difícil para...


    Viajantes interessados podem ir sozinhos – companhia garante transporte e acompanhamento no local. Preço inicial do roteiro é de US$ 900 (cerca de R$ 3,6 mil). Viagem a Machu Picchu, por ser no topo de uma montanha, se torna difícil para cadeirantes Wheel the World/Reprodução Machu Picchu fica localizada no topo de uma montanha – mais de 2 mil metros acima do nível do mar. O passeio é bastante procurado na América do Sul, mas é uma viagem de difícil acesso para cadeirantes. Uma empresa especializada criou alternativas e passou a oferecer um roteiro para pessoas com deficiência. O preço inicial é de US$ 990 (cerca de R$ 3,6 mil). Tumba de Tutancâmon é reaberta após uma década de reparos A agência "Wheel the World" precisou estudar o lugar e até lançou um documentário sobre a exploração. Um de seus fundadores, Alvaro Silberstein, tem deficiência - e defende o interesse em levar cadeirantes para todos os cantos do mundo. Além de Machu Picchu, a companhia também desenvolveu outros roteiros acessíveis, incluindo familiares e acompanhantes. A viagem No site da empresa, há uma descrição de como funciona a viagem até a cidade histórica do Peru. A visita é totalmente guiada, em inglês ou espanhol, com permissão para crianças com mais de 8 anos. Estão incluídos no preço o transporte adaptado entre os locais, equipamentos necessários para acesso do visitante, e ajudantes. Por isso, o cadeirante que quiser viajar sozinho também pode ir apenas com a ajuda da agência. Existem duas opções de viagem para o país. A primeira vai até Machu Picchu e dura um único dia. A segunda inclui Cusco, localizada a mais de 3 mil metros acima do nível do mar, e a permanência é de três a seis dias. Dificuldades Em entrevista à CNN, o outro fundador da empresa, Camilo Navarro, disse que ser "acessível não significa que é inclusivo". "Existem um bilhão de pessoas com deficiências no mundo. Mas não havia uma empresa de viagens dedicada a essas pessoas", disse. Segundo ele, a companhia teve vários problemas antes de conseguir implementar esses roteiros. Os viajantes usam uma cadeira de rodas especial, fornecida pela agência, com um custo alto. Ela é mais leve, tem uma roda na frente e duas na parte de trás - como um carrinho de mão. Mas é necessário ter sempre um ajudante para conseguir se transportar entre os lugares. "Às vezes recebemos ligações de parques nacionais convidando a nossa empresa a explorar o lugar", diz Navarro. Ele diz que não é simples na maior parte das vezes. Muitas vezes os locais não podem ser modificados com uma rampa, por exemplo. "Acessibilidade é questão de ser criativo", completou à emissora americana.
    Brasil tem vários Patrimônios Naturais da Humanidade

    Brasil tem vários Patrimônios Naturais da Humanidade


    Selo dado pela Unesco destaca importância ambiental dos lugares. Brasil tem diversos Patrimônios Naturais da Humanidade O Brasil tem belezas naturais reconhecidas mundialmente como Patrimônios Naturais da Humanidade. O selo é dado pela Unesco, ...


    Selo dado pela Unesco destaca importância ambiental dos lugares. Brasil tem diversos Patrimônios Naturais da Humanidade O Brasil tem belezas naturais reconhecidas mundialmente como Patrimônios Naturais da Humanidade. O selo é dado pela Unesco, organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura, e valoriza a importância ambiental dos lugares e a necessidade da sua preservação. São 7 áreas que ostentam o título no Brasil: Cataratas do Iguaçu, Fernando de Noronha, Anavilhanas, Pantanal, Áreas Protegidas do Cerrado (Chapada dos Veadeiros e das Emas), Mata Atlântica do Sudeste e Parque Nacional de Monte Pascoal. Parque Nacional do Iguaçu Com uma área de mais de 185 mil hectares, o Parque Nacional do Iguaçu está localizado no extremo oeste do Paraná, em Foz do Iguaçu. É uma das maiores reservas florestais da América do Sul. Abriga importante patrimônio genético de espécies animais e vegetais e abrange as Cataratas do Iguaçu, com quedas d’água de até 72 metros de altura. Mais de 1,8 milhão de visitantes passarem pelo Parque Nacional do Iguaçu Marcus Faller/Grupo Cataratas Costa do Descobrimento Reservas de Mata Atlântica A Mata Atlântica é uma das florestas tropicais mais ameaçadas do planeta e as maiores regiões contínuas estão na Costa do Descobrimento. São oito reservas naturais, localizadas no sul da Bahia e norte do Espírito Santo. Mata Atlântica Reservas do Sudeste As Reservas de Mata Atlântica do Sudeste estão localizadas entre os estados de São Paulo e Paraná. Incluem a cadeia de montanhas ao longo de áreas costeiras que abrangem os 17 municípios do Vale do rio Ribeira de Iguape. São 470 mil hectares de riqueza biológica e evolução histórica do Bioma, além das belas paisagens. Área de Conservação do Pantanal Formada pelo Parque Nacional do Pantanal e pelas Reservas Particulares do Patrimônio Natural de Acurizal, Penha e Dorochê, está localizada entre o Sudoeste do Mato Grosso e noroeste do Mato Grosso do Sul. Com 187 mil hectares, abriga centenas de espécies ameaçadas. É a única região do pantanal que permanece parcialmente inundada, o que garante fornecimento de água à fauna local. Complexo de Conservação da Amazônia Central Maior região de floresta tropical protegida do mundo, é composto pela Estação Ecológica Anavilhanas (um dos maiores complexos fluviais do mundo), pelas Reservas de Desenvolvimento Sustentável de Amaña e Mamirauá, e pelo Parque Nacional do Jaú, segundo maior do Brasil. Vista aérea de Anavilhanas, no Rio Negro Rede Globo Ilhas Atlânticas Brasileiras: Fernando de Noronha e Atol das Rocas O arquipélago de Fernando de Noronha, Pernambuco, é composto por 21 ilhas, rochedos e ilhotas. Abriga uma das maiores colônias reprodutivas de aves marinhas e de variadas e exóticas espécies de peixes, esponjas, algas, moluscos e corais. O Atol das Rocas fica a 144 milhas náuticas de Natal, no Rio Grande do Norte. Único atol no Atlântico Sul, é a primeira reserva biológica marinha do Brasil e abrange duas ilhas - a do Farol e a do Cemitério. Cerca de 150 mil aves vivem no local, entre espécies reprodutoras, forrageadoras, migratórias e visitantes esporádicas. Parques Nacionais Chapada dos Veadeiros e Emas O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é uma área de preservação de cerrado de altitude localizada na Chapada dos Veadeiros, região Nordeste do estado de Goiás, no Centro-Oeste do Brasil. Foi criado, em 1961, pelo Presidente da República, Juscelino Kubitschek, com o nome de Parque Nacional do Tocantins. Em dezembro de 2001 foi reconhecido como Patrimônio Natural Mundial da Humanidade pela Unesco. Entre as espécies da fauna que habitam o parque, cerca de cinquenta são classificadas como raras, endêmicas ou sob risco de extinção na área. Cachoeira de 120 metros da Chapada dos Veadeiros Reprodução/TV Anhanguera
    Tumba de Tutancâmon é reaberta após uma década de reparos

    Tumba de Tutancâmon é reaberta após uma década de reparos


    Pichações, respiração de turistas e poeira degradaram local descoberto há quase um século. Para arqueólogo, trabalhos salvaram a tumba de Tutancâmon, que agora deve ser protegida do turismo de massa. Tumba de Tuntacâmon é reaberta ao...


    Pichações, respiração de turistas e poeira degradaram local descoberto há quase um século. Para arqueólogo, trabalhos salvaram a tumba de Tutancâmon, que agora deve ser protegida do turismo de massa. Tumba de Tuntacâmon é reaberta ao público REUTERS/Mohamed Abd El Ghany Mais brilhante e segura, a tumba do faraó egípcio Tutancâmon foi reaberta ao público nesta quinta-feira (31/01) depois de dez anos de trabalhos para preservar o local e reparar danos causados pela poeira, pela umidade e pelo turismo. A tumba contém a múmia do faraó em uma caixa de vidro, assim como o seu sarcófago exterior, feito de madeira dourada. "Cem anos de visitas, depois de ter permanecido fechada por 3 mil anos... você consegue imaginar o impacto na tumba?", disse Neville Agnew, diretor do projeto liderado pelo Getty Conservation Institute, de Los Angeles. Agnew comandou uma equipe de 25 pessoas, incluindo arqueólogos, arquitetos, engenheiros e microbiólogos no trabalhos de preservação da tumba. As pinturas nas paredes e no teto voltaram à aparência que tinham quando o arqueólogo britânico Howard Carter descobriu e entrou pela primeira vez no local, em 1922. Visitantes na Tumba de Tuntancâmon, reaberta após 10 anos de restauração REUTERS/Mohamed Abd El Ghany Danos de anos de visitação Após cinco anos de estudos aprofundados na tumba, os especialistas encontraram impactos ambientais e indícios de danos causados por turistas, como pichações, arranhões e itens furtados. Além disso, o vapor d'água contido na respiração dos visitantes afetou todos os objetos da tumba. Os murais amarelo-ouro haviam sido cobertos por uma camada de poeira. Arquitetos trabalharam na reconstrução da plataforma acessada pelos visitantes para mantê-los distantes das frágeis paredes do local, enquanto engenheiros desenvolveram um novo sistema de ventilação que limita os efeitos do CO2, da umidade e da poeira. O chão de madeira, as luzes e rampas dentro da tumba foram todos trocados, o que forçou a equipe a mover a múmia de Tutancâmon durante o processo. A operação para levantar a múmia e seu invólucro de 250 quilos foi "aterrorizante", conta Agnew. "Doze homens carregando a múmia rampa acima. Eu disse: se alguém escorregar, a múmia irá deslizar e matar alguém. Eles disseram: 'Não se preocupe'." O trabalho foi de conservação e não propriamente de restauração, já que algumas marcas do tempo não puderam ser apagadas. Os murais que contam a vida de Tutancâmon, por exemplo, apresentam manchas causadas por microrganismos no passado e que não puderam ser removidas. "As marcas marrons também são parte da história", disse Agnew, acrescentando que seu estado não piorou desde a descoberta da tumba. Com duração total de dez anos, o projeto de preservação havia sido atrasado pela turbulência política no Egito em 2011, quando o então presidente Hosni Mubarak foi derrubado por um levante popular. Limitação de turistas Para o famoso arqueólogo e ex-ministro de Antiguidades Zahi Hawass, que iniciou os trabalhos, o projeto "salvou a tumba de Tutancâmon". Contudo, Hawass alertou que seria sensato limitar o número de turistas autorizados a visitar o local. "Se deixarmos o turismo de massa entrar nessa tumba, ela não durará mais de 500 anos", disse. Em vez disso, turistas podem visitar uma réplica da tumba construída nos arredores, sugeriu. "Temos que pensar no futuro a partir de agora. Em 500 ou 1.000 anos, se deixarmos a situação turística desta maneira, as tumbas do Vale dos Reis serão completamente arrasadas", disse. A região do Vale dos Reis contém inúmeras tumbas construídas para faraós e membros da elite na época do Império Novo no Egito e fica na margem oeste do rio Nilo, próximo da cidade de Luxor. Múmia do menino faraó rei Tutancâmon em exposição em seu túmulo recentemente renovado no Vale dos Reis em Luxor REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
    Do mergulho à praia mais bonita do mundo: o que fazer em Fernando de Noronha

    Do mergulho à praia mais bonita do mundo: o que fazer em Fernando de Noronha


    Belezas naturais são o grande atrativo da ilha, que já recebe 100 mil visitantes por ano. A viagem para Fernando de Noronha exige planejamento. O custo é alto e existem várias regrinhas para visitar o lugar, que é uma área de proteção...


