O Jornal Económico

    Marcelo Rebelo de Sousa realiza visita de Estado à China entre 26 de abril e 1 de maio


    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai estar na China em visita de Estado entre os dias 26 de abril e 1 de maio, fez saber a Presidência da República esta segunda-feira, 22 de abril. Integrada nesta visita de Estado está a...

    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai estar na China em visita de Estado entre os dias 26 de abril e 1 de maio, fez saber a Presidência da República esta segunda-feira, 22 de abril.

    Integrada nesta visita de Estado está a participação de Marcelo Rebelo de Sousa no Fórum “Faixa e Rota” e deslocações por Pequim, Xangai e Macau.

    Em Pequim, o Presidente da República reunirá com o presidente da China, Xi Jinping, e com o primeiro-ministro do país e, em Xangai e em Macau, com as máximas autoridades locais.

    “Terá ainda a oportunidade de contactar com os responsáveis pelo atual dinamismo do relacionamento bilateral, nomeadamente agentes culturais, desportistas, empresários e investidores, bem como de visitar vários dos locais que ilustram a riqueza da cultura chinesa e a longa relação com Portugal”, lê-se no site da Presidência da República.

    A visita de Marcelo Rebelo de Sousa à China surge depois de o Chefe de Estado chinês, Xi Jinping, ter visitado Portugal em dezembro de 2018.

    Condenação do ex-PR brasileiro Lula da Silva tem “quadro probatório suficiente”


    “Foi condenado por mim em primeira instância, mas a sentença foi confirmada em recurso pelo Tribunal Federal, e a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. Existe todo um quadro probatório suficiente para aquela condenação”, disse...

    “Foi condenado por mim em primeira instância, mas a sentença foi confirmada em recurso pelo Tribunal Federal, e a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. Existe todo um quadro probatório suficiente para aquela condenação”, disse Sérgio Moro.

    O juiz e membro do Governo do Presidente Jair Bolsonaro falava aos jornalistas, em Lisboa, no final da sua intervenção no VII Fórum Jurídico de Lisboa, que decorre hoje, terça e quarta-feira, abordando temas da justiça e tendo a participação de vários governantes portugueses e brasileiros, além de juristas, académicos e investigadores na área judicial.

    Sérgio Moro considerou que a delação premiada é um “método relevante” na investigação dos crimes de grande corrupção que envolvem figuras poderosas, adiantando contudo que esta tem que ser sempre apoiada por provas independentes.

    Citando os processos Mensalão e Lava Jato, Moro apontou que “em parte” estes casos “tiveram por base delações premiadas, mas também provas de outra natureza”.

    “Tudo o que o criminoso diz, mesmo em colaboração, precisa de ter apoio em provas independentes. Foi o que foi observado no Brasil”, disse.

    Durante a sua intervenção no fórum, o ministro tinha apontado “dificuldades institucionais” tanto em Portugal como no Brasil para fazer avançar este tipo de processos, dando como exemplo a Operação Marquês, que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates.

    “O que observo à distancia no caso do ex-primeiro-ministro português é que há um trabalho, têm sido feito esforços consideráveis para o apuramento de provas e para processar, mas, segundo algumas autoridades portuguesas com que falei, não há previsão de término desse processo”, disse aos jornalistas.

    Sérgio Moro considerou, por outro lado, que o panorama da justiça brasileira mudou nos últimos cinco ou seis anos já com resultados visíveis a nível institucional.

    “O que tínhamos no Brasil antes do Mensalão e da Lava Jato é que esses grandes casos de corrupção, muito embora muitas vezes provados, com provas extremamente robustas, nunca tinham as consequências extraídas pela justiça”, disse.

    “Hoje vê-se que pessoas que cometeram esses crimes e ocupavam elevadas posições na administração pública ou até no parlamento estão a cumprir pena. Foi um avanço institucional”, acrescentou.

    Sérgio Moro foi o juiz responsável pela condução da Operação Lava Jato, que desvendou grandes esquemas de corrupção na estatal petrolífera brasileira Petrobras, e pela prisão de empresários, ex-funcionários públicos e políticos de renome como o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Défice das balanças corrente e de capital aumentou 137% em fevereiro


    Em fevereiro, o saldo acumulado das balanças corrente e de capital registou um défice de 1.181 milhões de euros, anunciou o Banco de Portugal (BdP) esta segunda-feira no Boletim Estatístico. Em comparação com o período homólogo, verifica-se que...

    Em fevereiro, o saldo acumulado das balanças corrente e de capital registou um défice de 1.181 milhões de euros, anunciou o Banco de Portugal (BdP) esta segunda-feira no Boletim Estatístico. Em comparação com o período homólogo, verifica-se que o défice do saldo acumulado das balanças corrente e de capital aumentou cerca de 137%. Em fevereiro de 2018, o défice fixou-se nos 498 milhões de euros.

    “Para esta evolução contribuíram as balanças de bens, de serviços e de rendimento secundário, que foram parcialmente compensadas pelas balanças de rendimento primário e de capital”, explicou o regulador.

    Segundo o Boletim Estatístico, desde 2016 que o saldo acumulado das balanças corrente e de capital apresenta sucessivos défices nos primeiros meses do ano civil. Em 2017, saldo acumulado das balanças corrente e de capital apresentou um excedente a partir de junho e julho, sendo que em 2018 o mesmo só ocorreu a partir de agosto.

