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    Primeiro-ministro do Mali renuncia

    Primeiro-ministro do Mali renuncia


    Soumeylou Boubèye Maïga se afastou após Assembleia Nacional discutir moção de censura pela má gestão da intensa insatisfação da população. Presidente Ibrahim Boubacar Keita se reuniu com representantes religiosos e vários partidos da...


    Soumeylou Boubèye Maïga se afastou após Assembleia Nacional discutir moção de censura pela má gestão da intensa insatisfação da população. Presidente Ibrahim Boubacar Keita se reuniu com representantes religiosos e vários partidos da oposição e prometeu anunciar substituto em breve. O primeiro-ministro do Mali, Soumeylou Boubèye Maïga, participa de coletiva na sede da ONU, em Nova York, em 29 de março Reuters/Eduardo Munoz O primeiro-ministro do Mali, Soumeylou Boubèye Maïga, apresentou sua renúncia nesta quinta-feira (18) à noite, após a Assembleia Nacional discutir uma moção de censura pela má gestão da intensa insatisfação da população. Em nota oficial, o presidente Ibrahim Boubacar Keita anunciou que aceitou a renúncia de Maiga, e disse que um novo primeiro-ministro será nomeado "em breve" após uma rodada de consultas com as forças do governo e da oposição. Maiga tem estado no centro das críticas ao governo nas últimas semanas, e influentes líderes muçulmanos exigiram sua saída do cargo. Em uma tentativa de encontrar uma saída para a crise, o próprio presidente Keita se reuniu com representantes religiosos e vários partidos da oposição. A capital, Bamako, foi abalada em 5 de abril por enormes manifestações, o que levou a uma reação marcadamente violenta por parte do governo. Na terça-feira, Keita pronunciou um discurso à nação no qual disse que tinha "ouvido toda a raiva, todos os sinais" da população, e anunciou o início de um processo de "consenso nacional" de 23 a 28 abril. Esse grande debate nacional incluiria uma revisão da Constituição que mais tarde seria submetida a um referendo.
    Oito pontos-chave do relatório de Robert Mueller sobre a investigação contra Donald Trump

    Oito pontos-chave do relatório de Robert Mueller sobre a investigação contra Donald Trump


    Investigação contra presidente dos EUA durou 22 meses. Apesar de o relatório não o isentar das acusações, Trump comemorou decisão do secretário de Justiça em não levar o processo adiante. Trechos do relatório sobre o inquérito contra...


    Investigação contra presidente dos EUA durou 22 meses. Apesar de o relatório não o isentar das acusações, Trump comemorou decisão do secretário de Justiça em não levar o processo adiante. Trechos do relatório sobre o inquérito contra Donald Trump apareceram apagados Jon Elswick/AP Photo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou a decisão do secretário de Justiça, William Barr, de não acusá-lo de conluio com a Rússia e obstrução nas investigações. No entanto, o relatório divulgado pelo procurador especial Robert Mueller nesta quinta-feira (18) afirma que as investigações não chegam a isentar Trump de uma responsabilidade sobre as duas suspeitas. Principalmente porque, segundo o texto, o presidente tentou obstruir ao menos 10 vezes a investigação. Só não conseguiu – e, por isso, não foi acusado – porque os assessores envolvidos se recusaram a fazê-lo. Veja abaixo oito dos principais pontos do relatório final da investigação contra Trump. Demissão do diretor do FBI aumentou suspeitas de obstrução às investigações; Nomeação de Robert Mueller como procurador especial fez Trump temer perder o cargo; O presidente se empenhou para retirar Mueller das investigações; Além disso, Trump tentou minimizar o teor do inquérito; Trump pediu a equipe que hackeasse e-mails de Hillary Clinton em 2016; Pedido de Trump ao governo da Rússia para sabotar a adversária, porém, foi 'brincadeira'; Ainda inconclusivo, inquérito não acusa Trump – nem o isenta de culpa; Trechos do inquérito colocados sob sigilo levantaram suspeitas. Entenda cada um desses pontos abaixo Demissão do diretor do FBI Ex-diretor do FBI James Comey, durante entrevista ao 20/20, da TV americana ABC Ralph Alswang/ABC via AP Os primeiros sinais de obstrução apareceram em maio de 2017, quando, inesperadamente, Trump demitiu James Comey, então diretor do FBI. O relatório aponta que isso ocorreu porque o antigo chefe da polícia norte-americana não queria admitir, publicamente, que o presidente era inocente após o escândalo do suposto conluio com a Rússia vir à tona. Ainda em maio de 2017, Comey disse a senadores norte-americanos que o governo russo ainda influenciava na política dos EUA e representava "a maior ameaça" para a segurança da nação. Medo de perder o mandato Jeff Sessions com Donald Trump em foto de 2017 Kevin Lamarque/Reuters O relatório conta que, dias depois da demissão de Comey, Trump ficou furioso ao saber que Robert Mueller era o novo nome que conduziria a investigação sobre o suposto conluio com a Rússia. Ao retornar à sala e informar o presidente, o então procurador-geral, Jeff Sessions, enfrentou a ira de Trump, que se jogou na cadeira e disse: "Oh, meu Deus. Isso é terrível. Isso é o fim da minha presidência. Eu estou f… Isso é a pior coisa que já me aconteceu". Missão: tirar Mueller do inquérito Robert Mueller é o responsável pela investigação da suposta interferência russa nas eleições dos EUA Reuters/Aaron P. Bernstein Com Mueller comandando a investigação, Trump entrou em cena para forçar uma saída dele do cargo. Ele pediu, mais de uma vez, que conselheiros retirassem o procurador especial do posto, ou então que convencessem Jeff Sessions a assumir o inquérito. No entanto, Trump não conseguiu convencer os assessores, diz o documento. Em duas ocasiões, os conselheiros do presidente preferiram renunciar. Guerra de informações Presidente dos EUA, Donald Trump, participou de conferência em Washington nesta quarta-feira (17) Carlos Barria/Reuters As outras provas apresentadas por Mueller de que Trump tentou – mas não conseguiu – obstruir a investigação se referem aos esforços do presidente em evitar que o assunto saísse completamente na imprensa norte-americana. Em um dos casos, em 2017, Trump apagou parte de um comunicado à imprensa em que admitia que houve um encontro entre Trump Jr. com russos. No ano seguinte, ele pediu que um assessor "desmentisse" a versão de que o presidente queria derrubar Mueller do cargo. Porém, esse assessor, Don McGahn, respondeu ao presidente que ele teria de dizer a verdade aos investigadores. Hackers na campanha de Hillary Hillary Clinton durante um evento de campanha em Las Vegas Andrew Harnik/AP O relatório cita o assessor da campanha de Trump Rick Gates, que disse que "no final do verão de 2016, a Campanha Trump estava planejando uma estratégia de imprensa, uma campanha de comunicação e mensagens baseadas na possível divulgação de e-mails de Clinton pela WikiLeaks". Gates disse ainda que o próprio Trump afirmou que a divulgação de "mais informações prejudiciais" aconteceria, mas a data dessa conversa foi censurada na versão divulgada do relatório. Michael Cohen, ex-advogado de Trump, também disse que o presidente falou a ele sobre contatos com a WikiLeaks, mas o conteúdo da conversa é outro ponto que foi censurado. Trump diz que pedido à Rússia foi 'brincadeira' O então candidato republicano Donald Trump fala em um evento de campanha no resort Doral, em Miami, em 2016 REUTERS/Carlo Allegri O relatório também fala do interesse de Trump em emails que Hillary guardava em seu servidor doméstico, aqueles que o então candidato chegou a pedir publicamente que a Rússia encontrasse, um episódio que depois chamou de "brincadeira". De acordo com o ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn, Trump pediu que sua equipe contratasse pessoas para rastrear os e-mails e uma empresa chegou a ser criada para isso, arrecadando mais de US$ 30 mil, contratando especialistas em segurança e entrando em contato com hackers com "laços e afiliações à Rússia". Mas, ainda segundo o relatório, os e-mails não foram adquiridos. Nem acusa nem isenta de culpa Robert Mueller, conselheiro jurídico especial encarregado de investigar o caso “Russiagate” Associated Press Os diversos relatos e provas coletadas não foram suficientes para Mueller recomendar a acusação de Trump nos crimes de interferência externa na eleição ou por obstruir as investigações. Da mesma forma, o inquérito também foi considerado insuficiente para isentar o presidente da possível culpa nos dois casos. Trump comemorou a decisão de Barr não acusá-lo formalmente na Justiça norte-americana. No entanto, os congressistas dos EUA ainda podem começar outra investigação sobre o caso. Trechos sob sigilo Por fim, intriga o fato de que quase 40% das 448 páginas do inquérito tiveram trechos colocados sob sigilo, censurados com uma tarja preta. Na maioria dos casos, a procuradoria classificou essas partes como temas sensíveis, ou seja, que não poderiam ser publicados por questões de segurança do inquérito. Isso irritou parte da oposição, que pediu que o Departamento de Justiça entregasse a versão completa do relatório. Em parte, os parlamentares democratas conseguiram: a pasta deve entregar uma segunda versão com menos trechos sob sigilo ao Congresso dos EUA.
    Washington confirma que Coreia do Norte testou arma

    Washington confirma que Coreia do Norte testou arma


    Secretário interino da Defesa, Patrick Shanahan, não deu detalhes, mas disse que não se trata de um míssil balístico. Lançamento foi anunciado na quarta-feira por agência oficial norte-coreana. Kim Jong-un observa treinamento da força aérea...