    Belezas naturais são o grande atrativo da ilha, que já recebe 100 mil visitantes por ano. A viagem para Fernando de Noronha exige planejamento. O custo é alto e existem várias regrinhas para visitar o lugar, que é uma área de proteção ambiental, mas isso não significa que você não possa curtir ao máximo a ilha chamada de "paraíso". O G1 viajou até lá para a estreia da série "Desafio Natureza", que mostra as questões ambientais que desafiam locais de proteção ambiental e como cada um de nós pode fazer a sua parte para ajudar a manter estes lugares preservados. Veja os temas desta 1ª etapa do "Desafio": Fernando de Noronha, lado B: série do G1 mostra desafios do lixo no 'paraíso' O lugar onde ninguém faz selfie: para onde vai o lixo de Fernando de Noronha Seringa, canudos e plásticos ameaçam piscina natural Veto ao plástico descartável Expectativa X realidade: regras podem frustrar visitantes O futuro de Noronha Como você pode participar do desafio do lixo Se você pretende visitar Noronha, certamente já deu uma pesquisada na internet e passou algumas horas vendo fotos. É inegável a beleza do lugar, que costuma figurar na lista de praias mais bonitas do mundo com frequência. Além disso, a proteção ambiental garante que durante os passeios você sempre "esbarre" com animais como tartarugas marinhas, golfinhos e até tubarões. Em Noronha, o turismo segue a linha sustentável e visa conscientizar os visitantes sobre a importância da proteção ambiental. O G1 preparou algumas dicas do que Noronha tem de mais legal. Veja abaixo: Buraco do galego Localizado na praia do Cachorro, o Buraco do Galego é uma formação rochosa que preenchida pela água do mar forma uma espécie de "banheira" natural. A profundidade permite que os mais aventureiros se joguem do alto das pedras, mas atenção: há relatos de pessoas que se machucaram ali. O acesso só pode ser feito na maré baixa, por isso consulte a tábua de marés para saber o melhor horário para a visita. Homem pula no Buraco do Galego na praia do Cachorro em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 Snorkel no sueste Se você quer ver os animais marinhos, mas tem medo do mergulho com cilindro, uma ótima opção é o mergulho com snorkel na praia do Sueste. Ali, você pode alugar o equipamento necessário por R$ 25. O passeio só vale na companhia de um guia, que cobra em média R$ 50 por pessoa. Vários deles ficam esperando os turistas próximos ao ponto de controle de acesso. O guia não só é especialista em achar os animais na água, como pode te puxar pelo mar com auxílio de uma boia caso você canse. É quase certo que você vá encontrar tartarugas, polvo, lagostas, peixes e até tubarão pelo caminho. Turistas fazem snorkel na Praia do Sueste, em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 Captura científica do Tamar O Projeto Tamar tem uma filial em Noronha e é quem supervisiona toda a desova de tartarugas na ilha. No Centro de Visitantes eles dão palestras sobre a vida marinha, mas é na praia que os turistas podem ver o trabalho mais legal. Biólogos e voluntários do Tamar fazem captura científica em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 Semanalmente, os biólogos do Tamar fazem captura científica nas praias do Porto e do Sueste. Os turistas podem acompanhar todo o processo da areia enquanto recebem mais informações sobre a vida das tartarugas. Os mergulhadores ficam cerca de 40 minutos na água. Quando encontram alguma tartaruga, levam ela para a areia, onde medem seu tamanho, checam seu peso e seu estado de saúde bem ali na companhia dos visitantes. As crianças adoram. Dois irmãos e Baía dos porcos O cartão-postal de Noronha fica na praia Cacimba do Padre. Pelo canto esquerdo da faixa de areia, você pode fazer a trilha para o morro Dois Irmãos e apreciar o visual de um mirante criado pela própria natureza. A vista é daquelas que faz valer todo o esforço pela viagem. Seguindo a trilha pela esquerda está a Baía dos Porcos, uma praia cujas formações rochosas formam piscinas naturais. Na maré baixa, é um ótimo lugar para se refrescar e, claro, tirar fotos lindas. Turistas na Baía dos Porcos em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 Piscina natural do Atalaia A piscina natural do Atalaia é uma das mais lindas de Noronha e funciona como "berçário" de peixes e corais. O acesso é controlado e por dia ela só recebe 96 visitantes. Piscina natural do Pontal do Atalaia em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 O agendamento da visita é feito no Centro de Visitantes do ICMBio. A trilha até a praia dura cerca de 30 minutos e cada grupo só pode ficar na água por meia hora. Por causa da fragilidade do lugar é proibido o uso de protetor solar e é obrigatório o uso de coletes salva-vidas para que a pessoa flutue e não pise em corais. Além do Atalaia, a trilha Pontinha-Caieira também permite a visitação de piscinas naturais em praias mais remotas. Praia do leão A praia do Leão é uma das mais desertas de Noronha, mas tem uma importância grande e um visual incrível. Do alto do mirante, é possível ver a água bem azul. Lá embaixo a faixa de areia é extensa e procurada pelas tartarugas na época de desova, que vai de dezembro a abril, geralmente. Às 18h30, o acesso à praia é fechado para que as tartarugas possam colocar os ovos na areia. O Tamar marca os ninhos para que ninguém se aproxime durante o dia. Vista do Mirante da Praia do Leão em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 Cacimba do padre A praia Cacimba do Padre é uma das mais badaladas de Noronha. De livre acesso, ela costuma ser procurada pelos surfistas por causa das boas ondas. Dela é possível ter acesso ao Dois Irmãos. É ali também que fica o restaurante das gêmeas, famoso na ilha e frequentado por vários famosos que vão em busca do peixe na folha de bananeira. Praia Cacimba do Padre vista do alto Fábio Tito/G1 Passeio de barco O passeio de barco pela ilha é um dos mais recomendados por quem já esteve em Noronha. As embarcações costumam percorrer alguns pontos famosos da ilha e param cerca de duas horas para mergulho na Baía do Sancho e almoço no barco. O preço por pessoa fica em média R$ 250 com o almoço incluso. De barco também é a melhor oportunidade para ver golfinhos, já que a visitação à Baía dos Golfinhos é limitada ao mirante. Próximo ao local, os marinheiros costumam desligar o motor e orientar para que os turistas façam silêncio. Os golfinhos costumam se aproximar do barco, alguns fazem piruetas e depois seguem seu caminho. Turistas veem golfinhos durante passeio de barco em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 Praia do Sancho A praia do Sancho já foi eleita a mais bonita do mundo algumas vezes. O azul do mar faz qualquer um esquecer a escada apertadinha no meio das falésias que dá acesso à areia. Para evitar confusão, o ICMBio estabeleceu horários de descida e subida então é preciso se programar. Praia do Sancho em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 Mergulho com cilindro Noronha também é o paraíso dos mergulhadores. Na ilha, existem 24 pontos para a prática com visibilidade boa durante o ano todo. O ponto mais profundo é o da Corveta que chega a 62 m de profundidade. Diversas operadoras fazem o mergulho. Para quem é iniciante, elas costumam oferecer o mergulho de batismo, em que a pessoa aprende as técnicas básicas e vai acompanhada de um profissional durante o trajeto. O batismo custa em média R$ 570. Tartaruga busca alimentos em meio aos recifes da Praia do Sueste, em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1
    Expectativa x realidade: Turista precisa se adequar a regras, taxas e filas para preservar Fernando de Noronha

    Expectativa x realidade: Turista precisa se adequar a regras, taxas e filas para preservar Fernando de Noronha


    Acesso às belezas naturais da ilha é controlado e alguns precisam de agendamento. Segundo administração da ilha, foco é proteger o meio-ambiente. Expectativa X realidade: veja dicas para não se frustrar em Fernando de Noronha Para muitos...


    Acesso às belezas naturais da ilha é controlado e alguns precisam de agendamento. Segundo administração da ilha, foco é proteger o meio-ambiente. Expectativa X realidade: veja dicas para não se frustrar em Fernando de Noronha Para muitos brasileiros, visitar Fernando de Noronha é um sonho distante. Destino caro e longe de grandes capitais, viajar até a ilha é para muitos sinônimo de gastar mais do que com uma viagem para Europa. Antes um destino mais associado ao ecoturismo, nos últimos anos, Noronha ganhou destaque nas redes sociais graças à famosos como Bruna Marquezine e Bruno Gagliasso que costumam visitar a ilha. Mas para "noronhar-se", como eles dizem, é necessário planejamento. Primeiro, são duas taxas diferentes para visitar a ilha: a de preservação ambiental - paga de acordo com o número de dias de permanência - e a taxa de acesso ao parque nacional marinho - paga uma única vez e válida por dez dias. Com o acesso garantido, o visitante pode fazer o agendamento das trilhas e das piscinas naturais. Sim, nem todas as atrações são de livre acesso. Por ser uma unidade de conservação, Noronha tem diversas regras para a visitação. O objetivo é um só: preservar a fauna e a flora do lugar. "O que podemos dizer para o turista que chega na ilha é que ele tem que esperar algumas situações em que ele precisa se adequar a algumas normas necessárias de cuidado ambiental, pois o nosso principal foco, no momento, é a sua preservação", diz Guilherme Rocha, administrador da ilha. Praia do Sancho é vista do alto das falésias encobertas de vegetação em Fernando de Noronha. Descida até a areia inclui escada vertical Fábio Tito/G1 O G1 viajou até lá para a estreia da série "Desafio Natureza”, que vai mostrar as questões ambientais que desafiam esses destinos e como cada um de nós pode fazer a sua parte para enfrentar o problema. Veja os temas desta 1ª etapa do "Desafio": Fernando de Noronha, lado B: série do G1 mostra desafios do lixo no 'paraíso' O lugar onde ninguém faz selfie: para onde vai o lixo de Fernando de Noronha Seringa, canudos e muito plástico: lixo oceânico ameaça piscina natural Veto ao plástico descartável O futuro de Noronha Um passeio pela ilha Como você pode participar do desafio do lixo Agendamento concorrido As regras de agendamento mudaram no fim de 2018. Atualmente, os turistas precisam fazer o agendamento no centro de visitantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com até seis dias de antecedência e é aí que muita gente se chateia. Como as vagas são limitadas por dia, muitas pessoas deixam o agendamento para última hora ou tem pouco dias na ilha e nem sempre conseguem fazer o passeio que desejavam. Outra reclamação comum é que o agendamento precisa ser feito presencialmente. Todos os dias a partir das 15h30 senhas são distribuídas e às 17h as vagas são abertas. “Acho que é possível encontrar um outro mecanismo para democratizar esse acesso. Fizemos o agendamento no primeiro dia, vamos ficar seis dias e só conseguimos para o último, mas depois vimos que vai coincidir com o horário do voo. Então, eu também posso ter tirado a vaga de outra pessoa. Isso eu achei ruim”, diz a turista Paloma Braga. O ICMBio é o responsável pelo agendamento e sabe das frustrações dos visitantes, mas tem como prioridade a preservação dos atrativos e a experiência do visitante. E isso muitas vezes significa ver algumas pessoas frustradas. “Infelizmente nem todo mundo vai visitar os atrativos e isso é uma reclamação recorrente aqui. Mas é porque felizmente existe uma limitação na ilha. Só que o controle migratório que deveria ser feito, tanto do Estado quanto da gente, em relação ao acesso ao parque é uma questão superdelicada", diz Silmara Erthal, gestora responsável substituta do ICMBio. "As pessoas se programam para vir a Noronha, o custo é muito alto e a ilha não comporta. Como fazer essa conta fechar?”, questiona Silmara Erthal, gestora responsável substituta do ICMBio. Horário para descer e subir As praias dentro do parque nacional marinho têm acesso controlado também pelo ICMBio e pela concessionária EcoNoronha. Uma vez que a taxa de acesso ao parque é paga, o visitante recebe um cartão para usar durante a estadia. Toda vez que ele visita uma dessas praias, passa o cartão na entrada. Cada uma dessas praias protegidas tem suas particularidas. A praia do leão, por exemplo, fecha às 18h30 para que as tartarugas possam desovar em paz nas areias. Durante o dia, os turistas podem acessar à praia normalmente desde que não subam até a área dos ninhos. Guarda-parques fazem este controle e alertam os visitantes durante a chegada. Cartaz alerta para os horários de descida e subida da praia do Sancho em Fernando de Noronha Fábio Tito/G1 Já na Baía do Sancho, que foi eleita a praia mais bonita do mundo, o acesso não é simples. Uma escada estreita passa por dentro da falésia e é a única forma de chegar na areia. Para evitar as confusões de sobe e desce, o ICMBio estabeleceu uma tabela de horários de subida e descida. A norma causa estranheza em alguns, mas a maioria concorda que as medidas são necessárias. “Eu acho o controle fundamental. As praias que precisam agendamento, nós não agendamos, optamos por ficar nas outras atividades. Se não tiver este controle, você vê que a coisa vai desandar. Por mais que muitas vezes a gente reclame e não goste, tem que ter”, diz a turista Juliane Quintas durante visita ao Sancho. Proibido perturbar os animas Em Noronha, a vida marinha é abudante e com um mergulho simples de snorkel é possível ver tartarugas, peixes, lagostas e até tubarões. Apesar da proximidade, não é permitido nadar intencionalmente com os animais nem tocá-los ou encurrá-los. Os guias costumam fazer este tipo de aviso o tempo todo. Recentemente, a blogueira Luisa Sobral foi multada em R$ 5 mil após mergulhar para nadar com golfinhos. O que é proibido em Noronha. Os passeios de barcos costumam ter a companhia dos animais, mas não é permitido em momento algum deixar a embarcação para nadar próximo aos golfinhos. Para Gabriela Campos, bióloga e única mulher guarda-parque na ilha, o trabalho com turistas pode ser desafiador: "É difícil porque o ser humano tende a querer ser prioridade, quer passar por cima dos outros. A maior dificuldade que a gente tem no campo é fazer com que as pessoas sigam as regras porque todo mundo acha que pode ser uma exceção". Saiba mais sobre Fernando de Noronha Roberta Jaworski/ Arte G1 Preços altos Como Noronha é uma ilha, as mercadorias chegam de avião ou barco e isso, é claro, tem um custo. Um refrigerante de dois litros pode custar R$ 13. A cerveja longneck tem preços que variam de R$ 9 a R$ 17, se for na praia da Conceição. Por causa da área de proteção, a maioria das praias não têm estrutura de barracas e venda de comida e bebida na areia. As mais badaladas como Cacimba do Padre e Conceição são as poucas que oferecem esta opção e não têm acesso controlado. Para ninguém passar aperto nas praias controladas, a EcoNoronha oferece em seus postos de controle lojinha de suvenir, aluguel de equipamentos, banheiro e lanchonete. O aluguel do buggy, principal meio de transporte na ilha, fica em média R$250 por dia. Já o táxi tem o preço tabelado: em média uma corrida de menos de cinco minutos fica em R$24. Buggy em Fernando de Noronha: muitos turistas preferem pagar caro a andar alguns minutos Fábio Tito/G1 A busca pelo conforto A alternativa é o ônibus que circula pela ilha e vai de uma ponta a outra. A passagem custa R$5 e diversos turistas optam por ele. A principal diferença é que depois de pegar o ônibus é preciso muitas vezes caminhar por alguns minutos para chegar até a praia. O visual compensa o esforço. Para Silmara Erthal, o que se vê em Noronha hoje em dia é uma busca por um conforto que a ilha não tem como oferecer para todos. “O visitante quer conforto, quer pegar seu buggy e seu carro e ir para os locais e essa é uma situação que antigamente não tinha. O visitante caminhava e usava transporte público. Hoje em dia, a maior parte das pessoas que tem condições financeiras não quer mais vivenciar, quer trazer a cidade para Noronha”, diz. E completa: “O que se vê hoje é muito carro e o pessoal não tem esse contato de vir a Noronha, fazer as trilhas, ter esse tempo mais tranquilo, mas quer a comodidade maior. É gastar combustível, é poluição, ruído...”. Outro problema para muitos é o sinal do celular que não pega em várias áreas e torna difícil a missão de postar as fotos no Instagram. Na Vila dos Remédios, área central da ilha, há wifi gratuito para quem quiser aproveitar a ida a um restaurante para fazer inveja nos amigos. É quase como se a ilha te obrigasse a ficar offline para aproveitar tudo que ela tem para oferecer. Turistas observam golfinhos durante passeio pelas águas de Fernando de Noronha: é proibido mergulhar intencionalmente para nadar com os animais. Fábio Tito/G1 Serviço: Consulte as regras para a visitação

    Sudeste brasileiro tem paisagens variadas que vão de metrópoles a praias


    Região oferece diferentes atrações para o turismo. Conheça o sudeste brasileiro O sudeste brasileiro tem as maiores metrópoles do país, abrigadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Além de uma intensa vida...

