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    Principal tribunal de Mianmar rejeita última apelação de jornalistas da Reuters presos

    Principal tribunal de Mianmar rejeita última apelação de jornalistas da Reuters presos


    Wa Lone e Kyaw Soe Oo foram condenados a sete anos de prisão após serem presos em 2017, quando investigavam assassinatos de 10 muçulmanos rohingyas. No ano passado, um policial depôs dizendo que agentes plantaram documentos secretos nos dois. Os...


    Wa Lone e Kyaw Soe Oo foram condenados a sete anos de prisão após serem presos em 2017, quando investigavam assassinatos de 10 muçulmanos rohingyas. No ano passado, um policial depôs dizendo que agentes plantaram documentos secretos nos dois. Os jornalistas da Reuters Kyaw Soe Oo e Wa Lone são escoltados pela polícia ao deixarem um tribunal em Yangon, Mianmar, em 20 de agosto de 2018 Reuters/Ann Wang/File Photo O principal tribunal de Mianmar rejeitou nesta terça-feira (23) a apelação de dois repórteres da Reuters condenados a sete anos de prisão por violarem a Lei de Segredos Oficiais, um caso emblemático que provocou dúvidas sobre a transição do país para a democracia. "Eles foram condenados a sete anos e esta decisão permanece, e a apelação está rejeitada", disse Soe Naing, juiz da Suprema Corte, na capital, Naypyitaw, sem dar detalhes. Wa Lone, de 33 anos, e Kyaw Soe Oo, de 29 anos, passaram mais de 16 meses detidos desde que foram presos em dezembro de 2017, quando investigavam o assassinato de 10 homens e meninos muçulmanos rohingyas. Eles estão detidos na prisão de Insein, em Yangon, e não estavam presentes para ouvir o veredicto da Suprema Corte. Suas esposas, que viajaram para Yangon para ouvir o veredicto nesta terça-feira, emergiram da sala do tribunal enxugando as lágrimas discretamente. Panei Mon, esposa de Wa Lone que deu à luz o primeiro filho do casal no ano passado, disse que estava "torcendo pelo melhor". "Nossos maridos são boas pessoas", disse. "Queremos que eles sejam libertados o mais cedo possível." Pan Ei Mon (direita) e Chit Su Win, mulheres de Wa Lone e Kyaw Soe Oo, jornalistas da Reuters presos em Mianmar, falam com jornalistas do lado de fora de tribunal em Naypyidaw, na terça-feira (23) Reuters/Matthew Tostevin Em setembro, os jornalistas foram considerados culpados por um juiz de uma corte distrital de Yangon, a maior cidade de Mianmar, nos termos da Lei de Segredos Oficiais. A Alta Corte de Yangon já havia rejeitado uma apelação anterior em janeiro. Advogados dos repórteres voltaram a apelar à Suprema Corte, a maior instância jurídica do país, citando a falta de provas de um crime e indícios de que a dupla foi alvo de uma armação montada pela polícia. No ano passado, um policial depôs dizendo que agentes plantaram documentos secretos nos dois repórteres. "Wa Lone e Kyaw Soe Oo não cometeram nenhum crime, nem havia qualquer prova de que cometeram", disse o consultor legal da Reuters, Gail Gove, em um comunicado nesta terça-feira. "Pelo contrário, foram vítimas de uma armação policial para silenciar sua reportagem verídica. Continuaremos fazendo tudo que pudermos para libertá-los assim que possível." Um porta-voz do governo não respondeu a ligações pedindo comentário. A prisão dos repórteres provocou revolta entre defensores da liberdade de imprensa, diplomatas ocidentais e líderes mundiais, aumentando a pressão sobre a líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz que assumiu o poder em 2016 em meio a uma transição de um governo militar para a democracia.
    Nova Zelândia oferece residência a sobreviventes de ataque de Christchurch

    Nova Zelândia oferece residência a sobreviventes de ataque de Christchurch


    Familiares de sobreviventes também podem pedir visto, segundo autoridades neo-zelandesas. Pessoas se abraçam perto de mesquita na Nova Zelândia dias depois do atentado a mesquitas Jorge Silva/Reuters A Nova Zelândia concederá vistos de...


    Familiares de sobreviventes também podem pedir visto, segundo autoridades neo-zelandesas. Pessoas se abraçam perto de mesquita na Nova Zelândia dias depois do atentado a mesquitas Jorge Silva/Reuters A Nova Zelândia concederá vistos de residência permanente a todos os sobreviventes do atentado a duas mesquitas de Christchurch, informou o país nesta terça-feira (23). O massacre matou 50 pessoas em 15 de março, e outras 50 ficaram feridas. O assassino está preso. As autoridades de imigração da Nova Zelândia criaram uma nova categoria de vistos chamada Reação de Christchurch (2019). Pessoas que estavam presentes nas mesquitas no dia dos atentados podem entrar com pedido. Familiares próximos também estão incluídos. É necessário que os candidatos estivessem morando na Nova Zelândia no dia do ataque, por isso o visto não estará disponível para turistas ou visitantes de curto prazo. As pessoas incluídas no grupo elegível para o documento podem fazer o pedido a partir de quarta-feira. Após o atentado, o governo da Nova Zelândia iniciou campanha para proibir certos tipos de armas semiautomáticas, o que o parlamento aprovou na primeira votação. A medida quer proibir os cartuchos de alta capacidade e os tipos de armamento semiautomático, de estilo militar, como as utilizadas no assassinato em massa de Christchurch.

    Arábia Saudita crucifica prisioneiro em onda de execuções por 'terrorismo'


    A Arábia Saudita executou 37 de seus cidadãos nesta terça-feira (23), condenados por "terrorismo", uma rara execução em massa no reino. Um dos prisioneiros chegou a ser crucificado, devido à “gravidade de seus crimes”, segundo a lei saudita. A...

    A Arábia Saudita executou 37 de seus cidadãos nesta terça-feira (23), condenados por "terrorismo", uma rara execução em massa no reino. Um dos prisioneiros chegou a ser crucificado, devido à “gravidade de seus crimes”, segundo a lei saudita. A Arábia Saudita executou 37 de seus cidadãos nesta terça-feira (23), condenados por "terrorismo", uma rara execução em massa no reino. Um dos prisioneiros chegou a ser crucificado, devido à “gravidade de seus crimes”, segundo a lei saudita. As execuções desta terça-feira (23) ocorreram em seis regiões: a capital Riad, as cidades sagradas de Meca e Medina, a zona sunita de Al-Qassim (centro), a de Assir (sul) e a da Província Oriental, onde a minoria xiita está concentrada, de acordo com o Ministério do Interior da Arábia Saudita. A Anistia Internacional denunciou as mortes e disse em um comunicado que a maioria das vítimas eram xiitas. "A execução massiva de hoje é uma demonstração assustadora do cruel desrespeito das autoridades sauditas pela vida humana", disse Lynn Maalouf, diretora de pesquisa sobre o Oriente Médio da ONG, em comunicado oficial. "Esta é também outra indicação de como a pena de morte está sendo usada como uma ferramenta política para esmagar a dissidência da minoria xiita do país", acrescentou. Segundo a ONG, 11 dos executados foram considerados culpados de espionagem em benefício do Irã e pelo menos outros 14 foram condenados por violência relacionada à sua participação em manifestações na Província Oriental entre 2011 e 2012. Um deles havia sido preso aos 16 anos, quando era menor de idade. Essas execuções elevam para mais de 100 o número de pessoas mortas na Arábia Saudita desde o começo do ano, segundo uma contagem baseada em declarações oficiais. De acordo com a Anistia Internacional, o reino, seguindo uma versão rigorosa do Islã, está entre os principais países que aplicam mais severamente a pena de morte do mundo. Em seu relatório global sobre a pena de morte para o ano de 2018, a organização diz que atrás da China (que não publica estatísticas), os países com o uso mais massivo de execuções são o Irã (253), Arábia Saudita (149), Vietnã (85) e Iraque (52). Culpa e crucificação As 37 pessoas executadas nesta terça-feira foram consideradas culpadas de "adotar o pensamento terrorista extremista" e "formar células terroristas", segundo o Ministério do Interior em um comunicado divulgado pela agência oficial do SPA. Alguns foram acusados ​​de "rebelião confessional", um termo geralmente usado por militantes xiitas. As execuções geralmente ocorrem por decapitação na Arábia Saudita. O Ministério do Interior, no entanto, disse que uma das vítimas de terça-feira foi crucificada, um tratamento reservado para os crimes mais graves. A Arábia Saudita continua repetindo que está em guerra contra "todas as formas de terrorismo". Após as ondas de ataques no início dos anos 2000, o país conseguiu conter a ameaça de grupos jihadistas, mas sem erradicá-los completamente. No domingo, quatro sauditas morreram quando tentavam atacar um quartel-general de segurança no norte de Riad, em um atentado a bomba reivindicado pelo grupo jihadista do Estado Islâmico (EI). As autoridades anunciaram a prisão no dia seguinte de 13 pessoas suspeitas de "atos terroristas" sem especificar se estavam ou não ligadas ao ataque. A última execução em massa na Arábia Saudita remonta a janeiro de 2016, quando 47 pessoas, também condenadas por "terrorismo", incluindo o clérigo xiita Nimr Baqer al-Nimr, foram mortas no mesmo dia. Rompimento com o Irã Nimr Baqer al-Nimr era um crítico virulento do regime saudita e uma figura importante no movimento de oposição na Arábia Saudita. Sua execução levou a manifestações no Irã durante as quais missões diplomáticas sauditas foram atacadas. Em resposta, Riad rompeu relações diplomáticas em janeiro de 2016 com Teerã, a quem regularmente acusa de "desestabilizar" o Golfo e interferir nos assuntos internos dos países da região. Riad dá como exemplo de tal interferência o apoio de Teerã aos rebeldes xiitas Houthi que assumiram o controle da capital iemenita Sanaa e outras áreas a partir de 2014. A Arábia Saudita formou uma coalizão militar desde março de 2015 no Yêmen para evitar que os houthis assumam o controle total do país em sua fronteira sul.
    Piloto relata quase colisão com outra aeronave em Buenos Aires e chama controladora de 'inútil'

    Piloto relata quase colisão com outra aeronave em Buenos Aires e chama controladora de 'inútil'


    Autoridades investigam caso, enquanto associação denuncia 'colapso' no sistema aéreo da Argentina. Aeronaves ficaram a cerca de 90 metros de distância uma da outra. Um dos aviões envolvidos no incidente perto do aeroporto Jorge Newberry, em...


    Autoridades investigam caso, enquanto associação denuncia 'colapso' no sistema aéreo da Argentina. Aeronaves ficaram a cerca de 90 metros de distância uma da outra. Um dos aviões envolvidos no incidente perto do aeroporto Jorge Newberry, em Buenos Aires FlightRadar24/Reprodução Uma falha no controle de tráfego aéreo na Argentina quase causou uma colisão entre dois aviões em Buenos Aires, denunciou um piloto no domingo. O caso veio à tona nesta terça-feira (24) depois que um áudio da discussão entre ele e a torre no aeroporto foi divulgado. Nele, o comandante chama a controladora de "inútil". Segundo o site de notícias argentino Infobae, o incidente ocorreu no aeroporto Jorge Newberry com um avião que decolava do terminal, da Avianca Argentina, e outro, da Austral, que pousaria ali momentos depois. Nenhuma das companhias se pronunciou. A discussão começa quando o piloto da Avianca Argentina relata à funcionária que a aeronave passou pela outra a apenas 300 pés – cerca de 90 metros. A distância é considerada muito curta, quase de colisão, porque os aviões costumam voar em aerovias separados por 1 mil pés de altitude (cerca de 300m). Após ser alertada pelo piloto, a controladora respondeu: "Correto, senhor, na verdade tem razão. Se tiver que fazer [a reclamação] por escrito, faça". "É a saturação que temos neste setor e neste serviço no momento", completou a controladora. Em seguida, o piloto – que não foi identificado – rebate: "A verdade é que são uns inúteis, esse é o problema". A profissional retruca: "Então venha me dizer isso pessoalmente, por favor. Idiota". De acordo com o jornal "La Nación", o piloto da Avianca Argentina envolvido na discussão se chama Julio Cresta. Ele negou ter xingado os controladores, disse que "havia outros pilotos falando no rádio". Cresta também afirmou que um sinal de alerta avisou a cabine sobre a aproximação das duas aeronaves. "Não se chegou a uma situação extrema, mas não deveria ter ocorrido". As aeronaves comerciais contam com dispositivos chamados de "TCAS", que emitem alertas quando uma outra aeronave está próxima e há risco de colisão. Não está claro se o TCAS foi acionado. O dispositivo emite um alerta quando uma aeronave está a 40 segundos de bater na outra, ou cerca de 6 km. Se os pilotos não fizerem nada, outro alerta é emitido a 25 segundos de uma colisão: o dispositivo orienta os pilotos, em inglês, a executar "manobras evasivas": manda, por exemplo, um avião subir e outro descer. Após a divulgação do áudio, a Empresa Argentina de Navegação Aérea (EANA), vinculada ao governo, abriu investigação sobre o incidente. A autoridade ainda não chegou a nenhuma conclusão sobre o que ocorreu. Associação denuncia sobrecarga A revelação levou a Associação de Técnicos e Empregados de Proteção e Segurança da Aeronavegação da Argentina (Atepsa) a denunciar às autoridades locais um "colapso" no sistema de controle aéreo do país. Em nota, a entidade manifestou apoio à controladora envolvida na discussão. O secretário-geral da Atepsa, Jonatan Doino, disse que no domingo o número de voos registrados "superou a capacidade técnica e humana" dos controladores que trabalhavam em Buenos Aires. "Além disso, não funcionaram as medidas de regulação que deveriam ser adotadas, pelas quais os controladores não são responsáveis. O espaço aéreo voltou a entrar em colapso", criticou Doino. O chefe da EANA, Gabriel Giannotti, negou ao "Clarín" que o tráfego aéreo esteja saturado. Ele admitiu, no entanto, que as equipes estão "obsoletas" e que "praticamente não houve investimento no setor aeronáutico nos últimos 20 anos". Segundo a agência EFE, o governo da Argentina adotou uma série de medidas para atrair novas companhias aéreas, algumas delas de baixo custo, e aumentar o número de voos nacionais e internacionais. A medida iniciada em 2015, com a chegada de Maurício Macri à Presidência, ficou conhecida como a "revolução dos aviões".
    Polícia do México detém mais de 300 em operação contra caravana de migrantes da América Central

    Polícia do México detém mais de 300 em operação contra caravana de migrantes da América Central


    Agência Associated Press relata cenas de violência, enquanto autoridades mexicanas dizem que os migrantes iniciaram os ataques. Migrante centro-americano é detido por agentes de imigração do México na segunda-feira (22) Moisés Castillo/AP...


    Agência Associated Press relata cenas de violência, enquanto autoridades mexicanas dizem que os migrantes iniciaram os ataques. Migrante centro-americano é detido por agentes de imigração do México na segunda-feira (22) Moisés Castillo/AP Photo Policiais mexicanos detiveram 367 integrantes de uma caravana de migrantes da América Central na segunda-feira (22). De acordo com a agência Associated Press, o grupo tinha mais de 3 mil pessoas de países como Honduras e tentava chegar aos Estados Unidos após atravessar o México. Polícia mexicana prende centenas de imigrantes ilegais rumo aos EUA Autoridades fronteiriças dizem que essa foi a maior operação policial contra caravanas de migrantes desde o início delas, no ano passado. Segundo a agência Reuters, o governo do México estima que cerca de 300 mil migrantes tentaram chegar aos Estados Unidos pela fronteira mexicana. As viagens em massa aumentaram a preocupação dos governos do México e dos Estados Unidos – o presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a dizer que fecharia a fronteira sul. Agente de migração mexicano segura bebê enquanto mulher arruma a bolsa para entrar em van durante detenção a migrantes centro-americanos na segunda-feira (22) Moisés Castillo/AP Photo Segundo a agência AP, os migrantes denunciaram violência excessiva dos policiais mexicanos. "Eles esperavam até nosso descanso para nos pegar, agarrando mulheres e crianças", afirmou o hondurenho Arturo Hernández, um fazendeiro de 59 anos. "Ainda tem gente perdida na mata. E a mata é muito perigosa", disse Hernández à AP. Policial escolta mãe e filho migrantes da América Central detidos enquanto atravessavam o México Moisés Castillo/AP Photo Agente migratório do México detém migrante da América Central que empurrava carrinho com criança na segunda-feira (22) Moisés Castillo/AP Photo Em nota, o Instituto Nacional de Migração disse que os 367 migrantes foram "resgatados". Segundo a autoridade mexicana, houve violência porque alguns integrantes da caravana "começaram a agredir" os agentes, que chamaram a Polícia Federal. Migrantes da América Central munidos de paus e pedras ameaçam agentes migratórios do México durante ação na segunda-feira (22) Moisés Castillo/AP Photo Migrantes da América Central protestam com paus e pedras contra detenções no México na segunda-feira (22) Moisés Castillo/AP Photo O que disse o presidente do México Em entrevista coletiva nesta terça-feira (23) presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, chamou de "incidente" a detenção em massa ocorrida um dia antes. Porém, ele defendeu as medidas duras contra a caravana por questões de segurança aos próprios migrantes, ao dizer que há traficantes de seres humanos infiltrados no grupo. "Nós não queremos que eles tenham passagem livre. Não só por razões legais, mas também por questões de segurança", disse López Obrador. Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, durante coletiva de imprensa em 9 de abril Marco Ugarte/AP Photo O presidente do México tem recebido cobranças do governo de Donald Trump e da própria população mexicana para reforçar a segurança na fronteira com os Estados Unidos. A Casa Branca argumenta que as autoridades fronteiriças estão sobrecarregadas com a chegada de requerentes de asilo. Preso chefe de milícia que detinha imigrantes nos EUA As autoridades mexicanas dizem que emitiram mais de 15 mil vistos humanitários para permitir aos migrantes que fiquem no México para trabalhar. Além disso, segundo o governo local, outras milhares de pessoas foram deportadas nos últimos meses.
    Greta Thunberg, a adolescente sueca que está sacudindo a luta ambiental

    Greta Thunberg, a adolescente sueca que está sacudindo a luta ambiental


    Indicada ao prêmio Nobel da Paz, a jovem ativista de 16 anos deu início a um movimento internacional de greves de estudantes contra as mudanças climáticas. Greta Thunberg, de 15 anos, protesta em frente ao Parlamento da Suécia com o cartaz:...