    O défice da balança de bens cresceu 842 milhões de euros, enquanto o excedente da balança de serviços diminuiu 82 milhões, devido às rubricas de transportes e dos outros serviços exceto viagens e turismo.

    A próxima atualização será publicada pelo BdP no dia 21 de maio.

     

    Bancos exigem perto de mil milhões de euros a Joe Berardo


    Esta ação executiva, que consta do portal informático CITIUS que serve os tribunais, tem como data de entrada o passado sábado e apresenta como exequentes a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Comercial Português (BCP) e o Novo Banco. A ação...

    Esta ação executiva, que consta do portal informático CITIUS que serve os tribunais, tem como data de entrada o passado sábado e apresenta como exequentes a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Comercial Português (BCP) e o Novo Banco.

    A ação para cobrança de uma dívida total de 962 milhões de euros, tem como executados o empresário José Manuel Rodrigues Berardo (conhecido por Joe Berardo), a Fundação José Berardo – Instituição Particular de Solidariedade Social, a empresa Metalgest- Sociedade de Gestão e a empresa Moagens Associadas, SA.

    A ação de cobrança de dívidas apresenta como agente de execução João Correia, decorrendo o processo no juiz 3 do Juízo de Execução de Lisboa.

    A senha mais comum é também a mais pirateada. Sabe como se proteger dos hackers?


    O estudo é do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC, em inglês), e indicou que a senha mais acessível para os hackers é a sequência ‘123456’. O estudo teve em conta mais de 100 mil senhas comuns que foram alvo de...

    O estudo é do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC, em inglês), e indicou que a senha mais acessível para os hackers é a sequência ‘123456’. O estudo teve em conta mais de 100 mil senhas comuns que foram alvo de ataques globais.

    De acordo com o NCSC, citado pela BBC, o estudo descobriu algumas falhas cibernéticas que podem estar a tornar o utilizador mais vulnerável. Assim, o centro que se dedica à segurança cibernética recomenda que os utilizadores juntem três palavras aleatórias, para que a combinação seja única e forte, mas que também seja fácil de memorizar.

    Para descobrir quais as palavras-chave que as contas pirateadas mais usavam, o NCSC analisou dados públicos destas contas. Em primeiro lugar da lista, aparecia ‘123456’, sendo utilizado em mais de 23 milhões de senhas de acesso.  ‘Qwerty’, ‘password’ e ‘1111111’ também constam na lista das senhas mais propicias a serem roubadas.

    Durante a análise, os responsáveis pelo estudo descobriram que os britânicos usam nomes, de amigos ou até mesmo do animal de estimação, como palavras-chaves, como Ashley, Michael, Daniel, Jessica e Charlie, que são fáceis de adivinhar.

    As preferências futebolísticas dos britânicos refletem-se nas senhas que utilizam, com ‘Liverpool’ ou ‘Chelsea’ a encontrarem-se entre as senhas mais usadas.

    Entre as senhas relacionadas com o mundo da música, a preferência vai para o nome do grupo ‘Blink-182’.

    O diretor-técnico do NCSC, Ian Levy, garantiu que quem usa sequências numéricas, palavras ou nomes muito conhecidos como senhas corre um risco elevado de ver os seus dados serem roubados. “Ninguém deve proteger dados confidenciais com algo que possa ser adivinhado, como o seu primeiro nome, clube de futebol ou banda favorita”, disse o diretor-técnico, citado pela BBC.

    Além de constatar qual a senha mais pirateada, o estudo questionou os cidadãos britânicos sobre os hábitos e medos em relação à segurança cibernética. Estes descobriram que 42% dos inquiridos espera perder dinheiro com fraudes online e que apenas 15% se sente seguro na internet.

    Troy Hunt, especialista em segurança, afirmou que escolher uma boa palavra-chave tende a ser o maior tipo de controlo individual dos utilizadores. O estudo também revela que menos de metade dos inquiridos utiliza uma senha diferente e mais difícil de adivinhar para a conta de e-mail principal.

    Medina e Arnaut de novo na Associação Turismo de Lisboa para o triénio 2019-2021


    Fernando Medina e José Luís Arnaut lideram a lista única candidata aos novos corpos sociais da Associação Turismo de Lisboa (ATL) para o triénio 2019-2021, que vai a votos no próximo dia 29 de abril – a ATL atravessa uma das suas melhores fases...

    Fernando Medina e José Luís Arnaut lideram a lista única candidata aos novos corpos sociais da Associação Turismo de Lisboa (ATL) para o triénio 2019-2021, que vai a votos no próximo dia 29 de abril – a ATL atravessa uma das suas melhores fases de sempre, tendo obtido um lucro consolidado de 4,36 milhões de euros em 2018 – mais 32% que em 2017 -, num ano em que os postos de turismo de Lisboa atenderam mais de 2,6 milhões de turistas, o que evidencia, segundo o presidente adjunto do Turismo de Lisboa, José Luís Arnaut, o peso crescente do turismo da capital “na economia nacional, da qual é, reconhecidamente, o principal motor”.

    Integram a candidatura as Câmaras Municipais de Lisboa, Cascais, Sintra, Mafra e Loures, bem como a Entidade da Região de Turismo da Região de Lisboa, as associações empresariais da Hotelaria (AHP), Restauração (AHRESP), Agências de Viagens (APAVT) e Comércio (UACS), a ANA-Aeroportos de Portugal, a TAP, a AVIS Budget Group e a Barraqueiro Transportes, na área dos transportes, entre outros.