    Região oferece diferentes atrações para o turismo. Conheça o sudeste brasileiro O sudeste brasileiro tem as maiores metrópoles do país, abrigadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Além de uma intensa vida cultural, a região tem ainda diversas atrações e sabores para todos os gostos. O sudeste também tem lugares famosos e cidades históricas. No litoral, diversas praias e paraísos tropicais para curtir os dias de calor. E no interior, paisagens deslumbrantes para quem procura sossego ou aventura.
    Fontana di Trevi: Roma encerra disputa milionária com Igreja Católica pelas moedas jogadas por turistas na fonte

    Fontana di Trevi: Roma encerra disputa milionária com Igreja Católica pelas moedas jogadas por turistas na fonte


    Todos os anos, cerca de 1,5 milhão de euros em moedas, são retirados das águas do monumento histórico; cidade queria investir dinheiro em infraestrutura, mas voltou atrás. Fontana di Trevi, em Roma Gabriel Bouys/AFP Photo A disputa entre a...


    Todos os anos, cerca de 1,5 milhão de euros em moedas, são retirados das águas do monumento histórico; cidade queria investir dinheiro em infraestrutura, mas voltou atrás. Fontana di Trevi, em Roma Gabriel Bouys/AFP Photo A disputa entre a prefeita de Roma, Virginia Raggi, e o Vaticano pelos cerca de 1,5 milhão de euros jogados na Fontana di Trevi todos os anos finalmente chegou ao fim. A fonte é uma das principais atrações turísticas da cidade. É costume entre turistas jogar uma moeda em suas águas e fazer um desejo. O dinheiro normalmente é recolhido e doado à Cáritas, uma rede de organizações humanitárias da Igreja Católica. Mas nos últimos tempos a prefeita de Roma queria que o dinheiro fosse investido na infraestutura da cidade – a mudança já havia sido aprovada pelos vereadores municipais quando a Igreja publicou um artigo contundente na imprensa italiana dizendo que a perda atingiria os mais pobres. A mudança estava prevista para abril, mas muitos italianos foram às redes sociais para pedir que a cidade reconsiderasse sua posição. Após a repercussão negativa, a polêmica finalmente foi encerrada neste semana com o reconhecimento pela cidade do trabalho da Cáritas – e até uma ampliação dos fundos que a entidade recebe. Em uma entrevista ao jornal italiano "L'Osservatore Romano", a prefeita Virginia Raggi explicou por que voltou atrás na decisão de destinar o dinheiro para a infraestrutura da cidade. "O corpo diocesano faz uma tarefa importante para os mais necessitados e para a cidade de Roma, que quer continuar sendo a capital que ampara os mais pobres", afirmou Raggi. Agora a Cáritas receberá também as moedas lançadas em outros monumentos da cidade. Raggi se tornou prefeita de Roma em 2016. Pertence ao Movimento 5 Estrellas, corrente política que se afirma "contra a classe política tradicional italiana" e que muitos classificam como populista – o grupo defende uma espécie de democracia direta através da internet. Desde sua eleição, sua popularidade caiu por não conseguir resolver os problemas de infraestrutura urbana da cidade, que está altamente endividada. Em outubro do ano passado, milhares de manifestantes tomaram as ruas da cidade para protestar contra problemas como o acúmulo de lixo nas ruas. Três moedas em uma fonte Feita de mármore, a Fontana di Trevi tem quase 300 anos de idade. A tradição de atirar moeda em suas águas ficou famosa após o sucesso da comédia romântica A Fonte dos Desejos, de 1954. O filme tinha a música Three Coins in a Fountain (Três Moedas em uma Fonte, em inglês), cantada por Frank Sinatra, que também ficou muito famosa. Desde então a atração apareceu em dezenas de filmes famosos, inclusive La Dolce Vita (A Doce Vida), de 1960, que tinha a famosa cena em que a atriz sueca Anita Ekberg entrava na água de vestido.
    Fontana di Trevi: prefeitura de Roma e Igreja brigam por milhões em moedas jogados na fonte por turistas

    Fontana di Trevi: prefeitura de Roma e Igreja brigam por milhões em moedas jogados na fonte por turistas


    Governo diz que o dinheiro da fonte, tradicionalmente destinado aos pobres, deve abastecer os cofres da cidade. Fontana di Trevi, em Roma Reuters O prefeito de Roma e a Igreja Católica Romana entraram em conflito sobre o que deve ser feito com as...


    Governo diz que o dinheiro da fonte, tradicionalmente destinado aos pobres, deve abastecer os cofres da cidade. Fontana di Trevi, em Roma Reuters O prefeito de Roma e a Igreja Católica Romana entraram em conflito sobre o que deve ser feito com as moedas retiradas da Fontana di Trevi, um dos principais cartões-postais da cidade. Todos os anos, cerca de 1,5 milhão de euros em moedas, jogadas por turistas, é retirado das águas do monumento histórico. Tradicionalmente o dinheiro é doado a uma instituição de caridade católica para ajudar os desamparados. Mas agora a prefeita de Roma, Virginia Raggi, quer que a verba seja investida na infraestrutura precária da cidade. A Caritas - rede de organizações humanitárias da Igreja Católica - afirma, por sua vez, que a perda de receita atingirá os pobres. "Não previmos esse resultado", disse o diretor da Caritas, padre Benoni Ambarus, ao Avvenire, jornal oficial da Conferência Episcopal Italiana. "Eu ainda espero que não seja definitivo." O jornal publicou um artigo contundente sobre o tema na edição de sábado, com o título "Dinheiro tirado dos mais pobres". A mudança, que deve ocorrer em abril, foi aprovada pelos vereadores. No entanto, muitos italianos recorreram às redes sociais para pedir às autoridades que reconsiderem a decisão, segundo informou a agência de notícias Ansa. Raggi assumiu a prefeitura de Roma em 2016 representando o partido antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), que governa o país em coalizão com a Liga (de extrema-direita). Sua popularidade caiu por não conseguir resolver os problemas da cidade endividada. Em outubro, milhares de manifestantes se reuniram do lado de fora da prefeitura para denunciar Raggi por não dar uma solução para questões como lixo não recolhido e estradas esburacadas. A Fontana di Trevi, que tem quase 300 anos, é visitada por milhões de turistas todos os anos. A maioria atira moedas de costas para o monumento e faz um pedido. A tradição de jogar moedas na fonte ficou famosa após o filme A Fonte dos Desejos (1954), cuja trilha sonora conta com a música Three Coins in the Fountain, interpretada por Frank Sinatra. A fonte também protagoniza uma cena clássica da história do cinema, no filme La Dolce Vita (1960), em que a atriz sueca Anita Ekberg se banha à noite com um vestido tomara que caia em suas águas cristalinas.

    Verão no Brasil é oportunidade para conhecer belezas naturais


    País tem mais de sete mil quilômetros de litoral e grande reserva de água doce do mundo. Verão no Brasil é oportunidade para explorar belezas naturais O verão é a estação mais quente do ano e uma oportunidade para conhecer as belezas naturais do...

    País tem mais de sete mil quilômetros de litoral e grande reserva de água doce do mundo. Verão no Brasil é oportunidade para explorar belezas naturais O verão é a estação mais quente do ano e uma oportunidade para conhecer as belezas naturais do Brasil aproveitando o tempo ao ar livre. São cenários perfeitos para quem gosta da prática de esportes aquáticos: não faltam praias, rios, corredeiras e lagos. As opções de esportes também são variadas e vão do surfe ao rafting. Uma grande diversidade de cânions pode ser explorada. Esses vales profundos levam muitos anos para serem criados e são "esculpidos" por águas de rios com ajuda da força do vento. No Brasil é possível visitar estas formações em diversas regiões e com ajuda do turismo ecológico é possível fazer passeios de barcos e trilhas para conhecer os cânions e a natureza que os cerca. Com uma grande reserva de água doce, o Brasil tem algumas das maiores e mais belas quedas d'água do mundo. São vários nomes: cascata, quando as águas descem degraus. Catarata, quando formam uma grande cortina. Salto, quando caem em forma de esguicho. Véu de noiva, queda d’água, catadupa, tombo, cachão... o nome não importa. Para quem gosta de natureza e aventura, as águas que caem transmitem encanto e boas energias. E pelos mais de 7 mil quilômetros de litoral é possível conhecer praias de todos os tipos.
    Por que o Taj Mahal corre o risco de desaparecer

    Por que o Taj Mahal corre o risco de desaparecer


    O Taj Mahal é a construção mais famosa da Índia e atrai milhares de turistas. Mas o Suprema Tribunal do país advertiu que uma combinação de negligência e poluição ameaça a existência do monumento. Taj Mahal, a construção mais famosa da...