    Indicada ao prêmio Nobel da Paz, a jovem ativista de 16 anos deu início a um movimento internacional de greves de estudantes contra as mudanças climáticas. Greta Thunberg, de 15 anos, protesta em frente ao Parlamento da Suécia com o cartaz: 'Greve das escolas pelo clima' TT News Agency/Hanna Franzen via Reuters "Percebi que ninguém estava fazendo nada para impedir que isso aconteça, então eu precisava fazer alguma coisa." "Como não posso votar, essa é uma das maneiras que eu posso fazer minha voz ser ouvida." Foi com este pensamento que Greta Thunberg, uma jovem sueca de 16 anos, deu início a um movimento internacional de greves de estudantes contra as mudanças climáticas - iniciativa que rendeu a ela a indicação ao prêmio Nobel da Paz. A adolescente falta às aulas todas as sextas-feiras, desde agosto do ano passado, e se senta em frente ao Parlamento sueco, em Estocolmo, para exigir medidas concretas dos políticos contra o aquecimento global. O ato, inicialmente solitário, inspirou jovens de todo o mundo a aderirem ao movimento, que ficou conhecido como "Fridays For Future" - e culminou em uma greve escolar global no dia 15 de março, quando milhares de estudantes foram às ruas para protestar, inclusive no Brasil. Também rendeu a Thunberg importantes convites. Ela já se encontrou com o papa Francisco, discursou no Parlamento Europeu e participou de eventos internacionais - como a Conferência do Clima da ONU, na Polônia, e o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. E, nesta terça-feira, se encontra com membros do Parlamento britânico, em Londres. A jovem ativista, que afirma ter parado de andar de avião em 2015 por conta das emissões de carbono, viajou dois dias de trem para chegar ao Reino Unido. Como tudo começou Thunberg conta que ouviu falar pela primeira vez em mudança climática na escola, quando tinha cerca de oito anos e seus professores mostraram fotos de ursos polares famintos, florestas desmatadas e plásticos nos oceanos. "Quando eu era pequena, tinha planos de ser várias coisas, de atriz a cientista. Até que meus professores me falaram na escola sobre a mudança climática. Isso abriu meus olhos." "Fiquei muito impressionada", relembra, em entrevista ao programa Today da BBC Radio 4. Quando tinha 11 anos, ela sofreu uma forte depressão. "Parei de ir à escola, parei de falar, porque estava muito triste. Aquilo me deixou muito preocupada." "Teve muito a ver com a crise climática e ecológica. Achava que havia algo muito errado e que nada estava sendo feito, que nada fazia sentido." Depois de perceber que poderia fazer a diferença, prometeu a si mesma que "iria fazer algo de bom com a sua vida". "Então, eu sentei no chão do lado de fora do Parlamento sueco e decidi que não iria à escola. No primeiro dia, eu fiquei lá sozinha. No segundo dia, outras pessoas começaram a se juntar a mim." "Jamais poderia imaginar nos meus sonhos mais loucos que isso aconteceria. E aconteceu muito rápido." Hoje, ela conta com 1,3 milhão de seguidores no Instagram e 472 mil no Twitter. Estudantes usam um carro alegórico que representa a defensora ambiental sueca Greta Thunberg durante uma greve escolar para exigir ação contra a mudança climática, na praça da prefeitura de Duesseldorf, Alemanha Wolfgang Rattay/Reuters Síndrome de Asperger Diagnosticada com síndrome de Asperger, uma forma de autismo, a jovem vê a condição como uma aliada. "Isso me faz diferente, e ser diferente eu diria que é uma dádiva. Me faz ver coisas além do óbvio." "Se eu fosse como todo mundo, não teria começado essa greve da escola, por exemplo", avalia, lembrando que, quando contou aos pais sobre seu plano de faltar às aulas toda sexta-feira, eles "não gostaram muito da ideia". "Por que devemos ir para a escola se não há futuro? E por que devemos aprender sobre fatos, se os fatos mais importantes não importam?", questiona. Segundo Thunberg, sua primeira inspiração foi Rosa Parks, símbolo do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. "Soube que ela era introvertida, e eu também sou introvertida", declarou, em entrevista à revista Rolling Stone. 'Ouçam a ciência' O recado de Thunberg para os políticos é o seguinte: "Ouçam a ciência, ouçam os cientistas. Convidem eles para conversar." "Estou apenas falando em nome deles, estou tentando dizer o que eles vêm dizendo há décadas." Segundo ela, é importante que os políticos tomem uma atitude, uma vez que "a maioria das emissões não é causada por indivíduos, mas pelas corporações e pelo Estado". Perguntada sobre o que diria ao presidente americano, Donald Trump, se tivesse oportunidade, ela declarou: "Não posso dizer nada que ele não tenha ouvido antes." "Obviamente, ele não está ouvindo a ciência e o que temos para dizer, então eu não seria capaz de mudar a opinião dele." Em 2017, Trump anunciou a saída dos EUA do acordo de Paris sobre mudanças climáticas. "Devíamos estar em pânico. E quando digo pânico, não quero dizer sair correndo e gritando. Quero dizer que precisamos sair da zona de conforto."
    Benjamin Netanyahu anuncia que nova colônia nas Colinas de Golã ganhará nome de Donald Trump

    Benjamin Netanyahu anuncia que nova colônia nas Colinas de Golã ganhará nome de Donald Trump


    Além disso, o governo de Israel quer batizar uma estação de trem em Jerusalém com o nome do presidente dos EUA Cercas na área do cessar-fogo entre Israel e Síria nas Colinas de Golã Ammar Awad/Arquivo/Reuters O primeiro-ministro de Israel,...


    Além disso, o governo de Israel quer batizar uma estação de trem em Jerusalém com o nome do presidente dos EUA Cercas na área do cessar-fogo entre Israel e Síria nas Colinas de Golã Ammar Awad/Arquivo/Reuters O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira (23) que dará o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a uma nova colônia nas Colinas de Golã. O presidente norte-americano reconheceu, em março, a região como parte do território israelense. Enquanto isso, o restante da comunidade internacional considera a área como uma ocupação de Israel na Síria. "Todos os israelenses ficaram profundamente tocados quando o presidente Donald Trump fez essa decisão histórica", disse Netanyahu, em vídeo. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostra sua assinatura no decreto em que reconhece a soberania israelense sobre as Colinas de Golã Saul Loeb / AFP Israel ocupa as Colinas de Golã desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Depois, o governo israelense anexou definitivamente o território em 1981, o que contrariou resoluções da ONU e gerou desconforto por parte de outros países. Soldado de Israel em ponto de observação na região ocupada das Colinas de Golã, em foto de 2018 Ronen Zvulun/Reuters A decisão é uma homenagem a Trump, que reconheceu em março a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, invadidas e ocupadas pelo país desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexadas pelos israelenses em 1981. O movimento contrariou a resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU. A organização exigia que Israel deixasse os territórios ocupados após a Guerra dos Seis Dias, incluindo as Colinas de Golã e Jerusalém Oriental. Nome de estação de trem Donald Trump coloca um bilhete entre rochas do Muro das Lamentações durante visita a Israel em 2017 Jonathan Ernst/Reuters Além da colônia em Golã, o governo de Israel disse que pretende nomear uma estação de trem com o nome de Trump. De acordo com a agência Reuters, esse terminal ficaria perto do Muro das Lamentações, em Jerusalém – cidade que os Estados Unidos reconheceram como capital israelense no ano passado. Netanyahu e Trump demonstram com frequência uma relação amistosa. Desde que o empresário chegou à Presidência norte-americana, a Casa Branca alinhou a política externa a favor de Israel, com posição mais dura em relação ao Irã – principal adversário político israelense. Colinas de Golã Karina Almeida/ Arte G1
    Político austríaco renuncia depois de comparar imigrantes a ratos em um poema

    Político austríaco renuncia depois de comparar imigrantes a ratos em um poema


    Christian Schilcher era prefeito adjunto de Braunau am Inn, cidade natal de Hitler Christian Schilcher posa em Braunau am Inn, Áustria. Ele renunciou ao cargo de vice-prefeito Franz Neumayr / AFP O prefeito adjunto da cidade austríaca de Braunau am...


    Christian Schilcher era prefeito adjunto de Braunau am Inn, cidade natal de Hitler Christian Schilcher posa em Braunau am Inn, Áustria. Ele renunciou ao cargo de vice-prefeito Franz Neumayr / AFP O prefeito adjunto da cidade austríaca de Braunau am Inn, Christian Schilcher, renunciou em decorrência da repercussão de um poema de sua autoria em que imigrantes são comparados a ratos. Os versos foram publicados na Páscoa em um jornal local associado ao partido de Schilcher, o FPÖ. O poema critica a mistura de culturas e diz que os imigrantes que não se adaptarem à vida local devem ir embora rapidamente. O título faz um jogo de palavras com uma forma como os imigrantes são descritos em alemão, que é pessoa com passado de migração. O chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, afirmou que o texto é "extremamente racista" e exigiu que o FPÖ afastasse o autor. O partido obedeceu, e o político e poeta Schilcher deixará a sigla. Braunan am Inn é a cidade natal de Adolf Hitler. A propaganda nazista na Alemanha chamava os judeus de ratos para que eles não fossem considerados humanos. O Partido Social-Democrata, de oposição ao governo da Áustria, ressaltou que o poema lembra de "forma fatal" o tratamento dado a determinados grupos de pessoas durante o nazismo.
    Macron e Abe reafirmam compromisso com aliança Renault-Nissan

    Macron e Abe reafirmam compromisso com aliança Renault-Nissan


    Parceria entre as montadoras está fragilizada após a prisão de Carlos Ghosn, ex-líder e idealizador da aliança. Abe e Macron se reuniram nesta terça-feira (23) em Paris Thibault Camus/AP O presidente francês, Emmanuel Macron, e o...


    Parceria entre as montadoras está fragilizada após a prisão de Carlos Ghosn, ex-líder e idealizador da aliança. Abe e Macron se reuniram nesta terça-feira (23) em Paris Thibault Camus/AP O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, reiteraram nesta terça-feira (23), “compromisso” com a aliança Renault-Nissan, fragilizada pelo escândalo envolvendo o executivo franco-libanês brasileiro Carlos Ghosn. Macron e Abe conversaram a respeito durante uma reunião, seguida de almoço, no palácio do Eliseu, em Paris. Segundo um comunicado da presidência francesa, os dois líderes reafirmaram a importância da aliança, “que acaba de completar 20 anos e é um símbolo maior da cooperação industrial entre a França e o Japão”. “Essa parceria acaba de demonstrar sua capacidade de resiliência, a integração complementar de seus membros e a pertinência do projeto comum”, acrescentou o governo francês. Carlos Ghosn A respeito da situação de Carlos Ghosn, ex-presidente da aliança, detido no Japão, a presidência francesa diz “respeitar a soberania e independência da justiça japonesa, que é parceira diplomática prioritária e um Estado democrático”. “Estamos acompanhando de perto a questão do respeito dos direitos e da integridade de Carlos Ghosn como cidadão francês”, declara ainda o comunicado. O governo francês diz que o representante japonês foi lembrado de que Ghosn tem direito à presunção de inocência e à proteção consular, como todos os cidadãos franceses. Nova acusação Respondendo já a três acusações por desvios de rendimentos da Nissan, Ghosn foi acusado na segunda-feira de abuso de confiança com agravante. Seus advogados depositaram ao mesmo tempo um pedido de liberdade sob fiança. Ghosn, de 65 anos, foi preso no dia 19 de novembro do ano passado, acusado de ter omitido a declaração de uma grande parte de seus rendimentos entre 2010 e 2015. O novo conselho operacional da aliança, definido no dia 12 de março, é composto pelo diretor geral executivo da Renault, Thierry Bolloré, dos CEO da Nissan e Mitsubishi, respetivamente Hiroto Saikawa e Osamu Masuko, e de Jean-Dominique Senard, novo responsável pela parceria franco-japonesa.
    Imagens do dia 23 de abril de 2019

    Imagens do dia 23 de abril de 2019


    Taylor Swift posa para fotógrafos ao chegar para o TIME 100 Gala, que celebra as 100 pessoas mais influentes da revista Time no mundo, em Nova York, EUA Andrew Kelly/Reuters Cientistas e voluntários fazem necropsia em uma baleia-cinzenta encalhada,...


    Taylor Swift posa para fotógrafos ao chegar para o TIME 100 Gala, que celebra as 100 pessoas mais influentes da revista Time no mundo, em Nova York, EUA Andrew Kelly/Reuters Cientistas e voluntários fazem necropsia em uma baleia-cinzenta encalhada, em Tiburon, na Califórnia Justin Sullivan/Getty Images North America/AFP Homem reza pelas vítimas de explosão em atentado, em Negombo, no Sri Lanka Gemunu Amarasinghe/AP Manifestante com metade do corpo pintado enfrenta a polícia durante protesto na Parliament Square, em Londres Matt Dunham/AP Urso-polar corre na neve após ser liberto na região de Chukotka, no extremo leste da Rússia. O animal causou espanto ao ser encontrado perambulando bem magro em uma vila a centenas de quilômetros de distância. Ele foi levado de volta e liberto uma semana depois AP Photo O navio de guerra chinês Taiyuan passa em parada naval à margem da cidade portuária de Qingdao, marcando os 70 anos da fundação do Exército e Marinha da Libertação Popular da China Jason Lee/Reuters O ator Chris Evans, que interpreta o personagem Capitão América, posa com um sósia vestido como o super-herói ao chegar para a pré-estreia mundial de 'Vingadores: Ultimato' no Centro de Convenções de Los Angeles, na segunda-feira (22) Chris Pizzello/Invision/AP Carros ficam revirados em garagem de prédio na Asa Norte, em Brasília, após temporal no Distrito Federal. Apenas no domingo (21), choveu 22% do volume esperado para abril Arquivo pessoal LEIA MAIS Cristina Bordé posa ao lado de Vicente Benavides, pouco antes de ele deixar o presídio de San Quentin, na Califórnia (EUA). Ela passou 19 anos tentando provar inocência do agricultor mexicano condenado à morte por estupro e assassinato de um bebê de 21 meses Arquivo pessoal via BBC LEIA MAIS Novo Jetta VA3 é apresentado no Salão de Xangai, na China. O Grupo Volkswagen criou uma nova marca, divisão de baixo custo destinada especialmente para o mercado chinês André Paixão/G1 LEIA MAIS O príncipe Louis Arthur Charles, filho de William e Kate, em foto divulgada na véspera de seu aniversário de 1 ano, completo nesta terça-feira (23) Duquesa de Cambridge/Palácio de Kensington via Reuters LEIA MAIS Mulher chora durante enterro coletivo em cemitério perto da igreja de Saint Sebastian, em Negombo, na Sri Lanka Athit Perawongmetha/Reuters Carpinteiro faz e doa muletas há 48 anos em São Carlos Claudinei Junior/G1 LEIA MAIS
    Pergunta sobre cidadania em Censo dos Estados Unidos é debatida na Justiça

    Pergunta sobre cidadania em Censo dos Estados Unidos é debatida na Justiça


    Governo Trump quer que moradores digam de que país são, mas oposição vê tentativa de não contar imigrantes para determinar cadeiras no Congresso. Manifestantes protestam do lado de fora da Suprema Corte dos EUA Shannon Stapleton / Reuters A...