    Figuram igualmente na lista candidata o Centro Nacional de Cultura, o Centro Cultural de Belém, o NewsMuseum e a Everything is New, em representação dos agentes e equipamentos culturais, a Pousada de Lisboa, o EPIC Sana Hotel e o Hotel Quinta da Marinha, em representação da hotelaria e a Lisboa FCE – Feiras, Congressos e Eventos e o Clube Campo da Aroeira, em representação dos equipamentos turísticos de Feiras e Congressos e do Golfe, respetivamente.

    A candidatura para a Direção da ATL é liderada pela Câmara Municipal de Lisboa, representada pelo presidente Fernando Medina, e inclui a ANA – Aeroportos de Portugal, representada por José Luís Arnaut, presidente do Conselho de Administração, enquanto candidato a presidente adjunto, e o EPIC Sana, representado pelo diretor de Desenvolvimento Mercados Sana Hotels, Paulo Monge, para o cargo de presidente do Convention Bureau. A Comisão Executiva desta Direção será composta pelo Presidente, pelo Presidente Adjunto e pelo Diretor Geral  e presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, Vitor Costa.

    A candidatura para a Mesa da Assembleia Geral é encabeçada pelo Centro Nacional de Cultura, que será representado pela presidente da instituição, Maria Calado. Já o Conselho Fiscal é liderado pela Pousada de Lisboa, que será representada pelo administrador do Pestana Hotel Group, Luís Castanheira Lopes.

    Lisboa recebeu em 2018 três distinções nos prémios World Travel Awards, designadamente o “World’s Leading City Destination”, o “World’s Leading City Break Destination” e o “Europe’s Leading City Destination”.  Em 2018 juntaram-se à ATL mais 90 associados, elevando o total para 886.

    CPLP: Mobilidade entre Estados-membros avança “a todo o vapor”


    A mobilidade nos Estados-membros da CPLP avança a “todo o vapor”, disse o presidente em exercício desta organização comunitária, Jorge Carlos Fonseca, que já enviou a todos um documento intitulado “Modelo de Integração...

    A mobilidade nos Estados-membros da CPLP avança a “todo o vapor”, disse o presidente em exercício desta organização comunitária, Jorge Carlos Fonseca, que já enviou a todos um documento intitulado “Modelo de Integração Comunitária”.

    “É um documento que explica a nossa proposta de circulação no espaço comunitário”, afirmou o Presidente da República de Cabo Verde, que atualmente assegura a presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

    Jorge Carlos Fonseca acrescentou que se trata de uma proposta escalonada, o que significa que cada Estado pode aderir à mobilidade de forma diferente, ou seja, uns podem aderir parcialmente e outros de forma plena, permitindo a “livre circulação dos cidadãos”.

    Cabo Verde, segundo o chefe de Estado, já tem pronto um projeto de acordo de mobilidade nos países membros da CPLP, um documento que concretiza o “Modelo de Integração Comunitária” e vai ser discutido na reunião de ministros responsáveis pelas áreas da Segurança Pública e Segurança Interna dos Estados-membros da comunidade, que se realiza na próxima quarta-feira dia (24 de abril), na Cidade da Praia.

    “Estamos a cumprir todo o cronograma que estabelecemos, em termos de mobilidade a nível da CPLP”, indicou Jorge Carlos Fonseca, acrescentando que se trata do projeto do acordo de mobilidade comunitária que prevê livre circulação, sendo que cada Estado membro pode aderir de acordo com as suas conveniências.

    JPP faz requerimento para debate potestativo sobre mobilidade marítima

    JPP faz requerimento para debate potestativo sobre mobilidade marítima


    O JPP convocou um debate potestativo sobre a mobilidade marítima entre a Madeira e o Continente, um tema que o partido entende ser estruturante, lembrando que os Açores e a Madeira são as únicas regiões insulares da Europa que não dispõem deste...

    O JPP convocou um debate potestativo sobre a mobilidade marítima entre a Madeira e o Continente, um tema que o partido entende ser estruturante, lembrando que os Açores e a Madeira são as únicas regiões insulares da Europa que não dispõem deste tipo de transporte de maneira regular.

    “O estabelecimento de uma linha semanal de transporte marítimo, para passageiros e carga, vem dar resposta às necessidades dos cidadãos e das empresas”, afirma Élvio Sousa, deputado do JPP.

    Para Élvio Sousa esta ligação marítima semanal “não está a ser assegurada” denunciando ainda que as promessas do governo regional, “não foram concretizadas”. O deputado do JPP diz ainda que “é mentira” que a ligação marítima entre a Madeira e o Continente só seja viável economicamente com ajudas de Estado ou indemnizações compensatórias, como têm defendido algumas entidades.

    O deputado do JPP lembra que a Madeira lembrando que a região já teve um operador que “não teve isenções de taxas ou ajuda” de Estado para concretizar o negócio e que era sustentável.

    “Se já tivemos um operador a funcionar quase quatro anos, sem ajudas de Estado e que chegou a solicitar apoio para fazer mais uma ligação semanal para a RAM, porque é que muitos partidos políticos e outros técnicos que por aí abundam estão a alimentar esta orquestra”, questionou.