    O Taj Mahal é a construção mais famosa da Índia e atrai milhares de turistas. Mas o Suprema Tribunal do país advertiu que uma combinação de negligência e poluição ameaça a existência do monumento. Taj Mahal, a construção mais famosa da Índia, pode desaparecer Dominique Faget/AFP Shamshuddin Khan organiza visitas para o Taj Mahal, na Índia, há mais de 30 anos e foi guia turístico de mais de 50 chefes de Estado de todo o mundo. Durante esse tempo, viu seu cabelo embranquecer e o Taj Mahal ficar mais escuro. Ao se aproximar da construção, Khan mostra as rachaduras e o mármore danificado da edificação. "Há momentos vergonhosos, em que os turistas estrangeiros me perguntam porque o Taj Mahal não é mantido como deveria. Também nos perguntam por que está perdendo sua cor e brilho. Nós, os guias, não temos as respostas", diz Khan. O Taj Mahal é um dos principais pontos turísticos da Índia. De 2010 a 2015, recebeu entre quatro e seis milhões de turistas, segundo o Ministério de Turismo e Cultura do país. Foi construído na cidade de Agra, no século 17, pelo imperador Shah Jahan. Era um mausoléu para sua rainha favorita, Mumtaz Mahal, que morreu ao dar à luz o décimo quarto filho do casal. Para construir o edifício, o imperador encomendou mármore do Rajastão, que tem uma característica singular: parece rosa pela manhã, branco à tarde e leitoso à noite. Problemas estruturais Mas o Taj Mahal começou a perder seu brilho. Suas fundações estão danificadas e as rachaduras estão cada vez maiores e mais produndas na cúpula de mármore do monumento. Diz-se que as partes superiores dos minaretes estão à beira do colapso. No começo deste ano, ventos fortes provocaram a queda de dois pilares do lado exterior. Em julho de 2018, o ambientalista e advogado MC Mehta apresentou uma petição para o Supremo Tribunal da Índia solicitando novos esforços para salvar o Taj Mahal. Os juízes concordaram e ordenaram audiências periódicas com os responsáveis pela conservação do edifício. A corte criticou a letargia dos funcionários públicos a respeito do destino da construção mais famosa da Índia. "O Taj Mahal deve ser protegido. Porém, se a indiferença dos funcionários continua, então, deve fechar. Inclusive, se as coisas não forem feitas corretamente, as autoridades deveriam demolí-lo", disse a sentença. Se por um lado muito poucos estão dispostos a tolerar a demolição do Taj Mahal, por outro lado a mera menção desta ideia pelo Supremo Tribunal indica que há uma verdadeira interrogação sobre seu futuro. Poluição do ar, chuva ácida e mudança de cor do Taj Mahal A petição que MC Mehta entregou ao Supremo Tribunal este ano não foi a primeira. Desde meados dos anos 1980, o ambientalista e advogado tem cobrado as autoridades indianas para que tomem medidas para preservar o Taj Mahal. Naquela época, os ambientalistas estavam particularmente preocupados com uma refinaria de petróleo em Mathura, a 50 quilômetros de distância, que havia começado a funcionar na década de 1970. Em 1978, um comitê de especialistas que estudou a qualidade do ar em Agra e seus arredores descobriu níveis substanciais de dióxido de enxofre na atmosfera. Além do dano para a saúde pública, esta contaminação também era danosa para o Taj Mahal. O dióxido de enxofre, junto com outros poluentes, se combina com a umidade na atmosfera, provocando a chuva ácida. Um relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o governo indiano descobriu que o monumento estava se tornando amarelo devido a "partículas suspensas e poeira na superfície". A ameaça ao Taj Mahal não provém apenas do ar, mas também da água. O trecho do rio Yamuna que passa por Agra é um dos canais mais contaminados do mundo. "As indústrias ao longo do rio, desde Delhi até Agra, estão despejando seus resíduos químicos diretamente no rio", afirma o ambientalista local Brij Khandelwal. Khandelwal ressalta ainda que o esgoto de Agra vai diretamente para o Yamuna, sem nenhum tratamento. Nessas condições, os peixes não conseguem sobreviver. Assim, moscas, mosquitos e outros insetos que normalmente seriam comidos pelos peixes acabam proliferando sobre a água suja e infestam o entorno do Taj Mahal. Falta de água pode prejudicar fundações Outro problema é a falta de água. As fundações do Taj Mahal estão localizadas sobre 180 poços de água e bases de madeira, que requerem água durante todo o ano. Se a base não for regada durante todo o ano, a madeira abaixo eventualmente se secará, apodrecerá e se romperá. Mas o que explica a falta de água? Quando o Taj Mahal foi construído, a maioria dos negócios e das viagens eram feitos ao longo do rio. Porém, à medida que a população crescia e as indústrias floresciam, foram construídas represas no Yamuna, reduzindo o fluxo do rio. "O rio Yamuna, que flui através do Himalaia, encolhe e se torna um fio d'água no momento em que atinge Agra", diz o ambientalista Khandelwal. Assim, adverte Khandelwal, para salvar o Taj Mahal, o Yamuna precisaria retomar seus níveis originais. "Se só a cúpula (do Taj Mahal) pesa 12,5 mil toneladas, podemos imaginar quanto pode pesar o restante da construção. As fundações de um edifício tão pesado deveriam ser sempre fortes", afirmou. Ilustração mostra o funcionamento das fundações do Taj Mahal, acima de poços de água BBC Justiça impôs restrições, mas efeitos foram poucos Em 1984, Mehta apresentou uma petição para o Supremo Tribunal, argumentando que as fundições, as indústrias químicas e as refinarias eram a causa principal da descoloração do Taj Mahal. Nove anos depois, o Supremo Tribunal anunciou que estava de acordo e elaborou uma lista de medidas para reduzir a contaminação da região. Foram aprovados pedidos para fechar todas as indústrias poluentes ao redor de Agra, especialmente aquelas muito próximas ao Taj Mahal. Além disso, as empresas que operam na cidade e cercanias foram obrigadas a usar apenas gás natural como combustível. O uso de carvão foi tornado ilegal. Também foi imposta uma proibição a veículos e equipamentos movidos a diesel. E foi proibido levar búfalos para o Yamuna, bem como lavar roupas em suas águas. Já em 1998, o Supremo Tribunal estabeleceu uma área de exclusão especial, para manter a indústria pesada a certa distância do monumento. Mas Mehta afirma que as autoridades não seguiram as ordens do Supremo Tribunal. "Infelizmente, nada mudou e tive de bater à porta do Supremo Tribunal novamente". O uso de veículos a diesel, por exemplo, continuou. O gado também continuou banhando-se no rio Yamuna e as roupas seguiram sendo lavadas ali. Além disso, fumaça, pó e poluentes tóxicos das indústrias de Agra e arredores continuaram sendo despejados no ar e no rio Yamuna, fazendo a contaminação crescer a níveis alarmantes. Proprietários das indústrias locais chegaram a formar uma organização com o slogan: "Eliminar o Taj, salvar a indústria". Tentativas de preservar o Taj Mahal O Supremo Tribunal confiou a tarefa de conservar o Taj Mahal a K Mohan Rao, o prefeito da cidade. Rao afirma que estão sendo tomadas medidas para fazer frente à quantidade de lixo que emana dos canais e nas casas da cidade. "Estão sendo instaladas unidades de tratamento de águas residuais", afirma. Segundo ele, há propostas para transformar Agra em uma "cidade inteligente", o que implica uma renovação completa na infraestrutura. Khandelwal e Mehta, no entanto, não estão contentes com o programa de conservação do Serviço Arqueológico da Índia, que restaura o Taj Mahal com uma camada de lama que supostamente absorve a sujeira que descolore as paredes da construção. Segundo os dois ativistas, para restaurar a glória do Taj Mahal seria preciso estudar como foi feita a conservação da infraestrutura durante o império mongol e o reinado britânico na Índia. Para isso, seria preciso recuperar o rio Yamuna. Porém, depois de tantas décadas dedicadas à preservação do Taj Mahal, Mehta diz que tem poucas esperanças de que o monumento seja salvo. À medida que as fundações enfraquecem, Mehta se preocupa que um dia reste apenas a lembrança. "O Supremo Tribunal já pediu que tantas agências realizassem estudos sobre como salvar o Taj Mahal. Essas agências, então, apresentaram suas descobertas de tempos em tempos. E a Justiça tem emitido ordem atrás de ordem. Mas, infelizmente, as autoridades não são sérias. Eu já estou envelhecendo, mas seguirei lutando", diz Mehta.
    Resgate em caverna na Tailândia: meninos tentam retomar a vida e turismo explode na região

    Resgate em caverna na Tailândia: meninos tentam retomar a vida e turismo explode na região


    Descubra o que ocorreu passados cinco meses desde que 12 garotos e seu técnico de futebol foram resgatados de uma caverna inundada. Jovens do time ‘Javalis Selvagens’, que ficaram presos em caverna na Tailândia, posam para foto antes de jogo...


    Descubra o que ocorreu passados cinco meses desde que 12 garotos e seu técnico de futebol foram resgatados de uma caverna inundada. Jovens do time ‘Javalis Selvagens’, que ficaram presos em caverna na Tailândia, posam para foto antes de jogo contra equipe juvenil do River Plate no Estádio Monumental, em Buenos Aires, no domingo (7) Eitan Abramovich/Pool/AFP Por três semanas de julho e julho, o destino de 12 meninos e seu técnico de futebol tornaram as cavernas de Tham Luang, na Tailândia, o assunto mais comentado no planeta. Cinco meses depois, o local está entre os mais visitados no norte tailandês. Em julho, uma operação para bombear água para fora da caverna fez com que campos vizinhos com pomares e vegetais fossem inundados. Uma das áreas era usada para o plantio de abacaxis por Archawin Mopoaku, membro da etnia Akha, uma das três que habitam essa região montanhosa. Mas ele não se queixou. Em vez disso, abandonou a agricultura por um tempo e ajudou como voluntário a cortar bambuzais para facilitar o acesso de soldados à entrada da caverna. Hoje, os campos de abacaxi de Archawin seguem intocados. E, ao lado deles, na estrada de terra que leva até as cavernas, ele vende laranjas de seu pomar a turistas - atividade que tem lhe proporcionado muito mais dinheiro do que ganhava com os abacaxis. "Antes do resgate, as coisas aqui eram muito calmas", ele disse. "Só de vez em quando alguns estrangeiros vinham explorar as cavernas. Mas depois do resgate há muito mais gente vindo, e moradores da região montanhosa como eu estão se dando bem." O mesmo vale para os vendedores de flores que abordam clientes no início da estrada, ambulantes que comercializam carne de porco e, especialmente, vendedores de bilhetes de loteria. Turismo interno Um guarda florestal se senta numa cadeira de plástico sob a copa de árvores, registrando num caderno o número de visitantes. Isso costumava ser fácil. Normalmente, eram entre 10 e 20 por dia. Hoje são mais de 6 mil. A maioria é composta de tailandeses, que vêm de todas as partes do país para ver onde ocorreu o resgate. "Hoje, nenhuma outra atração turística da região consegue competir com Tham Luang," diz Damron Puttan, empresário e estrela de TV em visita à área. Ele estava na Europa quando os meninos ficaram presos e se impressionou com a atenção que o caso recebeu no continente. "Nunca tinha ouvido falar dessas cavernas antes do resgate", diz Vanisa Achakulvisut. "Mas depois que surgiram as notícias sobre o time de futebol Wild Boars, tive que ver por conta própria." O técnico dos Wild Boars, Ekkapol Chantawong, e o socorrista Mikko Paasi se reencontraram no início de dezembro BBC Não é só a curiosidade que atrai multidões. A cadeia montanhosa sobre as cavernas foi batizada em homenagem a Nang Non, uma princesa mítica que se matou após um caso de amor proibido. Diz-se que a montanha lembra a imagem da princesa adormecida. Cavernas são vistas como lugares de grande poder místico na Tailândia. Há muito tempo existe um altar para Nang Non perto da entrada da caverna, onde as pessoas podem deixar oferendas ao espírito dela. Mas o resgate milagroso ampliou sua fama como provedora de boa sorte. Todo visitante que eu vi nessa região carregava flores e fazia uma breve oração no altar. O local se tornou um ponto de venda de bilhetes de loteria, e os números mais populares terminam com 13 - o número de pessoas resgatadas da caverna. Agora há outro santuário no local: uma estátua de 3 metros em bronze de Saman Gunan, o mergulhador tailandês que morreu durante o resgate. Os meninos resgatados visitaram o memorial dedicado a Saman Gunan neste mês BBC A obra foi posicionada em frente a um museu novo, ainda vazio, erguido no outrora enlameado estacionamento de onde eram transmitidas as notícias sobre o resgate. Reencontro Os meninos e o técnico Ekkapol Chantawong, que os ajudou a suportar a espera de 17 dias ensinando-os a meditar, também estavam lá, em sua segunda visita à caverna desde o resgate. Alguns dos socorristas também estavam presentes, como o finlandês Mikko Paasi, o americano Josh Morris – que tem uma escola de escalada em Chiang Mai e foi um intermediário entre os mergulhadores estrangeiros e agentes do governo tailandês –, e Vern Unsworth, o explorador de cavernas britânico que conhece Tham Luang há vários anos e foi um dos primeiros a chegar ao local após o sumiço dos meninos. Foi um encontro tocante. Os garotos, que pareciam saudáveis e alegres, abraçavam seus salvadores. O governo tailandês ainda os trata com grande zelo. Eles são assessorados por assistentes sociais, que os acompanham em todas as aparições públicas, e qualquer pedido de entrevista com o grupo é analisado rigorosamente por dois comitês. Suas famílias também foram instruídas a não falar com a imprensa sem autorização. 'Um milagre e tanto' "Para mim, ainda é muito emocionante", me disse o britânico Vern Unsworth enquanto olhávamos para a nova grade que impede o acesso à caverna. "Algumas pessoas acham que salvar 13 de 13 foi um milagre e tanto." "Acho que o mundo esperava um resultado ruim. Mas nunca desistimos. O que os mergulhadores fizeram foi uma prova incrível de resistência." Ele diz que ninguém deveria culpar os meninos e o técnico por terem entrado na caverna - e que eles apenas tiveram má sorte. "Poderia ter sido eu." Vern planejava visitar as cavernas no dia seguinte. A água subiu muito rápido, após chuvas fortes e pouco comuns, prendendo os meninos e o técnico e forçando-os a buscar refúgio caverna adentro. A experiência mudou suas vidas? "Eles são um grupo impressionante", diz Vern. "Eles continuaram com os pés no chão, e estão sendo muito bem cuidados. Não diria que têm uma vida normal - eles estão fazendo um tour pelo mundo. Mas estão de volta à escola." O técnico-chefe do time, Nopparat Kanthawong, afirma que eles estão treinando duro após a escola, assim como antes do resgate. Eles recuperaram o peso perdido, embora ainda estejam reconstruindo a força muscular. Há muitos grupos interessados em ajudá-los. Vimos os jovens serem treinados por uma equipe do Manchester City em seu campo nas montanhas. Há ao menos três filmes sobre o resgate sendo produzidos. A gravação do primeiro, chamado A Caverna, acaba de terminar. Vern e outros mergulhadores esperam que as cavernas e o museu sejam usados para educar o público sobre a geologia, a flora e a fauna locais. A entrada do complexo de cavernas Tham Luang agora está fechada BBC Para o chefe do distrito de Mae Sai, Somsak Kanakham, os recursos extras e as oportunidades de negócio gerados pelo boom turístico nas cavernas são bem-vindos. Mas ele se preocupa em manter o fluxo e diz que a área precisa de investimentos em infraestrutura para receber essa onda de visitantes. No longo prazo, ele espera receber orientações sobre como desenvolver outras potenciais atrações turísticas nessa região verde e montanhosa. Em algum momento, todo o entusiasmo gerado por esse resgate extraordinário começará a diminuir, possivelmente também reduzindo o número de visitantes.
    Brasileiro planeja viagens nacionais com cerca de um mês de antecedência, diz pesquisa

    Brasileiro planeja viagens nacionais com cerca de um mês de antecedência, diz pesquisa


    Viagens internacionais são preparadas 72 dias antes do embarque, em média. Aeroporto de Guarulhos Reprodução/TV Globo O brasileiro planeja viagens dentro do Brasil com cerca de um mês de antecedência, em média, apontou uma pesquisa da agência...