    Secretário interino da Defesa, Patrick Shanahan, não deu detalhes, mas disse que não se trata de um míssil balístico. Lançamento foi anunciado na quarta-feira por agência oficial norte-coreana. Kim Jong-un observa treinamento da força aérea da Coreia do Norte na terça-feira (16) KCNA via Reuters O Pentágono confirmou, nesta quinta-feira (18), que a Coreia do Norte testou uma arma no dia anterior, mas disse que não se tratou de um míssil. "Houve um teste", afirmou o secretário interino da Defesa, Patrick Shanahan. A imprensa estatal norte-coreana anunciou que o líder norte-coreano Kim Jong-Un supervisionou os testes de uma nova "arma tática guiada" com "potente ogiva", sem especificar a natureza do armamento. "Não quero entrar nos detalhes da nossa inteligência, mas quero dizer que não foi um míssil balístico", afirmou Shanahan, entrevistado pela imprensa antes de uma reunião com a ministra da Defesa albanesa, Olta Xhaçka. Quando questionado se o teste foi em terra ou um lançamento, Shanahan foi impreciso. "Podemos dizer que disparar, lançar, testar, são sinônimos", respondeu. O Pentágono ressaltou que essa ação da Coreia do Norte não teve impacto nas operações militares dos EUA na região. Este anúncio norte-coreano acontece em um momento em que há dúvidas sobre o processo de desnuclearização de Pyongyang. Depois do efusivo clima da cúpula de Singapura em junho de 2018, o presidente americano Donald Trump e Kim Jong-Un romperam o vínculo em Hanói, em fevereiro, por causa de um desentendimento: o norte-coreano exigiu um levantamento das sanções econômicas considerado importante demais pelo americano, em troca de uma desnuclearização que começou a ser considerada tímida demais por Washington. Quase três meses depois, a situação está em um beco sem saída.
    França registra recorde de suicídios de policiais

    França registra recorde de suicídios de policiais


    As más condições de trabalho são apontadas como causa possível, em um contexto que só piorou com as manifestações dos “coletes amarelos”. Sindicatos da categoria organizam um protesto nessa sexta-feira (19) para alertar as autoridades...


    As más condições de trabalho são apontadas como causa possível, em um contexto que só piorou com as manifestações dos “coletes amarelos”. Sindicatos da categoria organizam um protesto nessa sexta-feira (19) para alertar as autoridades sobre a situação. Condições de trabalho dos policiais franceses pioraram com a mobilização dos 'coletes amarelos' Pascal Pavani/AFP O número de suicídios de policiais não para de crescer na França. As más condições de trabalho são apontadas como causa possível, em um contexto que só piorou com as manifestações dos “coletes amarelos”. Os sindicatos da categoria organizam um protesto nessa sexta-feira (19) para alertar as autoridades sobre a situação. Na manhã desta quinta-feira (18) uma policial de 48 anos foi encontrada morta em Montpellier, no sul da França. Algumas horas mais tarde, um policial de 25 anos foi encontrado morto em sua casa na periferia de Paris. Desde o início deste ano, 28 agentes se suicidaram no país, contra 35 durante os 12 meses de 2018. A morte dos dois policiais no mesmo dia foi a gota d’água para os agentes, que pedem para ser recebidos “urgentemente” pelo ministro do Interior, Christophe Castaner.  “O plano de luta contra os suicídios na polícia deve se tornar uma causa nacional e ser decretado como uma prioridade”, pediram os sindicatos da categoria por meio de um comunicado. “Medidas fortes e imediatas devem ser tomadas”, insistem. Os representantes também anunciaram a realização de um protesto na manhã dessa sexta-feira diante de suas corporações. Segundo eles, o objetivo principal é homenagear os colegas mortos desde o início do ano. “Os dias dramáticos se seguem a um ritmo insuportável e inédito”, declararam os sindicatos. Na semana passada, o ministro do Interior prometeu a implementação rápida de um plano de combate aos suicídios, iniciativa que já havia sido anunciada por seu antecessor, Gérard Collomb. Castaner também anunciou a criação de um serviço de prevenção. O dispositivo conta com um número de telefone especial, disponível 24h, para que os agentes que enfrentam dificuldades em suas atividades possam ter um acompanhamento psicológico. Mobilização dos “coletes amarelos” aumentou a pressão Já em 2018 um relatório alertava para o aumento de casos de suicídio dentro da polícia francesa. Segundo o estudo, a categoria registrava um índice 36% acima da média nacional. Os agentes apontam várias razões para explicar essa estatística, a maior parte delas ligadas às más condições de trabalho. Semanas sobrecarregadas e falta de material adequados teriam contribuído para essa situação. Mas a onda de protestos dos “coletes amarelos” teria piorado o contexto. O movimento, que começou como uma manifestação contra a alta do preço dos combustíveis e logo se tornou uma mobilização nacional contra a queda do poder aquisitivo, é fonte de stress para os policiais. Além da sobrecarga de trabalho, as passeatas realizadas todos os fins de semana desde meados de novembro são marcadas por confrontos violentos entre manifestantes e policiais.

    Uber cria novas medidas de segurança nos EUA após assassinato de universitária


    Estudante foi morta há duas semanas, após entrar no carro errado, pensando que era o do motorista do aplicativo. O Uber vai lançar novos recursos de segurança nos Estados Unidos, para ajudar os passageiros a evitar falsos motoristas. O anúncio...

    Estudante foi morta há duas semanas, após entrar no carro errado, pensando que era o do motorista do aplicativo. O Uber vai lançar novos recursos de segurança nos Estados Unidos, para ajudar os passageiros a evitar falsos motoristas. O anúncio aconteceu nesta quinta-feira (18), duas semanas após o assassinato de uma estudante universitária que entrou no carro de seu assassino acreditando que ele era seu motorista. Os recursos incluem etapas para identificar o carro certo e uma notificação para lembrar os passageiros disso antes do carro chegar, disse a empresa em seu blog. Os recursos serão lançados em Columbia e na Carolina do Sul nesta quinta e estendidos ao restante dos Estados Unidos em poucos dias. A vítima, Samantha Josephson, de 21 anos, era uma estudante universitária da Carolina do Sul. Em julho de 2017, a Uber lançou uma campanha de conscientização pública contra fraudes e como os passageiros podem evitar entrar no carro errado, sugerindo que eles verifiquem o aplicativo para garantir que o carro corresponda ao carro reservado. A empresa também planeja lançar uma nova ferramenta para as universidades prestarem serviços aos estudantes em horários anormais, quando outras opções de transportes são limitadas. O programa piloto começará com a Universidade da Carolina do Sul, enquanto outras universidades poderão se inscrever. "Também estamos lançando uma campanha de conscientização nas mídias sociais, e estamos colocando anúncios em jornais da faculdade e em outdoors perto de distritos de entretenimento em todo o país para educar os alunos sobre esses passos", disse a Uber.

    Ex-membro da SS é acusado de cumplicidade em 5.230 mortes


    Alemão de 92 anos atuou como guarda em campo de concentração. Ele será julgado por um Juizado da Infância e da Juventude, já que tinha 17 quando cometeu os crimes. A Promotoria de Hamburgo abriu nesta quinta-feira (18) um processo contra um...

    Alemão de 92 anos atuou como guarda em campo de concentração. Ele será julgado por um Juizado da Infância e da Juventude, já que tinha 17 quando cometeu os crimes. A Promotoria de Hamburgo abriu nesta quinta-feira (18) um processo contra um ex-membro da SS (organização paramilitar ligada ao partido nazista) de 92 anos por cumplicidade na morte de 5.230 prisioneiros no campo de concentração de Stutthof, no atual território da Polônia. O ex-membro da organização é acusado de ter possibilitado as mortes durante o período em que prestou serviço em Stutthof, onde tinha a missão de impedir a fuga ou a rebelião dos prisioneiros. O acusado fez parte da máquina "de assassinatos em massa" no campo de concentração por meio de sua condição de guarda da SS, de acordo com a Promotoria, quando tinha entre 17 e 18 anos. Ele atuou no campo, que ficava perto da então cidade alemã de Danzig (hoje Gdansk) entre agosto de 1944 e abril de 1945. Por causa da idade que o homem tinha quando começou a trabalhar no campo, o processo será analisado por um Tribunal Juvenil (equivalente de um Juizado da Infância e da Juventude no Brasil). O acusado não foi identificado publicamente pela promotoria, mas o jornal "Die Welt", o identificou como Bruno D.. Em depoimento à promotoria, ele afirmou que nunca foi um nazista, e que só acabou sendo designado como guarda no batalhão SS-Totenkopfsturmbahn, que dirigia o campo, por causa de um problema do coração. A acusação formulada pela Promotoria de Hamburgo faz parte de uma série de julgamentos tardios realizados nos últimos anos na Alemanha por crimes cometidos durante o nazismo. Os processos se basearam no julgamento do ex-guarda ucraniano John Demjanjuk, que foi condenado em 2011 a cinco anos de prisão por cumplicidade nas mortes do campo de Sobibor, também na época da ocupação da Polônia pelos nazistas. Demjanjuk, que após a Segunda Guerra Mundial viveu durante décadas nos Estados Unidos até ser extraditado à Alemanha, acompanhou o processo em uma maca, não chegou a prestar depoimento e morreu meses depois de ouvir a sentença em um asilo para idosos. O processo e condenação de Demjanjuk abriram as portas para outros julgamentos por cumplicidade no genocídio, geralmente contra nonagenários e marcados por frequentes interrupções por razões de saúde dos acusados. Em março do ano passado, morreu sem ter chegado a ser preso o chamado "contador de Auschwitz", Oskar Gröning, que em 2015 foi condenado a quatro anos de prisão por cumplicidade no assassinato de cerca de 300 mil judeus enquanto serviu no maior campo de extermínio nazista. No início do mês, um juiz alemão suspendeu o julgamento de outro ex-guarda de campo de concentração, que também atuou em Stutthof, após o acusado de 95 anos ser hospitalizado por problemas cardíacos. Ele também estava sendo julgado por um Tribunal Juvenil, já que tinha menos de 21 anos quando trabalhou no campo (na Alemanha, o sistema permite que jovens entre 18 e 21 anos possam ser julgados por essas cortes, dependendo da acusação e do estado de discernimento do indivíduo). Stutthof foi construído em 1939 e utilizado para várias finalidades. Inicialmente era o principal ponto de coleta para poloneses judeus e não-judeus da cidade de Danzig. A partir de 1940, foi usado como um chamado "campo de trabalho educativo", para onde trabalhadores forçados - especialmente cidadãos poloneses e soviéticos que haviam fugido de seus opressores nazistas - eram enviados para cumprirem suas sentenças, morrendo no local. Outros detentos incluíam criminosos condenados, prisioneiros políticos, homossexuais e testemunhas de Jeová. A partir de meados de 1944, dezenas de milhares de judeus evacuados de guetos pelos nazistas nos países bálticos, assim como de Auschwitz, que estava superlotado, e milhares de civis poloneses expulsos durante a brutal opressão do Levante de Varsóvia foram enviados a Stutthof.
    A história da jovem estudante queimada viva por denunciar assédio sexual

    A história da jovem estudante queimada viva por denunciar assédio sexual


    A estudante Nusrat Jahan Rafi foi queimada viva depois de acusar o diretor de sua escola de assédio sexual. Nusrat Jahan Rafi foi ouvida pela polícia, mas não recebeu proteção Arquivo pessoal A estudante Nusrat Jahan Rafi, de 19 anos, foi...