    Governo Trump quer que moradores digam de que país são, mas oposição vê tentativa de não contar imigrantes para determinar cadeiras no Congresso. Manifestantes protestam do lado de fora da Suprema Corte dos EUA Shannon Stapleton / Reuters A gestão de Donald Trump quer que o Censo de 2020, a ser feito nos Estados Unidos no ano que vem, traga uma pergunta sobre a cidadania dos respondentes. A intenção causou polêmica –a oposição considera que se trata de uma tentativa para evitar que os imigrantes sejam contabilizados na população. Nas primeiras instâncias da Justiça, a pergunta foi bloqueada. O argumento é que a administração violaria leis federais e a Constituição ao incluir a questão. Nesta terça (23), os nove juízes da Suprema Corte dos EUA ouvirão argumentos a favor e contra a medida. O caso chegou à turma por um par de ações judiciais: uma do estado de Nova York, e uma coalizão de direitos de imigrantes. Os formulários do censo serão impressos nos próximos meses. Caso a Justiça autorize a inclusão, será a primeira mudança no questionário desde 1950. A contagem oficial da população é usada para determinar o número de cadeiras que cada distrito tem no Congresso. Além disso, é um dos critérios usados na distribuição de cerca de US$ 800 bilhões (R$ 3,14 trilhões) em fundos federais. Oposição teme ser atingida Os oponentes de Trump afirmam que a inclusão da questão implicaria uma subcontagem significativa, pois domicílios de imigrantes teriam receio de responder ao questionário do censo por imaginar que os dados seriam compartilhados com autoridades de segurança. Uma possível consequência nas zonas eleitorais tradicionalmente vinculadas ao Partido Democrata seria uma representatividade menor no Congresso e na distribuição de recursos, e beneficiaria as regiões que tradicionalmente votam em políticos do Partido Republicano. A Suprema Corte dos EUA tem nove juízes, e cinco são considerados conservadores –dois deles foram nomeados por Trump. Empresas e associações como o Lyft, Levi Strauss e Uber também se opuseram à pergunta sobre a cidadania, ao dizer que ela compromete a qualidade dos dados que eles usam para escolher seus pontos e suas estratégias de mercado.
    Vladimir Putin e Kim Jong-un vão se encontrar na quinta-feira, diz governo russo

    Vladimir Putin e Kim Jong-un vão se encontrar na quinta-feira, diz governo russo


    O líder da Coreia do Norte irá à cidade de Vladivostok, no leste da Rússia, para se encontrar com o presidente do país. A reunião já havia sido confirmada por ambos os governos. O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, vai se encontrar nesta...


    O líder da Coreia do Norte irá à cidade de Vladivostok, no leste da Rússia, para se encontrar com o presidente do país. A reunião já havia sido confirmada por ambos os governos. O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, vai se encontrar nesta quinta (25) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Fotos: Reuters O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, vai se encontrar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na quinta-feira (25), informou o governo russo nesta terça (23), segundo a agência de notícias Reuters. A reunião já havia sido confirmada por ambos os governos, mas a data ainda não havia sido divulgada. Kim Jong-Un vai viajar à cidade de Vladivostok, no leste da Rússia, para encontrar Putin. Os líderes vão discutir os esforços políticos e diplomáticos para resolver a questão nuclear na península coreana, e a visita de Kim é fundamental neste processo, afirmou Yuri Ushakov, conselheiro do Kremlin. De acordo com a Reuters, Ushakov disse que o comércio bilateral da Rússia com a Coreia do Norte caiu mais de 56% no ano passado por causa de sanções contra Pyongyang, mas que Moscou considera importante que a Coreia do Norte e os Estados Unidos estejam interessados em manter contato. Impasse com os EUA O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, caminham pelo jardim do hotel Metropole, em Hanói, no Vietnã, na quinta-feira (28) Reuters/Leah Millis O anúncio do encontro ocorre em um contexto no qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona o governo da Coreia do Norte para que acabe com as tensões nucleares na península coreana, segundo a agência de notícias Reuters. Ao marcar encontro com Putin, Kim tentará outra jogada para obter apoio estrangeiro. As conversas com os Estados Unidos iniciadas em junho de 2018 estagnaram em fevereiro, depois que a segunda reunião entre Kim e Donald Trump terminou sem a assinatura de nenhum acordo. As relações entre EUA e Rússia pioraram na semana passada, quando a Coreia do Norte criticou o pedido do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, para que o regime desse provas da desnuclearização. O governo norte-coreano chegou a dizer que Pompeo deveria deixar as negociações bilaterais. Em março, os Estados Unidos impuseram uma nova rodada de sanções contra o programa de armas nucleares da Coreia do Norte, após o fracasso das negociações entre Trump e Kim para desnuclearizar o país asiático. A possibilidade de um novo encontro entre os líderes, que seria o terceiro na tentativa de chegar a um consenso sobre o assunto, não foi descartada pelo governo americano, segundo a Reuters. Durante uma reunião em fevereiro, no Vietnã, Trump quis mais garantias do desmantelamento do programa nuclear norte-coreano antes de retirar sanções impostas ao país. O regime de Kim, do outro lado, exigiu o fim das medidas econômicas contra a Coreia do Norte, mas não concordou com algumas condições colocadas pela Casa Branca. Kim e Putin se reúnem em Vladivostok Infografia: Diana Yukari/G1
    Dissidentes do Novo Ira assumem assassinato de jornalista na Irlanda do Norte

    Dissidentes do Novo Ira assumem assassinato de jornalista na Irlanda do Norte


    Lyra McKee, em Belfast, em foto de maio de 2017 Jess Lowe Photography/Handout via REUTERS O Novo IRA, um grupo republicano dissidente que luta pela reunificação da Irlanda, admitiu sua responsabilidade na morte da jornalista Lyra McKee, baleada...


    Lyra McKee, em Belfast, em foto de maio de 2017 Jess Lowe Photography/Handout via REUTERS O Novo IRA, um grupo republicano dissidente que luta pela reunificação da Irlanda, admitiu sua responsabilidade na morte da jornalista Lyra McKee, baleada durante confrontos em Londonderry. A polícia anunciou uma detenção nesta terça-feira (23). O Novo IRA apresentou "suas sinceras e completas desculpas a companheira, à família e aos amigos de Lyra McKee por sua morte", informa o site do jornal "The Irish News", que afirmou ter recebido uma declaração com uma mensagem cifrada por parte do grupo dissidente. A jornalista, de 29 anos, morreu na noite de quinta-feira (18), quando "se encontrava junto às forças inimigas", justificou o Novo IRA, em referência às tropas "fortemente armadas" que "provocaram" os distúrbios que precederam o falecimento de McKee. A polícia da Irlanda do Norte anunciou nesta terça-feira que prendeu uma mulher de 57 anos na investigação sobre a morte da jornalista. Dois homens, de 18 e 19 anos, que haviam sido detidos previamente, foram liberados sem acusações. O drama remete aos tempos sombrios do conflito na Irlanda do Norte, que dividiu a província britânica durante três décadas. Mais de 3.500 mortos em conflitos A violência entre republicanos nacionalistas (católicos), partidários da reunificação da Irlanda, e os unionistas (protestantes), defensores da permanência sob a Coroa britânica, deixou cerca de 3.500 mortos até os Acordos da Sexta-feira Santa, em 1998. O pacto selou a retirada das forças britânicas e o desarmamento do Exército Republicano Irlandês (IRA). Mas como ocorre com o Novo IRA, ainda existem grupos ativos de republicanos dissidentes que lutam pela reunificação com a vizinha República da Irlanda, inclusive através da violência. O Novo IRA, criado entre 2011 e 2012, reivindicou a explosão em janeiro de um carro-bomba em Londonderry, cidade que os irlandeses chamam apenas de Derry. Após o atentado, foram encontrados vários pacotes com pequenos artefatos explosivos, sobretudo em edifícios dos aeroportos City e Heathrow de Londres, atos reivindicados também pelo Novo IRA. Após a morte de Lyra McKee, a polícia norte-irlandesa afirmou que havia constatado uma "mudança radical" no bairro de Creggan, onde aconteceram os confrontos e conhecido até agora pelas relações tensas com as forças de segurança. Os seis principais partidos políticos da Irlanda do Norte - incluindo os unionistas e os republicanos, incapazes há mais de dois anos de chegar a um acordo para formar um governo em Belfast - publicaram uma declaração conjunta: "O assassinato de Lyra constitui um ataque contra todos os membros desta comunidade, um ataque contra a paz e o processo democrático".
    Homem perde perna mecânica ao saltar de paraquedas na Califórnia

    Homem perde perna mecânica ao saltar de paraquedas na Califórnia


    Ele acabou recuperando a prótese no dia seguinte com a ajuda da polícia. Um homem perdeu sua perna mecânica no domingo (21) enquanto saltava de paraquedas na cidade de Cloverdale, na Califórnia, e a prótese foi encontrada no dia seguinte próximo...


    Ele acabou recuperando a prótese no dia seguinte com a ajuda da polícia. Um homem perdeu sua perna mecânica no domingo (21) enquanto saltava de paraquedas na cidade de Cloverdale, na Califórnia, e a prótese foi encontrada no dia seguinte próximo a uma serralheria. A polícia do condado de Sonoma foi chamada e, após ligar para o aeroporto próximo, descobriu quem era o dono da prótese. O homem, identificado como Dion, disse á polícia que a perna caiu quando ele estava a cerca de 3 km do solo. Depois do pouso, ele e amigos chegaram a vasculhar a área, mas não encontraram a perna. Dion afirmou que um acidente semelhante ocorreu com ele há dois anos, e que por sorte nos dois casos a queda da perna não machucou ninguém. Homem perde perna mecânica ao saltar de paraquedas na Califórnia Sonoma Sheriff/Facebook Homem perde perna mecânica ao saltar de paraquedas na Califórnia Sonoma Sheriff/Facebook
    Explosões no Sri Lanka: o desconhecido grupo islâmico apontado como responsável pelos piores ataques desde 11 de setembro

    Explosões no Sri Lanka: o desconhecido grupo islâmico apontado como responsável pelos piores ataques desde 11 de setembro


    Autoridades cingalesas dizem que bombas em hotéis e igrejas, que deixaram pelo menos 310 mortos, teriam sido colocadas por pequenos grupos formados por militantes muçulmanos jovens que, no ano passado, destruíram estátuas de Buda no país....


    Autoridades cingalesas dizem que bombas em hotéis e igrejas, que deixaram pelo menos 310 mortos, teriam sido colocadas por pequenos grupos formados por militantes muçulmanos jovens que, no ano passado, destruíram estátuas de Buda no país. Soldados fazem guarda em uma igreja atingida por explosão em Negombo, no Sri Lanka, no domingo (21) Reuters/Stringer Até domingo passado, poucas pessoas, mesmo no Sri Lanka, sabiam quem era o National Thowheed Jamath (NTJ), o pequeno grupo extremista islâmico responsabilizado por um dos piores ataques extremistas no mundo desde 11 de setembro de 2001. O grupo foi apontado por autoridades do país como responsável pelas oito explosões que deixaram mais de 310 mortos e 500 feridos e devastaram hotéis e igrejas cristãs no domingo de Páscoa, na capital, Colombo, e em outras duas cidades. A autoria dos atentados foi reivindicada nesta terça-feira, no entanto, pelo grupo extremista autodenominado Estado Islâmico — o que deve ser visto com cautela, conforme alerta um dos correspondentes da BBC no Sri Lanka. O grupo costuma reivindicar a autoria dos ataques logo depois que acontecem, publicando fotos dos autores na agência de notícias Amaq, vinculada a eles. E, de acordo com a agência Reuters, não foi apresentada nenhuma evidência até agora. Antes de o Estado Islâmico se manifestar, o porta-voz do governo, Rajitha Senaratne, culpou o NTJ e afirmou que a organização não atuou sozinha. "Há uma rede internacional sem a qual estes ataques não poderiam ter sido bem-sucedidos", disse. Desde o ataque, o país está sob toque de recolher e as redes sociais foram bloqueadas para evitar a difusão de mensagens violentas. A maioria das vítimas são do Sri Lanka, mas também perderam a vida cidadãos de países como Austrália, China, Dinamarca, Estados Unidos, Holanda, Portugal, Reino Unido e Turquia, que se encontravam em alguma das três igrejas ou três hotéis atacados. Outros 87 explosivos não acionados foram encontrados na segunda-feira em terminais de ônibus. Segundo a polícia local, mais de 40 suspeitos foram detidos. O que se sabe sobre o National Thowheed Jamath? Vítima de ataques no domingo de Páscoa é velada em Negombo, no Sri Lanka, nesta segunda-feira (22) Gemunu Amarasinghe/ AP Acredita-se que o NTJ tenha sido criado há cerca de três anos, após um grupo de jovens muçulmanos radicais se separar de outro grupo islâmico extremista, o Thowheed Jamath do Sri Lanka. Segundo especialistas em contraterrorismo, sua base de operações foi instalada desde então no leste do país, distante da costa ocidental mais cosmopolita. Em março de 2017, surgiram as primeiras notícias sobre o grupo, após seu envolvimento no violento conflito em Kattankudy, uma comunidade majoritariamente muçulmana próxima da cidade de Batticaloa, onde ocorreu um dos ataques de domingo. No ano passado, o grupo foi responsabilizado por uma série de atos de vandalismo contra templos budistas, como a destruição de várias estátuas de Buda em Mawanella, na região central da ilha, mas, desde então, não se ouviu mais falar dele. Como o grupo está organizado? Mulher chora durante enterro coletivo nesta terça-feira (23) em cemitério perto da igreja de Saint Sebastian, em Negombo, na Sri Lanka Athit Perawongmetha/ Reuters Segundo especialistas consultados pelo programa Newshour, da BBC, a NTJ é composta quase exclusivamente por jovens e não parece ter uma hierarquia ou estrutura sólida, nem líderes mais velhos. De acordo com alguns relatórios, sua principal figura é Mohamed Zahran, um jovem pregador extremista cujo nome apareceu em documentos de inteligência que alertavam para a possibilidade de ataques e que, aparentemente, foram subestimados pelo governo do Sri Lanka. Alan Keenan, diretor para o Sri Lanka da organização não governamental International Crisis Group, disse à BBC que, após o vandalismo em Mawanella no ano passado, a polícia prendeu um grupo de adolescentes discípulos de Zahran. O grupo era relevante antes dos ataques? Militares patrulham área onde um veículo explodiu em Sri Lanka, no dia seguinte ao atentado que matou centenas no Domingo de Páscoa (21) Eranga Jayawardena/AP Photo O NTJ é considerado um grupo marginal extremista dentro de uma pequena minoria religiosa. Só 9,7% da população do Sri Lanka, de cerca de 21 milhões de pessoas, são muçulmanos, diante da maioria budista de 70% das pessoas no país. Diferentemente de outros grupos extremistas, sua presença nas redes sociais também é pequena. Ainda que tenha uma página no Facebook, ela está há semanas sem ser atualizada, e a NTJ não publica nada no Twitter desde março de 2018. O site do grupo também parece estar fora do ar, ainda que não esteja claro se isso aconteceu antes ou depois dos ataques de domingo. Qual é sua ideologia? Até os atentados, a organização era geralmente percebida como um grupo antibudista que buscava impulsionar o islamismo de forma violenta no Sri Lanka. Segundo Keenan, os recentes ataques mostram que a NTJ busca levar o movimento jihadista global à ilha e fomentar ódio, medo e divisões na sociedade. Qual é sua relação com outras organizações extremistas internacionais? Policiais trabalham na Igreja Católica de São Sebastião em Negombo, no Sri Lanka, um dos locais alvos dos atentados orquestrados do domingo de Páscoa Athit Perawongmetha/Reuters O governo do Sri Lanka e especialistas em contraterrorismo dizem que a forma como os ataques foram organizados, a data escolhida (o domingo de Páscoa) e a coordenação entre as explosões sugerem vínculos com outras organizações extremistas internacionais. O presidente do país, Maithripala Sirisena, disse que agências de inteligência do Sri Lanka consideram que os ataques foram apoiados por "organizações terroristas" de outros países. Especialistas em segurança consultados pela BBC concordam que a coordenação dos ataques mostra que foram detalhadamente planejados, o que sugere que a NTJ pode ter recebido "considerável financiamento e experiência" de outros grupos extremistas de fora do país. "Agora, estamos investigando o apoio internacional que tiveram, como prepararam os autores dos ataques suicidas e produziram bombas como estas", comentou Senaratne. Ainda que tais vínculos sejam desconhecidos, especialistas acreditam que, dada a composição da NTJ (jovens ligados às suas comunidades, mas sem líderes fortes ou mais velhos), ela se assemelha a outros grupos locais do mundo muçulmano com os quais o autodenominado Estado Islâmico (EI) buscou formar alianças. Fontes de inteligência dos Estados Unidos também garantiram que o modus operandi do grupo é parecido com o empregado tradicionalmente pelo EI, ainda que outros grupos islamistas radicais como a Al Qaeda também tenha experiência em organizar e realizar ataques suicidas simultâneos. Jovens muçulmanos do Sri Lanka lutaram para o EI nas guerras na Síria e no Iraque e, como o grupo perdeu seus últimos bastiões no Oriente Médio, acredita-se que muitos de seus combatentes tenham voltado para seus países. Initial plugin text
    A mulher que salvou homem do corredor da morte após 26 anos preso injustamente

    A mulher que salvou homem do corredor da morte após 26 anos preso injustamente


    Cristina Bordé passou 19 anos tentando provar inocência de agricultor mexicano condenado à morte nos EUA por estupro e assassinato de bebê de 21 meses após depoimentos de médicos que não sabiam de detalhe importante. Cristina Bordé e Vicente...