    Viagens internacionais são preparadas 72 dias antes do embarque, em média. Aeroporto de Guarulhos Reprodução/TV Globo O brasileiro planeja viagens dentro do Brasil com cerca de um mês de antecedência, em média, apontou uma pesquisa da agência de viagens Decolar. O levantamento também mostrou que, para viagens internacionais, o viajente costuma se programar 72 dias antes de embarcar – equivalente a pouco mais de dois meses. A pesquisa foi feita com base nas compras de passagens e pacotes no site da Decolar entre janeiro e novembro de 2017 e 2018. O levantamento também mostrou que, em média, o brasileiro passou apenas quatro dias nos destinos dentro do Brasil – que incluem viagens a trabalho, visitas ou férias. Para viagens internacionais, por outro lado, a permanência média foi de 15 dias. Alter no Chão (PA): destino brasileiro entre os 10 melhores do mundo 2019 Outro dado da pesquisa mostrou que aumentou a procura por ingressos de atrações nos destinos nacionais e internacionais. De 2017 para 2018, o aumento foi de 16% nas viagens dentro do Brasil. Para fora do país, o crescimento subiu 26%.
    Rovaniemi, a cidade da Finlândia onde é Natal o ano todo

    Rovaniemi, a cidade da Finlândia onde é Natal o ano todo


    Para a capital da Lapônia, o verdadeiro milagre do Natal foi levar o turismo para um local longínquo e que foi quase exterminado nos anos 1940. Para a capital da Lapônia, o verdadeiro milagre do Natal foi levar o turismo para um local...


    Para a capital da Lapônia, o verdadeiro milagre do Natal foi levar o turismo para um local longínquo e que foi quase exterminado nos anos 1940. Para a capital da Lapônia, o verdadeiro milagre do Natal foi levar o turismo para um local longínquo Visit Rovaniemi/Divulgação Rovaniemi, capital da Lapônia, ao norte da Finlândia, é oficialmente a terra do Papai Noel. O que significa que pouco importa se você vai para lá no dia 25 de dezembro ou, por exemplo, em pleno agosto: vai ter pinheirinho enfeitado, pisca-pisca, desenho de rena por todos os lados, vai ter gente fantasiada de elfo e vai ter um bom velhinho vestido de vermelho pronto para desejar Feliz Natal. Transformar Rovaniemi na terra do Papai Noel foi muito mais uma decisão econômica do que uma eventual preocupação em honrar uma tradição. Atualmente, cerca de 500 mil pessoas por ano visitam o município de 63 mil habitantes. Para a capital da Lapônia, o verdadeiro milagre do Natal foi trazer turismo para um local longínquo e que foi quase exterminado nos anos 1940. Durante a Segunda Guerra Mundial, 90% dos imóveis de Rovaniemi foram destruídos. Anos depois, graças a esforços governamentais e financiamento da ONU (Organização das Nações Unidas), o local foi reconstruído. Os principais edifícios públicos foram concebidos pelo famoso arquiteto Alvar Aalto (1898-1976). E ele fez um plano urbanístico no mínimo curioso: vista de cima, a cidade parece a cabeça de uma rena. Então o turismo passou a ser utilizado como força motriz para a recuperação da região. Em 1957, a seção de viagens do New York Times já recomendava uma visitinha ao "deserto do norte da Europa". Mas a cereja do bolo viria apenas nos anos 1980, ano em que a Vila do Papai Noel seria construída, a 8 km da cidade. Ideia do departamento de turismo finlandês, ela foi concretizada na gestão do então governador da Lapônia Asko Oinas, que em dezembro de 1984 decretou a cidade como "sede oficial" do Papai Noel. O complexo foi inaugurado em 1985. A divulgação para o turismo ganharia força quatro anos mais tarde, quando as 16 maiores empresas finlandesas se uniriam e criariam a Associação da Terra do Papai Noel. A partir de então, o país passou a enviar papais noéis treinados a eventos de turismo em todo o globo para promover a região. Plano urbanístico da cidade, visto de cima, parece a cabeça de uma rena Divulgação História Mas como foi que uma cidade perto do Círculo Polar Ártico, no gélido extremo norte do planeta, se tornou a terra do Papai Noel? Trata-se de uma pitoresca história, já que o mito do bom velhinho deriva do religioso católico São Nicolau de Mira, conhecido como Taumaturgo, que nasceu, viveu e morreu na Ásia Menor, onde hoje é a Turquia, provavelmente entre os anos de 270 e 343. Tudo começou quando, no fim dos anos 1860, a revista feminina norte-americana Harper's Bazaar passou a publicar ilustrações do velhinho barbudo como sendo um habitante do Polo Norte, ambiente naturalmente propício para renas pastando ao ar livre, aliás. Cartinhas expostas no correio oficial do Papai Noel Mariana Veiga/BBC A lenda foi tomando corpo. Entre 1927 e 1956, o jornalista e locutor de rádio Elner Markus Rautio (1891-1973) encarnou o personagem Tio Markus na rádio estatal finlandesa. Ele tinha um programa infantil no qual trazia a figura do bom velhinho, identificando-o sempre como um ilustre morador da Finlândia. Provavelmente para dar ênfase ao caráter remoto do local em que o senhorzinho vivia, Tio Markus cravava que o Papai Noel ficava em Korvatunturi, uma erma montanha na fronteira entre a Finlândia e a Rússia, no município de Savukoski - somente o 298º maior da Finlândia, com apenas 1.009 habitantes. Korvatunturi significa algo como "penhasco da orelha" em finlandês. O nome é por conta de seu formato. Na rádio, Tio Markus enfatizava uma característica do bom velhinho até hoje conhecida: ouvir o pedido de cada criança. Mas e Rovaniemi? As cartas enviadas para o Papai Noel para Korvatunturi (no CEP 99999) são direcionadas para a vila do bom velhinho em Rovaniemi, a capital da Lapônia. De acordo com o Visit Rovaniemi, o órgão oficial de promoção turística de lá, a casa do Papai Noel segue em Korvatunturi. Atualmente, cerca de 500 mil pessoas por ano visitam Rovaniemi, município de 63 mil habitantes Visit Rovaniemi/Divulgação "Mas como o lugar é conhecido apenas por poucas pessoas, ele decidiu estabelecer seu escritório em Rovaniemi", afirma a entidade. "Eu vou todos os dias de Korvatunturi para Rovaniemi. Ho ho ho", diz o Papai Noel. "Minhas renas são rápidas. Korvantunturi é minha casa. Rovaniemi é meu trabalho." E precisam mesmo ser. Afinal, o trajeto todo é de quase 400 km. Papai Noel A vila em Rovaniemi é um complexo de chalés em que funcionam um hotel, dois restaurantes, lojas temáticas, o recanto do Papai Noel e, claro, o correio que recebe cartinhas do mundo todo. Como parte das atrações, é possível interagir com renas e, se houver neve, pilotar um snowmobile. A Vila do Papai Noel, a 8 km de Rovaniemi, é um complexo de chalés em que funcionam hotel, restaurantes e lojas temáticas Visit Rovaniemi/Divulgação O trono do Papai Noel fica no centro de uma das casas. Chega-se até ele depois de um percurso em que a história do Natal é retratada, cômodo a cômodo, com cenas temáticas cenográficas. O bom velhinho que dá plantão na Vila do Papai Noel não sai do papel nem quando interage com adultos - conforme a reportagem da BBC News Brasil constatou quando lá esteve. Se você perguntar a ele se conhece seu país, por exemplo, vai ouvir algo como: "É claro, eu vou para lá todos os anos". Se você notar que é outro ator no papel porque já houve troca de turno, ele vai seguir agindo como se fosse o mesmo de horas atrás. Afinal, Papai Noel é único. E conhece bem todos nós - comporte-se! A agência dos correios que funciona na Vila é uma agência real, operada pela Posti, o sistema de correios da Finlândia. É a única que tem um carimbo exclusivo do círculo polar ártico, o que significa que mandar uma carta dali é um souvenir único. De acordo com dados da Posti, desde 1985, quando a agência foi criada, o bom velhinho já recebeu 15 milhões de cartas de 198 países diferentes. Tudo arquivado ali. Círculo Polar Ártico A linha do Círculo Polar Ártico passa pelo meio da Vila do Papai Noel. O que significa que, sim, estando ali é possível cruzá-la. Há uma marca no chão - e fila de turistas à espera de um clique perfeito para postar no Instagram. Operadoras de turismo oferecem passeios interessantes pela região. Uma vez hospedado ali, vale a pena fazer uma imersão mais profunda. Entre o final de setembro e o início de março, por exemplo, é o período em que se tem mais chance de observar a aurora boreal. Se for verão, é possível sair para colher frutas vermelhas pelos bosques da Lapônia. Também estão no cardápio de atrações os safáris, nos quais renas são facilmente observadas na natureza. Uma dessas empresas de safáris da região, aliás, foi quem salvou o escritório do Papai Noel da falência, em 2015. Sim, a crise já acometeu até o bom velhinho. Fotos de animais observados em Rovaniemi, na Lapônia Mariana Veiga/BBC A companhia que administra o complexo acumulava uma dívida de 206 mil euros com o fisco finlandês. Na última hora do prazo de pagamento, uma das operadoras de safári injetou o valor necessário para quitar o débito e se tornou sócia da vila. A operação, diz a lenda, garantiu que o Natal seguisse existindo para milhões de crianças em todo o mundo. Ou, ao menos na realidade, garantiu que todo dia fosse dia de Natal em Rovaniemi, no extremo norte da Lapônia.
    Alter do Chão no PA está entre os 10 melhores destinos do mundo para conhecer em 2019

    Alter do Chão no PA está entre os 10 melhores destinos do mundo para conhecer em 2019


    A vila fica em Santarém e esbanja charme como um dos lugares mais bonitos do Brasil e do mundo com praias de água doce. Praias de areia branquinha em Alter do Chão surgem no verão amazônico Reprodução/TV Tapajós Que destinos serão os mais...


    A vila fica em Santarém e esbanja charme como um dos lugares mais bonitos do Brasil e do mundo com praias de água doce. Praias de areia branquinha em Alter do Chão surgem no verão amazônico Reprodução/TV Tapajós Que destinos serão os mais cobiçados? Quais os mais favoráveis para o turista brasileiro? Uma pesquisa de tendências nacionais e internacionais elegeu os 10 melhores lugares do mundo para visitar em 2019. A famosa praia de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará, está entre os destinos e ocupa o 8º lugar na lista. A eleição os Melhores Destinos para 2019 foi realizada pelo sexto ano consecutivo pelo Viagem, promovida pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Com um total de 25 votos, o Peru foi o grande vencedor, isolado na liderança. Foi seguido pela Croácia e pela cidade do Porto, em Portugal, ambos com 22 pontos. Nas redes sociais, a Croácia levou a melhor. Pela ordem, aparecem, Lençóis Maranhenses, Japão, Islândia, Sudeste Asiático, Alter do Chão, Egito e o Ceará. Alter do Chão Paróquia de Nossa Senhora da Saúde, na vila de Alter do Chão Zé Rodrigues/TV Tapajós Alter do Chão tem 260 anos. A vila, com seis mil habitantes, é famosa pelos seus atrativos e riquezas naturais que encantam brasileiros e estrangeiros. Alter é a primeira entre os 10 lugares com as praias mais bonitas do Brasil e o mais bonito do mundo com praias de água doce, segundo o jornal inglês The Guardian. De clima equatorial, quente e úmido, Alter do Chão tem praias águas claras e areia fina e branquinha, às margens do rio Tapajós, sendo um dos principais pontos turísticos de Santarém. O local é conhecido como o ‘Caribe Amazônico’ e está entre os roteiros de viagens, principalmente nas férias. Perfeita para relaxar, a praia possui um cenário paradisíaco e guarda uma beleza única. A vila é indicada pelo Ministério do Turismo como local que vale a pena conhecer. O lugar é ideal para aproveitar o ‘verão amazônico’, que ocorre entre os meses de agosto a dezembro. De janeiro a julho, a ilha praticamente desaparece. Tô de Folga mostra as belezas de Alter do Chão (PA) História Alter do Chão foi fundada em 6 de março de 1626, pelo português Pedro Teixeira. Em 6 de março de 1758, foi elevada a categoria de vila por Francisco Xavier de Mendonça Furtado, então governador da capitania do Grão-Pará, durante o Brasil Colônia. Alter foi local das missões religiosas, comandadas pelos jesuítas. Até o século XVIII, a vila era habitada majoritariamente pelos índios Borari. Desde a década de 1990 até os dias de hoje, o atual distrito aposta no turismo para alavancar a economia local. A vila fica distante aproximadamente 37 quilômetros de Santarém. O acesso se dá pela rodovia estadual Everaldo Martins, a PA-457, totalmente pavimentada. Outra maneira de chegar até a vila é pelo rio Tapajós, de barco ou de lancha. A viagem dura em média 45min de carro e 3h pelo rio. Na vila, existem hotéis e pousadas e um albergue. Os preços das diárias variam a cada período do ano, durante os eventos tradicionais, os valores aumentam consideravelmente em algumas hospedarias. Carnaval, Festival Borari e Sairé Com vários acessórios, foliões se divertem no carnaval em Alter do Chão Adonias Silva/G1 Visitantes do Brasil e do mundo movimentam a vila no período do Carnaval do ‘Mela Mela’ - uma brincadeira de espuma e amido de milho que anima os foliões, e no Festival Borari - festa indígena que mantem a identidade cultural da vila. Abertura do Sairé 2018 em Alter do Chão, no Pará Adonias Silva/G1 A Festa do Sairé é outro atrativo. É a mais antiga manifestação folclórica que ocorre em setembro. Há cerca de 300 anos, o Sairé une rituais religiosos e inclui a disputa folclórica dos botos Tucuxi e Cor de Rosa. A festa reúne milhares de pessoas. Culinária Chefs inovam na criação de novos pratos com produtos regionais do Pará Espaço Gastronômico Alter do Chão/Arquivo Pessoal Os pratos mais procurados pelos visitantes são aqueles feitos à base de peixe. É o ponto forte da vila e não podem faltar no cardápio dos restaurantes. Entre as espécies mais preferidas estão o tucunaré e tambaqui. Os doces a base de frutas regionais também são destaques. Outros pratos, como o tacacá, vatapá, pato no tucupi, maniçoba e bolos tradicionais despertam o paladar dos visitantes de todas as regiões do mundo. Quer saber mais notícias de Santarém e Região? Acesse G1 Santarém.