    A estudante Nusrat Jahan Rafi foi queimada viva depois de acusar o diretor de sua escola de assédio sexual. Nusrat Jahan Rafi foi ouvida pela polícia, mas não recebeu proteção Arquivo pessoal A estudante Nusrat Jahan Rafi, de 19 anos, foi encharcada com querosene e queimada viva na escola em que estudava em Bangladesh. Menos de duas semanas antes, ela tinha denunciado o diretor por assédio sexual. A sua coragem em denunciar o caso, sua morte e tudo o que aconteceu com ela mobilizaram Bangladesh e chamaram atenção à vulnerabilidade de vítimas de abuso sexual no país conservador do sul da Ásia. Rafi era de uma pequena cidade a 160 km ao sul de Dhaka, a capital e maior cidade do país. Ela estudava em uma madraça (escola islâmica). Em 27 de março, ela disse que o diretor a chamou para seu escritório e a tocou repetidamente de forma inapropriada. Ela conseguiu correr antes de a situação se tornar pior. Muitas meninas e mulheres em Bagladesh escolhem manter os assédios e abusos sexuais sofridos em segredo por medo de serem humilhadas pela sociedade ou por suas famílias. Mas Rafi não apenas falou sobre o que aconteceu – ela foi até a polícia, com a ajuda de sua família, no dia em que o assédio aconteceu. Ela prestou depoimento, mas em vez de ter garantido um ambiente de segurança e acolhimento, ela foi filmada pelos policiais enquanto dava seu depoimento. No vídeo, Rafi está visivelmente incomodada e tenta esconder o rosto com as mãos. O policial diz que a reclamação dela "não é grande coisa" e manda ela tirar as mãos do rosto. O vídeo foi vazado para a mídia local. Culpabilização da vítima Rafi era de uma cidade pequena, de uma família conservadora e frequentava uma escola religiosa. Para uma garota em sua situação, relatar um assédio sexual pode trazer consequências. Muitas vezes as vítimas enfrentam julgamento de suas comunidades, perseguição, pessoalmente e online, e em alguns casos, ataques violentos. Rafi passou por tudo isso. Em 27 de março, depois da Rafi ir à polícia, o diretor foi preso. A partir daí, as coisas pioraram para a jovem. Um grupo de pessoas foi às ruas exigindo a libertação do diretor. O protesto tinha sido organizado por dois estudantes homens e houve relatos de que alguns políticos locais participaram. As pessoas começaram a culpar Rafi e a família dela começou a se preocupar com sua segurança. Em 6 de abril, onze dias após o assédio, Rafi precisou ir à escola para as provas finais do semestre. "Eu tentei levar minha irmã à escola, mas fui impedido de entrar", diz o irmão da jovem, Mahmudul Hasan Noman. "Se eu não tivesse sido impedido, isso não teria acontecido com minha irmã", afirma. De acordo com um depoimento dado por Rafi, uma estudante a levou para o último andar da escola, dizendo que uma da suas amigas havia apanhado. Quando chegou lá, quatro ou cinco pessoas usando burcas a cercaram e a pressionaram a retirar as acusações contra o diretor. Quando ela se recusou, eles atearam fogo ao seu corpo. O chefe da Central de Investigações da Polícia Banaj Kumar Majumder disse que os assassinos queriam fazer o homicídio parecer um suicídio. O plano falhou quando Rafi foi resgatada após fugir do local – e conseguiu dar um depoimento antes de morrer. Um dos assassinos estava segurando a cabeça dela com as mãos, então eles não jogaram querosene ali. É por isso que a cabeça dela não foi queimada", diz Majumder à BBC News Bengali. Mas quando Rafi foi levada ao hospital local, seu corpo estava 80% queimado. Sem conseguir tratar suas queimaduras, os médicos a enviaram para o Hospital Universitário de Dhaka. Na ambulância, com medo de não sobreviver, ela gravou um depoimento no celular do irmão. "O professor me tocou, eu vou lutar contra esse crime até meu último suspiro", diz ela. Rafi também identificou algumas das pessoas que a atacaram na madraça. Comoção nacional Notícias sobre o estado de saúde da estudante dominaram o noticiário em Bangladesh. Rafi não conseguiu sobreviver às queimaduras e morreu em 10 de abril. Milhares de pessoas compareceram ao seu funeral em sua cidade natal. Desde então, a polícia prendeu 15 pessoas, sete das quais estariam envolvidas no assassinato. Entre os presos estão os dois estudantes que organizaram o protesto em apoio ao diretor, que também continua preso. O policial que filmou Rafi na delegacia quando ela relatou a primeira ocorrência foi removido do cargo e transferido para outro departamento. A primeira-ministra do país, Sheikh Hasina, se encontrou com a família de Rafi em Dhaka e prometeu que todas as pessoas envolvidas no homicídio seriam levadas à Justiça. "Nenhum dos culpados vai escapar de processos", disse ela. A morte de Rafi gerou protestos. Milhares de pessoas usaram as redes sociais para expressar sua revolta sobre o caso e sobre o tratamento de vítimas de assédio sexual no país. "Muitas garotas não protestam por medo de incidentes do tipo. Burcas não param os estupradores", disse um usuário do Facebook na página da BBC News Bengali. "Eu quis uma filha minha vida toda, mas agora tenho medo. Dar à luz uma garota nesse país significa uma vida de medo e preocupação", escreveu uma leitora. De acordo com o grupo de defesa dos direitos das mulheres de Bangladesh Mahila Parishad, houve 940 incidentes de estupro registrados no país em 2018. Mas pesquisadores dizem que o número é provavelmente bem maior. "Quando uma mulher tenta obter justiça por abuso sexual, ela tem de enfrentar muito assédio novamente. O caso se arrasta por anos, há humilhação pela sociedade e falta de disposição da polícia de investigar as denúncias", diz Salma Ali, advogada de direitos humanos e ex-diretora da Associação de Advogadas Mulheres. "Isso leva a vítima a desistir de procurar justiça. No fim, os criminosos não são punidos e cometem o mesmo crime de novo. E outros não têm medo de fazer o mesmo por causa desses exemplos." Agora, as pessoas estão questionando: por que o caso de Rafi só recebeu atenção depois de ela ser atacada? E seu caso vai mudar a forma como as pessoas enxergam o assédio sexual em Bangladesh? Em 2009, a Suprema Corte do país determinou que houvesse centros em todas as instituições de ensino onde as estudantes pudessem levar suas reclamações sobre assédio, mas poucas escolas implementaram a iniciativa. Ativistas agora estão exigindo que a ordem seja cumprida para proteger as estudantes. "Esse incidente nos balançou, mas como já vimos no passado, esse tipo de episódio é esquecido com o tempo. Eu não acho que haverá uma grande mudança depois disso. Precisamos ver se a Justiça será feita", diz a professora Kaberi Gayen, da Universidade de Dhaka. "É preciso mudança, tanto cultural quanto na implementação da lei. Conscientização sobre assédio sexual poderia ser feita desde a infância nas escolas", diz Gayen. "(As crianças) precisam aprender o que é certo e errado quando se fala de assédio sexual."
    Abelhas da catedral de Notre-Dame escaparam de incêndio

    Abelhas da catedral de Notre-Dame escaparam de incêndio


    Colmeias na catedral abrigavam 200 mil abelhas. Apicultor diz que pessoas de diversos países telefonaram querendo saber se insetos tinham conseguido se salvar; ele espera revê-los na próxima semana. Imagem aérea mostra a extensão dos danos ao...


    Colmeias na catedral abrigavam 200 mil abelhas. Apicultor diz que pessoas de diversos países telefonaram querendo saber se insetos tinham conseguido se salvar; ele espera revê-los na próxima semana. Imagem aérea mostra a extensão dos danos ao telhado da Notre-Dame após o incêndio que destruiu parcialmente a catedral em Paris Gigarama.ru via AP As 200 mil abelhas das colmeias de Notre-Dame sobreviveram ao incêndio que devastou o telhado da catedral na segunda-feira. "As abelhas estão vivas. Até esta manhã não tinha notícias", disse à AFP o apicultor Nicolas Géant que se ocupa das colmeias de Notre-Dame localizadas na sacristia, ao lado do templo. "No começo eu pensei que as três colmeias haviam queimado, não tinha nenhuma informação. Mas então eu vi pelas imagens de satélite que elas não tinham sido atingidas e o porta-voz da catedral confirmou que as abelhas estavam entrando e saindo de suas colmeias normalmente", acrescentou. Géant recebeu mensagens e ligações de todo o mundo de pessoas perguntando se as abelhas haviam morrido no incêndio. "Foi inesperado. Recebi telefonemas da Europa, claro, mas também da África do Sul, Japão, Estados Unidos e América do Sul", disse ele. Em caso de incêndio e nos primeiros sinais de fumaça, as abelhas tomam muito mel e protegem a rainha. "Esta espécie (abelha europeia) não abandona a sua colmeia. (...) O CO2 (dióxido de carbono) as entorpece", explicou Géant, que espera voltar a ver as abelhas "na próxima semana". Cada colmeia produz, em média, 25 quilos de mel a cada ano que são vendidos ao pessoal de Notre-Dame. Tornou-se comum a instalação de colmeias na capital francesa em diversos e inesperados lugares, como na Ópera de Paris. Initial plugin text
    Relatório diz que Donald Trump ordenou interferência em investigação, mas não foi obedecido

    Relatório diz que Donald Trump ordenou interferência em investigação, mas não foi obedecido


    Norte-americano escapou de acusação sobre suposto conluio com a Rússia, mas o relatório apontou que Trump estava interessado na ajuda. O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um jantar do comitê parlamentar republicano, em...