    Barril de petróleo sobe para novo máximo anual acima dos 74 dólares


    O barril de petróleo Brent para entrega em junho tocou esta segunda-feira um novo máximo anual, acima dos 74 dólares. O petróleo de referência na europa abriu hoje em alta no mercado de futuros de Londres, onde cerca das 8:00 TMG se cotava a 74,20...

    O barril de petróleo Brent para entrega em junho tocou esta segunda-feira um novo máximo anual, acima dos 74 dólares.

    O petróleo de referência na europa abriu hoje em alta no mercado de futuros de Londres, onde cerca das 8:00 TMG se cotava a 74,20 dólares por barril, mais 3% do que no final da sessão anterior, na passada quinta-feira.

    Esta nova subida coloca o Brent num nível máximo desde novembro de 2018. Em finais de 2018, o petróleo cotava-se a 49,93 dólares e desde então subiu 25 dólares, cerca de 50%.

    São vários os fatores que explicam esta tendência para a alta, mas a subida de hoje deve-se fundamentalmente à quase certeza de que o Governo dos Estados Unidos vai anunciar o fim das isenções de sanções para os países que importem petróleo bruto do Irão a partir de 02 de maio, segundo os media norte-americanos.

    Os Estados Unidos voltaram a impor sanções contra a exportação de petróleo e o setor financeiro do Irão para pressionar Teerão a reduzir o programa nuclear e de mísseis.

    A cotação do petróleo é habitualmente muito sensível ao aumento de incertezas políticas nos países exportadores do Médio Oriente.

    Há dois anos o barril de Brent chegou a cotar-se a cerca de 30 dólares e em julho passado mantinha-se abaixo dos 50 dólares.

    Guarda é o distrito mais barato para comprar casa usada em Portugal


    O preço das casas voltou a subir 3,3% nos primeiros três meses do ano, face ao último trimestre de 2018, fixando-se nos 1.849 euros por metro quadrado (m2), segundo o índice de preços do “Idealista” divulgados, esta segunda-feira. Trata-se de um...

    O preço das casas voltou a subir 3,3% nos primeiros três meses do ano, face ao último trimestre de 2018, fixando-se nos 1.849 euros por metro quadrado (m2), segundo o índice de preços do “Idealista” divulgados, esta segunda-feira. Trata-se de um aumento de 17% em termos homólogos.

    Quanto às regiões, nenhuma ficou ilesa ao acréscimo de preços, em termos trimestrais, com exceção do Centro e da Região Autónoma dos Açores que apresentaram uma descida de 4,7% e 5,7%, respetivamente. A Área Metropolitana de Lisboa (AML) continua a ser a região mais cara.

    O “Idealista” destaca a região Norte, que viu os preços crescerem 4,6%, o valor mais alto do índice. Seguem-se, por esta ordem, Região Autónoma da Madeira (3,7%), AML (2,8%), Algarve (0,6%) e Alentejo (0,5%).

    Distritos

    Os maiores aumentos tiveram lugar no Porto (4,6%), Castelo Branco (4%) e Madeira (3,6%). No caso de Lisboa, a subida foi de 2,2%.

    Em sentido contrário encontram-se a ilha da Terceira, Leiria e ilha do Pico, que registaram as maiores descidas de preços: -6,1%, -5,9% e -4,1%, respetivamente.

    O ranking dos distritos mais caros continua a ser liderado por Lisboa (3.002 euros por m2), seguido por Faro (2.072 euros por m2) e Porto (1.728 euros por m2). Já as casas à venda com preços “mais em conta” encontram-se na Guarda (615 euros por m2), Bragança (676 euros por m2) e Castelo Branco (680 euros por m2).

    Capitais de distrito/cidades

    Os preços aumentaram em 16 capitais de distrito, com Castelo Branco (4,8%) a liderar a lista. Seguem-se Setúbal (4,4%), Guarda (4,2%), Braga (4%) e Évora (3,8%). Já em Lisboa a subida foi de 2,2% e no Porto de 2,1%.

    Onde é que os preços mais desceram? Em Vila Real (-18,1%), Coimbra (-2,9%) e Viana do Castelo (-2,7%).

    Homem mais rico da Dinamarca perde três filhos nos atentados do Sri Lanka


    Três dos quatro filhos do homem mais rico da Dinamarca, Anders Holch Povlsen, 46 anos, morreram na sequência dos ataques suicidas no Sri Lanka, que ocorreram no domingo, 21 de abril, e provocaram a morte de pelo menos 290 pessoas, incluindo o...

    Três dos quatro filhos do homem mais rico da Dinamarca, Anders Holch Povlsen, 46 anos, morreram na sequência dos ataques suicidas no Sri Lanka, que ocorreram no domingo, 21 de abril, e provocaram a morte de pelo menos 290 pessoas, incluindo o português Rui Lucas, 31 anos, natural de Viseu.

    As mortes dos três jovens já foram confirmadas por um porta-voz do multimilionário, que é dono da marca de roupa Bestseller e detém a participação maioritária da loja online de roupas e artigos de belezas Asos.

    “Infelizmente, temos de confirmar [a morte de três dos filhos de Povlsen]” afirmou Jesper Stubkier, diretor de comunicação da Bestseller, em declarações ao jornal dinamarquês “Berlingsake”. “Pedimos que respeitem a privacidade e, assim, não haverá mais comentários”, acrescentou.