    Cristina Bordé passou 19 anos tentando provar inocência de agricultor mexicano condenado à morte nos EUA por estupro e assassinato de bebê de 21 meses após depoimentos de médicos que não sabiam de detalhe importante. Cristina Bordé e Vicente Benavides, pouco antes do momento em que ele deixou a cadeia Arquivo pessoal (via BBC) Quando viu os guardas da emblemática Penitenciária Estadual de San Quentin (Califórnia) liberando seu cliente, a advogada Cristina Bordé começou a chorar. Naquele dia, 19 de abril de 2018, ela havia conseguido a libertação de Vicente Benavides, um agricultor mexicano que, em 1993, foi condenado à pena de morte, acusado de estuprar e matar uma menina de 21 meses. Foi o dia em que Bordé, que tem cidadania colombiana e americana, conseguiu o que considera a maior vitória de sua vida: salvar uma vida. "Foi um momento extraordinário, que ocorre muito poucas vezes. Quase não consigo achar palavras", diz a advogada, que conversou com a BBC Mundo sobre como conseguiu a libertação de um homem que passou 26 anos preso injustamente. Bogotá, Harvard, San Quentin Bordé estudou direito nos Estados Unidos, mas fez os estudos escolares em Bogotá, capital da Colômbia. "Desde pequena queria ser advogada e ajudar, mas não imaginei que terminaria cuidando de um caso de pena de morte", diz ela. Recém-formada na Universidade de Harvard, a advogada se mudou para a Califórnia e começou a trabalhar numa entidade estatal que atendia pessoas condenadas à morte. Seu primeiro caso foi o do agricultor mexicano Vicente Benavides. Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde Cristina Bordé estudou direito. Harvard University/Divulgação "Comecei em 1999 com uma equipe e começamos a revisar as provas", diz ela. A sentença havia sido passada seis anos antes, mas, por causa de trâmites burocráticos, essa era a primeira vez que Benavides teria acesso a um advogado para apelar contra sua condenação. O mexicano insistiu desde o início que era inocente e foi a primeira coisa que disse a Cristina quando a conheceu. "Não fiz nada com a menina", disse o mexicano à advogada, e ela decidiu acreditar. O caso Benavides O episódio pelo que Vicente Benavides foi condenado ocorreu em novembro de 1991, quando ele tinha 42 anos, na cidade de Delano, na Califórnia. O fazendeiro estava cuidando da filha de sua namorada à época, que havia ido trabalhar. Depois de descobrir que a menor tinha conseguido sair do apartamento, encontrou-a muito mal, do lado de fora do prédio onde viviam. Depois de passar por vários hospitais durante oito dias, seu quadro clínico foi piorando e a pequena morreu de um ataque cardíaco. A essa altura, o mexicano já estava preso. Os informes médicos diziam que haviam sido detectadas feridas na região genital e golpes na cabeça e no abdômen, elementos usados para acusar Benavides de estupro e assassinato. 19 anos de litígio O julgamento do mexicano começou dia 15 de março de 1993 e terminou em 20 de abril do mesmo ano com a condenação à pena capital em San Quentin, a única prisão da Califórnia que executa pena de morte. A justiça levou menos de um mês e meio para condená-lo. "Ele não tinha histórico de violência nem abuso sexual", enfatizou a advogada. "Quando começamos a avaliar as evidências médicas, ficou muito claro que havia sido cometida uma grande injustiça." O primeiro passo para iniciar a defesa de Benavides foi pedir um habeas corpus. Para isso fizeram uma minuciosa revisão das provas que levaram à condenação. Descobriram que, no primeiro boletim médico, não foi detectada nenhuma ferida na área genital, como se elas tivessem surgido depois. "No primeiro hospital tentaram botar um cateter para tirar sua temperatura. Os especialistas com quem falamos disseram que as feridas encontradas na genital foram resultado disso", diz Bordé. A partir daí, pediram que especialistas analisassem as provas e os testemunhos dados ao júri. "Todos os que consultávamos diziam que a causa da morte indicada pelo patologista que participou do julgamento era anatomicamente impossível. Ele disse coisas completamente falsas", diz ela. O patologista declarou que a bebê havia morrido em consequência dos ferimentos anais, e outros médicos testemunharam que os ferimentos teriam sido causados por violência sexual. Maurice Possley, pesquisador de uma organização americana que acompanhou o caso, diz que a equipe da advogada se baseou no argumento de que a condenação havia sido feita com base em testemunhos médicos falsos, que a polícia e a promotoria haviam omitido evidências e que os promotores haviam apresentado argumentos incorretos. Quase todos os médicos que testemunharam no julgamento voltaram atrás e se retrataram, dizendo não terem visto os boletins médicos completos que indicavam que não havia evidências de abuso sexual quando a bebê foi examinada no primeiro hospital. Eles disseram reconhecer que seus ferimentos genitais podem ter sido causados durante o tratamento médico. Bordé e sua equipe apresentaram em 2007 um documento de 395 páginas para tentar provar a inocência do cliente. E foi esse documento que acabou sendo chave para que um juiz da Suprema Corte da Califórnia decidisse absolver o fazendeiro mexicano em 2018 e determinar sua libertação. 26 anos de prisão sem culpa San Quentin (na foto) é a única prisão da Califórnia que executa pena de morte Stephen Lam/Reuters Vicente Benavides passou um ano e meio preso antes de ser condenado, esperou mais cinco anos até que a justiça lhe atribuísse um advogado com quem pudesse apelar a sentença e levou 26 anos até recuperar sua liberdade, aos 68 anos. "Isso é típico para pessoas que não têm dinheiro. Os tribunais têm muitos casos que carecem de provas", diz Bordé. A colombiana sabia das dificuldades em defender Benavides e conseguir a absolvição de um condenado à pena de morte. Entre 1979 e 2019, apenas quatro condenados à pena de morte foram absolvidos e liberados na Califórnia. Antes do agricultor, o último caso havia sido no ano 2000. Desde 1967 até hoje houve 122 absolvições de pessoas condenadas à morte nos Estados Unidos. O mais recente foi Benavides, que agora vive em algum povoado do México acompanhado de sua família e amigos. Em vez de dar entrevistas, ele prefere contar sua história e "recuperar o tempo perdido".
    Donald Trump fará visita ao Palácio de Buckingham em junho

    Donald Trump fará visita ao Palácio de Buckingham em junho


    Presidente dos EUA deve se encontrar com rainha Elizabeth. Donald Trump visita a Flórida, em março deste ano Nicholas Kamm / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou um convite da rainha Elizabeth para fazer uma visita ao Reino...


    Presidente dos EUA deve se encontrar com rainha Elizabeth. Donald Trump visita a Flórida, em março deste ano Nicholas Kamm / AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou um convite da rainha Elizabeth para fazer uma visita ao Reino Unido em junho, segundo divulgação do Palácio de Buckingham nesta terça (23). Trump e sua mulher Melania farão a viagem entre 3 e 5 de junho, de acordo com o palácio. Mais detalhes serão anunciados no futuro. Encontro de governos O líder dos EUA deverá ter um encontro com a primeira ministra Theresa May na sede do governo britânico, e a viagem também coincide com o aniversário de 75 anos do Dia D, um marco da Segunda Guerra (foi quando os Aliados, dos quais EUA e Reino Unido faziam parte, desembarcaram na Normandia, na França, que estava sendo controlada pelo Eixo, liderados pela Alemanha). "O Reino Unido e os Estados Unidos têm uma parceria profunda e duradoura que tem suas raízes na nossa história em comum e os nossos interesses compartilhados", afirmou May em um comunicado. "A visita oficial é uma oportunidade para fortalecermos nossa relação já próxima em áreas como comércio, investimento, segurança e defesa, além de discutirmos como podemos engrandecer esses laços no futuro." A rainha Elizabeth II celebrou seu 93º aniversário no domingo (21). Em setembro de 2016, ela havia batido o recorde de monarca a ocupar o trono britânico por mais tempo –até então, a marca pertencia à sua tataravó Vitória.
    Dezenas de pessoas ficam desaparecidas após deslizamento de terra em mina de jade de Mianmar

    Dezenas de pessoas ficam desaparecidas após deslizamento de terra em mina de jade de Mianmar


    O Ministério da Informação do país confirmou o desaparecimento de 54 pessoas depois de acidente nesta segunda (22), mas parlamentar afirma ser impossível que elas tenham sobrevivido. Moradores observam mina de jade onde uma barragem de lama...


    O Ministério da Informação do país confirmou o desaparecimento de 54 pessoas depois de acidente nesta segunda (22), mas parlamentar afirma ser impossível que elas tenham sobrevivido. Moradores observam mina de jade onde uma barragem de lama desmoronou em Hpakan, no norte de Mianmar. Reuters/Stringer Um deslizamento de terra em uma mina de jade no norte de Mianmar nesta segunda (22) deixou pelo menos 54 trabalhadores desaparecidos, informou o Ministério da Informação do país, segundo a Reuters. De acordo com um parlamentar da região e um membro de uma equipe de resgate, as pessoas foram soterradas pelos rejeitos, e o mais provável é que não tenham sobrevivido. "Eles não vão sobreviver. Não é possível porque estão enterrados sob a lama”, disse o parlamentar Tin Soe à Reuters por telefone. "É muito difícil recuperar os corpos." A mina fica na cidade de Hpakant, estado de Kachin, a cerca de 800km da capital do país, Naypyitaw. Segundo Tin Soe, que representa a área de Hpakant, três corpos foram retirados dos destroços. Além dos trabalhadores, 40 máquinas e veículos, incluindo retroescavadeiras e caminhões, foram soterrados pelos rejeitos. O chefe da brigada de incêndio de Hpakant, Aye Thein, disse que uma busca foi iniciada depois do amanhecer desta terça (23), e que os esforços de resgate estavam em andamento. O Ministério da Informação de Mianmar identificou as empresas envolvidas como sendo a Shwe Nagar Koe Kaung e a Myanmar Thura. A Reuters não conseguiu chegar a nenhuma das duas para comentar o assunto. Segundo o grupo de defesa ambiental Global Witness, o valor da produção de jade em Mianmar foi de 31 bilhões de dólares em 2014 (cerca de R$ 122 bilhões). Deslizamentos e outros acidentes são comuns na área de Hpakant, que é rica nesta pedra.
    Inadimplente com o Brasil, Venezuela paga parcela de dívida com a Rússia

    Inadimplente com o Brasil, Venezuela paga parcela de dívida com a Rússia


    Venezuela quitou prestação de US$ 100 milhões que devia aos russos com atraso de alguns dias. Maduro fez discurso no mês de março, durante marcha em Caracas Natacha Pisarenko/AP O ministro das finanças da Rússia, Anton Siluanov, afirmou à...


    Venezuela quitou prestação de US$ 100 milhões que devia aos russos com atraso de alguns dias. Maduro fez discurso no mês de março, durante marcha em Caracas Natacha Pisarenko/AP O ministro das finanças da Rússia, Anton Siluanov, afirmou à agência EFE que a Venezuela quitou uma prestação de dívida que estava em atraso de alguns dias. “Sim, a Venezuela nos pagou no prazo estabelecido um tranche (parcela) da dívida que tem contraído com a Rússia”, disse ele no dia 19 de abril. No começo deste mês, o ministro russo havia tornado público que o país latino-americano não tinha depositado um pagamento de cerca de US$ 100 milhões (R$ 393 milhões, na cotação atual), que estava programado para março – havia, no entanto, uma margem para quitar o montante sem penalização. No fim de 2017, os dois países firmaram um protocolo para entre os dois governos sobre a reestruturação da dívida venezuelana. Pelo acordo, a Venezuela terá que quitar uma dívida de cerca de US$ 3,15 bilhões em dez anos, com pagamentos de menor valor nos primeiros seis anos. Calote na dívida com o Brasil A Venezuela deixou de pagar prestações que somam US$ 414 milhões (R$ 1,6 bilhão) ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre os anos de 2000 e 2017, o banco emprestou US$ 2,2 bilhões para a Venezuela contratar serviços ou produtos brasileiros, como construções ou aeronaves. A maior parte, cerca de 70%, foi quitada. Quando o BNDES fez os empréstimos, teve uma garantia do governo brasileiro de que, se a Venezuela desse um calote, o Brasil garantiria os valores (o nome desse contrato é seguro de crédito à exportação da União). O banco recorreu a esse seguro quando a Venezuela deixou de honrar a dívida, e por conta disso, o Brasil indenizou o BNDES em US$ 228 milhões (R$ 896 milhões, na cotação atual).
    Príncipe Louis, filho de William e Kate, completa um ano

    Príncipe Louis, filho de William e Kate, completa um ano


    O bisneto da rainha Elizabeth II comemora o primeiro aniversário nesta terça (23), dois dias depois de a monarca celebrar os 93 anos. A família real britânica aguarda, ainda, o nascimento do bebê do príncipe Harry e Meghan Markle. O príncipe...


    O bisneto da rainha Elizabeth II comemora o primeiro aniversário nesta terça (23), dois dias depois de a monarca celebrar os 93 anos. A família real britânica aguarda, ainda, o nascimento do bebê do príncipe Harry e Meghan Markle. O príncipe Louis Arthur Charles, filho de William e Kate Reprodução/Twitter/Kensington Palace O príncipe Louis, filho do príncipe William e de Kate Middleton, comemora nesta terça (23) seu primeiro aniversário. Louis é um dos sete bisnetos da rainha Elizabeth II — que celebrou os 93 anos no domingo (21). Primeiro aniversário do príncipe Louis, filho do príncipe William e Kate Middleton Initial plugin text Na segunda (22), o Palácio de Kensington divulgou novas fotos do príncipe Louis, tiradas por Kate na casa da família em Norfolk. Kate — que depois do casamento adotou o título de duquesa de Cambridge — segue a tradição de registrar as fotos divulgadas oficialmente também nos aniversários dos outros dois filhos, George, de 5 anos, e Charlotte, de três. Initial plugin text Louis também recebeu os parabéns do avô, príncipe Charles, e Camilla, duquesa de Cornwall, na conta do Instagram de Clarence House, residência oficial dos dois: Initial plugin text "Parabéns ao príncipe Louis, que faz um ano hoje", diz a publicação, feita nesta terça (23). A foto é do aniversário de 70 anos do príncipe Charles, comemorado em novembro passado. Bebê a caminho O príncipe Harry e Meghan Markle esperam um bebê para este outono (primavera do Reino Unido). Facundo Arrizabalaga/Pool via Reuters Os aniversários não são os únicos motivos que a família real tem para celebrar. Nos próximos dias, deve nascer o bebê do príncipe Harry, irmão de William, com Meghan Markle, a duquesa de Sussex. O primo (ou prima) do príncipe Louis será o oitavo bisneto da rainha Elizabeth II e o sétimo na linha de sucessão do trono britânico.
    O primeiro teste da Previdência

    O primeiro teste da Previdência


    Se vencer a votação prevista para hoje na CCJ da Câmara, o governo Bolsonaro terá um alento diante da avalanche de notícias negativas na economia Deputados reunidos na CCJ para discutir a reforma da Previdência na semana passada Vinicius...