    Norte-americano escapou de acusação sobre suposto conluio com a Rússia, mas o relatório apontou que Trump estava interessado na ajuda. O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um jantar do comitê parlamentar republicano, em Washington Reuters/Joshua Roberts O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escapou da acusação de ter interferido nas investigações sobre o suposto conluio com a Rússia. Entretanto, o relatório do procurador especial Robert Mueller divulgado nesta quinta-feira (18) mostra que só não houve interferência justamente porque assessores de Trump desobedeceram ordens do presidente que obstruiriam o inquérito. Com 448 páginas, o relatório também não encontrou indícios suficientes para acusar Trump de ter agido em coordenação com a Rússia durante campanha presidencial de 2016. Porém, o texto relata também que o então candidato do Partido Republicano aceitaria a ajuda dos russos por "interesses em comum". Além disso, o texto final apresenta alguns trechos censurados, com uma tarja preta sobre eles. Em alguns casos, eles apareceram com uma justificativa "risco à matéria em análise", o que levantou críticas e suspeitas por partes dos opositores de Trump. Veja imagem abaixo: Trechos do relatório sobre o inquérito contra Donald Trump apareceram apagados Jon Elswick/AP Photo Quase dois anos de investigação A investigação durou 22 meses – o resultado era aguardado pelas lideranças do Partido Democrata para, caso o inquérito incriminasse Trump, abrir processo de impeachment contra ele. No entanto, em março o procurador Mueller enviou a Barr o relatório final com a recomendação de inocentar o presidente dos EUA. A preocupação do presidente norte-americano era tanta que, de acordo com o próprio relatório, Trump se assustou ao saber que Robert Mueller havia recebido a nomeação como procurador-especial, em maio de 2017: "Meu Deus, é terrível. É o fim da minha Presidência. Estou f...". Veja as principais conclusões da investigação, segundo o resumo do relatório concluído no mês passado: A Rússia interferiu nas eleições presidenciais de 2016 nos EUA, hackeando computadores de democratas e através do uso de mídias sociais; Trump e pessoas ligadas a ele não participaram dos esforços russos e são inocentes; Não ficou provado que Trump obstruiu a justiça durante a investigação; A decisão se Trump obstruiu ou não a justiça ficou na mão do procurador-geral e de outro procurador, e eles avaliaram que o presidente é inocente. E agora? Hasher Taheb planejava lançar um ataque à Casa Branca nesta quinta-feira, 17 de janeiro Pexels/Creative Commons Formalmente inocentado, Trump comemora o fim de uma batalha judicial que poderia derrubá-lo do cargo. A própria liderança do Partido Democrata no Congresso norte-americano admitiu não haver motivos para abrir processo de impeachment contra o presidente. Entretanto, a oposição ainda quer entrar a fundo na conclusão de que Trump ordenou a equipe que obstruísse a investigação. Além disso, parte dos democratas não está satisfeita com a declaração de que não houve conluio do presidente com a Rússia quando ele ainda era candidato. "Uma coisa é clara: o procurador-geral Barr apresentou uma conclusão de que o presidente não obstruiu a justiça enquanto o relatório de Mueller parece ter cortado essa constatação", escreveram os líderes democratas em declaração conjunta. A oposição também deve levar em frente o pedido para revelar os trechos do relatório que foram divulgados borrados. Em entrevista coletiva nesta tarde, o chefe do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, Adam Schiff, criticou a investigação. "Barr não é o advogado do presidente", ironizou. "As atitudes da equipe de Trump foram desonestas, antiéticas, amorais e não patrióticas", acusou Schiff. Faltou combinar com os russos Procurador-Geral dos EUA, William Barr, fala sobre relatório de Robert Mueller, no Ministério da Justiça, nesta quinta-feira (18) Win McNamee/Getty Images/AFP O relatório mostrou que o governo da Rússia considerava que haveria benefícios se Trump vencesse as eleições de 2016 – o que acabou se confirmando. A investigação também concluiu que a campanha tinha esperanças em ganhar eleitoralmente com as informações roubadas pelos russos. A equipe de Mueller, no entanto, "não confirmou que membros da campanha de Trump conspiraram ou coordenaram com os russos atividades para interferir". Para que isso tivesse acontecido, os russos e o time de campanha de Trump teria de ter trocado informações e que um reagisse às ações do outro. A investigação, porém, não encontrou evidências disso. Trump reage com meme 'Sem conluio, sem obstrução. Aos que me odeiam e à esquerda radical do Partido Democrata: o jogo acabou', diz mensagem publicada por Donald Trump Donald Trump/Twitter/Reprodução Logo após o pronunciamento desta quinta-feira, Trump postou um tuíte para dizer que era fim de jogo para os "haters" (inimigos que o detestam) e democratas radicais. Antes mesmo da entrevista coletiva de Barr, Trump foi ao Twitter para protestar. Uma das mensagens foi “assédio presidencial!”, que ele escreveu com todas as letras maiúsculas. Depois, publicou um vídeo em que ele mesmo afirma, em diversos momentos e situações, que não houve conluio com a Rússia. No vídeo, comentaristas de TV surgiram para dizer o mesmo. Ele já havia publicado a mensagem: "Maior embuste político de todos os tempos! Crimes foram cometidos por policiais sujos e corruptos e pelos democratas e seu partido!". Depois do pronunciamento de Barr, Trump publicou o seguinte tuíte. Initial plugin text
    Imagens do dia 18 de abril de 2019

    Imagens do dia 18 de abril de 2019


    Manifestante da Caxemira se prepara para atirar pedra contra a polícia indiana durante protesto, em Srinagar, na Índia Danish Ismail/Reuters Papa Francisco celebra missa na prisão de Velletri, em Roma, durante as celebrações da Quinta-feira...


    Manifestante da Caxemira se prepara para atirar pedra contra a polícia indiana durante protesto, em Srinagar, na Índia Danish Ismail/Reuters Papa Francisco celebra missa na prisão de Velletri, em Roma, durante as celebrações da Quinta-feira Santa Handout/Vatican Media/AFP Cadela ajuda PM a localizar 727 kg de drogas em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo Polícia Militar/Divulgação LEIA MAIS Apoiadores acompanham velório do ex-presidente Alan García, na sede do partido Aprista Peruano, em Lima Guadalupe Pardo/Reuters Papa Francisco celebra missa de Quinta-feira Santa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Vatican Media/­Handout via Reuters LEIA MAIS O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), participa da solenidade em comemoração ao Dia do Exército Brasileiro, no Comando Militar do Sudeste, em São Paulo Marivaldo Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo LEIA MAIS Tropas do governo central da Líbia retiram uma família do meio do confronto com as forças dissidentes do leste, em Trípoli Ahmed Jadallah/Reuters
    Grupo armado ataca base no sul da Líbia; confronto no país já deixou mais de 200 mortos, diz ONU

    Grupo armado ataca base no sul da Líbia; confronto no país já deixou mais de 200 mortos, diz ONU


    O país enfrenta, há duas semanas, um conflito entre o governo central do país e tropas dissidentes, no leste; pode haver 'conflagração generalizada', diz enviado das Nações Unidas. Tropas do governo central da Líbia retiram uma família do...


    O país enfrenta, há duas semanas, um conflito entre o governo central do país e tropas dissidentes, no leste; pode haver 'conflagração generalizada', diz enviado das Nações Unidas. Tropas do governo central da Líbia retiram uma família do meio do confronto com as forças dissidentes do leste em Trípoli, nesta quinta (18). Ahmed Jadallah/Reuters Um grupo armado atacou, nesta quinta (18), uma base aérea no sul da Líbia, informou a agência de notícias Reuters. Segundo a agência, a base era comandada pelo ex-general dissidente Khalifa Hatar, que controla o Exército Nacional Líbio (LNA, em inglês) a partir do leste do país. Segundo a Reuters, as forças de Haftar repeliram o ataque, que ocorreu na base Tamanhint, perto da cidade de Sabha. Não ficou claro, no entanto, se o grupo que atacou a base estava ligado ao governo líbio internacionalmente reconhecido, baseado em Trípoli, a capital do país. As tropas, rivais, estão em conflito há cerca de duas semanas. Os embates na Líbia já deixaram pelo menos 205 mortos, incluindo 18 civis, e 913 feridos, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS), entidade de saúde ligada à ONU, nesta quinta-feira (18). O conflito Conflitos na Líbia já deixou mais de 200 mortos, diz ONU. Juliane Monteiro/G1 Há uma luta pelo poder entre dois grupos — o governo central de Fayez al-Sarraj na capital, Trípoli — e o Exército Nacional Líbio (LNA, em inglês), de Khalifa Haftar, ex-general dissidente, baseado no leste do país, na cidade de Bengazi. Há cerca de duas semanas, as tropas do LNA partiram em direção a Trípoli, mas não conseguiram assumir o controle da capital. Por que há uma nova escalada de conflitos na Líbia? Existe, no país, o risco de "uma conflagração generalizada", advertiu o enviado da ONU à Líbia, Ghassan Salamé, em uma entrevista concedida à AFP. "Depois dos primeiros êxitos do LNA, do marechal Khalifa Haftar, há duas semanas, observamos um impasse militar", disse Salamé. A pedido da presidência alemã, o Conselho de Segurança da ONU deve realizar uma nova reunião a portas fechadas para estudar "o caminho a seguir" na Líbia. Um projeto de resolução apresentado pelo Reino Unido e que reivindica um cessar-fogo não obteve o consenso necessário, segundo diplomatas. O país vive no caos com várias milícias que impõem sua lei desde a queda, em 2011, do regime do ditador Muammar Kadhafi, depois de uma revolta popular.
    Papa Francisco lava pés de presidiários em ritual de Quinta-feira Santa; veja FOTOS

    Papa Francisco lava pés de presidiários em ritual de Quinta-feira Santa; veja FOTOS


    Um dos presidiários que passaram pelo ritual foi um brasileiro. Mais cedo, o pontífice celebrou a missa da Quinta-feira Santa na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Papa Francisco beija o pé de um presidiário na prisão Velletri, em Roma,...