    De acordo com o tabloide inglês “The Mirror”, Anders Holch Povlsen tem quatro filhos, um rapaz, Alfred, e três raparigas, Astrid, Agnes e Alma. Não se sabe a identidade dos três filhos do multimilionário dinamarquês, nem em quais das oito explosões ocorridas no Sri Lanka morreram.

    O tablóide menciona, ainda, que uma das filhas, Alma, tinha publicado recentemente uma foto dos irmãos na sua conta de Instagram, onde se pode ler: “Os meus três ursinhos”.

     

    View this post on Instagram

     

    3 x små ferie basser 🐻

    A post shared by ALMA STORM HOLCH POVLSEN (@almashpovlsen) on Apr 17, 2019 at 7:45am PDT

    Anders Holch Povlsen é considerado pela revista norte-americana “Forbes” o 252 homem mais rico do mundo, avaliando a fortuna do dinamarquês em 7,9 mil milhões de dólares.

    Entre igrejas e hotéis em diferentes cidades, os ataques culminaram em oito grandes explosões que mataram, pelo menos, 290 pessoas e mais de 500 feridos. As explosões ocorreram “quase em simultâneo” pelas 8h45 horas (3h15 em Portugal continental), sendo que as autoridades cingalesas detetaram e desativaram a tempo uma bomba artesanal, descoberta perto do principal aeroporto da capital de Sri lanka, Colombo.

    Entre as vitimas mortais há um português: Rui Lucas, 31 anos, natural de Viseu, que se encontram em lua-de-mel no país, após se ter casado na semana passada, segundo o Jornal de Notícias.

    Identificado grupo que realizou atentado no Sri Lanka que provocou 290 mortos e 500 feridos


    Os sete bombistas suicidas que realizaram o ataque coordenado a igrejas e hotéis no domingo de Páscoa no Sri Lanka, que provocou 290 mortos e 500 feridos, pertenciam ao grupo National Thowfeek Jamaath, informou o Governo cingalês. Todos os bombistas...

    Os sete bombistas suicidas que realizaram o ataque coordenado a igrejas e hotéis no domingo de Páscoa no Sri Lanka, que provocou 290 mortos e 500 feridos, pertenciam ao grupo National Thowfeek Jamaath, informou o Governo cingalês.

    Todos os bombistas suicidas eram cidadãos do Sri Lanka, mas as autoridades suspeitam que tinham ligações ao estrangeiro, disse o ministro da Saúde, Rajitha Senaratne, numa conferência de imprensa.

    Mais cedo, um investigador forense do Governo cingalês, Ariyananda Welianga, afirmou que uma análise das partes do corpo dos atacantes deixou claro que eles eram os bombistas suicidas.

    Welianga declarou que a maioria dos ataques foram realizados por um único bombista, com a exceção do hotel Shangri-La, em Colombo, que foi atacado por dois bombistas suicidas.

    Enquanto isso, a polícia do Sri Lanka está a examinar os relatórios de agências de informação que tinham avisos de possíveis ataques, segundo as autoridades cingalesas.

    Dois ministros do Governo fizeram alusão a falhas nos serviços de informação do país.

    “Alguns oficiais dos serviços de informação estavam cientes dessa incidência. Portanto, houve um atraso na ação. É preciso tomar medidas sérias, assim como saber o porquê de esses avisos terem sido ignorados”, declarou o ministro das Telecomunicações, Harin Fernando, na sua conta na rede social Twitter.

    Fernando disse que o seu pai também tinha ouvido falar da possibilidade de um ataque e advertiu-o para não entrar em igrejas mais populares.

    Mano Ganeshan, ministro da Integração Nacional, disse que os oficiais de segurança do seu ministério foram alertados sobre a possibilidade de dois bombistas atacarem políticos.

    O cardeal Malcolm Ranjith, arcebispo de Colombo, disse que os ataques poderiam ter sido evitados.

    “Colocamos as nossas mãos nas nossas cabeças quando soubemos que essas mortes poderiam ter sido evitadas. Porque é que isso não foi evitado?” declarou o cardeal.

    As oito explosões de domingo mataram, pelo menos, 290 pessoas, entre as quais um português residente em Viseu, e provocaram 500 feridos.

    Os Estados Unidos informaram que “vários” norte-americanos estavam entre os mortos, enquanto Grã-Bretanha, Índia, China, Japão e Austrália que também referiram que perderam cidadãos nos ataques de domingo.

    A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

    Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país.

    A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

    As primeiras seis explosões ocorreram “quase em simultâneo”, pelas 08:45 de domingo (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

    O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques, que não foram ainda reivindicados, também aumentou de 13 para 24, disse à agência de notícias francesa France-Presse (AFP) o porta-voz da polícia Ruwan Gunasekera.

    A polícia também informou hoje que uma bomba artesanal foi descoberta e desativada no domingo, perto do principal aeroporto de Colombo.

    O Governo do Sri Lanka anunciou hoje que vai prestar homenagem na terça-feira aos quase 300 mortos nos ataques do domingo de Páscoa durante um funeral oficial.

    O funeral acontecerá na terça-feira na igreja de Katuwapitya, em Negambo, a poucos quilómetros ao norte de Colombo.

    Universidade da Madeira abre candidaturas para pós-graduação em gestão empresarial em parceria com ISCTE

    Universidade da Madeira abre candidaturas para pós-graduação em gestão empresarial em parceria com ISCTE


    Estão abertas as candidaturas, até 14 de junho, para a pós-graduação em gestão empresarial que resulta da parceria entre a Universidade da Madeira (UMa) e o INDEG-ISCTE. O programa é dirigido a profissionais, executivos, quadros e dirigentes sem...

