Pragmatismo Político

    Carlos Bolsonaro e Adélio Bispo estiveram em clube de tiro no mesmo período

    Carlos Bolsonaro e Adélio Bispo estiveram em clube de tiro no mesmo período


    Com base em matérias jornalistas e publicações nas redes sociais, um internauta fez uma apuração individual e levantou novos questionamentos sobre o atentado contra Jair Bolsonaro (PSL) durante a campanha eleitoral de 2018. Algumas informações...

    Com base em matérias jornalistas e publicações nas redes sociais, um internauta fez uma apuração individual e levantou novos questionamentos sobre o atentado contra Jair Bolsonaro (PSL) durante a campanha eleitoral de 2018.

    Algumas informações são tão intrigantes que muita gente custa a crer que possam se tratar de meras “coincidências”. Foi constatado, por exemplo, que Adélio Bispo, o homem que esfaqueou Bolsonaro, esteve nos mesmos dias no mesmo clube de tiros que Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

    Adélio Bispo vivia na cidade de Montes Claros (MG) até 2017, mas em 2018 ele começou a viajar pelo Brasil e chegou até a cidade de São José (SC), Região Metropolitana de Florianópolis.

    No dia 5 de julho de 2018, Adélio praticou uma hora de tiro esportivo no clube .38. Dois dias depois Carlos Bolsonaro desembarcou na mesma cidade e passou um final de semana inteiro confinado no mesmo clube de tiro, conforme postado pelo próprio vereador em seu Instagram.

    Foi neste mesmo clube, inclusive, que Carlos se refugiou quando brigou com o pai depois que foi obrigado a retirar do canal do YouTube oficial da presidência um vídeo de Olavo de Carvalho.

    A imprensa tradicional já havia noticiado, timidamente, que os filhos de Bolsonaro, como Carlos e Eduardo, frequentavam o mesmo clube de tirou que Adélio treinou. A mídia não revelou, porém, que Carlos e Adélio estiveram no mesmo local durante o mesmo período.

    “Aqui começa a teoria de fato. Ninguém fica 24 horas dentro de um clube de tiro. Nesses dias, Carlos e Adélio estiveram nos mesmos espaços, possivelmente compartilhando de armas similares e montando um plano. Sim, é esse plano mesmo que você pensou”, publicou o autor do levantamento.

    Adélio permaneceu em São José até agosto de 2018. A facada em Juiz de Fora (MG) aconteceu um mês depois, em setembro. Naquela ocasião, Carlos Bolsonaro acompanhava o pai na comitiva, algo que nunca tinha feito antes.

    A apuração repercutiu nas redes. “Em alguns anos, quando for tarde demais, esse falso atentado entrará para a história”, escreveu um internauta. “Qualquer ser humano percebe que tem algo errado nessa história. As evidências são no mínimo intrigantes”, observou outro.

    Confira o passo a passo da apuração:

    NOVA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO! ISSO É UMA OBRA DE FICÇÃO!

    Já pensou se tudo que a gente sabe sobre o dia da facada estiver errado? Não, não estou falando que a facada foi mentira. A facada aconteceu e você não faz ideia de quem pode ter sido o responsável. Segue a thread:

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    A história começa de fato em 05 de julho, data em que Adélio desembarca em Santa Catarina. Nesse dia, ele fez uma hora de tiro no Clube .38, em São José. A aula custa R$600, um valor alto para uma pessoa desempregada. https://t.co/MnYoza5yy6 pic.twitter.com/dJtM8GT9Cj

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    A imprensa noticiou que esse clube de tiro era frequentado pelos filhos de Bolsonaro. Eduardo, por exemplo, esteve lá em 18 de maio. O que a imprensa não noticiou é que Adélio ficou em Santa Catarina até 20 de Agosto, e de lá foi para Juiz de Fora.

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    Agora a história começa a ficar interessante: sabe quem desembarcou para um final de semana inteiro no Clube .38 logo depois de Adélio passar por lá? Carlos Bolsonaro. Ele chegou no clube no dia 07 de julho: pic.twitter.com/qTUHSeLw0l

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    E continuou lá no dia 08 de julho: pic.twitter.com/ShUdCnUdPn

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    Não contente, permaneceu no clube no dia 09: pic.twitter.com/SHYxgiLgFX

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    Aqui começa a teoria de fato. Ninguém fica 24 horas dentro de um clube de tiro. Nesses dias, Carlos e Adélio estiveram nos mesmos espaços, possivelmente compartilhando de armas similares e montando um plano. Sim, é esse plano mesmo que você pensou.

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    O crime seria perfeito. Adélio, isolado por 45 dias em uma casa alugada de Santa Catarina, poderia planejar tudo. Prova disso é que ele estava em uma manifestação contra Michel Temer em 02 de Agosto, em Florianópolis https://t.co/6a1iwWrv2J pic.twitter.com/Cd4Kb0d5iE

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    Naquele fim de semana Carlos daria as diretrizes, e eles decidiriam, por exemplo, que Adélio usaria uma faca, e não uma arma. Adélio jamais conseguiria chegar com uma arma perto de Bolsonaro durante um compromisso de campanha, com o candidato sendo protegido pela PF

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    Além disso, teriam decidido por data e local: Juiz de Fora, 06 de setembro de 2018. Adélio seria o álibi perfeito para Carlos. Indicado por um amigo de Carlos que hoje está no exterior, após ter trabalhado em um sushibar de Curitiba. https://t.co/n4ob8TuaAO

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    Esse amigo não sabia para que Carlos precisava de alguém assim. Mas poderia ter dito que tinha um ex funcionário que chegou a militar pelo PSOL e depois passou a seguir a cartilha conservadora, com o adicional de ter passado por conversão religiosa e se vender como missionário.

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    Era o nome perfeito para jogar qualquer coisa nas costas da esquerda. Outra evidência de que tudo pode ter sido combinado desde julho é que em julho Carlos Bolsonaro se recusou concorrer a deputado pelo PSL.