    Um dos presidiários que passaram pelo ritual foi um brasileiro. Mais cedo, o pontífice celebrou a missa da Quinta-feira Santa na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Papa Francisco beija o pé de um presidiário na prisão Velletri, em Roma, durante as celebrações da Quinta-feira Santa Handout/Vatican Media/AFP O Papa Francisco lavou e beijou os pés de 12 prisioneiros em um ritual tradicional de Quinta-feira Santa, nesta quinta (18), em uma prisão na cidade de Velletri, a cerca de 60km de Roma. Um dos 12 presidiários era um brasileiro, segundo a agência de notícias Reuters, mas o nome não foi divulgado. Durante o ritual, o pontífice disse a eles que evitem qualquer estrutura de hierarquia interna ou lei dos mais fortes e ajudem uns aos outros. Além do brasileiro, nove italianos, um marroquino e um marfinense tiveram os pés lavados. O Vaticano também não divulgou as religiões deles. Papa Francisco lava os pés de um preso na prisão Velletri, em Roma, durante as celebrações da Quinta-feira Santa Handout/Vatican Media/AFP É a quinta vez desde sua ascensão ao papado, em 2013, que ele faz esse gesto, que comemora a humildade de Jesus para com seus apóstolos na noite anterior à sua morte, na cadeia. Francisco quebrou com a tradição de seus antecessores: enquanto eles costumavam realizar o rito em uma das grandes basílicas de Roma, lavando os pés de 12 sacerdotes, o Papa transferiu-o para locais de confinamento, como prisões, centros de imigrantes ou casas de idosos. No passado, católicos conservadores criticaram o Papa por lavar os pés de mulheres e de presos muçulmanos. Papa Francisco abençoa guardas na prisão de Velletri, em Roma, durante as celebrações da Quinta-feira Santa Handout/Vatican Media/AFP A prisão de Velletri, superlotada como a maioria das prisões italianas, detém, na maior parte, estrangeiros por crimes comuns. Uma seção dela tem, no entanto, prisioneiros que colaboraram com os investigadores e, assim, recebem proteção especial. Missa da Quinta-feira Santa Mais cedo nesta quinta (18), o pontífice também iniciou o período mais solene no calendário de celebrações católicas: rezou a missa de Quinta-feira Santa na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Papa missa Alessandra Tarantino/AP Durante a missa, o Papa abençoou os óleos sagrados que serão usados ​​ao longo do ano na administração dos sacramentos, segundo a agência de notícias Associated Press. Na homilia (sermão religioso), Francisco ressaltou que, quando os sacerdotes usam o óleo, estão distribuindo sua vocação e coração ao povo de Deus. "Nós ungimos sujando as mãos ao tocar as feridas, os pecados e as preocupações das pessoas. Ungimos perfumando nossas mãos ao tocar sua fé, suas esperanças, sua fidelidade e a generosidade incondicional de sua doação de si", disse Francisco. Na sexta-feira, preside a procissão da Via-Sacra no Coliseu de Roma, reencenando a crucificação de Cristo, seguida pela Vigília Pascal e o Domingo de Páscoa. Nesta terça (16), Francisco também ofereceu condolências aos fiéis franceses pelo incêndio que atingiu a Catedral de Notre-Dame, em Paris. Segundo a Associated Press, o pontífice recebeu, na quarta-feira, uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oferecendo as condolências do povo americano pela perda. Veja, abaixo, fotos da cerimônia da missa de Quinta-feira Santa: Papa Francisco celebra missa da quinta-feira (18) durante a Semana Santa da Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Vatican Media/­Handout via Reuters Papa Francisco celebra missa da quinta-feira (18) durante a Semana Santa da Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Vatican Media/­Handout via Reuters Papa Francisco celebra missa da quinta-feira (18) durante a Semana Santa da Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Remo Casilli/Reuters Papa Francisco celebra missa da quinta-feira (18) durante a Semana Santa da Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Vatican Media/­Handout via Reuters Papa Francisco celebra missa da quinta-feira (18) durante a Semana Santa da Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Vatican Media/­Handout via Reuters Papa Francisco celebra missa da quinta-feira (18) durante a Semana Santa da Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Remo Casilli/Reuters Papa Francisco celebra missa da quinta-feira (18) durante a Semana Santa da Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Vatican Media/­Handout via Reuters Papa Francisco celebra missa da quinta-feira (18) durante a Semana Santa da Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Remo Casilli/Reuters Papa Francisco celebra missa da quinta-feira (18) durante a Semana Santa da Páscoa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Vatican Media/­Handout via Reuters Padres tiram uma selfie durante missa da Semana Santa desta quinta (18), na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Remo Casilli/Reuters Papa Francisco celebra missa na prisão de Velletri, em Roma, durante as celebrações da Quinta-feira Santa Handout/Vatican Media/AFP Papa Francisco lava os pés de um presidiário na prisão Velletri, em Roma, durante as celebrações da Quinta-feira Santa Handout/Vatican Media/AFP
    Ex-presidente peruano Alan García é velado em Lima

    Ex-presidente peruano Alan García é velado em Lima


    Velório acontece na sede do Partido Aprista Peruano. Apoiadores acompanham velório do ex-presidente Alan García, na sede do partido Aprista Peruano, em Lima Guadalupe Pardo/ Reuters O ex-presidente peruano Alan García será velado em Lima...


    Velório acontece na sede do Partido Aprista Peruano. Apoiadores acompanham velório do ex-presidente Alan García, na sede do partido Aprista Peruano, em Lima Guadalupe Pardo/ Reuters O ex-presidente peruano Alan García será velado em Lima durante toda esta quinta-feira (18). Muitos apoiadores foram até a Casa del Pueblo, sede do Partido Aprista Peruano, para fazer sua homenagem. O enterro será na sexta-feira, depois do meio-dia, de acordo com o Jornal “El Comércio”. A família de Alan García rejeitou a realização de um funeral com honras de Estado, como teria direito já que foi chefe de governo. Na quarta-feira (17), García deu um tiro na própria cabeça após a chegada de policiais à sua casa para prendê-lo por envolvimento em um caso de corrupção ligado à empreiteira brasileira Odebrecht. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Jorge del Castillo (Centro) e Omar Quesada (terceiro à direita), secretários gerais do partido Apra, participam de velório de Alan García Guadalupe Pardo/ Reuters A Justiça do Peru havia determinado a prisão de dez dias do ex-presidente pela acusação de receber dinheiro ilegal da construtora brasileira na campanha eleitoral em 2006. Entenda as denúncias envolvendo a Odebrecht e 4 ex-presidentes peruanos Os agentes chegaram à casa de García com um mandado de busca e apreensão às 6h25 de Lima (8h25 em Brasília). Governo do Peru decreta 3 dias de luto oficial pela morte do ex-presidente Alan García Pouco depois, uma equipe de escolta pediu ao ex-presidente que descesse, porque também havia um pedido de detenção. Eles relataram que García se comunicou com seus advogados e, em seguida, ouviu-se um disparo. O ex-presidente foi levado ao hospital Casimiro Ulloa, também em Lima, e chegou a ficar algum tempo em coma. Ele passou por cirurgia, mas acabou morrendo. Propinas da Odebrecht Imagem de arquivo mostra ex-presidente do Peru Alan García, que morreu nesta quarta. Ele era acusado de receber propina da Odebrecht Ivan Alvarado/Reuters A Odebrecht é investigada no Peru por ter pago propina para ganhar contratos de obras de infraestrutura. Os casos de suborno da Odebrecht no país já levaram à prisão o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski e a líder da oposição, Keiko Fujimori. Veja abaixo cinco fatos sobre o ex-presidente do Peru: 5 fatos sobre Alan García Kuczynski, que também está hospitalizado e nega envolvimento com qualquer irregularidade, foi detido na quarta-feira (10), após a emissão de uma ordem de prisão preliminar por suspeita de envolvimento com esquema de lavagem de dinheiro. Os ex-presidentes Ollanta Humala e Alejandro Toledo também tiveram a imagem abalada por envolvimento com irregularidades relacionadas à construtora brasileira. Em fevereiro, a Odebrecht fechou acordo de colaboração com o governo do Peru. A companhia já fez acertos similares com outros sete países: Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Panamá, Equador e Guatemala.
    Secretário de Justiça dos EUA diz que Trump não cooperou com russos; presidente comemora

    Secretário de Justiça dos EUA diz que Trump não cooperou com russos; presidente comemora


    Wiliam Barr inocentou o presidente de conluio com russos e também de obstrução da Justiça. Secretário de Justiça dos EUA, William Barr, fala sobre relatório de Robert Mueller, no Ministério da Justiça, nesta quinta-feira (18) Win...