    Estão abertas as candidaturas, até 14 de junho, para a pós-graduação em gestão empresarial que resulta da parceria entre a Universidade da Madeira (UMa) e o INDEG-ISCTE. O programa é dirigido a profissionais, executivos, quadros e dirigentes sem formação em gestão que queiram aprofundar conhecimentos e competências nesta área.

    A pós-graduação é coordenada por Ricardo Correia, da UMa, e por Fernando Ferreira, do INDEG-ISCTE. As candidaturas podem ser realizadas em http://candidaturas.uma.pt. Quem esteja inscrito na Associação de Antigos Alunos da UMa e Alumni ISCTE, beneficia de um desconto de 15%, e aqueles que sejam associados das Ordens Profissionais com protocolo com a UMa e os funcionários das empresas associadas da ACIF possuem um desconto de 10%.

    Juro do crédito à habitação sobe pelo quarto mês consecutivo


    A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação aumentou em março pelo quarto mês consecutivo. A taxa subiu assim dos 1,061% para os 1,066% em março, segundo os dados do INE divulgados esta segunda-feira, 22 de abril. O...

    A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação aumentou em março pelo quarto mês consecutivo.

    A taxa subiu assim dos 1,061% para os 1,066% em março, segundo os dados do INE divulgados esta segunda-feira, 22 de abril.

    O capital médio em dívida subiu 166 euros entre fevereiro e março para um total de 52.609 euros.

    Já a prestação média vencida subiu um euro para 245 euros durante o mesmo período.

    Olhando para os contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 1,423 para 1,396%.

    Reembolsos do IRS sobem em média 30% em 2019


    Os reembolsos do IRS podem subir em média 30% em 2019, de acordo com o “Jornal de Negócios” desta segunda-feira, 22 de abril, que cita contas da consultora PricewaterhouseCoopers (PwC). Na origem deste crescimento está o desfasamento entre a taxa...

    Os reembolsos do IRS podem subir em média 30% em 2019, de acordo com o “Jornal de Negócios” desta segunda-feira, 22 de abril, que cita contas da consultora PricewaterhouseCoopers (PwC). Na origem deste crescimento está o desfasamento entre a taxa efetiva de IRS e os montantes descontados todos os meses, em 2018.

    No ano em que os reembolsos deverão ascender aos três mil milhões de euros, as contas da consultora indicam que os ganhos com a devolução do Estado será maior para os pensionistas, podendo chegar aos 72%, e para agregados familiares com salários mais baixos. Já os contribuintes com e sem filhos que recebam mil euros por mês vão ver os seus reembolsos subir 41%. A diferença entre os reembolsos de 2018 e 2019, no caso dos casados com dois filhos, por exemplo, significa receber mais 196,56 euros, de acordo com o jornal.

    Também os trabalhadores com salários mais altos vão sentir diferença. As estimativas da PwC apontam para que um casal (casados) com um salários de 2.500 euros cada e que tenham dois filhos vão receber 222,54 euros de reembolso, um valor que corresponde a um aumento de 12% face ao ano passado.

    Todos os anos, os contribuintes recebem o reembolso dos descontos que realizaram ao longo do ano anterior. O IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares) devido por cada trabalhador é fixado através das taxas progressivas definidas em escalões, consoante o rendimento anual de cada contribuinte e só é apurado no final do ano depois da entrega da declaração de IRS – este ano decorre até 30 de junho.

    EUA alertam que terroristas estão a planear novos ataques no Sri Lanka


    Os Estados Unidos alertaram hoje que “grupos terroristas” continuam a preparar ataques no Sri Lanka, depois uma série de explosões no domingo de Páscoa que provocaram 290 mortos e 500 feridos no país. “Grupos terroristas continuam a planear...

    Os Estados Unidos alertaram hoje que “grupos terroristas” continuam a preparar ataques no Sri Lanka, depois uma série de explosões no domingo de Páscoa que provocaram 290 mortos e 500 feridos no país.

    “Grupos terroristas continuam a planear possíveis ataques no Sri Lanka. Os terroristas poderiam atacar com pouco ou nenhum aviso (…) áreas públicas”, alertou o Departamento de Estado norte-americano através da sua embaixada dos Estados Unidos no Sri Lanka.

    O Governo dos Estados Unidos indicou como potenciais alvos destes ataques áreas turísticas, centros de transporte, mercados, centros comerciais, instalações governamentais, hotéis, clubes, restaurantes, locais de culto, parques, grandes eventos desportivos e culturais, instituições educacionais e aeroportos.

    Os ataques no Sri Lanka a três igrejas e três hotéis no domingo de Páscoa foram realizados por sete bombistas suicidas, disse um perito forense do Governo cingalês à agência de notícias Associated Press (AP).

    O analista do Governo Ariyananda Welianga indicou que a investigação mostra que estavam envolvidas pelo menos duas pessoas no ataque no hotel Shangri-La. Os restantes bombistas atacaram em Colombo o Santuário de Santo António, os hotéis Cinnamon Grand e Kingsbury, bem como a Igreja de São Sebastião e a Igreja de Sião nas cidades de Negombo e Batticaloa, respetivamente.

    As duas explosões que tiveram lugar horas depois numa pousada e perto de um viaduto nos arredores de Colombo ainda estão sob investigação.