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    Aí entra outro fato: Carlos Bolsonaro nunca acompanhava as viagens do pai, mas na de Juiz de Fora acompanhou. Mais do que isso: a viagem de Juiz de Fora a foi a ÚNICA em que Bolsonaro passou pelo meio do público.

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    Bolsonaro estava se precavendo e falando em palcos separados, como aconteceu no Acre uma semana antes. Por influência dos militares da campanha, espacialmente o General Heleno, Bolsonaro passou a tomar mais precauções.

    — Mohammed Al-Khwarizmi (@al_Khwariizmi) May 13, 2019

    Continue lendo a sequência da teoria aqui.

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    Família brasileira alugou apartamento pelo Airbnb sem certificado de gás

    Família brasileira alugou apartamento pelo Airbnb sem certificado de gás


    Família brasileira morta no Chile Alugado através do aplicativo Airbnb, o apartamento onde a família brasileira foi encontrada morta em Santiago, no Chile, estava sem vistoria de gás há 15 anos. As informações são das autoridades...

    Família brasileira morta no Chile

    Alugado através do aplicativo Airbnb, o apartamento onde a família brasileira foi encontrada morta em Santiago, no Chile, estava sem vistoria de gás há 15 anos. As informações são das autoridades chilenas.

    Funcionários do Serviço de Eletricidade e Combustível (SEC), órgão estatal chileno responsável por avaliar as condições das edificações, atribuem selos de certificação nas cores verde, bege e vermelho, de acordo com o funcionamento hidráulico, elétrico e de gás.

    De acordo com o SEC, o imóvel tinha selo vermelho e, por isso, não estava em condições adequadas para ser alugado. A informação lança dúvidas sobre a forma de operar do Airbnb — a mais conhecida plataforma de aluguel de hospedagens do mundo.

    Bombeiros chilenos suspeitam que um vazamento de monóxido de carbono tenha provocado intoxicação nos brasileiros e causado as mortes. A perícia trabalha com 3 hipóteses: pode ter vazado gás do aquecedor de água, do aquecedor geral ou mesmo gás de cozinha.

    Pelas condições em que foram encontrados os corpos, se presume que a intoxicação aconteceu muito tempo antes, informou o comandante do Corpo de Bombeiros de Santiago, Diego Velasquez.

    Os bombeiros também trabalham com a hipótese de que o aquecedor de água do apartamento dos brasileiros poderia estar jogando monóxido de carbono para dentro, em vez de para fora da moradia.

    Viagem ao Chile

    A família brasileira planou a viagem ao Chile durante 1 ano; o motivo seria a celebração do aniversário de Karoliny, que faria 15 anos nesta sexta-feira (24). Pouco antes de ocorrer a tragédia, a família foi notificada no sobre a morte da avó paterna dos adolescentes vítima de um câncer, o que levou o grupo a antecipar o regresso ao Brasil.

    Os turistas passavam uma semana de férias em Santiago e conseguiram alertar seus familiares quando começaram a se sentir mal. Os parentes então alertaram o consulado do Brasil em Santiago. Quando os funcionários brasileiros chegaram ao local junto com a polícia encontraram todos mortos.

    SAIBA MAIS: Áudios revelam os últimos momentos da família brasileira morta no Chile

    Morreram no apartamento:

    — Fabiano de Souza, 41 anos (Pai dos adolescentes e marido de Débora. Ele trabalhava como pedreiro e pescador)

    — Débora Muniz Nascimento de Souza, 38 anos (Mãe dos adolescentes e mulher de Fabiano. Ela trabalhava como coordenadora pedagógica em uma creche no bairro Estreito, em Florianópolis, entrou de férias no dia 17)

    — Karoliny Nascimento de Souza, 14 anos (Filha de Fabiano e Débora. Ela completaria 15 anos nesta semana e estudava no 1º ano do ensino médio, em Florianópolis)

    — Felipe Nascimento de Souza, 13 anos (Filho de Fabiano e Débora. Ele estudava no 9º ano do ensino fundamental, em Biguaçu)

    — Jonathas Nascimento, 30 anos (Catarinense, irmão de Débora e marido de Adriane, que residia em Hortolândia. Ele era chefe do Departamento Pessoal do Instituto Adventista de Tecnologia e estava de férias)

    — Adriane Kruger (Goiana, mulher de Jonathas e morava em Hortolândia. Era formada em engenharia civil)

    Monóxido de Carbono

    Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), as moléculas de monóxido de carbono se ligam à hemoglobina presente no sangue. Isso dificulta a circulação e distribuição do oxigênio – essencial para vida humana – no corpo. É uma morte por asfixia.

    Os sintomas da asfixia por monóxido de carbono são: dores de cabeça, tontura, fraqueza, dores abdominais, vômitos, dor no peito, confusão mental. Na maioria das vezes, as vítimas não percebem que estão sob efeito do monóxido de carbono justamente porque o gás não tem cheiro nem cor.

    Aquecedores a combustível podem vazar monóxido de carbono caso estejam mal posicionados ou sem manutenção. Confinado em um ambiente fechado ou sem janelas, o gás mata em minutos.

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    Pastor homofóbico é a 1ª pessoa a ser banida da Irlanda

    Pastor homofóbico é a 1ª pessoa a ser banida da Irlanda


    O pastor Steven L. Anderson (divulgação) Conhecido pelo discurso de ódio contra pessoas LGBT, o pastor evangélico Steven L. Anderson, do Arizona, nos Estados Unidos, foi oficialmente banido da Irlanda. O religioso estava em Dublin para realizar um...

    O pastor Steven L. Anderson (divulgação)

    Conhecido pelo discurso de ódio contra pessoas LGBT, o pastor evangélico Steven L. Anderson, do Arizona, nos Estados Unidos, foi oficialmente banido da Irlanda.

    O religioso estava em Dublin para realizar um sermão no próximo domingo (26). A ordem de expulsão do pastor tem efeito imediato e foi assinada por Charlie Flanagan, ministro da Justiça e Igualdade do país.