    Se vencer a votação prevista para hoje na CCJ da Câmara, o governo Bolsonaro terá um alento diante da avalanche de notícias negativas na economia Deputados reunidos na CCJ para discutir a reforma da Previdência na semana passada Vinicius Loures/Câmara dos Deputados O governo enfrenta hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara seu primeiro teste político real no Parlamento. Está prevista a votação do parecer recomendando a instauração da Comissão Especial da reforma da Previdência. Para a CCJ aprová-lo, são necessários 34 dos 66 votos. Na tentativa de obter apoio dos partidos do Centrão que resistiam a apoiá-lo (em especial PP e PR), o governo aceitou retirar da reforma quatro pontos: O fim do pagamento da multa de 40% do FGTS na demissão de aposentados; A possibilidade de mudar as aposentadorias compulsórias do setor público por lei complementar – um jabuti que facilitaria a antecipação da compulsória dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e permitiria ao governo Jair Bolsonaro indicar mais juízes e aparelhar o tribunal segundo seus interesses; A determinação da Justiça Federal do Distrito Federal como instância exclusiva no julgamento das ações contra a reforma da Previdência; A determinação de que apenas o Poder Executivo poderia propor novas mudanças previdenciárias. Permaneceram no projeto dois pontos que deverão ser retirados na Comissão Especial: a instauração de um regime previdenciário de capitalização (um dos pilares da reforma defendidos pelo ministro Paulo Guedes) e as mudanças nas regras de concessão do abono salarial (que representam R$ 150 bilhões na economia total de R$ 1,1 trilhão, estimada pelo governo em dez anos). A oposição pretende adiar a votação na CCJ, sob o argumento de que o governo não divulgou os estudos que serviram de base para as estimativas de economia e para a formulação da reforma, apesar das sucessivas solicitações de parlamentares e da imprensa, lançando mão até da Lei de Acesso à Informação. O governo argumenta que as informações usadas no cálculo são estratégicas e poderiam comprometer a tramitação da reforma. É um argumento risível, que misturar duas fraquezas. Primeiro, não tem sentido lógico, já que toda nova informação só reforçaria os argumentos favoráveis à reforma. Segundo, revela insegurança sobre o efeito dos dados, ao tentar antecipar o impossível: o uso que a oposição faria deles. Não cabe ao governo manipular a reação a informações que devem ser públicas. Seu dever consiste em ser transparente e publicá-las. Na noite de ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, informou ter fechado um acordo com o secretáro da Previdência, Rogério Marinho, para que os estudos que embasaram a reforma sejam divulgados logo depois da votação na CCJ, na próxima quinta-feira. A oposição, com razão, estrilou. Se há informações relevantes que podem interferir na votação, o certo é divulgá-las antes, não depois. É nesse clima de guerra que a CCJ se reunirá daqui a pouco para apreciar o parecer do deputado Marcelo Freitas. Pela composição da comissão, os votos do Centrão garantem a aprovação. Mas os oposicionistas têm à disposição diversas manobras protelatórias, entre elas obstruções regimentais e recursos à Justiça (o STF já negou o primeiro). A vitória na CCJ daria ao governo um alento diante do acúmulo de notícias negativas no campo econômico. O Banco Central divulgou ontem outra queda nas previsões do mercado para o crescimento este ano (de 1,95% para 1,71%). A indústria continua estagnada. O desemprego persiste. Categorias como caminhoneiros e petroleiros articulam protestos. A popularidade de Bolsonaro paga o preço. Mesmo que passe na CCJ, a reforma deverá ser desfigurada na Comissão Especial. Além do regime de capitalização e das mudanças no abono, deverão ficar de fora também as novas regras da aposentadoria rural e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a deficientes ou idosos incapazes de comprovar tempo de contribuição. Apenas com essas exclusões, as economias previstas pelo projeto cairiam de 1,1 trilhão a R$ 844 bilhões em dez anos, de acordo com as estimativas da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. É provável que as mudanças não fiquem por aí – e as economias caiam ainda mais. Em outras circustâncias, se obtivesse economias de R$ 800 bilhões, o governo poderia cantar vitória. A última versão da reforma do governo Michel Temer mal chegava a R$ 600 bilhões. Mas o ministro Guedes faz questão de repetir sua meta de R$ 1 trilhão. Pois o famigerado trilhão não sairá da Comissão Especial de jeito nenhum. Ao insistir numa meta numérica, Guedes, com sua proverbial inexperiência política, já transformou por antecipação qualquer vitória do governo em derrota. Arte/G1
    Investigação aponta que atentados no Sri Lanka foram represália a ataques na Nova Zelândia; Estado Islâmico reivindica

    Investigação aponta que atentados no Sri Lanka foram represália a ataques na Nova Zelândia; Estado Islâmico reivindica


    Ataques contra mesquitas em Christchurch deixaram 50 mortos em março. Nesta terça, ocorreu o 1º enterro coletivo das vítimas dos atentados do domingo de Páscoa. Imagem mostra suspeito de provocar a explosão na Igreja de São Sebastião em...


    Ataques contra mesquitas em Christchurch deixaram 50 mortos em março. Nesta terça, ocorreu o 1º enterro coletivo das vítimas dos atentados do domingo de Páscoa. Imagem mostra suspeito de provocar a explosão na Igreja de São Sebastião em Negombo, no Sri Lanka, no domingo (21) CCTV / Siyatha News via Reuters Os primeiros elementos da investigação sobre os atentados que causaram 321 mortes no domingo de Páscoa (21) no Sri Lanka apontam para represálias pelo massacre em duas mesquitas na Nova Zelândia, informou o ministro da Defesa do país, Ruwan Wijewardene. O Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques nesta terça-feira (23). “As investigações preliminares revelaram que o que ocorreu no Sri Lanka foi em represália aos ataques contra os muçulmanos de Christchurch”, afirmou o ministro. Porém, Wijewardene não deu mais detalhes. Em 15 de março, um homem fortemente armado invadiu duas mesquitas na Nova Zelândia, deixando 50 mortos. O que se sabe sobre ataques durante celebração da Páscoa Sandra Cohen: Tragédia sem trégua política VEJA FOTOS Estado Islâmico reivindica autoria de ataques no Sri Lanka Quarenta suspeitos de ter alguma relação com o ataque de domingo foram detidos, mas nem todos os suspeitos foram identificados. O Estado Islâmico, embora tenha reivindicado a autoria da ação, não apresentou provas de que os terroristas mantinham algum vínculo direto com o grupo radical. Por isso, a declaração deve ser vista com cautela. Porém, o premiê do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, não descarta que o ataque tenha conexão com o grupo terrorista. O governo atribui os atentados à organização radical islâmica National Thowheeth Jama'ath (NTJ). Anteriormente, o ministro da Defesa já tinha afirmado que investigações indicavam que o grupo tem vínculos com o relativamente desconhecido movimento islâmico radical na Índia, o JMI (Jamaat-ul-Mujahideen India). As autoridades têm poucas informações sobre o JMI, exceto alguns dados revelados ano passado e que está ligado a um grupo de nome similar em Bangladesh. Sri Lanka fez minuto de silêncio nesta terça-feira (23) em homenagem às vítimas de ataques Dinuka Liyanawatte/ Reuters O governo afirmou que pediu ajuda externa para rastrear ligações internacionais e a Interpol já anunciou que vai enviar uma equipe ao país asiático. O FBI, serviço de inteligência da polícia dos EUA, vai dar apoio às autoridades de Sri Lanka nas investigações, segundo uma porta-voz da agência norte-americana afirmou à agência Reuters nesta terça (23). Enterro coletivo O país fez três minutos de silêncio em homenagem às vítimas nesta terça-feira, quando 30 pessoas foram enterradas apenas durante a manhã. O Sri Lanka está em estado de emergência, em uma tentativa de prevenir novos ataques. A medida concede à polícia e aos militares amplos poderes para deter e interrogar sem ordem judicial. Sri Lanka: o que se sabe sobre os ataques que causaram cerca de 300 mortes Serviço de inteligência O primeiro-ministro do Sri Lanka afirmou nesta terça que os serviços de inteligência não impediram os ataques por uma falha de comunicação. Na segunda-feira, veio à tona a informação de que, 14 dias antes dos ataques, os relatórios do serviço de inteligência indicavam que eles ocorreriam. Porém, segundo o governo, o gabinete do premiê não foi informado. Vítimas Mulher chora durante enterro coletivo nesta terça-feira (23) em cemitério perto da igreja de Saint Sebastian, em Negombo, na Sri Lanka Athit Perawongmetha/ Reuters A Unicef estima que 45 crianças estão entre mortos nas oito explosões, que atingiram três igrejas e quatro hotéis na capital do Sri Lanka, Colombo, e nas regiões de Katana e Batticaloa. Nesta terça, foram divulgadas fotos do suspeito de ter atacado a igreja de Saint Sebastian, em Negombo (no norte de Colombo). A polícia não divulgou uma lista de vítimas, mas a grande maioria é de cidadãos do Sri Lanka. O ministro do Turismo, John Amaratunga, afirmou que pelo menos 39 estrangeiros estão entre os mortos e 28 receberam atendimento hospitalar após os ataques. A embaixada do Brasil em Colombo informou que, até o momento, não tem informação sobre brasileiros entre os mortos ou feridos. A imprensa internacional já relatou a morte de cinco britânicos (incluindo um anglo-americano), quatro americanos, um português, seis indianos, dois turcos, dois chineses, dois australianos, um holandês e um japonês. Entre mortos, estão três dos quatro filhos do bilionário dinamarquês Anders Holch Povlsen, dono do grupo de moda Bestseller e acionista majoritário da marca ASOS. Segundo a imprensa dinamarquesa, ele, sua esposa Anne Holch Povlsen e seus quatro filhos estavam de férias no Sri Lanka. Rodrigo Cunha/G1 Initial plugin text
    Paraense do Exército de Israel relembra primeira madrugada de mísseis em Gaza e relata rotina como combatente

    Paraense do Exército de Israel relembra primeira madrugada de mísseis em Gaza e relata rotina como combatente


    Fernando Larrat fala do dia a dia nas Forças Armadas, da vida no Oriente, opina sobre os conflitos e também sobre a convivência num lugar onde vivem tantos povos diferentes. Fernando Larrat Miranda é natural de Belém, mas há 18 meses trabalha...


    Fernando Larrat fala do dia a dia nas Forças Armadas, da vida no Oriente, opina sobre os conflitos e também sobre a convivência num lugar onde vivem tantos povos diferentes. Fernando Larrat Miranda é natural de Belém, mas há 18 meses trabalha no Exército de Israel. Arquivo Pessoal Ele é um jovem de apenas 23 anos, nascido em Belém do Pará e fã do açaí do norte do Brasil. Seria um paraense como outro qualquer se atualmente não morasse no Oriente Médio e fosse um combatente do Exército de Israel. Em entrevista ao G1, durante férias no Brasil, Fernando Larrat Miranda relembrou o choque que sentiu ao ver o primeiro míssil cair perto de onde estava. Também disse que a visão que tinha daquela terra mudou após ingressar no serviço militar. O que faz um jovem deixar uma cidade amazônica e ir para o outro lado do mundo? Essa é uma das perguntas que Fernando está acostumado a receber e passa horas respondendo. Mais ainda: o que faz alguém sair do Brasil, país que não tem confronto com outras nações, para se alistar voluntariamente ao Exército israelense? Ele contou que a mudança foi possível porque tem descendência judia, por conta de sua avó que migrou do Marrocos à Belém há décadas. Isso lhe permitiu solicitar o reconhecimento à nacionalidade israelense e lhe garantiu acesso ao pequeno país criado depois do Holocausto e da 2ª Guerra Mundial para ser o lar dos judeus. "Desde muito jovem senti um vínculo, uma importância. Precisava ir um dia para o meu lugar de origem, onde o povo judeu veio. Não queria saber das histórias de longe, queria ver de perto como é que é. Sempre pensei em uma forma de ajudar o meu povo.” Trabalhar no Exército foi a forma que ele encontrou para isso. Treinamento no Exército Israelense Antes do ingresso definitivo no Exército, paraense passou pela "academia" israelense Arquivo Pessoal No Centro de Recrutamento, ele falou sobre a decisão de fazer parte do grupo. O pai dele, paraense e de origem católica, também é militar. “Expliquei que era um imigrante judeu, mas que tinha vontade de servir ao Exército, queria ver de perto como as coisas acontecem. O Exército israelense é um dos mais poderosos do mundo e eu queria ter essa experiência”, diz. Fernando conta que, ao chegarem, os recrutas são separados segundo seu perfil. Nos três primeiros meses, cada combatente é levado à exaustão. Depois é hora do treinamento inicial, quando recebem fuzis e, em seguida, do avançado, já focado na guerra. Nesta etapa, ocorre o treinamento grupal de operações, mas também estudos. “O Exército israelense não é só estar lá com arma na mão. A gente estuda muito, estuda Israel, politicamente falando, a relação com os outros países para entender os povos que vivem lá dentro: judeus, cristãos, árabes. Lá tem de tudo. É um país que mostra a possibilidade de vários povos diferentes, de pensamentos diferentes, viverem juntos”, afirma. Guerra e paz na Faixa de Gaza Barcos de pesca flutuam no porto da Cidade de Gaza. Suhaib Salem/Reuters Para Fernando, a relação entre judeus e muçulmanos, em geral, é natural e pacífica. Ele acredita que não é a diversidade da população a causa dos conflitos. Há muçulmanos no Exército israelense. “Eu escutava falar antes de ir para lá que judeu não podia ficar perto de árabe. Eu vejo o contrário: 30% da população israelense é árabe. Um dos meus melhores amigos é árabe e serve comigo no Exército". O paraense também diz que a faixa de Gaza não é apenas um cenário de destruição, como ele imaginava antes. Embora viva a mercê de ataques, é uma cidade com infraestrutura urbana e possui uma arquitetura particular, típica da Antiguidade. "As casas parecem minicastelos". Fernando ainda comenta sobre a relação com o povo e, principalmente, com as crianças, com ele conviveu de perto quanto estava em Gaza, há dois meses. Agora ele está em Hevron. “A gente estava fazendo a segurança de um kibutz, um local onde vivem famílias israelenses na fronteira entre Gaza e o Egito. Foi o meu melhor momento lá. Pude ver as casas, as pessoas, as ruas. Fiz algumas rondas por lá. Várias crianças palestinas vêm falar com a gente. Crianças são crianças. Elas não estão nem aí para o conflito, só querem ser felizes. Jogamos futebol com eles.” Apesar dos confrontos, Fernando afirma que vida em Israel é boa e com qualidade Arquivo Pessoal Mas o medo também faz parte desta realidade. Na primeira vez que o brasileiro presenciou o alerta vermelho, não deu importância até ouvir a primeira explosão, distante cerca de 400 metros de onde estava. Era mais um dia habitual na vida de tantos moradores que convivem com a guerra. “Era muito alto e eu fiquei atordoado. Era um clarão. Nisso eu perguntei para o meu comandante: ‘O que é isso? O que está acontecendo?’. O meu comandante, assim como muita gente do país, já nasceu vendo esses problemas acontecerem. Eu não. Foi a primeira vez que eu estava em Gaza e vi uma bomba, um míssil, caindo do meu lado. Foi um choque no coração. Porém, o que a gente ia fazer com um monte de míssil caindo e eu apenas com um fuzil na mão?” Fernando afirma perceber no Exército de Israel um zelo pela eficiência contra os ataques terroristas e o uso contínuo de inteligência e tecnologia para minimizar danos e reduzir o risco de atingir civis em confrontos. “O que foi mais tenso para mim [no primeiro ataque] não foi nem ver a explosão, que faz parte do confronto. O mais triste foi ver que dentro do local que eu estava tinham muitas crianças, idosos e mulheres grávidas”. O combatente relembra que as explosões duraram toda a madrugada e, o que parece normal aos adultos, é assustador para as crianças. “Eu tenho um irmão mais novo, de 9 anos, e me lembrei logo dele, porque isso tudo deixa as crianças apavoradas. Foi a coisa mais difícil para mim, e isso durou a noite inteira, foi a noite toda caindo míssil. Foram mais de 300 mísseis em duas horas”. Segundo ele, ninguém morreu no ataque. O sistema de interceptação marítima de mísseis "cúpula de ferro" evita mortes ao interceptar mísseis inimigos. Forças de Defesa de Israel/Reuters O paraense revela que uma das tecnologias usadas pelo Exército de Israel tem sido fundamental para minimizar as mortes: o Kipat Barzel. “Traduzindo, é uma cúpula de ferro. Por exemplo: eles jogam cinco mísseis. O Kipat Barzel joga outros cinco mísseis para abater os outros. Eles, então, explodem no ar. A tecnologia militar israelense salva, mas, às vezes, isso não funciona e acaba caindo um em algum lugar”. Terroristas e atentados à bomba Ele explica que é integrante de um esquadrão especializado em atuar nas áreas urbanas e que já participou de operações de captura de terroristas, mas quem dá as informações e orienta como tudo deve ser feito, nestes casos, é o Mossad, o serviço secreto de Israel. Segundo Fernando Larrat, o Hamas é o grupo terrorista que mais atua na região. Mesmo acostumado com situações adversas, para ele, não é um trabalho fácil lidar com suspeitos de envolvimento em atentados terroristas. “Vejo as esposas e os filhos chorando. As crianças nasceram nessa situação. Eles não têm o que fazer. Não são pessoas ruins, mas é preciso levar o suspeito e cumprir a missão". Não há pena de morte em Israel, e o tempo máximo de reclusão é 30 anos. Confronto entre Hamas e Israel na Faixa de Gaza. Reprodução/JN Apesar da qualidade de vida e segurança urbana, quem vive em Israel ainda enfrenta o medo dos atentados. A política e protocolos de segurança para lidar, por exemplo, com pacotes e malas deixados em vias e lugares públicos é surpreendente. Toda vez que alguém esquece uma mala, “fecha a rua, chega a polícia, chama esquadrão antibombas. Se o pacote é difícil de abrir, um robô explode o pacote”. Quem trabalha em áreas de fronteira percebe que, apesar dos acordos internacionais, há tensão nas relações diplomáticas entre países, mas a convivência entre as pessoas, garante Fernando, é mais amistosa. "A verdade é que a maioria quer paz, tanto o lado israelense, quanto o lado palestino. Harmonia é a palavra. Recebemos denúncias dos próprios palestinos sobre possíveis ataques, eles não querem problemas”, afirma Larrat. Paraense que é combatente pretende continuar entre seus dois lares: Belém e Israel. Arquivo Pessoal
    Novo terremoto atinge as Filipinas

    Novo terremoto atinge as Filipinas


    Tremor desta terça atingiu magnitude 6,3. Tremor de segunda (22) deixou 11 mortos. Sobe para 16 número de mortos, nas Filipinas Um novo terremoto, de magnitude 6,3, atingiu o centro das Filipinas nesta terça-feira (23), um dia depois de outro...