    Pelo menos 290 pessoas morreram e 500 ficaram feridas nos ataques de domingo no Sri Lanka, segundo um novo balanço divulgado hoje pelas autoridades.

    O anterior balanço era de 207 mortos, incluindo um cidadão português, e de 450 feridos.

    O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques, que não foram ainda reivindicados, também aumentou de 13 para 24, disse à agência de notícias francesa France Presse (AFP) o porta-voz da polícia Ruwan Gunasekera.

    A polícia também informou hoje que uma bomba artesanal foi descoberta e desativada no domingo, perto do principal aeroporto de Colombo.

    As primeiras seis explosões ocorreram “quase em simultâneo”, pelas 08:45 (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Ministério dos Negócios Estrangeiros já lamentaram os ataques e manifestaram pesar pela morte do cidadão português.

    Mudança nas regras do IMI sobe imposto sobre as casas


    A Autoridade Tributária e Aduaneira vai rever o Coeficiente de Localização (CL) do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) até ao final do mês de agosto para entrar em vigor em janeiro de 2020. Este fator é o que mais contribui para o agravamento do...

    A Autoridade Tributária e Aduaneira vai rever o Coeficiente de Localização (CL) do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) até ao final do mês de agosto para entrar em vigor em janeiro de 2020.

    Este fator é o que mais contribui para o agravamento do IMI, e o fisco quer equiparar o valor patrimonial tributário (VPT) das casas, sobre o qual incide o cálculo do IMI, a 85% do preço médio de mercado dos imóveis em cada zona, avança o Correio da Manhã esta segunda-feira, apontando que esta revisão vai obrigar os proprietários a pagarem mais IMI.

    O maior impacto desta revisão vai ser sentido na grande Lisboa, no grande Porto e no Algarve, precisamente nas regiões onde os preços do imobiliário têm vindo a subir de forma assinalável desde 2015.

    O IMI é a principal fonte de receita dos municípios, e renderam 423 milhões de euros só em 2017, no total de 8,2 milhões de imóveis urbanos que pagam IMI.

    Os peritos imobiliários que vão fazer esta atualização estão atualmente em formação e vão para o terreno no mês de maio.

    Receitas de vinho Madeira com forte descida na Madeira no primeiro trimestre

    Receitas de vinho Madeira com forte descida na Madeira no primeiro trimestre


    O contributo financeiro vindo do vinho Madeira sofreu um forte impacto no primeiro trimestre. A descida foi de 25,9%, advindo também da quebra de 21,8% na quantidade de litros vendido, para os 3,4 milhões de euros, de acordo com os dados da Direcção...

    O contributo financeiro vindo do vinho Madeira sofreu um forte impacto no primeiro trimestre. A descida foi de 25,9%, advindo também da quebra de 21,8% na quantidade de litros vendido, para os 3,4 milhões de euros, de acordo com os dados da Direcção Regional de Estatística (DREM).

    No primeiro trimestre foram vendidos 659 milhares de litros, o que representa uma descida de 21,8 milhões de euros.

    Dos mercados de maior relevo para a Madeira verifica-se uma quebra de receita de 45% em França, para os 588 mil euros, e de 25% no Japão, para os 323 mil euros.

    As notícias contudo são animadoras na Alemanha, um país que regista uma melhoria de 194%, para os 303 mil euros, e na Grã-Bretenha, que no primeiro trimestre representou uma receita de 343 mil euros, uma subida de 54,3%.

     

    Insegurança e crise na Venezuela afastam portugueses da região de Clarines


    A insegurança e a crise na Venezuela estão a afastar a comunidade portuguesa de Clarines (250 quilómetros a leste de Caracas), reduzindo a metade o meio milhar de portugueses que há alguns anos viviam naquela cidade do estado de Anzoátegui. “A...

    A insegurança e a crise na Venezuela estão a afastar a comunidade portuguesa de Clarines (250 quilómetros a leste de Caracas), reduzindo a metade o meio milhar de portugueses que há alguns anos viviam naquela cidade do estado de Anzoátegui.

    “A insegurança é a nossa principal preocupação. Mas como tudo no país, a crise tem-nos afetado”, em particular a falta de bens essenciais. “Os meus pais estão fora do país, devido à falta de medicamentos”, explicou um comerciante à Agência Lusa.

    João Abel Gonçalves, insiste que é possível “ganhar dinheiro” no país, mas a falta de medicamentos inviabiliza a permanência das pessoas.

    “A inflação também está a fazer estragos, porque quando temos o dinheiro para comprar algo à noite o preço é outro”, mas, “basicamente, as nossas preocupações são a insegurança”, disse.

    João Abel Gonçalves é presidente da Associação Luso-venezuelana de Clarines, que em 2018 alertava que apenas já ficavam “238 portugueses” naquela zona, dos quais “alguns já faleceram”, principalmente idosos, “e outros foram embora”, para fugir da crise.

    Por outro lado, Leonel de Sousa, presidente da Câmara de Comércio e Construção de Clarines, está apreensivo com o que acontece e alega que “a economia é também uma das maiores preocupações nesta zona”.

    “Mais de 90% dos portugueses que estão por cá são da Madeira. Muitos deles trabalharam na agricultura e isso não tem corrido nada bem” pela falta de produtos agroquímicos no país e pelos problemas de acessibilidade, explicou.