    Anderson já chegou a pregar que, se a humanidade quer “se livrar da Aids até o Natal”, todos os homossexuais precisam ser mortos. Segundo ele, seu discurso é baseado nos ensinamentos bíblicos.

    Em outro sermão, o pastor afirma ter rezado pela morte de, Barack Obama. ex-presidente dos EUA. Além disso, ele também declarou que as vítimas do massacre em uma boate gay em Orlando, Flórida, que aconteceu em 2016, mereceram ter morrido.

    A comunidade LGBT da Irlanda apoiou a decisão do ministro e agradeceu: “Nós estamos muito agradecidos pela sua decisão de banir Steven Anderson da Irlanda”.

    No início do ano, uma petição online foi criada no site Change.org pedindo o banimento de Anderson da Irlanda. No total, foram cerca de 14 mil assinaturas coletadas.

    “Steven Anderson é um extremista anti-LGBT que vai realizar um sermão em Dublin no dia 26 de maio, possivelmente em uma tentativa de levar as pessoas a mudar de opinião sobre o referendo do aborto no ano passado”, diz o organizador da petição.

    Anderson já foi banido de outros países. Em 2016, o pastor já foi expulso da África do Sul, deportado do Botswana e houve outra petição para que ele fosse proibido de entrar no Reino Unido.

    Em novembro de 2017, ele foi impedido de entrar no Canadá e, posteriormente, na Jamaica. A Holanda também o proibiu de entrar no país este mês.

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    Estudante de 29 anos atira a filha de 3 anos pela janela do 5º andar

    Estudante de 29 anos atira a filha de 3 anos pela janela do 5º andar


    Criança caiu em cima do carro de um vizinho que estava chegando no prédio (Imagem: Polícia Militar) Uma estudante de 29 anos jogou a própria filha, uma criança de 3 anos, pela janela do 5º andar do apartamento onde moram em Jaguaré, na Zona...

    Criança caiu em cima do carro de um vizinho que estava chegando no prédio (Imagem: Polícia Militar)

    Uma estudante de 29 anos jogou a própria filha, uma criança de 3 anos, pela janela do 5º andar do apartamento onde moram em Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo.

    A criança foi amortecida por um carro que estava entrando no edifício e sobreviveu. Um vizinho prestou o primeiro socorro. O policial militar Daniel César Garcia, que esteve na hora da ocorrência, disse que chegou a conversar com a criança após a queda.

    “Perguntei se ela se lembrava do que tinha acontecido, ela me disse que não, que tava dormindo e que só acordou quando chocou com o carro”, disse.

    A Polícia Militar foi chamada por volta de 0h30 desta sexta-feira (24) e a informação que chegou para os policiais, por meio do serviço 190, era de que a criança tinha sido jogada pela mãe.

    Depois de jogar a menina, a mãe se trancou sozinha no apartamento e os bombeiros tentaram negociar a saída dela. Por volta das 2h30, a mulher colocou fogo nas cortinas da casa. Quando os bombeiros tentaram entrar no apartamento para evitar o incêndio, a mulher pulou pela janela.

    “A princípio, ela [a mãe] não tinha nenhum motivo aparente para ter esse surto. A gente não sabe se foi alguma coisa, alguma briga que levou ela a ter esse tipo de atitude”, afirmou o policial Daniel César.

    Mãe e filha foram levadas para o Hospital das Clínicas (HC). A criança teve ferimentos leves por conta do impacto contra o para-brisa do carro na hora da queda.

    Por volta das 12h10, a menina havia saído do pronto-socorro do HC e tinha sido encaminhada para o Instituto da Criança, também pertencente ao hospital. O quadro dela permanecia estável.

    O Hospital das Clínicas afirma que a mãe está com múltiplas fraturas e em estado grave. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que, mesmo internada, a mulher foi presa em flagrante por tentativa de homicídio e incêndio.

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    AirBnB divulga nova nota sobre família de brasileiros morta no Chile

    AirBnB divulga nova nota sobre família de brasileiros morta no Chile


    Jonathas Nascimento (irmão de Débora) e sua esposa, Adriane Krueger Depois de receber críticas pela manifestação inicial a respeito da família brasileira encontrada morta em um apartamento em Santiago, no Chile, a empresa AirBnB diz que vai...

    Jonathas Nascimento (irmão de Débora) e sua esposa, Adriane Krueger

    Depois de receber críticas pela manifestação inicial a respeito da família brasileira encontrada morta em um apartamento em Santiago, no Chile, a empresa AirBnB diz que vai custear o traslado dos corpos.

    O aplicativo de hospedagens disse ainda que vai pagar a ida e a volta da família para acompanhar os trâmites legais e trazer os corpos da capital chilena de volta para o Brasil.

    “Nós nos solidarizamos com os familiares e estamos em contato para prestar todo apoio necessário aos familiares neste momento difícil. A segurança de nossa comunidade de viajantes e anfitriões é a nossa total prioridade”, disse a empresa em nota.

    Em um primeiro momento, o AirBnB havia afirmado apenas que, “ao se vincularem à plataforma, os anfitriões das casas e apartamentos se comprometem com a responsabilidade pela segurança e pela manutenção do imóvel a ser alugado” e destacou que a empresa “não tem o dever de fiscalizar estes processos”.

    Internautas criticaram o aplicativo de hospedagens. “O AirBnB não tem obrigação com nada? Muito lindo o liberalismo mesmo”, observou um usuário. “Igual ao Uber, que também nunca tem nada a ver. É a tal da ‘mão invisível do mercado'”, completou outro.

    “Acho que no momento que você ganha dinheiro com a exploração de algo, você também deve arcar com os ônus da atividade. É igual ao YouTube querer lavar as mãos com relação aos conteúdos exibidos”, acrescentou outro internauta.

    O Itamaraty disse ainda que não cabe ao governo brasileiro pagar pelo traslado. No Brasil, a família já havia iniciado uma campanha de arrecadação para trazer os corpos para o Brasil, que pedia R$ 100 mil, antes de o Airbnb se comprometer a pagar os custos.