    Tremor desta terça atingiu magnitude 6,3. Tremor de segunda (22) deixou 11 mortos. Sobe para 16 número de mortos, nas Filipinas Um novo terremoto, de magnitude 6,3, atingiu o centro das Filipinas nesta terça-feira (23), um dia depois de outro tremor deixar ao menos 16 mortos no norte do país – número revisado nesta tarde. Apesar da intensidade maior – o tremor de segunda-feira teve magnitude 6,1–, o terremoto desta madrugada teve epicentro relativamente profundo, a 70 km de profundidade, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Por isso, não há relatos de danos graves ou novas mortes. De acordo com a agência norte-americana, o tremor ocorreu a 8,4 quilômetros a leste da cidade de Paranas, e 219 km a nordeste de Cebu, região central do país. Mortos e desparecidos O tremor de segunda-feira atingiu as províncias de Pampanga e Zambales, perto da capital Manila. Ao menos 16 pessoas morreram. As equipes de resgate ainda procuram por outras dezenas de desaparecidos. Local atingido por terremoto nas Filipinas Wagner Magalhães/ Arte G1

    Vai a 28 o número de mortos após deslizamento no sudeste da Colômbia


    Onze corpos foram resgatados na segunda-feira (22) sob a terra no sudoeste do país. O deslizamento de terra que soterrou oito casas em uma área rural no sudoeste da Colômbia no domingo (21) deixou 28 pessoas mortos, após o resgate de mais 11 corpos...

    Onze corpos foram resgatados na segunda-feira (22) sob a terra no sudoeste do país. O deslizamento de terra que soterrou oito casas em uma área rural no sudoeste da Colômbia no domingo (21) deixou 28 pessoas mortos, após o resgate de mais 11 corpos nesta segunda-feira (22), informaram as autoridades. Os socorristas suspenderam os trabalhos de resgate na noite desta segunda, após encontrarem os 11 corpos no segundo dia de buscas na zona rural da localidade de Rosas, departamento de Cauca, informou a Unidade Nacional para a Gestão de Risco de Desastres (UNGRD). As chances de se encontrar pessoas com vida diminuem a cada hora e segundo o capitão Juan Carlos Gañán, comandante dos bombeiros de Popayán, a capital departamental, a "força do impacto" do desprendimento de toneladas de terra praticamente descarta sobrevivientes. "Nossa solidariedade aos parentes das vítimas do deslizamento ocorrido esta madrugada em Rosas, Cauca, devido às fortes chuvas", escreveu o presidente colombiano, Iván Duque, no Twitter. O presidente viajou para o local e anunciou ajuda aos desabrigados, cujo número não parou de aumentar ao longo do dia. O deslizamento também afetou uma importante estrada que liga os departamentos de Cauca e Nariño. A Colômbia vem enfrentando a primeira estação chuvosa do ano há mais de um mês, e a Unidade Nacional de Gerenciamento de Risco de Desastres emitiu alertas para a região andina (centro), bem como para os litorais do Caribe e do Pacífico.

    Sobe para 310 o número de mortos em atentados no Sri Lanka


    País está em luto nacional e se prepara para prestar homenagens em um funeral oficial na igreja Katuwapitya, em Negombo. Sri Lanka adota toque de recolher e bloqueia redes sociais depois dos atentados de Páscoa O número de mortos na série de ataques...

    País está em luto nacional e se prepara para prestar homenagens em um funeral oficial na igreja Katuwapitya, em Negombo. Sri Lanka adota toque de recolher e bloqueia redes sociais depois dos atentados de Páscoa O número de mortos na série de ataques no domingo (21) de Páscoa no Sri Lanka contra igrejas e hotéis de luxo, subiu para 310, enquanto os feridos permanecem em mais de 500, segundo a última apuração divulgada nesta terça-feira (23) pelas autoridades locais em um dia de luto nacional no país. "O número de mortos nos ataques no domingo subiu para 310", afirmou o porta-voz da polícia do Sri Lanka, Ruwan Gunasekara, que colocou os feridos em "mais de 500", dada a dificuldade de dar números mais precisos das vítimas. Enquanto isso, o país, em um dia de luto nacional, está se preparando para prestar homenagem hoje em um funeral oficial na igreja Katuwapitya, em Negombo, a poucos quilômetros de Colombo. O diretor-geral de Serviços de Saúde, o médico Anil Jasinghe, informou que "as autópsias já estavam em sua fase final". Até então o Hospital Geral de Negombo havia entregue a seus parentes, 92 dos 102 corpos que tinha no necrotério, enquanto o Hospital Nacional de Colombo tinha concluído as autópsias de 89 de 140 corpos, e no hospital de Batticoloa oriental, faltavam seis autópsias de um total de 29 corpos. Entre os mortos estão pelo menos 31 estrangeiros, entre eles dois espanhóis, um bengalês, dois chineses, oito indianos, um francês, um japonês, um holandês, um português, dois sauditas, dois turcos, seis britânicos, dois anglo-americanos e dois australianos. Os ataques no domingo no Sri Lanka começaram às 8h45 (hora local) com seis explosões quase simultâneas em três hotéis de luxo em Colombo e também em uma igreja da capital, outra em Katana, no oeste do país, e a terceira na cidade de Batticaloa. Horas depois, uma sétima detonação ocorreu em um pequeno hotel localizado a 10 km ao sul da capital, e a última em um complexo residencial em Dematagoda, também em Colombo.

    ‘Coelho da Páscoa’ separa briga e soca agressor de mulher nos EUA


    Homem fantasiado estava em bar quando casal começou a trocar golpes na calçada; filmagem feita com celular mostra ele socando homem até ser contido por policial. ‘Coelho da Páscoa’ se envolve em briga nos EUA Um homem fantasiado de coelho se...

    Homem fantasiado estava em bar quando casal começou a trocar golpes na calçada; filmagem feita com celular mostra ele socando homem até ser contido por policial. ‘Coelho da Páscoa’ se envolve em briga nos EUA Um homem fantasiado de coelho se envolveu em uma briga em uma rua de Orlando, nos EUA, para defender uma mulher na noite do domingo de Páscoa. Imagens filmadas com um celular mostram quando ele chega para separar um casal que trocava golpes no chão. Segundo Lindsey Edwards, que cedeu as imagens à emissora WESH2, afiliada da rede NBC, um homem agredia uma mulher e chegou a cuspir nela. Foi então que o “coelho” chegou correndo para separar os dois. O fantasiado começou a bater no homem e é possível ver no vídeo que ele deu vários socos, antes que um rapaz de camiseta verde e um policial pudessem conter a confusão. Segundo a WESH2, Antoine Edwards se identificou como a pessoa que usava a fantasia. Ele disse que estava em um bar quando a briga começou na calçada, bem na sua frente. A emissora diz ainda que ninguém foi preso.
    Coreia do Norte confirma visita de Kim Jong-un à Rússia para reunião com Vladimir Putin

    Coreia do Norte confirma visita de Kim Jong-un à Rússia para reunião com Vladimir Putin


    Encontro entre dois líderes deve ser marcado para os próximos dias. Norte-coreano busca nova aproximação internacional após não conseguir firmar acordo com EUA. Kim Jong-un, líder da Coreia da Norte, e Vladimir Putin, presidente da...


    Encontro entre dois líderes deve ser marcado para os próximos dias. Norte-coreano busca nova aproximação internacional após não conseguir firmar acordo com EUA. Kim Jong-un, líder da Coreia da Norte, e Vladimir Putin, presidente da Rússia REUTERS/Jorge Silva/Pool/Maxim Shipenkov/Pool/File Photo O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, visitará a Rússia para um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin. O Kremlin informou nesta segunda-feira (22) que a cúpula deve ocorrer até o fim de abril, mas nenhum dos dois governos deu detalhes sobre a data e o local exato da visita. Os rumores de que um encontro entre Coreia do Norte e Rússia estava próximo aumentaram no domingo, quando o assessor-chefe do líder norte-coreano, Kim Chang Son, foi visto na cidade russa de Vladivostok – bem perto da fronteira entre os dois países. Segundo a agência Yonhap, da Coreia do Sul, a reunião deve ser marcada ainda nesta semana, entre quarta e quinta-feira. O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, deve se encontrar ainda este mês com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o palácio do Kremlin nesta quinta (18). Fotos: Reuters Até o esfacelamento da União Soviética, em 1991, Moscou era responsável por parte da ajuda enviada ao regime norte-coreano. Porém, a crise econômica na Rússia na década de 1990 interrompeu parte do apoio e favoreceu a fome na Coreia do Norte. Centenas de milhares de pessoas morreram. Relação com os EUA estagnada O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, caminham pelo jardim do hotel Metropole, em Hanói, no Vietnã, na quinta-feira (28) Reuters/Leah Millis Ao marcar encontro com Putin, Kim tentará outra jogada para obter apoio estrangeiro. As conversas com os Estados Unidos iniciadas em junho de 2018 estagnaram em fevereiro, depois que a segunda reunião entre o ditador e Donald Trump terminou sem a assinatura de nenhum acordo. Na reunião de fevereiro, no Vietnã, Trump queria mais garantias do desmantelamento do programa nuclear norte-coreano antes de retirar sanções impostas ao país. O regime de Kim, do outro lado, exigia o fim das medidas econômicas contra a Coreia do Norte, mas não concordou com algumas condições colocadas pela Casa Branca. Mike Pompeo, durante encontro com Kim Jong-um na Coreia do Norte, em 26 de abril deste ano HO / US Government / AFP As relações entre EUA e Rússia pioraram na semana passada, quando a Coreia do Norte criticou o pedido do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, para que o regime desse provas da desnuclearização. O governo norte-coreano chegou a dizer que Pompeo deveria deixar as negociações bilaterais. O próprio Vladimir Putin declarou ser favorável aos encontros entre Kim e Trump. Entretanto, o presidente russo ponderava que a Coreia do Norte precisava de garantias sólidas antes de desmantelar por completo o programa nuclear.
    Chefe de milícia que detém imigrantes ilegais na fronteira dos EUA com o México é preso

    Chefe de milícia que detém imigrantes ilegais na fronteira dos EUA com o México é preso


    Autoridades prenderam Larry Hopkins por porte ilegal de armas. Milícia que ele comanda teria detido 5,6 mil imigrantes e planejava, segundo FBI, matar o ex-presidente Barack Obama. Larry Hopkins, acusado de liderar milícia contra imigrantes ilegais...


    Autoridades prenderam Larry Hopkins por porte ilegal de armas. Milícia que ele comanda teria detido 5,6 mil imigrantes e planejava, segundo FBI, matar o ex-presidente Barack Obama. Larry Hopkins, acusado de liderar milícia contra imigrantes ilegais nos EUA Dona Ana County Detention Center/Handout via Reuters Autoridades norte-americanas prenderam no sábado (20) o líder de um grupo armado responsável por deter imigrantes ilegais que cruzam a fronteira do México para os Estados Unidos. Larry Hopkins, líder do grupo Patriotas Constitucionais Unidos (UCP), foi preso em uma investigação sobre porte de armas que acabou por levar à tona a ação da milícia. Segundo a agência Reuters, os integrantes do grupo usam uniformes semelhantes aos militares para abordar os imigrantes, principalmente no estado norte-americano do Novo México. Armados, eles detêm os grupos até a chegada dos oficiais de fronteira. Autoridades americanas prendem chefe de grupo armado que atua na fronteira com o México Foto de arquivo mostra patrulha na fronteira dos EUA com o México no estado norte-americano do Novo México Christian Torres/AP Photo/Arquivo Os líderes dos UCP afirmam ter ajudado as autoridades fronteiriças dos Estados Unidos a deterem cerca de 5,6 mil imigrantes em apenas 60 dias. O grupo diz que a presença de dois meses na fronteira visa apoiar a Patrulha de Fronteira dos EUA, que está sobrecarregada por números recordes de famílias centro-americanas em busca de asilo. A ONG União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que denunciou o grupo, apresentou às autoridades norte-americanas uma comunidade atribuída aos UCP nas redes sociais. Na página, uma usuária identificada como Debbie Collins Farnsworth publicou fotos de que ela diz serem de brasileiros detidos. O Itamaraty disse que o Consulado do Brasil em Houston, no Texas, está a par da situação. Porém, o governo brasileiro não recebeu nenhum relato relacionado às milícias envolvendo brasileiros. Plano para matar Obama Barack Obama Reuters De acordo com autos apresentados nesta segunda-feira (22), testemunhas acusaram Larry Hopkins de dizer que os UCP planejavam assassinar Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos. Segundo o FBI, a ex-candidata presidencial Hillary Clinton e o magnata George Soros. Apesar de a prisão de Hopkins estar relacionada a uma acusação de porte de armas – a Justiça dos EUA o havia proibido de portar armamento –, ele foi detido apenas um dia depois de a governadora democrata do Novo México, Michelle Lujan Grisham, ordenar uma investigação do grupo. Nas redes sociais, ela disse que "intimidar ou ameaçar famílias imigrantes e postulantes a asilo é absolutamente inaceitável e precisa cessar". Initial plugin text Migrantes fazem fila para pedir asilo nos EUA no domingo (21) Jose Luis Gonzalez/Reuters Vestidos com roupas que lembram uniformes militares e portando armas, os UCP aparecem em vídeos disseminados pelo próprio grupo dizendo a grupos de imigrantes, incluindo mulheres e crianças, que às vezes chegam às centenas, para pararem e esperar agentes de imigração. Críticos como a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) acusam os UCP de serem justiceiros que detêm e sequestram imigrantes ilegalmente se passando por forças da lei. Na semana passada, os sites de financiamento coletivo PayPal e GoFundMe proibiram o grupo, citando diretrizes de rejeição à difusão do ódio ou da violência, depois que a CLU classificou o UCP como uma "milícia fascista".
    William e Kate divulgam fotos do príncipe Louis na véspera de seu primeiro aniversário

    William e Kate divulgam fotos do príncipe Louis na véspera de seu primeiro aniversário


    Louis Arthur Charles é o quinto na linha de sucessão ao trono britânico. Ele completa um ano dois dias depois de a bisavó, a rainha Elizabeth II, comemorar seu 93º aniversário. O príncipe Louis, bisneto da rainha Elizabeth...


    Louis Arthur Charles é o quinto na linha de sucessão ao trono britânico. Ele completa um ano dois dias depois de a bisavó, a rainha Elizabeth II, comemorar seu 93º aniversário. O príncipe Louis, bisneto da rainha Elizabeth II Reprodução/Twitter/Kensington Palace O príncipe William e a duquesa de Cambridge, Kate, divulgaram três fotos de seu filho mais novo, o príncipe Louis, nesta segunda-feira (22), na véspera de seu primeiro aniversário. Louis Arthur Charles, terceiro filho do casal, é o quinto na linha de sucessão ao trono e, por enquanto, o mais jovem neto do príncipe Charles. Ele deve ganhar seu primeiro primo (ou prima), filho do príncipe Harry e de Meghan Markle, dentro de alguns dias. Initial plugin text Louis faz um ano dois dias depois de sua bisavó, a rainha Elizabeth II, celebrar seu 93º aniversário. O príncipe Louis Arthur Charles, filho de William e Kate Reprodução/Twitter/Kensington Palace As imagens divulgadas pelo Palácio de Kensington nesta segunda-feira foram registradas por Kate na casa da família em Norfolk. A duquesa segue a tradição de fazer as fotos divulgadas oficialmente também nos aniversários dos outros dois filhos, George, de 5 anos, e Charlotte, de três. O príncipe Louis Arthur Charles é o quinto na linha de sucessão ao trono britânico Reprodução/Twitter/Kensington Palace
    Após quase 5 anos, protestos de grupo de extrema-direita continuam em Dresden, na Alemanha

    Após quase 5 anos, protestos de grupo de extrema-direita continuam em Dresden, na Alemanha


    Movimento Pegida contra a 'islamização do Ocidente' surgiu em novembro de 2014 e até hoje faz manifestações semanais na cidade do leste alemão. Manifestantes nacionalistas se reúnem em Dresden, na Alemanha Manuela Aragão/TV Globo Todas as...