    Brasil tem várias festas para comemorar o réveillon


    País tem celebrações na praia, show com multidões e muito mais. Brasil tem várias festas para comemorar o Ano Novo O Brasil tem várias festas para comemorar o réveillon. Nas avenidas das grandes cidades ou nas praias de norte a sul, as pessoas se...

    País tem celebrações na praia, show com multidões e muito mais. Brasil tem várias festas para comemorar o Ano Novo O Brasil tem várias festas para comemorar o réveillon. Nas avenidas das grandes cidades ou nas praias de norte a sul, as pessoas se reúnem para celebrar o ano novo. Várias cidades do país têm shows de fogos que colorem o céu durante a virada. O mais famoso fica no Rio de Janeiro, em Copacabana, onde mais de dois milhões de pessoas celebraram a chegada de 2018. Para a chegada de 2019, a prefeitura da cidade anunciou o show da banda Skank.
    Autoridades indianas aumentam preços de ingressos para poder preservar Taj Mahal

    Autoridades indianas aumentam preços de ingressos para poder preservar Taj Mahal


    Novos valores serão US$ 19 para turistas estrangeiros e US$ 3,50 para indianos, que representam maioria dos 15 mil vistantes diários. Objetivo é reduzir visitas entre 15% e 20%, além de gerar recursos para conservação. O Taj Mahal, em Agra, na...


    Novos valores serão US$ 19 para turistas estrangeiros e US$ 3,50 para indianos, que representam maioria dos 15 mil vistantes diários. Objetivo é reduzir visitas entre 15% e 20%, além de gerar recursos para conservação. O Taj Mahal, em Agra, na Índia, em foto de 3 de janeiro Dominique Faget/AFP As autoridades indianas multiplicaram por cinco o preço da entrada no Taj Mahal para os visitantes locais, visando limitar o número de turistas e reduzir os danos causados ao monumento turístico mais importante da Índia. O ingresso "tudo incluído" para o Taj Mahal, mausoleu construído no século XVII pelo imperador mongol Shah Jahan em memória de sua esposa Mumtaz Maha, passou de 50 rupias (US$ 0,70) para 250 rupias (US$ 3,50) para os turistas indianos, a maioria entre os cerca de 15 mil visitantes diários ao palácio. O ingresso para turistas estrangeiros ao palácio de mármore branco da cidade de Agra, no norte da Índia, subiu de US$ 16 para US$ 19. "Queremos que as pessoas paguem mais para limitar a frequência", explicou à AFP um membro do Serviço de Arqueologia da Índia, o órgão governamental responsável pela manutenção do monumento, visitado por cerca de 6,5 milhões de pessoas em 2016. "Isto reduzirá o número de visitantes ao Taj Mahal em entre 15% e 20%, além de gerar os recursos necessários para sua conservação".
    Redescobrindo a remota aldeia marroquina que tinha desaparecido do mapa

    Redescobrindo a remota aldeia marroquina que tinha desaparecido do mapa


    Uma solitária exploradora parte rumo a montanhas marroquinas determinada a refazer uma expedição realizada em 1955. Aldeia de Idihr, no Marrocos Liza Foreman/BBC Nosso veículo seguia cada vez mais alto pela estrada de terra que corta as montanhas...


    Uma solitária exploradora parte rumo a montanhas marroquinas determinada a refazer uma expedição realizada em 1955. Aldeia de Idihr, no Marrocos Liza Foreman/BBC Nosso veículo seguia cada vez mais alto pela estrada de terra que corta as montanhas do Alto Atlas, no Marrocos. Abaixo de mim, o solo vermelho se espalhava entre o verde da floresta e a cobertura de neve branca. Eu me perdi na beleza vertiginosa dos picos mais altos do norte da África, e quando nervosamente espiei pela janela, vi que não havia proteção na estrada para o profundo e distante vale. Nossa jornada começara uma hora antes, na base da montanha, por uma antiga trilha que era usada por caravanas ligando Marrakesh ao deserto do Saara. Séculos atrás, essa rota comercial transaariana havia trazido ouro, marfim e tecidos de lugares como Timbuktu, Sudão e Gana para a costa norte-africana. Hoje, as outroras orgulhosas aldeias salpicadas ao longo desta estrada sinuosa são pouco desenvolvidas e servem de pouso para viajantes cansados, que podem comprar carne grelhada em cabanas e cafés. Parei em uma dessas aldeias, Taddert, naquela manhã, segurando uma cópia desbotada de Berber Village: The Story of the Oxford University Expedition to the High Atlas Mountains of Morocco (O Vilarejo Berber: A História da Expedição da Universidade de Oxford às Montanhas do Alto Atlas do Marrocos, em tradução livre). Publicado em 1959 e escrito por Bryan Clarke, o livro é um relato de uma notável expedição de 17 dias desde Oxford, no Reino Unido, a uma remota aldeia chamada Idihr, realizada por cinco estudantes em 1955. Os jovens - entre eles, o próprio Clarke - viajaram em um caminhão que fora usado pelo Exército. Eles foram imbuídos da esperança de estudar a geografia, a vida selvagem e os costumes deste canto longínquo da cadeia montanhosa mais alta do mundo árabe. Viagem em território hostil A jornada ocorreu durante um período de agitação civil. O Marrocos era um protetorado francês desde 1912, mas após o exílio do sultão Mohammed V em 1953, a violência explodiu e as autoridades coloniais reprimiram implacavelmente os nacionalistas marroquinos. Quando os estudantes atravessaram da Inglaterra para San Sebastián, na Espanha, e se prepararam para se aventurar de Gibraltar ao Marrocos no verão de 1955, a ocupação francesa estava em seus últimos momentos, e o futuro do país era incerto. Quando os estudantes chegaram ao norte da África, eles buscaram ajuda do líder Thamis el-Glaoui para encontrar uma aldeia remota ideal para a pesquisa e ter proteção durante a viagem. Antes de se tornar o Paxá (governador da província) de Marrakech, em 1912, el-Glaoui foi apelidado de "O Senhor do Atlas" e governou a rota das caravanas que cortava as montanhas do sul de Marrocos. Seu palácio era o lendário Kasbah Telouet, no centro do Marrocos, e na época de sua morte, em 1956, ele era um dos homens mais ricos do mundo. Após atravessar de Oxford ao Alto Atlas, os estudantes passaram a noite no palácio. Era o fim da estrada, então, um xeque local providenciou uma caravana de mulas para levar a bagagem enquanto os estudantes percorriam cerca de 35 quilômetros de Telouet a Idihr. Alto do Atlas do Marrocos Liza Foreman/BBC Assim como os estudantes, eu tinha vindo ao Marrocos para uma aventura pessoal. Depois de viver nos EUA por uma década, viajei rumo ao país na esperança de escrever um romance. Um dia, enquanto vasculhava uma biblioteca em Casablanca, descobri uma cópia do Berber Village. Ao lê-lo, fiquei fascinada pelas provações e tribulações que esses cinco jovens aventureiros enfrentaram - entre eles, estavam um intérprete marroquino, além de aspirantes a zoólogo, etnólogo, geógrafo e botânico. Chegada ao 'vilarejo perdido' Durante a jornada de 17 dias, de acordo com o livro, os estudantes dormiram na varanda de um oficial britânico, conheceram o lendário explorador Wilfred Thesiger e quase foram mantidos em cativeiro por bandidos em Marrakech. Depois de chegar a Idihr, eles acamparam por sete semanas durante suas pesquisas. Seu principal financiamento veio do Clube de Exploração da Universidade de Oxford, que lhes permitiu comprar o veículo, e um adiantamento de £100 da National Geographic para um artigo futuro. Nas semanas anteriores à partida, os estudantes estocaram uma pilha de refeições prontas, penicilina e papel higiênico. Clarke despediu-se da proprietária idosa do local onde estava, que lhe deu uma sacola com sanduíches caseiros para a viagem. Os alunos escolheram Idihr por sua localização remota no alto da cordilheira do Atlas. Eles queriam encontrar algum lugar intocado pela modernidade para estudar as crenças e práticas agrícolas de uma sociedade remota do Magreb. Os alunos armaram suas tendas sob uma grande nogueira na beira do riacho que corria próximo à aldeia. Em 1955, cinco estudantes da Universidade de Oxford viajaram a Idhir Liza Foreman/BBC Com o passar das semanas, escreve Clarke, uma amizade foi se formando entre os dois grupos. Os estudantes convidaram aldeões para tomar chá em suas barracas, e os aldeões os receberam em suas simples casas de alvenaria. Os aldeões logo revelaram uma crença em animismo e gênios, e começaram a ver os estudantes, que compartilhavam sua penicilina, como curandeiros mágicos. Quanto mais eu lia o relato de Clarke, mais curiosa ficava para descobrir o que havia acontecido com Idihr. Ainda existia? Eu a busquei no Google Maps e perguntei a habitantes de Marrakech em árabe, mas ninguém conseguiu encontrar nenhum traço da vila. Eu contatei até a viúva de Clarke e perguntei se alguém do grupo voltara depois ao lugar. Clarke não tinha e ela não tinha certeza sobre os outros, se eles ainda estavam vivos. O pequeno ponto de uma aldeia parecia ter desaparecido dos mapas modernos, e a única evidência de sua localização era um esboço desenhado a mão no livro de Clarke, que ficava a 16 quilômetros da cidade de Zerkten e entre as aldeias de Taddert e Telouet, na província de Al Haouz. Eu não tinha certeza se ela havia mudado de nome ou desaparecido por completo, mas estava determinada a descobrir se ainda existia. Taddert parecia ser a aldeia mais próxima nos mapas modernos, então, eu dirigi três horas ao vilarejo de Marrakech com um motorista que serviu como intérprete. Um grupo de homens se reuniu em torno de nós e olhou para o livro de Clarke, enquanto meu motorista e eu repetíamos o nome da aldeia. Eles analisaram o mapa desenhado à mão e, finalmente, alguém apontou para as montanhas ao longe. Então, um mecânico de bom coração, Karim, que estava por perto, veio me socorrer. Idihr existia e ele me levaria lá. A nova expedição Esperei em um café à beira da estrada em Taddert com o livro de Clarke aberto na mesa, enquanto Karim ligava para um amigo. Nossa expedição improvisada consistia de mim, meu motorista, Karim e seu amigo, que tinham o maior carro das redondezas: um 4x4 capaz de subir as montanhas. Mas após uma hora subindo cada vez mais alto e as rodas do carro cada vez mais próximas do penhasco, eu não aguentei mais. Com muito medo para continuar, implorei ao motorista que parasse, fechei a porta e comecei a caminhar de volta pela montanha em uma trilha empoeirada antes que o carro se virasse para me pegar. Fiquei decepcionada comigo mesma, mas descobri que Idihr existia. Agora, eu só precisava encontrar uma maneira diferente de chegar lá. Karim, meu motorista e eu voltamos de Taddert para Marrakech naquela noite. Karim me garantiu que tentaria encontrar uma rota menos perigosa para a aldeia e insistiu que eu não lhe devia nada em troca. Alguns dias depois, recebi uma ligação dele. Ele tinha decidido que iríamos no 4x4 por uma estrada diferente. Por mais que eu tivesse gostado de refazer a rota de 35 quilômetros dos alunos de Telouet, ela era muito perigosa. Fiquei nas mãos de Karim para encontrar outro caminho até lá. Nós partimos sete dias depois. Enquanto Karim, eu e nosso motorista deixávamos Marrakech para trás e viajávamos por estradas montanhosas, a velha rota de caravanas abria caminho até as montanhas cobertas de neve. As mulheres lavavam as roupas em valas, os tapetes sopravam ao vento nas barracas da beira da estrada e burros trotavam livremente por casas pela metade. Depois de três horas, nós saímos da rota da caravana e nos aproximamos Taddert, do lado oposto das montanhas por onde fizemos nossa primeira tentativa. Embora Idihr estivesse a menos de 20 quilômetros de distância, o trajeto levou várias horas, já que subimos em curvas e atravessamos rios a passo de caracol. Nós estávamos sozinhos em uma estrada de terra enquanto os picos do Alto Atlas subiam e desciam ao nosso redor. Finalmente, a pequena aldeia apareceu: um aglomerado de casas simples de tijolos amontoadas na margem de um rio alimentado pela montanha. Karim cumprimentou os locais em árabe e no dialeto de Amazigh (também conhecido como Berber). Homens saíam de suas casas, e mulheres de saias brilhantes e lenços na cabeça se escondiam de mim. Parecia que eles não estavam acostumados com visitantes estrangeiros. Eu passei por jardins e cabras. Um grupo de crianças me seguiu até o riacho abaixo da aldeia onde encontrei a nogueira descrita por Clarke. A aldeia era composta de casas baixas, cor de areia, dispostas em torno de uma praça. Outra fileira de casas percorria a beira de cima do córrego e era idêntica às imagens dos alunos do livro. Os aldeões tiraram fotografias em preto e branco de um estrangeiro que havia parado aqui anos antes. Eu pedi para fotografar as mulheres, e elas ficaram admiradas com as imagens na tela do meu iPad; não havia telefones celulares ou câmeras. Mostrei-lhes uma cópia de Berber Village e perguntei se alguém se lembrava dos alunos, mas ninguém jamais havia visto o livro. Alguns moradores reconheceram fotos de aldeões falecidos. Retrato do passado Nada parecia ter mudado em Idihr desde o relato do livro, exceto que agora uma van esporadicamente levava os moradores para Taddert. As pessoas trabalhavam na terra, assim como sempre fizeram. Eles ainda se deliciam com carne cozida lentamente e pratos de legumes em potes de tagine. Um deles foi oferecido a mim naquela tarde. A única evidência da localização de Idihr é um esboço de mapa em um livro escrito por um dos estudantes de Oxford, Bryan Clarke Liza Foreman/BBC Havia uma TV antiga desligada em um espaço comunitário. Além de um teto sobre suas cabeças e roupas em seus corpos, os aldeões não pareciam ter muito. E, de acordo com Karim e o motorista, eles ainda compravam mercadorias de "homens mágicos" ambulantes na esperança de que lhes trariam boa sorte. Passei a tarde na aldeia e parti antes de a noite cair. Idihr não estava a caminho de lugar algum - era tão difícil de chegar até ela e tão pequena que, a menos que você se perdesse procurando por Kasbah Telouet, agora em ruínas, você nunca a encontraria. Mas agora que eu conseguira, sonhava em um dia voltar para acampar na aldeia, assim como os alunos fizeram. Eu não tinha o financiamento de uma universidade ou publicação, mas provei que um viajante com uma boa dose de determinação ainda pode ser um explorador no mundo de hoje. Eu posso não ter sido a primeira a descobrir Idihr, mas graças à bondade de estranhos, senti como se tivesse redescoberto um pequeno segredo escondido da vista e congelado pela lenta marcha do tempo nas montanhas.
    Hong Kong foi a cidade mais visitada de 2018; Rio de Janeiro cai 7 posições