    Velório

    Seis pessoas de uma mesma família morreram em Santiago, no Chile, nesta quarta-feira (22). As vítimas são Fabiano de Souza, de 41 anos; Débora Muniz, de 38 anos, esposa de Fabiano; Karoliny Nascimento, que completaria 15 anos, filha do casal citado; Felipe Nascimento, de 13 anos, também filho do casal; Jonathas Nascimento, de 30 anos, irmão de Débora; e Adriane Krueger, esposa de Jonathas.

    O prédio onde ocorreram as mortes fica no centro da cidade. O apartamento data de 1965, possui três fontes de gás para aquecimento e foi alugado pela plataforma AirBnB.

    Por enquanto, não há data de quando os corpos devem chegar ao Brasil. Parentes das vítimas disseram que pretendem fazer um velório coletivo quando os corpos chegarem a Biguaçu, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina.

    A família havia ido à capital chilena para comemorar o aniversário de 15 anos de Karoliny. A família estava prestes a voltar para casa porque a mãe de Jonathas e Débora havia morrido na madrugada da quarta, em Florianópolis. O corpo da mãe estava sendo velado quando a família morreu no apartamento em Santiago.

    O gás

    As autoridades chilenas acreditam que a família brasileira morreu por intoxicação de gás. Uma perícia já foi realizada no imóvel, embora o resultado ainda não tenha sido divulgado.

    O monóxido de carbono é apontado como possível causador da tragédia. “O monóxido de carbono é gerado na fonte de calor. Geralmente, o que acontece em prédios mais antigos, é a liberação dele por vazamento nos canos do sistema de calefação”, diz o médico Pablo Mortiz

    “Esse tipo de sistema não é comum no Brasil, mas em países onde ele é, como os Estados Unidos, por exemplo, há uma preocupação enorme com a possibilidade de intoxicação, tanto que prédios mais antigos costumam possuir alarmes para detectar vazamentos”, afirma.

    “O monóxido de carbono é altamente letal, porque não tem cheiro nenhum, e justamente por isso é tão perigoso, é muito difícil que a pessoa se dê conta de que está sendo intoxicada”, acrescenta a especialista Cláudia Regina dos Santos.

    Além do monóxido de carbono, as autoridades chilenas não descartam a possibilidade de que a família brasileira tenha sido intoxicada pelo gás usado para a cozinha ou para o aquecimento de água no imóvel.

    Áudios

    Antes de morrer, Débora Nascimento conseguiu enviar mensagens de áudio para familiares no Brasil pedindo socorro. As gravações foram reveladas por parentes nesta quinta-feira (23).

    Na primeira mensagem, endereçada para sua irmã que estava no Brasil, Débora demonstra desespero com o estado de saúde do filho Felipe, de 13 anos, e pede ajuda.

    A mulher chora, diz que o filho está “roxo” e pergunta se colocá-lo em uma banheira com água quente poderia reanimá-lo. “Eu não sei o que fazer”, afirmou.

    No segundo áudio, Débora descreve que os demais familiares também estão apresentando os mesmos sintomas, como fraqueza e vômito. “As minhas articulações também estão parando e ficando roxas”, disse. “Acho que fomos contaminados por algum vírus. Acho que nós todos vamos morrer.”

    O cônsul-adjunto do Brasil no Chile, Ezequiel Petersen, chegou ao apartamento cerca de uma hora e meia depois de ter sido contatado por familiares das vítimas que estavam no Brasil.

    Petersen disse à imprensa chilena que precisou chamar um serralheiro para arrombar a porta do apartamento. Quando entrou no local, encontrou todos mortos.

    Segundo as autoridades chilenas, o apartamento foi alugado pela família brasileira de uma pessoa que não seria a real proprietária do imóvel. “Tanto a proprietária do apartamento quanto a que o sublocava estão sujeitas a prestar depoimentos”, disse Carlos Albornoz, investigador chileno.

    Fabiano, Débora, Felipe e Karoliny

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    “Ganhei eu”, diz jornalista português sobre o Prêmio Camões de Chico Buarque

    “Ganhei eu”, diz jornalista português sobre o Prêmio Camões de Chico Buarque


    Francisco Buarque de Hollanda (Imagem: Reprodução Instagram) Pedro Tadeu, DN Quando recebi no celular o alerta “Chico Buarque ganha o Prémio Camões” senti-me no direito de comemorar uma vitória: “ganhei eu, caramba, ganhei eu!“. Fui ler a...

    Francisco Buarque de Hollanda (Imagem: Reprodução Instagram)

    Pedro Tadeu, DN

    Quando recebi no celular o alerta “Chico Buarque ganha o Prémio Camões” senti-me no direito de comemorar uma vitória: “ganhei eu, caramba, ganhei eu!“.

    Fui ler a notícia. Os seis membros do júri explicavam a razão desta atribuição do galardão literário pela “contribuição para a formação cultural de diferentes gerações em todos os países onde se fala a língua portuguesa“.

    E o que é que este português, de 55 anos, que escreve estas linhas, aprendeu com Chico Buarque?

    Aos cinco anos de idade o meu corpo saltitava sempre que no rádio grande do meu pai tocava “A Banda“, a música que, quando passava, diz o verso final do refrão, ia “cantando coisas de amor“. Chico Buarque impulsionou-me a dança.

    Aos 10 anos de idade percebi como um indivíduo sozinho nada pode contra o cerco violento da indiferença. Bastou-me ouvir a história circular do operário de “Construção“, que “morreu na contramão atrapalhando o sábado“. Chico Buarque ensinou-me a identificar a injustiça social.

    Aos 11 anos de idade percebi a inutilidade da divindade quando o coro masculino MPB4 repetia, em Partido Alto, “Diz que Deus dará/ Não vou duvidar, ô nega/E se Deus não dá?/Como é que vai ficar, ô nega?“. Chico Buarque deu-me razões para ser ateu.