    Movimento Pegida contra a 'islamização do Ocidente' surgiu em novembro de 2014 e até hoje faz manifestações semanais na cidade do leste alemão. Manifestantes nacionalistas se reúnem em Dresden, na Alemanha Manuela Aragão/TV Globo Todas as segundas-feiras, no final da tarde, integrantes do grupo Pegida (em português, a sigla significa Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente) se reúnem em uma das principais praças do centro antigo da cidade de Dresden, capital do estado da Saxônia. A maior parte das pessoas que compõem as manifestações são homens e mulheres com mais de 50 anos. O grupo pede com cartazes e com uma caixa de som para a Alemanha parar de receber imigrantes e refugiados árabes, dizendo que eles não são bem-vindos no país. Os principais argumentos do Pegida são o suposto aumento da criminalidade desde a chegada de uma grande quantidade de refugiados árabes ao país, principalmente nos anos de 2014 e 2015, e a má distribuição dos recursos do governo alemão para outras causas que eles defendem como prioritárias. Com um alto falante, os líderes do movimento dizem que a insegurança cresceu no país e que os refugiados são as principais causas para isso. Mas, as estatísticas de criminalidade do governo alemão divulgadas este mês mostraram que em 2018 houve uma redução significativa de delitos. O índice registrado no ano passado foi o mais baixo desde 1992. Cartaz em manifestação da extrema-direita em Dresden diz 'refugiados farsantes vão para casa'. Manuela Aragão/TV Globo Os líderes do Pegida pedem que os manifestantes lutem contra o que eles chamam de “islamização da cultura alemã”. Pedem para que eles se esforcem para manter viva a raiz da cultura local e que apenas revidem provocações, principalmente das pessoas que “cheiram mal”. O Pegida chegou a levar 25 mil pessoas às ruas de Dresden em 2015. Hoje as manifestações estão muito menores mas a constância do movimento preocupa especialistas que discutem racismo e intolerância na Alemanha. “Não se pode esquecer que esses movimentos já fazem parte da rotina de muitas cidades da Saxônia, como Dresden. É um problema social complexo da região” explicou o especialista em cultura Danilo Starosta, da organização Kulturbüro da Saxônia. Na Alemanha, os movimentos neonazistas e de extrema direita, apesar de existirem em todo o país, são fortes particularmente no leste alemão, que há trinta anos fazia parte da República Democrática da Alemanha, a Alemanha Oriental, que fazia parte do bloco soviético, comunista, até a queda do muro e a reunificação entre os anos 1989 e 1990. Especialistas explicam que a história da região contribui também para o fortalecimento de movimentos extremistas. “Com a unificação, a vida dos alemães do leste mudou muito. Os movimentos que a gente observa agora também são um reflexo do medo que as pessoas do leste têm de perder direitos civis e liberdades que lutaram muito para conseguir na década de 1990”, explica Starosta.
    Por que alguns casos de sexo consentido entre adultos estão sendo considerados estupro na Índia

    Por que alguns casos de sexo consentido entre adultos estão sendo considerados estupro na Índia


    Em decisão inédita, Suprema Corte do país condenou médico a sete anos de prisão; ele mantinha relações sexuais consensuais com mulher com quem havia prometido se casar, mas mudou de ideia e se casou com outra. Índia ainda é considerado um...


    Em decisão inédita, Suprema Corte do país condenou médico a sete anos de prisão; ele mantinha relações sexuais consensuais com mulher com quem havia prometido se casar, mas mudou de ideia e se casou com outra. Índia ainda é considerado um país bastante conservador em relação aos costumes rajeshkoiri007/Creative Commons Se um homem volta atrás em sua promessa de se casar com uma mulher, pode o sexo consentido entre dois adultos ser considerado estupro? Para a Suprema Corte da Índia, a resposta é "sim". Em uma decisão inédita, o tribunal confirmou a condenação de um médico por estupro no Estado de Chhattisgarh, na região central do país. O acusado mantinha relações sexuais consensuais com uma mulher com quem havia prometido se casar - mas mudou de ideia e se casou com outra. Segundo a corte, a mulher só aceitou fazer sexo com o homem por causa da promessa de casamento. Caso contrário, não haveria consentimento. A Índia ainda é considerada um país bastante conservador em relação aos costumes. A virgindade é valorizada e uma mulher que tenha feito sexo antes do casamento pode ter dificuldades em encontrar um parceiro. Os juízes disseram que o acusado tinha uma "clara intenção" de não se casar com ela, acrescentando que "as relações sexuais neste contexto de total equívoco não podem ser tratadas como consentimento". Segundo eles, o homem "deve enfrentar as consequências do crime que cometeu". Apesar disso, a pena inicial de dez anos de prisão, determinada pelo tribunal de instância inferior, foi reduzida para sete anos. Não se trata de um caso raro - segundo estatísticas oficiais, a polícia registrou 10.068 casos semelhantes de estupro por "pessoas conhecidas que prometeram se casar com a vítima" em 2016. No ano anterior, esse número foi de 7.655. Eis alguns casos recentes envolvendo "quebra de promessa de casamento": - Em abril de 2019, um tribunal no Estado de Karnataka, no sul do país, libertou um homem sob fiança, dizendo que mulheres com educação formal em um relacionamento pré-matrimonial não podem se queixar de estupro após o término deste - mesmo que o sexo consensual fosse condicionado à promessa de casamento. - Em 2017, um jornalista do Estado de Kerala, no sul do país, foi preso depois que uma colega o acusou de assediá-la sexualmente. Segundo relatos da polícia, os dois estavam em um relacionamento há mais de um ano. Ele teria prometido se casar com ela, mas depois mudou de ideia. - Um cidadão escocês foi preso na capital da Índia, Nova Déli, em 2016, depois que uma mulher alegou ter sido estuprada por ele durante cinco meses. Segundo ela, ele lhe havia prometido casamento, mas decidiu terminar o relacionamento. Os juízes da Suprema Corte aconselharam os tribunais de instâncias inferiores a "avaliar cuidadosamente se o homem realmente queria se casar com a vítima ou se agiu de má fé desde o início e havia feito uma promessa falsa apenas para satisfazer sua luxúria". Isso significa que se um homem puder provar que pretendia se casar com a mulher, mas mudou de ideia mais tarde, então não pode ser acusado de estupro. Só seria considerado estupro se ele tiver intenções duvidosas desde o início. Agora, como essa "intenção" não é fácil de ser provada, tais casos acabam ficando a critério dos juízes. Há também preocupações de que a lei possa ser mal empregada. Devido ao alto número de casos, a ministra Pratibha Rani, da Alta Corte de Déli, disse em 2017 que as mulheres usam as leis de estupro por "vingança" quando um relacionamento chega ao fim. "Este tribunal observou em várias ocasiões que o número de casos em que ambas as pessoas, por vontade própria, desenvolvem um relacionamento físico consensual, quando a relação se desfaz devido a alguma razão, as mulheres usam a lei como uma arma de vingança pessoal." "Elas tendem a apresentar tais atos consensuais como incidentes de estupro, talvez por raiva e frustração. Isso exige uma demarcação clara entre o estupro e o sexo consensual, especialmente no caso em que a queixa é que o consentimento foi condicionado à promessa de casamento", disse a magistrada. Muitos indianos acreditam que as leis de estupro não devem ser usadas para regular relacionamentos íntimos, especialmente nos casos em que as mulheres têm liberdade de escolha e estão entrando em um relacionamento por opção. Muitos integrantes do Judiciário também parecem compartilhar essa opinião e, em certa medida, isso explica por que a taxa de condenação em tais casos é muito baixa e a maioria dos homens é absolvida. Em 2016, a Alta Corte de Mumbai também decidiu que uma mulher adulta instruída que tenha um relacionamento sexual consensual não pode mais alegar estupro quando a relação termina. A advogada e ativista Flavia Agnes, de Mumbai, lembra, contudo, que muitas dessas queixas vêm de mulheres socialmente desfavorecidas e pobres de áreas rurais, que são frequentemente ludibriadas com promessas de casamento e depois abandonadas ao engravidarem. Ela acrescenta que, de acordo com o atual sistema legal da Índia, a lei de estupro pode ser o único recurso que elas têm para reivindicar indenização ou mesmo pensão alimentícia dos homens. Por essa razão, Agnes sugere a promulgação de novas leis que, em vez de condenarem os homens a longas penas de prisão, os obriguem a pagar compensações a mulher e aos filhos desse relacionamento casual.
    Sri Lanka entra em estado de emergência após atentados; militares ganham poder de polícia

    Sri Lanka entra em estado de emergência após atentados; militares ganham poder de polícia


    Forças Armadas vão patrulhar ruas do país, em operação semelhante à que conteve conflitos religiosos em 2018. Sri Lanka entra também em dia de luto oficial. Soldados fazem guarda em uma igreja atingida por explosão em Negombo, no Sri Lanka, no...


    Forças Armadas vão patrulhar ruas do país, em operação semelhante à que conteve conflitos religiosos em 2018. Sri Lanka entra também em dia de luto oficial. Soldados fazem guarda em uma igreja atingida por explosão em Negombo, no Sri Lanka, no domingo (21) Reuters/Stringer O estado de emergência decretado pelo governo do Sri Lanka entrou em vigor às 15h30 (de Brasília) desta segunda-feira (22) – meia-noite de terça-feira no país asiático. A medida, com prazo ainda indefinido, dá poder especial de polícia aos militares cingaleses para prender e fazer operações nas ruas, dois dias depois do atentado a igrejas católicas e hotéis que matou ao menos 290 pessoas no Domingo de Páscoa. Autoridades do Sri Lanka detonam explosivos deixados por terroristas Assim, as forças armadas vão patrulhar as áreas de Colombo, a capital do país. As autoridades do Sri Lanka também bloquearam algumas redes sociais para evitar interferências nas investigações. Além disso, há toque de recolher das 18h às 6h (horário local). É a segunda vez que o governo do Sri Lanka adota o estado de emergência desde o fim da guerra civil no país, que terminou em 2019. Em março do ano passado, durante onda de violência entre budistas e muçulmanos, as autoridades locais investiram as forças armadas de poder de polícia, especialmente nas cidades e bairros mais afetados pelos conflitos. Militares patrulham área onde um veículo explodiu em Sri Lanka, no dia seguinte ao atentado que matou centenas no Domingo de Páscoa (21) Eranga Jayawardena/AP Photo Até esta segunda-feira, a polícia deteve 24 pessoas suspeitas de envolvimento no atentado – o inquérito para apontar a identidade dos terroristas continua, com participação da Interpol e do FBI, dos Estados Unidos. A polícia informou, no entanto, que a maior parte das explosões foram causadas por homens-bomba. Sri Lanka: o que se sabe sobre os ataques que causaram cerca de 300 mortes Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques, mas o governo atribui as ações ao à organização radical islâmica National Thowheeth Jama'ath (NTJ). As autoridades acreditam que os ataques tenham sido realizados com a ajuda estrangeira. Por isso, vai pedir ajuda externa para rastrear ligações internacionais. O primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, admitiu que o massacre poderia criar nova onda de instabilidade no país, considerado um mosaico étnico e religioso. Ele pediu, pelo Twitter, que a população local "permanecesse unida e forte", e justificou as restrições às redes. "Por favor, evitem propagar relatos não verificados e especulações. O governo está tomando medidas imediatas para conter esta situação", escreveu. Initial plugin text Dia nacional de luto Terço e sapatos encontrados em uma das igrejas de Negombo, no Sri Lanka, atingidas por atentado terrorista no Domingo de Páscoa (21) Gemunu Amarasinghe/AP Photo Além do estado de emergência, o governo local definiu esta terça-feira como dia nacional de luto. Todas as escolas do Sri Lanka ficam fechadas até quarta-feira. Ao menos 290 pessoas morreram e outras centenas ficaram feridas, muitas delas com gravidade. Há estrangeiros de 13 nacionalidades entre as vítimas – o Ministério do Turismo de Sri Lanka afirmou que há 39 estrangeiros mortos, enquanto o Ministério de Relações Exteriores disse que esse número era de 31. Não há brasileiros entre as vítimas, informou o Itamaraty ao G1. Três integrantes de uma mesma família são enterrados após atentado que os matou no Sri Lanka, no Domingo de Páscoa (21) Gemunu Amarasinghe/AP Photo Integrantes do governo de Sri Lanka prometeram arcar com os custos dos funerais e da assistência aos feridos. Além disso, cada família de vítimas receberá 1 milhão de rúpias. Ataques contra 4 hotéis, três igrejas e um complexo residencial no Sri Lanka Rodrigo Cunha/G1 Initial plugin text
    'Fui preso porque recolhi um celular que encontrei no chão'

    'Fui preso porque recolhi um celular que encontrei no chão'


    Chris Dodd ficou 10 dias na prisão, na Tailândia, porque, segundo ele, pegou um celular que uma turista acabara de deixar cair. Chris Dodd saiu da Tailândia logo depois que as acusações contra ele foram retiradas BBC O tatuador britânico Chris...


    Chris Dodd ficou 10 dias na prisão, na Tailândia, porque, segundo ele, pegou um celular que uma turista acabara de deixar cair. Chris Dodd saiu da Tailândia logo depois que as acusações contra ele foram retiradas BBC O tatuador britânico Chris Dodd, de 29 anos, ficou dez dias preso na Tailândia por ter recolhido um celular que achou na rua, próximo ao aeroporto Chiang Mai. Foi solto depois de pagar uma fiança de 20 mil libras, o equivalente a R$ 102 mil, arrecadados junto a parentes e amigos. Dodd voltou ao Reino Unido na Páscoa. Ele foi preso porque levou o aparelho para um local diferente do lugar onde ele o encontrou. Isso é considerado furto na Tailândia, mesmo que a pessoa não tenha a intenção de ficar com o objeto achado. "A gente estava entrando no táxi, quando achei o telefone. Peguei, olhei a tela, olhei se tinha alguém em volta, (procurei) de quem era (o aparelho). Como não vi ninguém, decidi levar com a gente para o albergue e resolver isso depois", conta Dodd. O tatuador teve tempo de deixar as malas no hotel e sair para comer. Foi preso logo depois de voltar ao local onde ficaria hospedado. Ele acredita que a polícia o identificou a partir das imagens do circuito de segurança do aeroporto e o localizou porque, ao entrar no país, informou onde ficaria hospedado. Chris Dodd foi preso tão logo voltou ao hotel, depois de sair para comer BBC "Foi horrível", conta o tatuador. Na prisão, ele foi obrigado a se despir e ganhou um cobertor. Teve o cabelo cortado e a cabeça raspada, mas guardaram seu dreadlock, as mechas de cabelo embaraçado que levou de volta ao Reino Unido. "Aí te levam para celas com uma enorme quantidade de pessoas. Ninguém fala inglês. Foi intimidador", relata. "Você tem que lutar por espaço", diz, explicando que, nas celas superlotadas, as pernas de outras pessoas ficavam sobre as dele. O britânico, contudo, diz que sua situação melhorou um pouco depois que seus colegas de cela descobriram as habilidades dele como tatuador e desenhista. "Trabalho como tatuador. Obviamente, tenho muitas tatuagens, que são muito populares na prisão. Imediatamente ganhei respeito por isso", conta. O tatuador começou a desenhar para os presos que passaram a agradá-lo com café, macarrão e outros tipos de comida. "A vida começou a ficar um pouco mais confortável depois disso". Chirs Dodd teve a cabeça raspada ao chegar na prisão, mas pode voltar ao Reino Unido com suas mechas de cabelo BBC Se condenado, Chris Dodd poderia cumprir uma sentença de cinco anos de prisão. Mas as acusações contra ele acabaram sendo retiradas e o tatuador pode voltar para casa, no Reino Unido. Dodd contou que o advogado o aconselhou a deixar o país o mais rápido possível. Tão logo pegou o passaporte, que havia ficado retido com as autoridades da Tailândia, embarcou para casa. Mike Dodd, pai do tatuador, elogiou o advogado. Segundo ele, o dinheiro arrecadado junto a parentes e amigos lhes permitiu pagar a fiança e também uma boa defesa. O conselho de Chris Dodd para turistas que vão à Tailândia? "Tenha muito cuidado com as leis (locais). Obviamente, são muito diferentes". E se o turista encontra algo de valor no chão? "Deixe lá, deixe quieto", diz o tatuador.
    O casal sob risco de pena de morte por construir uma casa no mar

    O casal sob risco de pena de morte por construir uma casa no mar


    Um americano e sua namorada tailandesa são acusados ​​de terem construído uma casa na costa da Tailândia sem autorização, o que ameaçaria a soberania nacional. O casal questiona o argumento das autoridades tailandesas de que a estrutura foi...