    Hong Kong foi a cidade mais visitada de 2018; Rio de Janeiro cai 7 posições


    A empresa Euromonitor International avaliou as cidades que mais receberam turistas no ano. Brasil ficou em 94º lugar. Hong Kong Pixabay Hong Kong foi a cidade mais visitada de 2018, de acordo com relatório da empresa Euromonitor International, que...


    A empresa Euromonitor International avaliou as cidades que mais receberam turistas no ano. Brasil ficou em 94º lugar. Hong Kong Pixabay Hong Kong foi a cidade mais visitada de 2018, de acordo com relatório da empresa Euromonitor International, que avaliou as cidades que mais receberam turistas no ano. Perto de 30 milhões de turistas devem viajar para a região antes do final do ano - e mais de 50% deles serão do continente chinês. A pesquisa cobre 600 cidades e, segundo eles, as chegadas globais deverão crescer 5% este ano. A Ásia continua a ser o maior participante do ranking, com 41 das 100 principais cidades do continente. Bangcoc mantém seu lugar como número 2 no ranking, com cerca de 24 milhões de visitantes esperados para 2018, enquanto Cingapura, Macau, Kuala Lumpur e Shenzhen estão entre os 10 melhores. "O Japão e a Índia se destacam por seu forte crescimento das chegadas de cidades", diz o relatório, destacando que "cidades como Osaka e Chiba apresentaram crescimento médio anual de 43% e 35%, respectivamente, entre 2012 e 2017". Brasil mal colocado O Brasil não entrou no Top 20. A única cidade brasileira no ranking é o Rio de Janeiro, que aparece em 94º, uma queda de sete posições em relação ao último ano. O Rio aparece atrás de cidades latino-americanas como Santiago (93º), Lima (91°) e Buenos Aires (89º). Caso tenha queda semelhante no próximo ano, o Brasil pode não aparecer no ranking. Europa em baixa Londres Pixabay Londres é a única cidade europeia no Top 5. Ficou em terceiro lugar, com pouco menos de 21 milhões de turistas internacionais esperados. Seus rivais europeus - Paris, com 16,9 milhões de turistas, e Roma, com 9,7 milhões - devem se contentar com o sexto lugar e o 15º lugar, respectivamente. Apenas 4 cidades europeias aparecem no Top 20: Londres, Paris, Roma e Praga. Impacto de ataques terroristas Dubai está em sétimo lugar, com 16,7 milhões de visitantes, embora a Euromonitor International relate que as regiões do Oriente Médio e África têm os menores desempenhos, com cidades como Jerba e Sousse na Tunísia e Sharm el Sheikh no Egito saindo do ranking nos últimos anos devido ao impacto de ataques terroristas. O Cairo, no entanto, está se recuperando e ocupa o 50º lugar na lista deste ano, com 4,9 milhões de visitantes internacionais esperados. 'Efeito Trump' De acordo com a pesquisa, os EUA "teve um ano turbulento" em 2017. A cidade de Nova York, com 13,5 milhões de visitantes esperados, é a única cidade em todo o continente americano a chegar entre os 20 melhores destinos. Miami aparece na 22ª posição, enquanto Los Angeles e Las Vegas são a 27ª e a 28ª. Em setembro de 2017, o Departamento Nacional de Viagens e Turismo dos EUA (NTTO) anunciou que o número de visitantes tinha caído 5% "inevitavelmente devido ao efeito Trump". Desde então, no entanto, o NTTO teve que revisar seus números, mostrando agora um aumento em visitantes em 2017 em 2%. A maioria das cidades dos EUA apresentou crescimento estável. A exceção foi Las Vegas, que sofreu no final de 2017 e início de 2018, devido às consequências do massacre em outubro de 2017. Para ficar de olho O relatório também aponta Bombaim, Porto, Osaka e Jerusalém como suas cidades para acompanhar nos próximos anos. Bombaim na Índia: um dos lugares que deve receber mais turistas em 2019 Pixabay A previsão é de que Bombaim entrará no Top 10 da Ásia no próximo ano, com um crescimento previsto de chegadas de 19%, e está preparada para o afluxo, com a primeira fase do novo Aeroporto Internacional de Navi Mumbai pronta para entrar em operação em 2019. Depois de uma queda entre 2013 e 2015, espera-se que as chegadas de Jerusalém cresçam 38% em 2018, graças à "estabilidade relativa e um forte impulso de marketing", segundo o documento. Confira abaixo as 20 cidades mais visitadas em 2018: 1. Hong Kong: 29.827.200 de chegadas em 2018 2. Bangcoc: 23.688.800 de chegadas em 2018 3. Londres: 20.715.900 de chegadas em 2018 4. Singapura: 18.551.200 de chegadas em 2018 5. Macau: 18.931.400 de chegadas em 2018 6. Paris: 16.863.500 de chegadas em 2018 7. Dubai: 16.658.500 de chegadas em 2018 8. Nova York: 13.500.000 de chegadas em 2018 9. Kuala Lumpur: 13.434.000 de chegadas em 2018 10. Shenzhen: 12.437.300 de chegadas em 2018 11. Phuket: 11.945.500 de chegadas em 2018 12. Istanbul: 12.121.100 de chegadas em 2018 13. Nova Deli: 12.505.300 de chegadas em 2018 14. Tóquio: 9.896.300 de chegadas em 2018 15. Roma: 9.703.200 de chegadas em 2018 16. Antália: 10.729.300 de chegadas em 2018 17. Taipei: 9.783.300 de chegadas em 2018 18. Guangzhou: 9.392.000 de chegadas em 2018 19. Bombaim: 10.670.100 de chegadas em 2018 20. Praga: 9.038.900 de chegadas em 2018
    Viena faz campanha para que turistas abandonem smartphone e aproveitem melhor a cidade

    Viena faz campanha para que turistas abandonem smartphone e aproveitem melhor a cidade


    A secretaria de turismo de Viena lançou, no fim de outubro, uma campanha publicitária, batizada de 'Unhashtag Vienna' (Viena sem hashtag), na qual encoraja os viajantes a descobrirem as belezas locais sem a poluição visual das redes sociais. ...


    A secretaria de turismo de Viena lançou, no fim de outubro, uma campanha publicitária, batizada de 'Unhashtag Vienna' (Viena sem hashtag), na qual encoraja os viajantes a descobrirem as belezas locais sem a poluição visual das redes sociais. Campanha critica excesso de uso do smartphone durante turismo Wien Tourismus, Wien Nord, Paul Bauer A capital da Áustria quer que seus turistas utilizem menos seus telefones para aproveitar melhor as atrações da cidade. A secretaria de turismo de Viena lançou, no fim de outubro, uma campanha publicitária, batizada de “Unhashtag Vienna” (Viena sem hashtag), na qual encoraja os viajantes a descobrirem as belezas locais sem a poluição visual das redes sociais. A maioria das pessoas já viveu essa situação: ficar perdido numa multidão de turistas que tiram fotos de si mesmos diante de alguma obra de arte ou monumento. Para lutar contra essa prática, a secretaria de turismo de Viena distribuiu cartazes na Alemanha e na Inglaterra, mostrando turistas que se fotografavam diante de lugares emblemáticos da capital austríaca. “Aproveite a cidade sem suas fotos”, dizia o texto. Uma outra ação para reduzir o engarrafamento de smartphones foi o empréstimo de câmeras capazes de tirar apenas dez fotos. O famoso Palácio Belvedere também aderiu à campanha. Durante três dias, o quadro “O Beijo”, de Gustav Klimt, foi substituído por uma cópia, onde uma hashtag cobria a imagem. O original foi colocado na sala seguinte, para evitar, como acontece com a Mona Lisa do Louvre, que as pessoas venham somente para fazer selfies em frente à obra. Verdadeiro sucesso A campanha serviu para abrir o debate sobre a onipresença das redes sociais e das selfies durante as viagens. O objetivo da secretaria de turismo não era proibir aos visitantes o uso das câmeras, mas de limitar o número de fotos. “A ideia foi inspirada no fato de que muita gente diz que Viena é uma cidade calma. Acredito que muitas pessoas entenderam que Viena é uma cidade onde aproveitamos o tempo, cada momento, e não refletimos sobre o número de fotos que fizemos durante o dia”, afirmou à RFI Helena Hartlauer, secretária de turismo de Viena. A campanha fez sucesso na mídia e nas redes sociais na Inglaterra e na Alemanha, os dois países onde ela se desenvolveu. Essa não é a primeira vez que a Áustria agrada com uma publicidade – há um ano, todo mundo comentou a celebração do centenário da morte do artista austríaco Egon Schiele. Os cartazes mostravam pinturas de nu, que várias cidades censuraram. A secretaria de turismo refez as peças, desta vez com uma faixa preta cobrindo as partes íntimas e a frase “Pedimos desculpa, essa imagem tem 100 anos mas continua ousada demais”. O resultado foi um número enorme de visitantes nas exposições de Schiele em Viena, um efeito também esperado para a campanha “Unshtag Viena”.

    Turismo na cidade onde se vive pode ajudar a redescobrir história do local


    Cidades brasileiras oferecem museus, parques, monumentos e outras atrações para visitação. Conheça mais sobre a sua cidade O Brasil tem lugares incríveis para se descobrir. Muitos podem estar na sua cidade, bairro ou rua. São museus, parques,...

    Cidades brasileiras oferecem museus, parques, monumentos e outras atrações para visitação. Conheça mais sobre a sua cidade O Brasil tem lugares incríveis para se descobrir. Muitos podem estar na sua cidade, bairro ou rua. São museus, parques, monumentos... Pontos turísticos que pessoas do mundo inteiro viajam para conhecer. Fazer turismo na cidade em que se vive pode ajudar a redescobrir história do local, além de valorizar o que é local e ajudar a preservar a história. Descubra a sua cidade.
    Turismo mórbido, a tendência crescente de visitar lugares marcados por tragédias

    Turismo mórbido, a tendência crescente de visitar lugares marcados por tragédias


    Viajantes têm escolhido conhecer locais onde muitas pessoas perderam a vida em guerras, atentados, acidentes nucleares, incêndios e tsunamis; especialistas dizem que esses destinos aproximam as pessoas de sua própria mortalidade. Mulheres observam...