    Aos 12 anos de idade intui, com os versos de Fado Tropical, como a brutalidade da colonização sangrou a pele dos povos e como as cicatrizes prevalecentes demoram séculos a fechar: “E o rio Amazonas/Que corre Trás-os-montes/E numa pororoca/Desagua no Tejo/Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal/Ainda vai tornar-se um Império Colonial“. Chico Buarque ofereceu-me uma identidade, um medo e uma esperança na Lusofonia.

    Aos 13 anos de idade percebi, pela letra do pseudônimo Julinho da Adelaide (um autor inventado, usado para ludibriar a censura da ditadura brasileira, que até falsas entrevistas deu aos jornais…), que confiar na polícia pode ser perigoso, como constata Acorda Amor: “Tem gente já no vão de escada/Fazendo confusão, que aflição/São os homens/E eu aqui parado de pijama/Eu não gosto de passar vexame/Chame, chame, chame, chame o ladrão, chame o ladrão“. Com Chico Buarque descobri que, às vezes, está tudo certo se se ficar do lado errado.

    Aos 14 anos de idade conspirei o sentido da canção O Que Será (À Flor da Pele): “Será, que será?/O que não tem decência nem nunca terá/O que não tem censura nem nunca terá/O que não faz sentido…” Chico Buarque revelou-me o secreto significado da palavra “liberdade“.

    Aos 15 anos de idade compreendi, ao ouvir Mulheres de Atenas, que a minha mãe, a minha irmã e a minha namorada viviam num mundo pior do que o meu: “Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas/Geram pro seus maridos os novos filhos de Atenas/Elas não têm gosto ou vontade/Nem defeito nem qualidade/Têm medo apenas“. Chico Buarque justificou-me o feminismo.

    Aos 16 anos de idade espantei-me com o atrevimento de O Meu Amor. “Eu sou sua menina, viu?/E ele é o meu rapaz/Meu corpo é testemunha/Do bem que ele me faz“. Chico Buarque fez-me entender como o sexo pode, ou não, fazer um par com a palavra afeto.

    Aos 17 anos comovi-me com Geni e o Zepelim, a prostituta que salva a cidade mas que a cidade despreza: “Joga pedra na Geni!/Joga bosta na Geni!/Ela é feita pra apanhar!/Ela é boa de cuspir!/Ela dá pra qualquer um/Maldita Geni!”. Chico Buarque confrontou-me com a dignidade dos indignos.

    Aos 18 anos de idade a história de O Malandro exemplificou-me como é sempre o mexilhão que se lixa: um tipo que foge de um tasco sem pagar a cachaça que bebeu provoca uma crise mundial. Mas, no final das crises, há sempre um bode expiatório: “O garçom vê/Um malandro/Sai gritando/Pega ladrão/E o malandro/Autuado/É julgado e condenado culpado/Pela situação“. Chico Buarque antecipou-me a globalização e fez de mim um comunista.

    Aqueles anos foram os tempos do meu caminho até à chegada à idade adulta, uma época anterior aos romances que Chico Buarque escreveu e que completam, com a verdadeira poesia de muitas das suas canções, um currículo mais do que suficiente para a atribuição do mais importante prêmio literário em Língua Portuguesa.

    Aqueles anos foram os tempos que moldaram o meu carácter.

    Aqueles foram os tempos que moldaram o carácter de tantos outros e de tantas outras que, como eu, cresceram a ouvir estas canções mas que entenderam nelas tantas coisas que eu não entendi, que compreenderam nelas tantas coisas que eu não percebi, que tiraram conclusões destes textos muito diferentes das que eu tirei.

    Mas, tenho a certeza, apesar de pensarem e sentirem de maneiras tão diferentes da minha, ontem, milhões de vós, ao saberem da notícia do Prémio Camões atribuído a Chico Buarque, tiveram o mesmo impulso que eu e comemoram: “ganhei eu, caramba, ganhei eu!”.

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    Áudios revelam os últimos momentos da família brasileira que morreu no Chile

    Áudios revelam os últimos momentos da família brasileira que morreu no Chile


    O casal Débora e Fabiano junto com os dois filhos, Karoliny e Felipe Instantes antes de falecer em Santiago, no Chile, Débora Muniz Nascimento de Souza, de 38 anos, enviou mensagens de áudio para familiares no Brasil pedindo socorro. As gravações...

    O casal Débora e Fabiano junto com os dois filhos, Karoliny e Felipe

    Instantes antes de falecer em Santiago, no Chile, Débora Muniz Nascimento de Souza, de 38 anos, enviou mensagens de áudio para familiares no Brasil pedindo socorro. As gravações foram reveladas por parentes nesta quinta-feira (23).

    Na primeira mensagem, endereçada para sua irmã que estava no Brasil, Débora demonstra desespero com o estado de saúde do filho Felipe, de 13 anos, e pede ajuda.

    A mulher chora, diz que o filho está “roxo” e pergunta se colocá-lo em uma banheira com água quente poderia reanimá-lo. “Eu não sei o que fazer”, afirmou.

    No segundo áudio, Débora descreve que os demais familiares também estão apresentando os mesmos sintomas, como fraqueza e vômito. “As minhas articulações também estão parando e ficando roxas”, disse. “Acho que fomos contaminados por algum vírus. Acho que nós todos vamos morrer.”

    Morreram no apartamento seis membros de uma mesma família. Fabiano de Souza, 41, a mulher dele Débora Muniz, e os filhos, Karoliny Nascimento de Souza, 14, e Felipe Nascimento de Souza, 13. Também morreram Jonathas Nascimento Kruger (irmão de Débora e tio dos adolescentes), 30, e Adriane Padilha Kruger, sua mulher.

    Os parentes das vítimas enviaram os áudios ainda ontem para o consulado brasileiro no Chile e para a polícia chilena, mas quando as autoridades chegaram no imóvel e arrombaram a porta, todos já estavam mortos.

    Vazamento de gás

    Rodrigo Soto, comandante da polícia de Santiago, disse ao jornal “El Mercurio” que os policiais encontraram um forte cheiro do gás quando entraram no apartamento.