    Wiliam Barr inocentou o presidente de conluio com russos e também de obstrução da Justiça. Secretário de Justiça dos EUA, William Barr, fala sobre relatório de Robert Mueller, no Ministério da Justiça, nesta quinta-feira (18) Win McNamee/Getty Images/AFP O presidente Donald Trump não agiu em conluio com os russos para tentar interferir nas eleições de 2016 e não obstruiu a Justiça, afirmou o secretário de Justiça William Barr em uma declaração pública. Logo após o pronunciamento, Trump postou um tuíte para dizer que era fim de jogo para os "haters" (inimigos que o detestam) e democratas radicais. Há dois processos sobre o papel dos russos nas eleições presidenciais norte-americanas em que Trump saiu vitorioso. A primeira é sobre a atuação de uma agência russa ligada ao governo daquele país para criar discórdia e desinformar os eleitores norte-americanos. A segunda é sobre as tentativas, por parte de membros da inteligência militar russa, para hackear os emails do Partido Democrata e da candidata Hillary Clinton. Não foram encontradas evidências de que Trump ou qualquer pessoa de sua campanha tenham participado ou cooperado com essas ações, afirmou Barr. A alegação de que Trump teria agido para obstruiu a Justiça foi repelida por Barr. "A investigação não estabeleceu que membros da campanha conspiraram ou coordenaram com o governo russo.” Ele afirmou que foram listadas dez situações que poderiam ser interpretadas como obstrução, mas que ele e o relator Robert Mueller decidiram que não se pode concluir que foram, de fato, tentativas nesse sentido. Barr se pronunciou antes de enviar um relatório de 400 páginas, resultado da investigação do relator Robert Mueller sobre o papel da Rússia na eleição de 2016 nos Estados Unidos e uma suposta obstrução de Justiça por parte de Donald Trump. O presidente dos EUA nega ter agido em conluio com a Rússia para interferir nas eleições de 2016 ou ter obstruído a Justiça. O tema é discutido desde a vitória do atual presidente dos EUA. Barr já havia tornado público um resumo de quatro páginas sobre o material. Nesse texto, está escrito que não se conclui que Trump obstruiu a Justiça, também não há exoneração. Uma edição do relatório vai ser encaminhada aos congressista dos EUA em 12 CDs –não é raro que documentos pesados sejam entregues nesse tipo de mídia. A Casa Branca já tinha uma boa noção da natureza do material antes mesmo de ele ser tornado público, pois oficiais do governo americano mantiveram conversas com os promotores sobre o conteúdo. Esses diálogos ajudaram o time de Donald Trump a preparar respostas ao relatório e também para traçar uma estratégia para as discussões após a divulgação. Controvérsia antes mesmo da divulgação O relatório tem trechos vetados ao público por conter informações sensíveis. Há, entre os parágrafos que não foram divulgados, dados apresentados a um júri, material que os agentes de inteligência consideram ser sensível por comprometer suas fontes e histórias que, se reveladas, podem dificultar outras investigações (por exemplo, a que tenta descobrir se houve pagamentos para “comprar silêncio” para acobertar um escândalo sexual durante a campanha de 2016). O Partido Democrata quer ter acesso ao texto sem os vetos. Eles entendem que Barr é um funcionário nomeado por Trump, e portanto não se pode confiar nele sobre o que pode ou não ser divulgado. 'Assédio presidencial!' Antes mesmo da entrevista coletiva de Barr, Trump foi ao Twitter para protestar. Uma das mensagens foi “assédio presidencial!”, que ele escreveu com todas as letras maiúsculas. Depois, publicou um vídeo em que ele mesmo afirma, em diversos momentos e situações, que não houve conluio com a Rússia. Comentaristas de TV surgem para dizer o mesmo. Ele já havia publicado a mensagem: “Maior embuste político de todos os tempos! Crimes foram cometidos por policiais sujos e corruptos e pelos democratas e seu partido!”. Depois do pronunciamento de Barr, Trump publicou o seguinte tuíte. Initial plugin text

    Homem que dormia em lixeira acaba dentro de caminhão de lixo nos EUA


    Incidente ocorreu na Pensilvânia; ele não se feriu, mas perdeu sua prótese de perna. Um homem que estava dormindo em uma lixeira foi parar dentro de um caminhão de lixo enquanto os lixeiros faziam a coleta, segundo autoridades da cidade americana de...

    Incidente ocorreu na Pensilvânia; ele não se feriu, mas perdeu sua prótese de perna. Um homem que estava dormindo em uma lixeira foi parar dentro de um caminhão de lixo enquanto os lixeiros faziam a coleta, segundo autoridades da cidade americana de McKees Rocks, na Pensilvânia. O incidente ocorreu por volta das 2h desta quinta-feira (18). O motorista do caminhão, ao ouvir os gritos do homem no baú, ligou para a polícia. O homem não se feriu no incidente, mas perdeu sua prótese de perna, que continua sendo procurada, segundo a polícia.

    Raio deixa feridos na Acrópole de Atenas, na Grécia


    Grande parte do país tem sido atingida por chuvas persistentes, incomuns para esta época do ano. Raio deixa quatro pessoas feridas na atração turística mais famosa da Grécia Um raio que caiu durante uma tempestade deixou quatro feridos na...

    Grande parte do país tem sido atingida por chuvas persistentes, incomuns para esta época do ano. Raio deixa quatro pessoas feridas na atração turística mais famosa da Grécia Um raio que caiu durante uma tempestade deixou quatro feridos na Acrópole de Atenas, o sítio arqueológico mais famoso da Grécia, na tarde de quarta-feira (17). Dois seguranças e dois visitantes foram levados para um hospital da região com ferimentos leves, de acordo com a Associated Press. Os guardas permaneceram internados por precaução. O Ministério da Cultura disse que os monumentos, entre eles, os templos do Parthenon e de Erechtheion, não ficaram danificados. Grande parte do país tem sido atingida por chuvas persistentes, incomuns para esta época do ano. Na segunda-feira, uma tempestade de granizo cobriu o centro da capital grega. A Acrópole, que é Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO, recebeu 3,15 milhões de visitantes no ano passado.
    Autoridades confirmam primeiras mortes em naufrágio na República Democrática do Congo

    Autoridades confirmam primeiras mortes em naufrágio na República Democrática do Congo


    Ao menos 13 pessoas morreram e 37 foram resgatadas. Outras 142 pessoas continuam desaparecidas desde segunda-feira. O presidente do Congo, Felix Tshisekedi, durante sua posse, em março deste ano. Olivia Acland/Reuters As autoridades da República...


    Ao menos 13 pessoas morreram e 37 foram resgatadas. Outras 142 pessoas continuam desaparecidas desde segunda-feira. O presidente do Congo, Felix Tshisekedi, durante sua posse, em março deste ano. Olivia Acland/Reuters As autoridades da República Democrática do Congo informaram nesta quinta-feira (18) que ao menos 13 pessoas morreram no naufrágio de um barco em Kivu, no leste do país. Outras 142 pessoas estão desaparecidas. A embarcação naufragou na segunda-feira, e a contagem inicial era de 150 pessoas desaparecidas. Por enquanto, 37 pessoas foram resgatadas. No dia seguinte ao acidente, o presidente do país, Felix Tshisekedi, pediu que as autoridades identificassem e punissem os responsáveis pelo naufrágio. "Expresso minha sincera compaixão às famílias vitimadas", escreveu. Delphin Mbirimbi, um ativista local na província de Kivu do Sul, disse à Reuters que o barco, que partiu da província vizinha de Kivu do Norte, naufragou no lago perto do território de Kalehe. Naufrágios na RD Congo Acidentes de barco mortais são comuns no Congo, um vasto país florestal que tem poucas estradas fora das principais cidades e onde os barcos são freqüentemente carregados além da capacidade, diz a Reuters.
    Líder da Coreia do Norte vai se encontrar com Putin ainda este mês, diz governo russo

    Líder da Coreia do Norte vai se encontrar com Putin ainda este mês, diz governo russo


    O Kremlin anunciou nesta quinta (18) que o líder do país asiático, Kim Jong Un, vai viajar à Rússia. Não foram dados detalhes sobre a reunião. A Coreia do Norte vive tensões com os EUA por conta de seu programa nuclear. O líder da Coreia do...


    O Kremlin anunciou nesta quinta (18) que o líder do país asiático, Kim Jong Un, vai viajar à Rússia. Não foram dados detalhes sobre a reunião. A Coreia do Norte vive tensões com os EUA por conta de seu programa nuclear. O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, deve se encontrar ainda este mês com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o palácio do Kremlin nesta quinta (18). Fotos: Reuters O governo da Rússia anunciou, nesta quinta (18), que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, vai viajar à Rússia ainda no mês de abril para se encontrar com Vladimir Putin, presidente do país. Segundo a agência de notícias Reuters, não foram dados detalhes sobre a reunião no site do palácio do Kremlin, canal oficial do governo russo. A possibilidade de os dois líderes se reunirem já havia sido sinalizada pelo próprio governo russo na segunda (15): "Posso confirmar que a reunião está sendo preparada. Na realidade, há algum tempo que estamos conversando", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, citado pela agência "Interfax". Putin também deve participar, nos dias 26 e 27 de abril, de um fórum em Pequim. Segundo a agência de notícias EFE noticiou na segunda-feira, não está descartada a possibilidade de o líder russo se reunir com Kim na ida ou na volta de sua viagem à China. Impasse com os EUA O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante encontro no Vietnã. Reuters/Leah Millis O anúncio do encontro ocorre em um contexto no qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona o governo da Coreia do Norte para que acabe com as tensões nucleares na península coreana, segundo a agência de notícias Reuters. Também nesta quinta (18), o país asiático solicitou os Estados Unidos que substituam seu secretário de Estado, Mike Pompeo, como líder nas negociações sobre desnuclearização, para que o diálogo sobre o tema possa prosseguir, segundo a agência "KCNA". Na quarta-feira (17), Kim Jong-Un supervisionou o teste de lançamento de uma nova arma tática guiada no país. Segundo a agência local, Kim apontou que cientistas e militares têm feito "um bom trabalho para melhorar as capacidades de defesa" da Coreia do Norte. O líder norte-coreano também visitou uma base da força aérea do país, e supervisionou um exercício de voo. Em março, os Estados Unidos impuseram uma nova rodada de sanções contra o programa de armas nucleares da Coreia do Norte, após o fracasso das negociações entre Trump e Kim para desnuclearizar o país asiático. A possibilidade de um novo encontro entre os líderes, que seria o terceiro na tentativa de chegar a um consenso sobre o assunto, não foi descartada pelo governo americano, segundo a Reuters.
    'Catedral efêmera' de madeira será erguida durante reconstrução de Notre-Dame

    'Catedral efêmera' de madeira será erguida durante reconstrução de Notre-Dame


    Reitor da catedral anuncia que devotos e turistas serão recebidos em templo provisório até a completa reconstrução do monumento parisiense atingido por incêndio. Construção ficará na praça em frente à própria igreja. Pináculo da Catedral...