    Viajantes têm escolhido conhecer locais onde muitas pessoas perderam a vida em guerras, atentados, acidentes nucleares, incêndios e tsunamis; especialistas dizem que esses destinos aproximam as pessoas de sua própria mortalidade. Mulheres observam faixa pendurada na Torre Grenfell, em Londres. Yui Mok/PA via AP/Arquivo Os quartos não têm camas, travesseiros ou lençóis. Há apenas um colchão fino no chão e um cobertor robusto e pesado. Além disso, o que torna ainda mais difícil adormecer neste hotel o som frequente de tiros e explosões. "Se você espera luxo e conforto, por favor, não venha aqui", alerta o gerente Arijan Kurbasic, no site do local. Leia mais sobre Turismo no G1 Apesar disso, há muitos turistas que, quando viajam para a capital da Bósnia-Herzegovina, em vez de ficarem em hotéis de luxo com belas vistas do centro antigo de Sarajevo, preferem ficar no War Hostel. A razão desta preferência aparentemente estranha é a promessa do estabelecimento de oferecer aos visitantes uma experiência real de como as pessoas viviam naquela cidade quando sofreram um cerco brutal em que mais de 11.000 civis morreram durante a sangrenta guerra na Bósnia, de 1992 a 1995. Para recriar ao máximo a experiência que teve de viver quando criança, Kurbasic utilizou objetos reais da época e até decidiu iluminar os cômodos com lâmpadas alimentadas por uma bateria de carro, como se fazia naquele período. Chernobyl Reproducao/TV Globo Este hotel na capital da Bósnia faz parte de uma tendência conhecida como "turismo mórbido", um fenômeno em ascensãono mundo. Mas o que é isso? De Auschwitz ao edifício Dakota "O turismo mórbido é o nome acadêmico que damos a lugares que recordam desastres e atrocidades. O denominador comum é o fato de que pessoas morreram em situações não naturais", diz Peter Stone, chefe do Instituto de Pesquisa Dark Tourism (IDTR, por sua sigla em inglês), para o programa The Why Factor, da BBC. Visão geral do memorial às vítimas do 11 de Setembro no Marco Zero, em Nova York Chip Somodevilla/Reuters O conceito desse tipo de turismo foi cunhado em 1996 pelos professores britânicos John Lennon e Malcolm Foley, que asseguram, no entanto, que, apesar de estar agora na moda, não é um fenômeno novo. "Desde a época do obscurantismo, os peregrinos viajavam para visitar tumbas e lugares de martírio religioso. A batalha de Waterloo foi observada pela nobreza a uma distância segura e um dos primeiros campos de batalha durante a Guerra Civil dos Estados Unidos foi 'vendido' no dia seguinte como um local de atração para os visitantes", escreveu Lennon em um artigo ao jornal britânico The Guardian. "Mais recentemente, o marco zero em Nova York tornou-se uma parte essencial do itinerário para muitos visitantes", acrescentou. Este memorial às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 aparece em terceiro lugar na lista de coisas para se fazer em Nova York do site especializado em viagens Trip Advisor. Em 2016, o memorial e museu de Auschwitz em homenagem às vítimas do Holocausto nazista foi visitado por mais de 2 milhões de pessoas. A lista de destinos de turismo mórbido abrange lugares como os campos da morte no Camboja, o memorial do genocídio em Ruanda, a Praça Dealey em Dallas, onde o presidente americano John F. Kennedy foi assassinado, o Edifício Dakota, em Nova York, onde o músico John Lennon foi morto ou o lugar onde Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, se suicidou. Há também outros lugares que potencialmente parecem mais arriscados para uma visita, como Chernobyl, na Ucrânia, onde em 1986 ocorreu um dos mais graves acidentes nucleares da história numa usina atômica - até hoje não se pode chegar a uma área de 30 quilômetros do local, a chamada "zona de exclusão". Apesar disso, o número de turistas que visitaram Chernobyl passou de quase 7.000 em 2009 para mais de 36.000 em 2016. O local de outro grande acidente nuclear da mesma magnitude, ocorrido em Fukushima, no Japão, como resultado de um terremoto e tsunami que causou quase 19.000 mortes em 2011, também se tornou muito popular - a tal ponto que, apesar da proibição de se acercar do local, os guias turísticos transferem a cada ano cerca de 2.000 visitantes para as aldeias próximas aos reatores. Mas o que torna esses destinos atraentes para os turistas? Encontro com a morte Em seus textos, os professores Foley e Lennon afirmam que as pessoas são movidas pelo desejo de experimentar a realidade além das imagens mostradas pela mídia. Um desses turistas mais experientes, Peter Hohenhaus, que visitou quase 700 locais de turismo mórbido em 90 países, acredita que essas viagens ajudam as pessoas a se colocarem em contato com a própria mortalidade. "Quando visitamos esses lugares não nos lembramos dos outros, nós nos lembramos de nós mesmos, é por isso que temos os memoriais. Nesse sentido, o turismo mórbido nos guia através da morte dos outros em direção às nossas próprias vidas", explicou ele ao The Why Factor, da BBC. Março de 2014 - Ossos formam o memorial da igreja de Nyarubuye, onde foram mortos cerca de 10 mil hutus durante o genocídio Ben Curtis/AP Peter Stone, do instituto de pesquisa de turismo mórbido, também aponta para essa ligação das pessoas com a mortalidade. "Nós vamos a esses lugares porque somos inerentemente fascinados pela morte dos outros e, no final, nesses lugares encontramos nosso próprio senso de mortalidade. No mundo de hoje, estamos muito divorciados da realidade social da morte, que é muito profissionalizada e gerida por médicos, por isso torna-se uma espécie de calcanhar de Aquiles da sociedade moderna, a morte é a atração final ", disse ele. Mas, além dessas conotações espirituais ou filosóficas, esse tipo de turismo tem pontos controversos ligados à morbidez e à mercantilização do infortúnio dos outros. Uma prática ética? Em 2017, poucos meses após o incêndio em Londres da Torre Grenfell, onde 71 pessoas morreram, os vizinhos assistiram perplexos quando um ônibus cheio de turistas chineses parou em frente ao prédio para tirar fotos. Alguns decidiram colocar cartazes para lembrar aos visitantes que aquele local era de luto porque seus vizinhos e familiares perderam suas vidas lá. "Toda vez que alguém vem e tenta tirar uma foto, ela nos atinge novamente, é um lembrete de algo muito difícil. Você não consegue entender como isso pode atrair pessoas... Eu não me importo se eles vêm e prestam homenagem, mas é diferente se eles tiram fotos", comentou um dos vizinhos à BBC. Fukushima David Guttenfelder/AP/Arquivo Hohenhaus considera, por outro lado, que os turistas devem sempre evitar visitar um lugar cedo demais, quando muitas feridas ainda podem estar abertas. "Você tem que estar muito consciente das reações e ser discreto quando não está em um lugar onde eles cobram um ingresso e eles te dão um folheto", disse ele em entrevista à revista National Geographic. Quanto à mercantilização, é outra questão complexa, porque pode ser apresentada de várias maneiras. Às vezes, o local não pode cobrar ingressos, mas vende lembranças ou outros produtos para ganhar dinheiro. No entanto, devemos também levar em conta que muitas vezes esse dinheiro é necessário para garantir a preservação dos memoriais ao longo do tempo e para realizar uma de suas funções: educar as gerações presentes e futuras sobre as tragédias do passado.
    Sediar COP 25 seria importante, mas decisão de Bolsonaro deve ser respeitada, diz futuro ministro

    Sediar COP 25 seria importante, mas decisão de Bolsonaro deve ser respeitada, diz futuro ministro


    Indicado para o Ministério do Turismo, Marcelo Antônio falou sobre o tema no gabinete de transição. Bolsonaro diz que pediu o cancelamento da Conferência do Clima no Brasil em 2019. Futuro ministro do Turimo, Marcelo Álvaro Antônio, concede...


    Indicado para o Ministério do Turismo, Marcelo Antônio falou sobre o tema no gabinete de transição. Bolsonaro diz que pediu o cancelamento da Conferência do Clima no Brasil em 2019. Futuro ministro do Turimo, Marcelo Álvaro Antônio, concede entrevista coletiva no gabinete de transição Guilherme Mazui/G1 Anunciado como futuro ministro do Turismo, o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) afirmou nesta quarta-feira (28) que a Conferência do Clima de 2019, a COP 25, seria importante para o turismo no Brasil, mas disse respeitar a decisão do presidente eleito Jair Bolsonaro. Mais cedo, nesta quarta, Bolsonaro afirmou ter pedido ao futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para o Brasil não sediar a conferência das Nações Unidas sobre o clima. "Todo evento de grande porte como a COP, realizado no país, é de importância. A gente precisa discutir a questão climática e todos os outros temas que estão relacionados ao turismo", afirmou o futuro ministro do Turismo. Questionado, então, se conversou sobre o tema com Bolsonaro, Antônio respondeu: "Não conversei com o presidente ainda. Se a posição dele é essa [cancelar], obviamente a gente respeita a posição do presidente. Vou conversar com ele para a gente ter um alinhamento das ideias." Jair Bolsonaro anuncia mais três ministros do futuro governo Marcelo Álvaro Antônio deu as declarações durante uma entrevista coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde funciona o gabinete de transição. Antes de Bolsonaro dar a informação sobre o cancelamento da conferência, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tentou orientar a resposta do presidente eleito. "Nós não temos nada a ver com isso. Isso é uma decisão do Itamaraty", disse Onyx a Bolsonaro, em tom mais baixo. Mesmo assim, Bolsonaro respondeu dizendo que interferiu para que a conferência não acontecesse. Acordo de Paris No começo de setembro, durante a campanha eleitoral, Bolsonaro ameaçou retirar o Brasil do Acordo de Paris (assinado por 195 países com o objetivo de reduzir o aquecimento global) porque, no entendimento dele, o Brasil teria de abrir mão de 136 milhões de hectares na Amazônia e isso afetaria a soberania nacional. Depois, durante uma entrevista coletiva, o presidente eleito afirmou que não vai tirar o Brasil do acordo, embora afirme que o país pode cumprir as metas sem fazer parte de acordos internacionais sobre o clima.
    Deputado Marcelo Álvaro Antônio é anunciado futuro ministro do Turismo

    Deputado Marcelo Álvaro Antônio é anunciado futuro ministro do Turismo


    Anúncio foi feito pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; presidente eleito Jair Bolsonaro acompanhou. Deputado tem 44 anos, é da bancada evangélica e foi o mais votado em MG. O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), futuro...


    Anúncio foi feito pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; presidente eleito Jair Bolsonaro acompanhou. Deputado tem 44 anos, é da bancada evangélica e foi o mais votado em MG. O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), futuro ministro do Turismo Alex Ferreira/Câmara dos Deputados Responsável pela transição de governo, o futuro chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni anunciou nesta quarta-feira (28) o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) como futuro ministro do Turismo. O anúncio foi feito no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde funciona o gabinete de transição. O presidente eleito Jair Bolsonaro acompanhou o anúncio de Onyx. Também nesta quarta, o governo de transição anunciou os futuros ministros Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) e Osmar Terra (Cidadania). Saiba todos os ministros já anunciados Marcelo Álvaro Antônio tem 44 anos e foi reeleito em outubro para o segundo mandato como deputado federal. Ele conquistou a vaga na Câmara como o candidato mais votado em Minas Gerais, com 230 mil votos. Nascido em Belo Horizonte, Antônio foi vereador da capital mineira antes de se eleger deputado pela primeira vez, em 2014. O futuro ministro já foi filiado a PRP, MDB, PR e, neste ano, migrou para o PSL, partido de Bolsonaro. O futuro ministro do Turismo integra a frente parlamentar evangélica no Congresso Nacional. Na Câmara, participou de comissões externas de acompanhamento de ações sobre o vírus da zika e da situação hídrica dos municípios mineiros. No ano passado, Marcelo Álvaro Antônio votou a favor do prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2016, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Estrutura da pasta O Ministério do Turismo foi criado em 2003, no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Compõem a estrutura da pasta o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur); a Secretaria Nacional de Estruturação do Turismo; e a Secretaria Nacional de Promoção e Qualificação do Turismo. O atual chefe da pasta é Vinicius Lummertz, que assumiu o cargo em abril.
    Após trabalhos de restauração, inclinação da Torre de Pisa começa a diminuir

    Após trabalhos de restauração, inclinação da Torre de Pisa começa a diminuir


    "É como se ela tivesse rejuvenescido dois séculos", diz especialista que monitora o monumento italiano construído no século 12. A Torre de Pisa está agora estável e foi levemente endireitada após um longo trabalho de restauração Miguel...


    "É como se ela tivesse rejuvenescido dois séculos", diz especialista que monitora o monumento italiano construído no século 12. A Torre de Pisa está agora estável e foi levemente endireitada após um longo trabalho de restauração Miguel Medina/AFP Parece pouco, mas é o suficiente para deixar um monumento turístico em crise de identidade. A Torre de Pisa, construída no século 12, é conhecida mundialmente por sua angulação, mas especialistas dizem que ela agora está se endireitando. O grupo que acompanha a restauração do edifício anunciou que a torre está "estável e bem lentamente vai reduzindo sua inclinação". O monumento medieval de 57 metros se endireitou quatro centímetros nas últimas duas décadas, segundo o grupo. "É como se ela tivesse rejuvenescido dois séculos", disse o professor Salvatore Settis. Nunziante Squeglia, professor de geotécnicas na Universidade de Pisa que também integra o grupo, acrescentou: "O que mais conta é a estabilidade da torre do sino, melhor do que a esperada." Em 1990, a atração turística em Pisa, a 263 km de Roma, foi fechada ao público pela primeira vez em 800 anos por causa de temores de que pudesse desabar a qualquer momento. Naquela época, ela estava com uma inclinação de 4,5 metros. Como a Torre de Pisa foi endireitada? Um comitê internacional liderado pela professora e especialista polonesa Michele Jamiolkowski trabalhou para estabilizar a torre de 1993 a 2001. No fim, a inclinação foi corrigida em 45 centímetros, ao custo de 200 milhões de libras (equivalentes a quase R$ 1 bilhão, em valores atuais). A inclinação é tão antiga quanto a própria torre, tendo se estabelecido nos cinco anos seguintes ao início da construção, em 1173. A camada de terra e areia sobre a qual a torre foi erguida é mais fofa na parte sul da construção. Quando os construtores chegaram ao terceiro andar, a movimentação do solo havia alterado as bases da estrutura. E embora engenheiros possam hoje se vangloriar por salvar a obra, visitantes já contam com a garantia de que ela permanecerá disponível para as fotos.