    O prédio onde ocorreram as mortes fica no centro da cidade. As autoridades ainda não sabem o que causou o vazamento nem por quanto tempo as vítimas respiraram o gás.

    Autoridades afirmaram ainda que, por ter sido um dia bastante frio, de outono, as janelas do apartamento deveriam estar fechadas no momento do vazamento de gás.

    “Isso favoreceu para que o monóxido de carbono, se é que foi assim, tenha acelerado a intoxicação dessas pessoas”, disse porta-voz da polícia chilena.

    Diego Velásquez, do Corpo de Bombeiros do Chile, confirmou a hipótese e disse que a concentração de monóxido de carbono foi constatada assim que a primeira equipe chegou ao local.

    O apartamento data de 1965, possui três fontes de gás para aquecimento e foi alugado pela plataforma AirBnB.

    Aniversário e retorno antecipado

    A viagem ao Chile foi planejada pela família durante 1 ano para comemorar o aniversário de Karoliny, que faria 15 anos nesta sexta-feira (24).

    Nesta quarta-feira (22), porém, dia da tragédia, a família retornaria ao Brasil de forma antecipada após receberem a notícia de que a mãe de Débora e de Jonathas havia morrido em Florianópolis.

    “Quando tudo estava acontecendo lá no Chile, nós estávamos velando a mãe deles [Débora e Jonathas] aqui no Brasil. Eles iriam voltar para o velório”, contou Noemi Fortunato, prima de Débora.

    Débora, o marido e os filhos viviam em Biguaçu (SC), enquanto Adriane e o marido moravam em Hortolândia, no interior de São Paulo.

    Monóxido de Carbono

    Apontado como provável causador da morte da família brasileira no Chile, o monóxido de carbono é um tipo de gás altamente tóxico e letal. Segundo especialistas, o maior fator de risco é que ele não tem cheiro e, por isso, pode levar à morte sem que a pessoa se dê conta da intoxicação.

    De acordo com o médico Pablo Mortiz, que atua no Centro de Informações e Assistência Toxicológica de Santa Catarina, em geral, em edificações como a alugada pela família no centro de Santiago, a fonte mais comum desse tipo de gás é o sistema de aquecimento.

    “O monóxido de carbono é gerado na fonte de calor. Geralmente, o que acontece em prédios mais antigos, é a liberação dele por vazamento nos canos do sistema de calefação”, diz o médico.

    “Esse tipo de sistema não é comum no Brasil, mas em países onde ele é, como os Estados Unidos, por exemplo, há uma preocupação enorme com a possibilidade de intoxicação, tanto que prédios mais antigos costumam possuir alarmes para detectar vazamentos”, acrescenta.

    Cláudia Regina dos Santos, supervisora do Centro de Informações e Assistência Toxicológica, complementa que esse tipo de gás pode ser gerado a partir de qualquer queima.

    “Ele é proveniente da combustão incompleta. Então, toda vez que há qualquer queima, há a liberação dele. Há tipos de aquecedores, por exemplo, em que você precisa acender uma chama, então há uma queima ali. Às vezes, se o aparelho está desregulado, e se o ambiente está completamente fechado, a liberação de monóxido de carbono pode ser muito alta e acabar consumindo o ar”, ressalta.

    A exposição ao componente, ainda de acordo com a professora, altera a estrutura da hemoglobina, que tem a função de transportar o oxigênio no corpo, e passa a comprometer o sistema nervoso caso a pessoa continue no ambiente contaminado.

    “É altamente letal, porque não tem cheiro nenhum, e justamente por isso é tão perigoso, é muito difícil que a pessoa se dê conta de que está sendo intoxicada”, observa.

    Confrontada com a informação passada pela polícia chilena, de que a primeira equipe a chegar no local sentiu um cheiro de gás, Cláudia Regina cita o ‘limiar de odor’.

    “Embora a maioria dos tipos de gás libere um cheiro — adicionado justamente para que as pessoas percebam o vazamento –, há o ‘limiar de odor’. Ou seja, após algum tempo, este cheiro torna-se imperceptível. Quando a pessoa chega ao ambiente onde há o vazamento, pode perceber o odor. Porém, caso fique por muito tempo no local, ela acaba se acostumando e não o sente mais.”

    Além do monóxido de carbono, as autoridades chilenas não descartam a possibilidade de que a família brasileira tenha sido intoxicada pelo gás usado para a cozinha ou para o aquecimento de água no imóvel. Uma perícia já foi realizada no imóvel, embora o resultado ainda não tenha sido divulgado.

    Saiba mais: Família brasileira é encontrada morta em apartamento no Chile

    Jonathas e Adriane

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    Em novo retrocesso, governo Bolsonaro acaba com departamento de AIDS

    Em novo retrocesso, governo Bolsonaro acaba com departamento de AIDS


    Jair Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta (Imagem: Marcos Corrêa | PR) Rodrigo Gomes, RBA O rebaixamento do Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde para parte de um setor mais amplo chamado Departamento de Doenças de...

    Jair Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta (Imagem: Marcos Corrêa | PR)

    Rodrigo Gomes, RBA

    O rebaixamento do Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde para parte de um setor mais amplo chamado Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, feito pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), revoltou ativistas, pessoas que convivem a doença e o ex-ministro da Saúde e atual deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP). O parlamentar avalia que essa mudança é muito grave, pois o setor perde em autonomia para a execução de políticas. E a retirada do termo AIDS do nome é uma forma de “tentar colocar no esquecimento algo grave, que é a epidemia do vírus, existente no Brasil e no mundo”.

    Padilha ressaltou que o governo está acabando com uma política que é referência internacional em saúde pública, construída ao longo dos últimos 20 anos e fortalecida pelos governos petistas. “O trabalho de prevenção ao vírus ultrapassou vários governos e foi fortemente aprimorada por Lula e Dilma. Em 2013, por exemplo, o Brasil voltou à vanguarda mundial na resposta à AIDS ao adotar a estratégia de ampliar o acesso ao tratamento da forma mais rápida possível. Isso fez com que pudéssemos reduzir o número de mortes causadas pelo vírus”, relembra. Dados do Ministério da Saúde mostram a taxa de mortalidade pela infecção teve queda de 16,5% entre 2014 e 2017.