    Reitor da catedral anuncia que devotos e turistas serão recebidos em templo provisório até a completa reconstrução do monumento parisiense atingido por incêndio. Construção ficará na praça em frente à própria igreja. Pináculo da Catedral Notre-Dame ruiu com o incêndio; Área estava em reforma Gigarama.ru via AP O incêndio que destruiu parcialmente a Catedral de Notre-Dame exigirá um amplo e duradouro trabalho de reconstrução. Enquanto isso, porém, católicos e turistas impossibilitados de visitar o monumento serão recebidos numa "catedral efêmera" de madeira, a ser erguida na praça em frente à Notre-Dame. "Não será necessário dizer que a catedral ficará fechada por cinco anos", disse Patrick Chauvet, reitor da catedral, em entrevista à emissora francesa CB News nesta quinta-feira (18/04). "Este foi o motivo por que perguntei se uma catedral efêmera poderia ser construída." "Quero um lugar agradável, um lugar que seja um pouco simbólico, que atraia", disse Chauvet. O religioso pretende dar a fiéis e turistas um ambiente de consolo e no qual possam se reunir próximos da Notre-Dame. A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, apoiou a ideia e concordou em disponibilizar parte da esplanada à Igreja para uma estrutura de madeira. Chauvet explicou que a catedral provisória de madeira deve abrigar sacerdotes dispostos a dialogar com devotos e também servir para receber alguns dos cerca de 13 milhões de turistas que visitavam a catedral gótica a cada ano. Veja estragos na catedral de Notre-Dame em imagens feitas por drone Ainda de acordo com o reitor, a construção da catedral de madeira será feita rapidamente, assim que a esplanada estiver liberada pelas autoridades, e a construção provisória ficará no local até a reconstrução completa da Catedral de Notre-Dame. Na terça-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, estabeleceu uma meta de cinco anos para a conclusão dos trabalhos de reconstrução. Uma campanha de arrecadação lançada pelo governo francês já angariou quase 1 bilhão de euros em promessas de doações. Além disso, foi anunciado um concurso arquitetônico internacional para reconstruir o pináculo da Notre-Dame. O desabamento da chamada flecha, torre de 93 metros, foi uma das imagens mais marcantes do incêndio.
    Pressão já encolhe Previdência

    Pressão já encolhe Previdência


    A redução das economias começou antes do esperado – e não deverá parar por aí Deputados da CCJ da Câmara discutem em sessão sobre reforma da Previdência Pablo Valadares/Câmara dos Deputados O adiamento da votação do parecer do relator...


    A redução das economias começou antes do esperado – e não deverá parar por aí Deputados da CCJ da Câmara discutem em sessão sobre reforma da Previdência Pablo Valadares/Câmara dos Deputados O adiamento da votação do parecer do relator na Comisão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) é um transtorno corriqueiro no andamento da reforma da Previdência. Mas revela o tipo de dificuldade que o governo enfrentará. Os partidos reunidos no bloco conhecido por Centrão decidiram impôr desde já mudanças no texto para apoiar a aprovação. Alterações significativas costumam ocorrer depois, quando na Comissão Especial que prepara o texto enviado a plenário. O objetivo da pressão do Centrão – formado neste momento por PP, PR, DEM, PRB e Solidariedade – é obter espaço e poder no governo. A estratégia era, agora, impor apenas mudanças que não afetassem as economias totais previstas na reforma, de R$ 1,08 trilhão em dez anos, e deixar para diluí-las quando o texto estivesse na Comissão Especial. Mesmo assim, uma das propostas do Centrão envolve suspender de cara as mudanças previstas para a concessão do abono salarial, que representam uma economia de R$ 150,2 bilhões em dez anos, de acordo com os cálculos da Instituição Fiscal Independente do Senado (IFI). Com isso, o impacto total da refoma já cairia para R$ 922 bilhões, antes mesmo da Comissão Especial. Como a previsão inicial do governo incluía economias com as pensões dos militares estimadas em R$ 92,3 bilhões, que o próprio governo se encarregou de reduzir para R$ 10,3 bilhões ao apresentar o plano de reestruturação da carreira, a diminuição em relação à expectativa de fevereiro passaria de 20% (de 1,17 trilhão para R$ 922 bilhões). Na Comissão Especial, já é dada como certa a suspensão dos trechos relativos ao BPC (R$ 28,7 bilhões), aposentadoria rural (R$ 49,6 bilhões) e ao novo regime de capitalização. O impacto fiscal máximo da reforma, portanto, já pode ser estimado em R$ 844 bilhões, ou 72% do anunciado pelo governo em fevereiro (os números são todos da IFI). Novas alterações são inevitáveis e implicarão uma redução ainda maior. Circulam pelo mercado números que vão de R$ 400 bilhões a R$ 600 bilhões, valores comparáveis aos previstos na reforma do governo Michel Temer que naufragou dois anos atrás. As demais mudanças exigidas pelo Centrão para aprovar o texto na CCJ não implicam redução de economias, como a manutenção das regras do abono salarial. Mas revelam a habilidade política dos parlamentares para criar empecilhos ao governo, quando querem emperrar a tramitação. Eles pretendem retirar do texto quatro itens: Fim do pagamento da multa de 40% sobre o saldo do FGTS na demissão de aposentados; Possibilidade de alterar a idade máxima da aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo por lei complementar (revogando na prática a PEC da Bengala); Atribuição exclusiva à Justiça do Distrito Federal da prerrogativa de julgar processos contra a reforma; Atribuição exclusiva ao Executivo da prerrogativa de propor mudanças na Previdência. Nenhum desses pontos atinge a essência da proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes. Todos atrapalham a canhestra e incipiente articulação política do governo Bolsonaro. Em especial o segundo, que desmonta uma tentativa velada de acelerar a substituição dos ministros do STF, conferindo ao atual presidente um número de cadeiras superior ao que indicaria naturalmente. A dúvida agora não é se a reforma andará. Percalços são naturais na tramitação de qualquer projeto, ainda mais quando o governo se revela incapaz de construir qualquer base parlamentar. A dúvida é: se o governo entregar tudo isso na fase preliminar, que mais será necessário ceder na Comissão Especial? As regras do jogo impõem duas restrições de ordem aritmética. A primeira são as economias obtidas, que parecem ter caído a 72% já antes do início da partida. A segunda é um imperativo categórico: a aprovação exige 308 votos na Câmara e 49 no Senado. A oposição tem 191 deputados e 21 senadores. Sem aqueles seis partidos do Centrão (148 deputados e 15 senadores), a reforma não passa. Arte/G1
    Mergulhador que salvou meninos da Tailândia é salvo após também ficar preso em caverna

    Mergulhador que salvou meninos da Tailândia é salvo após também ficar preso em caverna


    Josh Bratchley ficou preso por 28 horas em caverna inundada no Tennessee (EUA) até ser encontrado em 'bolsão de ar' por colegas mergulhadores. Um dos mergulhadores britânicos que ajudaram a salvar, no ano passado, os 12 meninos e seu treinador...


    Josh Bratchley ficou preso por 28 horas em caverna inundada no Tennessee (EUA) até ser encontrado em 'bolsão de ar' por colegas mergulhadores. Um dos mergulhadores britânicos que ajudaram a salvar, no ano passado, os 12 meninos e seu treinador presos em uma caverna na Tailândia teve que ser resgatado de uma caverna nos Estados Unidos. Na terça-feira, Josh Bratchley estava explorando uma caverna inundada no condado de Jackson, no Tennessee (EUA), mas não conseguiu voltar à sua entrada. Bratchley ficou 28 horas preso no local até ser resgatado por colegas mergulhadores. Ele foi encontrado esperando, calmamente, num bolsão de ar. O britânico deveria ter retornado por volta das 15h (horário do Tennessee) de terça-feira. Como não apareceu, foi acionado o alarme. Autoridades foram informadas ainda na madrugada de quarta-feira sobre o desaparecimento de Bratchley e mergulhadores de diferentes lugares dos EUA foram ajudar na busca do colega. As equipes de resgate entraram no sistema de cavernas de 120 metros de profundidade por volta das 18h, hora local, e Bratchley foi trazido de volta cerca de uma hora depois. "Ele estava acordado, alerta e orientado. Seu único pedido quando retornou foi que ele queria comer pizza", disse Derek Woolbright, um dos responsáveis pelo resgate. Edd Sorenson, um dos mergulhadores que participou do resgate do britânico, disse que a caverna onde Bratchley ficou preso é de paredes baixas e arenosas, e, por isso, perigosa. "Chegamos ao bolsão de ar e, chocantemente, lá estava ele, calmo. Ele apenas disse: 'obrigado, obrigado. Quem é você?'", contou Sorenson. Bratchley foi examinado por médicos que atestaram que ele estava "estável". O britânico recusou tratamento adicional. Imagem de arquivo mostra meninos presos em caverna na Tailândia Thai Navy Seal/Divulgação via Reuters Ex-membro da Associação de Resgate da Caverna Devon, no Reino Unido, Bratchley fez parte equipe de especialistas em mergulho que ajudaram a salvar os 12 estudantes e o treinador de futebol da caverna inundada na Tailândia, em um junho do ano passado. Os meninos do time de futebol Wild Boars foram passear pela província tailandesa de Chiang Rai com seu técnico e terminaram presos dentro de uma caverna em uma montanha. Ficaram 18 dias presos no local, mas foram todos resgatados com vida. Bratchley trabalha como meteorologista da força aérea britânica no País de Gales. Ele foi condecorado pelo trabalho de resgate na Tailândia e entrou, em 2019, para a lista dos agraciados com o título da Ordem do Império Britânico, uma das principais honrarias do Reino Unido.
    Crise na Nicarágua completa um ano; veja linha do tempo

    Crise na Nicarágua completa um ano; veja linha do tempo


    Há um ano começaram as manifestações pela renúncia do presidente Daniel Ortega, que foram duramente reprimidas pelo governo, colocando o país na sua maior crise em décadas. Entenda o conflito na Nicarágua Afundado na incerteza, com controle...