    Segundo Leonel de Sousa, “não há manutenção das estradas, nem peças para reparar as viaturas”.

    “Muitos comerciantes têm ido embora porque, lamentavelmente, não conseguem aguentar (a crise). A situação é muito crítica e alguns comerciantes, têm tentado manter-se, mas outros deixaram de ter capacidade para manter as portas abertas” explicou.

    A situação, explicou, não é apenas em Clarines, também em todo o Estado de Anzoátegui, onde se estima que vivam mais de 20 mil portuguese.

    “Os negócios estão a fechar. Alguns têm vendido tudo o que durante 20, 30 ou 40 anos construíram por cá. Investiram tudo e agora estão a ir embora sem nada, porque não conseguem quem compre (as suas propriedades) a um preço que realmente seja justo”, frisou.

    Preocupado, Leonel de Sousa, diz ainda que devido “à situação económica, à crise que afeta a Venezuela” muitos portugueses “preferem conseguir ficar com algum dinheiro, aceitar qualquer quantia (que lhes oferecem pelas propriedades) e ir embora (do país), para tratar de começar de novo”.

    Quanto a Clarines, explicou que é uma pequena cidade, principalmente de descanso, cuja aposta principal sempre foi a cultura. Nela faziam-se grandes festas de carnaval, em semana santa e a de Santo António e que competiam com outras grandes festas no país.

    No entanto, apesar da crise, segundo any Moreira, do Instituto Português de Cultura, a localidade de Clarines “tem-se convertido num polo de união de culturas, entre Portugal e a Venezuela”.

    “Temos feito um trabalho significativo ao longo de muitos anos e temos conseguido que Clarines seja esse polo da cultura luso-venezuelana. Aqui temos projetos que vão desde a educação (ensino de português numa escola pública), que passam pela cultura, até parte social”, frisou.

    Governo de Merkel propõe medida protecionista para proteger empresas estratégicas de OPA estrangeiras


    O governo alemão quer criar um fundo de investimento do Estado cujo objetivo principal será o de intervir junto de empresas germânicas para impedir investimentos ou aquisições por parte de entidades estrangeiras sobre empresas alemãs...

    O governo alemão quer criar um fundo de investimento do Estado cujo objetivo principal será o de intervir junto de empresas germânicas para impedir investimentos ou aquisições por parte de entidades estrangeiras sobre empresas alemãs consideradas estratégicas.

    A proposta partiu do ministro da Economia alemão, Peter Altmaier, e, de acordo com o Financial Times, corresponde a uma corrente protecionista de Berlim face às cada vez mais frequentes ofertas públicas de aquisição (OPA) lançadas por empresas estrangeiras sobre empresas estatais de países da União Europeia, sobretudo por parte de entidades chinesas.

    Outro motivo que justifica a proposta de Peter Altmaier é que a Alemanha, o conhecido “motor da Europa”, pois detém grandes empresas industrias e de produção em massa em vários setores de atividade, quer ser capaz de competir com os gigantes tecnológicos dos Estados Unidos e de países asiáticos. Por isso, Berlim delineou uma nova estratégia industrial que visa, sobretudo criar, desenvolver e proteger  empresas germânicas em setores estratégicos para aumentar a competitividade alemã. Fundamentalmente, o governante alemão quer dar mais poder ao Estado germânico para intervir e bloquear em possíveis OPA.

    Mas a proposta de Altmaier já provocou criticas, com alguns membros do próprio partido, a CDU, a acusar o ministro da Economia de esquecer os princípios do mercado livre. Também os patrões criticaram o plano que prevê mais interferência do Estado na economia.

    Na origem desta proposta estará a venda da empresa de robótica alemã Kuka à fabricante de eletrodomésticos chinesa Midea, em 2016, que suscitou criticas quanto à possibilidade de o know-how de tecnologia industrial alemão acabar nas mãos de empresas chinesas.

    As dúvidas da Alemanha sobre sobre as intenções das empresas chinesas em lançar OPA sobre empresas estrangeiras cresceram desde que o presidente chinês Xi Jinping apresentou o plano “Made in China 2025”, destinado a transformar a China numa das principais potências tecnológicas do mundo.

    Em Portugal, no plano tecnológico, a vontade das empresas chinesas em expandir as suas atividades a outros países reflete-se no acordo que existe entre a Huawei e a empresa de telecomunicações Altice Portugal. Em dezembro de 2018, durante a visita a Lisboa do Presidente chinês Xi Jinping, foi assinado entre a Altice e a empresa chinesa um acordo para o desenvolvimento da próxima geração da rede móvel, o 5G, no mercado português.

    Mas nem só de parcerias se faz esta relação luso-chinesa. No setor energético, a portuguesa EDP enfrenta uma OPA lançada pela China Three Gorges, que é uma empresa do Estado chinês. Atualmente, a OPA atravessa um momento em que poderá perder condições de vingar, uma vez que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) comunicou à EDP, a 12 de abril, que a OPA da China Three Gorges cairá na assembleia geral da EDP, de dia 24 de abril, se a desblindagem de estatutos, que foi proposta pelo fundo norte-americano Elliott for chumbada.

    Tal como o Jornal Económico avançou na sua edição impressa, também a 12 de abril, a CMVM veio clarificar o seu entendimento que a decisão  que for tomada na próxima AG sobre a blindagem dos direitos de voto a 25% conta para efeitos do preenchimento da condição de lançamento da OPA.