    O Movimento Nacional de Luta Contra a AIDS destacou que o governo agiu de forma “perversa,” não tendo informado qualquer proposta de alteração nas reuniões da Comissão Nacional de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais (CNAIDS) e da Comissão Nacional de Articulação com Movimentos Sociais (CAMS), ocorridas há um mês. “Não se trata apenas de uma questão de nomenclatura: é o fim do Programa Brasileiro de AIDS. O governo, na prática, extingue de maneira inaceitável e irresponsável um dos programas de AIDS mais importantes do mundo, que foi, durante décadas referência internacional na luta contra a Aids”, diz o movimento.

    Jair Bolsonaro nunca escondeu uma visão preconceituosa sobre pessoas que têm HIV. Em entrevista ao programa Custe o Que Custar (CQC), em 2010, Bolsonaro declarou que a infecção é problema de quem tem a doença. “A pessoa não pode ficar aí na vida mundana e depois querer cobrar do poder público um tratamento que é caro nessa área aí. Se não se cuidou, o problema é dele”, afirmou. Na prática, as políticas de enfrentamento da doença passam a ser elaboradas conjuntamente e dividindo recursos com ações contra a Tuberculose e a Hanseníase. A medida foi oficializada pelo Decreto 9.795, de 17 de Maio de 2019.

    As organizações ressaltam que a AIDS ainda “mata cerca de 12 mil pessoas por ano e que, longe de estar controlada, continua crescendo, especialmente entre populações pobres e estigmatizadas, já tradicionalmente excluídas e que com este ato se tornam mais invisíveis e desrespeitadas”.

    Vanessa Campos, integrante do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas avaliou que o objetivo do governo é tornar a invisível tanto a AIDS quanto suas demandas específicas. “Isso já vem sendo feito na prática com a campanha de prevenção no Carnaval que focou em homens cis héteros. Além disso, com a incorporação da hanseníase na pasta, também divide-se a atenção com esta outra especificidade que já não recebe o enfoque necessário há anos. Resta a pergunta: e a implementação de recursos financeiros para tudo isso, como fica? A AIDS não é prioridade para este governo”, afirmou, à Agência de Notícias da AIDS.

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    Por que o fim do “monopólio” da Taurus interessa ao clã Bolsonaro?

    Por que o fim do “monopólio” da Taurus interessa ao clã Bolsonaro?


    Jair Bolsonaro e seus filhos, Flávio, Carlos e Eduardo (Imagens: Reprodução redes sociais) Lu Sudré, Brasil de Fato Após Jair Bolsonaro (PSL) assinar decretos que flexibilizam o porte e a posse de armas no país, as ações da Taurus, fabricante...

    Jair Bolsonaro e seus filhos, Flávio, Carlos e Eduardo (Imagens: Reprodução redes sociais)

    Lu Sudré, Brasil de Fato

    Após Jair Bolsonaro (PSL) assinar decretos que flexibilizam o porte e a posse de armas no país, as ações da Taurus, fabricante brasileira de armas, estão em intensa movimentação. Apenas nos três primeiros meses de governo, a empresa registrou lucro líquido de R$ 92 milhões, aumento de 15,5% em comparação com o primeiro trimestre de 2018.

    Apesar dos lucros resultantes do incentivo às armas feito pelo político do PSL, a fabricante é criticada constantemente por Bolsonaro e por seus filhos, que defendem a “quebra do monopólio” da Taurus no mercado brasileiro. Eles alegam que as armas fabricadas pela empresa com frequência apresentam defeitos que vitimam policiais e civis por disparos acidentais.

    A “reserva de mercado” da fabricante é garantida pelo regulamento do Exército para produtos controlados. O artigo 190 do chamado R-105 determina que “o produto controlado que estiver sendo fabricado no país, por indústria considerada de valor estratégico pelo Exército, terá a importação negada ou restringida”.

    Existem ainda outras fabricantes de material bélico nacionais como a estatal Imbel, vinculada ao Ministério da Defesa, mas que apresentam uma produção muito menor em comparação a da Taurus.

    Saiba mais: Ação da Taurus dispara 20% após decreto de Bolsonaro

    A preferência para a produção nacional também foi reafirmada pela portaria 620/06 do Ministério da Defesa, que define que “a importação de produtos controlados poderá ser negada, quando existirem similares fabricados por indústria brasileira do setor de defesa”. A restrição à importação tem como justificativa proteger um setor estratégico para a soberania nacional.

    Na avaliação de Larissa Rosevics, professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ), a abertura de mercado para importação de armas defendida do Bolsonaro pode enfraquecer a indústria de Defesa Nacional.

    Com a ressalva de que o setor é amplo e envolve muito mais do que armamentos letais e não letais, como por exemplo aviação, vestuários e equipamentos, ela opina que, a partir da experiência de outras áreas, a abertura defendida pelo governo pode ser prejudicial.

    “Na década de 90 muitos setores da economia não tiveram uma proteção e não conseguiram fazer frente à concorrência internacional, que tinham produtos com preços mais baixos, e as empresas acabam falindo. Um setor estratégico interessante para fazer paralelo é o setor de informática, um setor onde houve a tentativa de se criar mecanismos para que o setor se desenvolvesse, até porque é uma área extremamente importante. No entanto, houve abertura de mercado sem nenhum tipo de mecanismo que garantisse uma concorrência para a indústria nacional e tivemos a falência de várias empresas do setor”, explica Rosevics.

    O decreto de Bolsonaro, segundo a especialista, não faz nenhuma observação no sentido de impedir que o mesmo aconteça com a Defesa do país. Empresas estrangeiras como a austríaca Glock, CZ e Berreta já demonstraram disposição para comercializar armas de fogo, munições e outros equipamentos em território brasileiro.