    Um americano e sua namorada tailandesa são acusados ​​de terem construído uma casa na costa da Tailândia sem autorização, o que ameaçaria a soberania nacional. O casal questiona o argumento das autoridades tailandesas de que a estrutura foi construída em águas do país BBC/Marinha da Tailândia Um americano e sua namorada tailandesa podem terminar seus dias na prisão ou até serem condenados à morte. As autoridades da Tailândia acusam o casal de ter construído uma casa em águas do país asiático - a ação, segundo a Marinha tailandesa, ameaça a segurança nacional. Chad Elwartowski e a namorada Supranee Thepdet passaram a se esconder, após a estrutura de metal que fizeram no meio do mar ter sido descoberta. A plataforma, em que ambos viveram, ocupa cerca de 20 metros quadrados e foi erguida a cerca de 19 quilômetros da costa de Phuket, uma ilha tailandesa a oeste do território nacional. Elwartowski insiste que, por se localizar a essa distância da costa, a casa está fora da jurisdição da Tailândia. Mas a Marinha tailandesa discorda e argumenta que o imóvel foi construído sem a devida permissão. O coronel da polícia Nikorn Somsuk disse à agência AFP que a Marinha vai se reunir com autoridades locais "para analisar que medidas vai tomar". Se o casal for considerado culpado, poderá enfrentar desde prisão perpétua até pena de morte. Sujeitos a lei nenhuma O homem e a mulher pertencem ao movimento chamado "seasteading", que promove a construção de habitações permanentes no mar, em águas internacionais, para que não estejam sujeitas às leis de nenhum país. Eles também fazem parte do grupo Ocean Builders, uma comunidade de empresários que trabalham para financiar esse tipo de moradia. A Marinha da Tailândia afirma que a estrutura foi construída sem permissão das autoridades BBC/Marinha da Tailândia Em um vídeo publicado em fevereiro, Elwartowski disse que essa comunidade era um lugar onde "as pessoas que amam a liberdade podem se unir e ser livres". A estrutura alvo do conflito foi construída no mesmo mês, mas só recentemente foi encontrada pelas autoridades. Quando a descoberta foi feita, nem o americano nem a namorada dele estavam no local. Um comunicado publicado no site da Ocean Builders diz que o casal não foi responsável pela construção da casa, mas que eles eram apenas inquilinos. "Eles passaram algumas semanas na casa flutuante e documentaram sua aventura", diz o site. "Eles não estiveram envolvidos no projeto, de maneira nenhuma." De acordo com declarações de Elwartowski à AFP, ele e a namorada estão escondidos "em um lugar bastante seguro" enquanto esclarecem sua situação atual. Micronações Embora não existam dados específicos sobre o número de casas construídas em águas internacionais, outras estruturas como esta (denominadas "micronações") foram construídas por razões semelhantes. As micronações são estados autodeclarados que não possuem o reconhecimento de nenhum governo. Uma das mais conhecidas é Sealand, uma plataforma marítima localizada a menos de 10 quilômetros da costa de Suffolk, um condado no leste da Inglaterra. Esta famosa e controversa estrutura tem a própria bandeira, uma moeda e até um time de futebol. Em países como a Austrália, por exemplo, várias micronações também foram erguidas. Entre elas está a província de Hutt River, uma propriedade privada a 500 quilômetros ao norte da cidade australiana de Perth - que anunciou sua separação em 1970, após desentendimentos com o governo por causa dos impostos sobre o trigo. Nessa área, eles também têm sua própria bandeira e moeda: o dólar do Rio Hutt. Outro exemplo é a micronação de Akhzivland, no norte de Israel, que contou com uma população de apenas duas pessoas durante quase meio século. Assim foi até seu fundador e presidente, Eli Avivi, morrer no ano passado aos 88 anos.
    O mistério das 'piranhas impossíveis' encontradas em lago na Inglaterra

    O mistério das 'piranhas impossíveis' encontradas em lago na Inglaterra


    Pescadores encontraram os peixes com dentes afiados mortos e boiando, mas piranhas normalmente não vivem em temperaturas tão baixas. Peixe semelhante à piranha encontrado em lago da Inglaterra Divulgação Dois peixes com características muito...


    Pescadores encontraram os peixes com dentes afiados mortos e boiando, mas piranhas normalmente não vivem em temperaturas tão baixas. Peixe semelhante à piranha encontrado em lago da Inglaterra Divulgação Dois peixes com características muito próximas das piranhas foram encontrados mortos em um lago em Yorkshire, na Inglaterra. Os animais estão sendo analisados para verificação de sua espécie. Os peixes de dentes afiados foram encontrados por pescadores no lago Martinwells, próximo de Doncaster, uma região popular para caminhadas e pescaria. Especialistas dizem que é praticamente impossível para piranhas, que são naturais dos trópicos, sobreviverem nas águas geladas da Inglaterra. Autoridades ambientais do distrito de Doncaster, onde fica o lago, dizem que os peixes podem ter sido abandonados no local após terem sido criados como "animais de estimação". Os ferozes predadores foram encontrados por Lisa Holmes e seu parceiro Davey White, que estavam pescando no lago no domingo. "Meu parceiro estava observando a beira do lago quando de repente viu um peixe flutuando próximo à plataforma de pesca. Quando olhamos mais de perto e vimos os dentes, percebemos que era uma piranha", diz Lisa. "Dado o ambiente natural das piranhas, é altamente improvável que elas tenham estado vivas em qualquer momento no lago", diz Gill Gillies, diretor-assistente de meio-ambiente da Assembleia de Doncaster. "Imaginamos que elas foram criadas por alguém e jogadas no lago, algo que desencorajamos veementemente." Os peixes agora estão sendo analisados pela agência ambiental local. "Piranhas não são nativas da Inglaterra e não são apropriadas para nossos lagos e rios", disse um porta-voz da agência. "Esses peixes não sobrevivem ou se alimentam em temperaturas abaixo de 10ºC e rapidamente sucumbem ao frio e aos invernos do norte." Dentada poderosa Piranhas são originárias das águas doces da América do Sul. Existem 36 espécies conhecidas, 24 delas encontradas no Brasil. Algumas piranhas foram encontradas em outras parte do mundo, mas acredita-se que são todos casos de bichos mantido em cativeiro e soltos na água, segundo a BBC Ciência e Ambiente. Piranhas têm dentes muito afiados e mandíbulas poderosas. Um estudo de 2012, feito por pesquisadores de universidades americanas e pelo INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), apontou que a piranha-preta, que chega a atingir 40 cm de comprimento, tem a mordida mais forte entre todos os peixes ósseos. Elas comem praticamente qualquer coisa quando estão com fome – inclusive recorrendo a canibalismo se o alimento for muito escasso. Embora raros, casos de ataques a humanos já foram registrados – e tendem a acontecer quando banhistas se aproximam de áreas de reprodução, já que os peixes se tornam mais agressivos no período de reprodução. Em 2016, 25 pessoas foram atacadas por piranhas em dez dias na cidade de Pão de Açúcar, em Alagoas.
    Estrangeiros pagarão 10 vezes mais que europeus em universidades francesas

    Estrangeiros pagarão 10 vezes mais que europeus em universidades francesas


    Decreto publicado neste domingo (21) determina que cursos de graduação custarão cerca de R$ 12,2 mil, e os de mestrado, R$ 16,5 mil. A medida, que tem sido criticada inclusive pelas universidades, não afeta os estudantes estrangeiros de doutorado....


    Decreto publicado neste domingo (21) determina que cursos de graduação custarão cerca de R$ 12,2 mil, e os de mestrado, R$ 16,5 mil. A medida, que tem sido criticada inclusive pelas universidades, não afeta os estudantes estrangeiros de doutorado. Universidade Sorbonne, em Paris Divulgação/Université de Paris Sorbonne O aumento das taxas universitárias para estudantes não-europeus entrará em vigor no início do novo ano letivo de 2019, de acordo com dois textos publicados neste domingo (21) no Diário Oficial da França, apesar dos protestos contra essa medida do governo de Macron. No início do próximo ano letivo, os estudantes não-europeus terão que pagar € 2.770 (cerca de R$ 12,2 mil) em uma inscrição para uma licença, equivalente à graduação, e € 3.770 (cerca de R$ 16,5 mil) para o mestrado, dez vezes mais do que seus colegas europeus, de acordo com o decreto do Ministério do Ensino Superior da França. Os não-europeus que já iniciaram seus estudos na França, no entanto, não serão atingidos pelo aumento. O decreto publicado neste domingo (21) também lista uma série de casos estipulando quais estudantes estrangeiros podem ser isentos deste aumento, em particular por causa de sua "situação pessoal" ou se eles estiverem rigorosamente em consonância com "os critérios estratégicos do estabelecimento". O aumento não se aplica a estudantes estrangeiros de doutorado, segundo declarações da ministra do Ensino Superior, Frédérique Vidal, no final de fevereiro. Contrapartida para os estudantes? A ministra, por outro lado, recusou-se a aumentar o número de estudantes que poderiam ser isentos pelas universidades francesas das novas taxas em 10% a 15%, conforme permitido por um decreto de 2013. Desde o seu anúncio em novembro, o aumento das taxas universitárias para estudantes não-europeus continua a gerar protestos. O governo diz que vai aumentar a atratividade da França e o número de bolsistas, mas não convenceu seus opositores, que acusam a reforma de erguer um "muro de dinheiro", instransponível para os estudantes estrangeiros de baixa renda. Em protesto, diversas universidades na França indicaram que não aplicarão este aumento. Em meados de março, um relatório parlamentar francês concluiu que essa medida corria "um risco real de abandonos escolares a curto prazo", reduzindo consideravelmente a atratividade do ensino superior francês.
    Antes aliados, agricultores da Argentina se voltam contra Mauricio Macri

    Antes aliados, agricultores da Argentina se voltam contra Mauricio Macri


    Principal setor econômico do país foi afetado por impostos que incidem na exportação. Maurício Macri, presidente da Argentina, durante cúpula do Mercosul no Uruguai, em dezembro de 2018 Andres Stapff/Reuters A relação dos representantes do...


    Principal setor econômico do país foi afetado por impostos que incidem na exportação. Maurício Macri, presidente da Argentina, durante cúpula do Mercosul no Uruguai, em dezembro de 2018 Andres Stapff/Reuters A relação dos representantes do agronegócio com Mauricio Macri, presidente da Argentina, esfriou com a volta de tarifas às exportações e taxas de juros elevadas, que prejudicam os agricultores menores. O político chegou ao poder em 2015 com a promessa de fortalecer o setor e cortar os impostos que freavam as exportações. O setor é a espinha dorsal do país e acolheu Macri de braços abertos, depois de anos de controles nas vendas ao exterior para manter os preços domésticos baixos. O agronegócio da Argentina responde por mais da metade dos dólares das exportações. Ele é um barômetro essencial para Macri, que se apresentou como um defensor dos negócios e da indústria. "Apoiamos publicamente o governo nas últimas eleições (de meio de mandato de 2017) por acreditarmos que estava administrando as políticas que os agricultores precisam. Hoje não podemos fazer o mesmo", diz Carlos Iannizzotto, presidente da Confederação Intercooperativa Agropecuária, uma das quatro maiores organizações do agronegócio do país. O recuo de Macri no corte dos impostos sobre as exportações e o custo alto do crédito, com taxas de juros acima dos 60% são citados pelos líderes das quatro maiores associações, que coletivamente formam a influente "Mesa de Enlace". Eleições presidenciais em outubro Os lobbies do agronegócio não influenciam diretamente os votos de uma grande proporção de eleitores, observaram analistas e institutos de pesquisa, mas o apoio declinante é um sinal de alerta importante para Macri antes da votação de outubro, que deve ser muito disputada. No ano passado, uma crise financeira aguda forçou Macri a pedir um socorro de US$ 56,3 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Em troca, foi oferecida a promessa de equilibrar o déficit do país, o que incluiu readotar impostos sobre as exportações. As vendas de colheitadeiras, tratores e máquinas agrícolas despencaram no ano passado, segundo dados do próprio governo. Mas nem todos os agricultores romperam com Macri, que ainda é visto por muitos como o candidato mais pró-mercado.
    Na Bolívia, ônibus cai em penhasco, e ao menos 25 morrem

    Na Bolívia, ônibus cai em penhasco, e ao menos 25 morrem


    Motorista tentou ultrapassar um caminhão e houve um choque com automóvel que vinha no sentido contrário. Ônibus que caiu de penhasco na Bolívia na noite de domingo (21) Reprodução / Policía Caminera Um ônibus de passageiros caiu em um...


    Motorista tentou ultrapassar um caminhão e houve um choque com automóvel que vinha no sentido contrário. Ônibus que caiu de penhasco na Bolívia na noite de domingo (21) Reprodução / Policía Caminera Um ônibus de passageiros caiu em um precipício em uma estrada ao norte de La Paz, capital da Bolívia, após uma tripla colisão. O acidente matou 25 pessoas. As informações são do chefe da polícia boliviana, Yuri Calderón, e da TV estatal do país. O acidente aconteceu porque o ônibus tentou ultrapassar um caminhão e se chocou com uma caminhoneta, segundo Calderón. Foi uma queda de 200 metros. O número de feridos ainda não foi contabilizado. Uma parte deles foi transferida para La Paz. Os bombeiros ainda estão no local, e pode haver uma quantidade maior de mortos. As equipes de resgate usam cordas para descer pelo precipício, e atravessam uma vegetação espessa, segundo imagens do canal de TV Unitel. O ônibus da viação Totaí havia saído de La Paz com destino a um povoado chamado Rurrenabaque, na Amazônia Boliviana.
    Justiça dos EUA examinará discriminação contra gays e transgêneros no trabalho

    Justiça dos EUA examinará discriminação contra gays e transgêneros no trabalho


    Juízes terão que decidir se lei de 1964 que proíbe discriminação contempla gays e trans. Brett Kavanaugh depõe no Senado dos EUA, em setembro de 2018; ele é um dos dois nomeados por Trump para a Suprema Corte Saul Loeb/AFP A Suprema Corte dos...


    Juízes terão que decidir se lei de 1964 que proíbe discriminação contempla gays e trans. Brett Kavanaugh depõe no Senado dos EUA, em setembro de 2018; ele é um dos dois nomeados por Trump para a Suprema Corte Saul Loeb/AFP A Suprema Corte dos EUA aceitou, nesta segunda-feira (22), analisar se a lei norte-americana que proíbe discriminação no trabalho com base em gênero também se aplica a gays e transgêneros. A disputa legal é sobre a inclusão de gays e transgêneros em um parágrafo da lei de direitos civis de 1964, que impede que os empregadores discriminem seus funcionários por critérios como sexo, raça, cor, nacionalidade de origem e religião. Serão discutidos dois casos de gays que dizem ter sido demitidos por sua orientação sexual. Um deles é de um instrutor de paraquedismo do estado de Nova York, e outro, de um ex-coordenador de serviços de assistência social da Georgia. Os juízes também vão decidir se aprovam um recurso de uma casa funerária de Detroit (cidade no estado de Michigan). A empresa foi condenada, em instância inferior da Justiça, por demitir um diretor que revelou seus planos para mudar de gênero. A publicação de uma decisão ficará para o próximo mandato da Suprema Corte, que começa em outubro. Para governo de Trump, lei não contempla gays O governo de Donald Trump argumenta que a lei de 1964 não inclui proteção à orientação sexual ou identidade sexual. É uma interpretação diferente da que tinha o governo anterior, do democrata Barack Obama, que reforçava as leis contra discriminação. Essa disputa é a primeira sobre o tema desde que Brett Kavanaugh foi incorporado à Corte, em outubro do ano passado, por indicação de Trump. Ele é o substituto do juiz Anthony Kennedy, conhecido pelo apoio aos gays, que se aposentou no ano passado. Kennedy foi o relator da decisão que legalizou o casamento gay em 2015. A Suprema Corte tem uma maioria de 5 conservadores (são nove juízes no total). Dois deles foram nomeados por Trump. O cerne da disputa legal é a definição de gênero na lei. O caso dos demandantes, como o de grupos de direitos civis e de grandes companhias, argumenta que a discriminação contra trabalhadores gays e trangêneros é inerentemente baseada em seu gênero e, portanto, inválida. Mas a Secretaria de Justiça de Trump e os empregadores que entraram com ações judiciais argumentam que o Congresso não quis dizer que a lei se estenderia à gays e transgêneros quando a lei foi aprovada em 1964.