    “O governo não se preocupou em garantir à indústria nacional condições de igualdade e concorrência com empresas estrangeiras, pelo menos da maneira como está no decreto publicado. Não se criou nenhum tipo de restrição, cota, taxa ou porcentagem de conteúdo nacional. O que pode acontecer é que esse produto estrangeiro vai chegar ao Brasil com preço mais baixo e com uma qualidade superior ao nacional. Algumas restrições em relação a essas importações poderiam estimular o surgimento de empresas nacionais e desenvolvimento da indústria nacional”, critica a também pesquisadora do Observatório de Política Externa Brasileira da Universidade Federal do ABC, na área de comércio internacional.

    Outros interesses

    A defesa do clã Bolsonaro pela importação de armas busca atender interesses econômicos e políticos de países estrangeiros. É o que afirma, em off, um diplomata brasileiro em entrevista ao Brasil de Fato.

    O especialista faz uma análise mais rigorosa em relação a abertura do mercado de armas. Para ele, o presidente é submisso ao “imperialismo internacional” e visa atender demandas de exportação dos Estados Unidos e de Israel.

    “A atual política externa é contra os interesses do Brasil. Mais uma vez vamos demonstrar isso e vão nos enterrar mais ainda. Vamos importar um produto que temos condição de produzir. Um produto de valor agregado”, comenta.

    Ele ressalta a importância estratégica do setor do Defesa para qualquer país e cita que os Estados Unidos tem seu desenvolvimento tecnológico impulsionado pela área. A internet e avanços da aviação civil americanas, por exemplo, são frutos de pesquisa no setor.

    “Os países do norte se desenvolvem protegendo sua indústria e depois chutam a escada, não querem que os países do sul façam o mesmo”, acrescenta, em alusão ao livro “Chutando a escada”, do economista sul-coreano Ha-Joon Chang. A obra discorre sobre como potências mundiais impedem que países em desenvolvimento adotem políticas e instituições que eles próprios usaram para alcançar o crescimento.

    A fonte que atuou no Itamaraty acredita que o argumento dos Bolsonaros sobre a qualidade de armas da Taurus é apenas um pretexto que esconde outros interesses.

    “Isso é só uma desculpa, uma cortina de fumaça. Até porque não estamos em guerra. A não ser que eles estejam planejando uma guerra interna. Para que essa qualidade de arma? Há algo de errado nesse argumento deles. É uma cortina de fumaça evidente para privilegiar a importação de armas porque certamente eles são representantes de lobbies externos. É pra isso que estão lá”.

    A importação de armamentos é bandeira pessoal dos Bolsonaros. Até mesmo políticos da base aliada, como o senador Marcos do Val, mantém outro tipo de relação com a empresa. Como instrutor, o parlamentar tem um histórico de relacionamento com a fabricante de armas.

    Em 2017, antes de se eleger para o Senado, criou junto à empresa o prêmio Heróis Reais, que escolheria as “melhores ocorrências” dos agentes de segurança pública. Do Val é conhecido por vídeos publicados na internet em que testa e elogia armas da Taurus.

    Totalmente contrário a posse e ao porte de armas, Celso Amorim, ex-ministro da Defesa, argumenta que, do ponto de visto do Estado, deve haver uma preferência à tecnologia brasileira.

    “Eu sou contra facilitar o porte de armas e, se o objetivo de liberar a importação é baratear, eu sou mais contra ainda. Se é para o Estado brasileiro, estados federados, União, Exército, polícias federais ou Força Nacional, acho que o melhor é ter armas nacionais. Se a ideia é não fortalecer monopólio da Taurus, é o caso, talvez, de induzir outro investimento para criar a competição dentro do Brasil e não facilitar a importação”, sugere.

    Segundo Amorim, não é possível fazer uma correlação direta entre a defesa da abertura comercial no setor de armas e a submissão irrestrita aos Estados Unidos e outras potências. No entanto, ele aponta que a subordinação ao governo estadunidense está explícita em muitas outras políticas do governo Bolsonaro.

    “O alinhamento com os Estados Unidos está provado em mil outras coisas. Vende-se a Embraer, anuncia a abertura de um escritório em Jerusalém. Uma política totalmente subserviente à linha mais reacionária de Washington em relação a Venezuela. Se ameaça sair do acordo do Clima. Não entra no acordo de migrações. [A submissão] está mais do que provada”, fundamenta.

    O ex-ministro relembra que, em visita ao país estadunidense, Bolsonaro fez questão de visitar a CIA, serviço de inteligência norte-americano.

    “Não me recordo de nenhum chefe de Estado visitar a CIA. Não é só subserviência à bandeira americana, é subserviência ao serviço de inteligência norte americano que espionou o Brasil. É como se fossem agradecer: ‘Olha, vocês espionaram a presidenta Dilma. Espionaram a Petrobras, a indústria nuclear. Vim aqui agradecer’. Se não é isso, parece. Em política, o simbolismo tem muito sentido”, conclui Celso Amorim.

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    Bancos rivais aproveitam reclamação do padre Fábio de Melo para se promover

    Bancos rivais aproveitam reclamação do padre Fábio de Melo para se promover


    Imagem: Reprodução twitter Uma reclamação feita pelo padre e cantor Fábio de Melo pelo Twitter contra o banco Bradesco gerou um debate com mais de 900 comentários. Os concorrentes aproveitaram para divulgar seus serviços. O padre fez um post na...

    Imagem: Reprodução twitter

    Uma reclamação feita pelo padre e cantor Fábio de Melo pelo Twitter contra o banco Bradesco gerou um debate com mais de 900 comentários.

    Os concorrentes aproveitaram para divulgar seus serviços.

    O padre fez um post na terça-feira dizendo que seu cartão de crédito estava bloqueado há um mês pelo Bradesco e que recebeu a recomendação de ter paciência.

    O Bradesco respondeu à reclamação pelo próprio Twitter, pedindo ao padre que entrasse em contato para resolver a situação.

    Oi Padre. Pra gente conseguir te ajudar, preciso de alguns dados seus. Me envie seu telefone com DDD via DM.