    Há um ano começaram as manifestações pela renúncia do presidente Daniel Ortega, que foram duramente reprimidas pelo governo, colocando o país na sua maior crise em décadas. Entenda o conflito na Nicarágua Afundado na incerteza, com controle governamental férreo sobre oposição e imprensa, centenas de presos e milhares de exilados, a Nicarágua atravessa sua pior crise política em quatro décadas, sem que se aviste uma solução para o conflito. A repressão do governo aos protestos sociais desencadeados em 18 de abril de 2018 resultou, no mínimo, em 325 mortos, 2 mil feridos, centenas de detidos e cerca de 60 mil exilados, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Meses atrás, seu secretário executivo, o brasileiro Paulo Abrão, advertira contra a implantação de um Estado policial. Manifestante anti-governo com o rosto coberto participa de protesto em Granada, na Nicarágua, no sábado (25) Inti Ocon/AFP A seguir, a cronologia da crise no país da América Central: 18 de abril: Cerca de 60 manifestantes contrários a uma polêmica reforma da seguridade social são atacados por ativistas do governo em Manágua. Incidentes semelhantes ocorrem em León (oeste) e Matagalpa (norte). No dia seguinte, a polícia dissolve diversos protestos universitários com disparos, deixando um saldo de três jovens mortos e 37 feridos. 22 e 24 de abril: Milhares de opositores marcham pacificamente em Manágua para exigir a renúncia do presidente Daniel Ortega, no poder desde 2007. Membros da Conferência Episcopal se oferecem como "mediadores e testemunhas" num diálogo nacional. Policiais disparam balas de borracha em estudantes de engenharia que tomaram as ruas para protestar contra as reformas do governo no INSS, em Manágua, na Nicarágua Inti Ocon/AFP 16 de maio: Instala-se o diálogo entre o governo e a Aliança Cívica pela Justiça e Democracia, um grupo de organizações e cidadãos, cujos delegados instam Ortega a cessar a repressão e deixar o poder. O governo denuncia a "tentativa de um golpe de Estado" financiado a partir do exterior, enquanto a Anistia Internacional o acusa de "exercer uma política repressiva letal". 30 de maio: Policiais e paramilitares disparam contra uma passeata de centenas de milhares em Manágua. Investidas semelhantes ocorrem em outras cidades, com saldo de 16 mortos e dezenas de feridos. O presidente anuncia que não deixará o poder. Estudantes universitários participam de marcha com mães que perderam seus filhos em protestos contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em Manágua Esteban Felix / AP Photo 4 e 5 de junho: Manifestantes erguem barricadas e tranques ("represas") em cidades e autoestradas do interior. Em Masaya, uma ofensiva governamental mata dez manifestantes e fere dezenas, enquanto na turística Granada se registram saques, incêndios e ataques a oposicionistas. 12 de junho: A Aliança Cívica convoca a primeira de quatro greves nacionais. Dias depois, Ortega autoriza o ingresso de missões da CIDH, do Alto Comissariado das Nações Unidas pelos Direitos Humanos (ACNUDH) e da União Europeia. Homem passa por barricada de rebeldes na cidade de Masaya, na Nicarágua Oswaldo Rivas/Reuters 5 de julho: Os Estados Unidos impõem sanções a três funcionários leais a Ortega por corrupção e violação dos direitos humanos: Francisco López, diretor da petroleira estatal, Fidel Moreno, secretário da prefeitura de Manágua, e Francisco Díaz, subdiretor da polícia, a quem o presidente imediatamente premia com o cargo máximo da instituição. 13 de julho: Paramilitares e policiais disparam contra universitários refugiados numa igreja da capital, deixando dois mortos e 16 feridos. O governo recupera o controle de Masaya, principal bastião da resistência cívica. Partidários do governo montam guarda armada em Masaya, na Nicarágua Reuters/Oswaldo Rivas Manifestantes se abraçam perto de memorial ao estudante universitário Jonathan Morales durante protesto contra o presidente Daniel Ortega em Manágua, na Nicarágua Oswaldo Rivas/Reuters 2 de agosto: O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) forma um "grupo de trabalho" para facilitar uma saída pacífica, mas o governo anuncia que não permitirá seu ingresso no país. Em 31 de agosto o Ministério do Exterior expulsa a missão da ACNUDH, tachada por Ortega de "instrumento de morte, terror e mentira". Estudante brasileira morre na Nicarágua Jovem nicaraguense relata tiros em cemitério 28 de setembro: A polícia da Nicarágua proíbe todos os protestos de oposição, embora a Constituição garanta a liberdade de reunião, manifestação e mobilização pacífica. Manifestante é detida durante protesto contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no domingo (14) Oswaldo Rivas/ Reuters 4 de outubro: Nasce a coalizão Unidade Nacional Azul e Branco (Unab), formada pela Aliança Cívica e outras 42 entidades sociais e políticas. Em 14 de outubro, a polícia impede uma passeata da Unab em Manágua e prende 38 oposicionistas. 18 de outubro: O governo anuncia uma lei de "reconciliação e paz" para "promover, desde a escola, a família e a comunidade, valores e práticas de respeito, solidariedade, diálogo, encontro e convivência harmoniosa". O presidente da Nicaragua, Daniel Ortega, durante discurso para representantes da Aliança Bolivariana para os Povos da América (ALBA), em Manágua, na quinta-feira (8) Reuters/Jorge Cabrera 11 de dezembro: O Congresso dos EUA aprova a lei "Magnitsky Nica Act", estabelecendo sanções para funcionários e familiares de Ortega implicados em corrupção e violações dos direitos humanos, além de obrigar a Casa Branca a vetar os empréstimos multilaterais para Manágua. 19 de dezembro: O governo expulsa a missão de monitoramento da CIDH em Nicarágua, assim como o Grupo Interdisciplinar de Especialistas Internacionais (Giei). A secretaria-geral da OEA protesta energicamente. Manifestante segura cartaz com as fotos dos jornalistas Miguel Mora e Lucía Pineda, presos na Nicarágua Ezequiel Becerra / AFP Edição do jornal ‘La Prensa’ com capa em branco é vista em banca de Manágua, na Nicarágua, na sexta-feira (18) Inti Ocon/AFP 21 de dezembro: A polícia prende os jornalistas Miguel Mora e Lucía Pineda Ubau, e ocupa seu canal, o 100% Noticias. Também confisca três veículos de imprensa dirigidos pelo jornalista Carlos Fernando Chamorro, posteriormente obrigado a exilar-se. O governo declara ilegais nove ONGs, acusando-as de "servir aos planos terroristas". 29 de janeiro de 2019: A Internacional Socialista expulsa de seus quadros a Frente Sandinista de Liberação Nacional (FSLN). "O socialismo não é compatível com a tirania", anuncia o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). 'Ortega tem os dias contados', diz assessor de Trump Núncio Apostólico na Nicarágua, Dom Stanislaw Sommertag (no centro), em Manágua, na segunda-feira (5), anuncia que governo e oposição romperam impasse e vão negociar Oswaldo Rivas/ Reuters 27 de fevereiro: Instala-se um segundo diálogo entre o governo e a Aliança Cívica, para negociar quatro pontos: liberdade definitiva para os "presos políticos"; fortalecimento (restituição) das liberdades individuais; reforma eleitoral; e plano de justiça para as vítimas da repressão. Em seguida, o governo coloca cem presos de consciência sob prisão domiciliar. Desde então, 248 foram libertados e estão em liberdade condicional. 1º de março: Entra em vigor uma reforma tributária aprovada pelo Parlamento, de maioria oficialista, em seguida a uma impopular reforma da seguridade social aprovada em fevereiro. A iniciativa privada adverte que ambas as medidas provocarão o colapso da economia, a qual apresenta perdas de mais de 1,6 bilhão de dólares e queda de 3,8%. 3 de abril: Conclui-se a negociação entre governo e oposição, sem chegar a acordos nos temas eleições e justiça. É apenas acordada a liberação de presos (770, segundo a Aliança Cívica), sob supervisão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e num prazo máximo de 90 dias. Embora se tenha concordado quanto ao restabelecimento do direto a manifestações políticas de oposição, a polícia segue mantendo a proibição. Mapa da Nicarágua G1
    Coreia do Norte pede aos EUA que Pompeo deixe negociações sobre desnuclearização

    Coreia do Norte pede aos EUA que Pompeo deixe negociações sobre desnuclearização


    Nota divulgada pela 'KCNA' diz que toda vez que secretário de Estado dos EUA 'põe o nariz o diálogo piora'. Mike Pompeo, durante encontro com Kim Jong-um na Coreia do Norte, em 26 de abril deste ano HO / US Government / AFP Photo A Coreia do Norte...


    Nota divulgada pela 'KCNA' diz que toda vez que secretário de Estado dos EUA 'põe o nariz o diálogo piora'. Mike Pompeo, durante encontro com Kim Jong-um na Coreia do Norte, em 26 de abril deste ano HO / US Government / AFP Photo A Coreia do Norte solicitou nesta quinta-feira (18) aos Estados Unidos que substituam seu secretário de Estado, Mike Pompeo, como líder nas negociações sobre desnuclearização para que o diálogo sobre o tema possa prosseguir, segundo a agência "KCNA". Kwon Jong-gun, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano, afirmou que, "caso as conversas sejam retomadas no futuro", o papel de Pompeo seja assumido por "alguém que mostre maior tato e maturidade na hora de se comunicar" com Pyongyang. O porta-voz acrescentou que o relacionamento pode "ficar complicado se Pompeo estiver envolvido nas negociações" e observa que, toda vez que o secretário de Estado "põe o nariz, o diálogo piora e fica sem resultados". Ao mesmo tempo, Kwon ressaltou que "felizmente" a relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder Kim Jong-un "continua sendo boa". O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, caminham pelo jardim do hotel Metropole, em Hanói, no Vietnã, na quinta-feira (28) Reuters/Leah Millis A declaração acontece no mesmo dia em que o governo norte-coreano anunciou que Kim supervisionou o teste de uma arma tática (de curto alcance para campos de batalha), sem fornecer mais detalhes. Os especialistas acreditam se tratar de um míssil de cruzeiro, um projétil de curto alcance cujo uso por parte da Coreia do Norte não sanciona nenhuma das resoluções das Nações Unidas. No entanto, o gesto poderia ser um alerta a Trump, que disse estar muito satisfeito com o fato de Pyongyang não ter testado mísseis balísticos, nem armas atômicas em um ano e meio, para que opte por flexibilizar sua postura negociadora após a fracassada cúpula de Hanói. Coreia do Norte diz ter testado um novo tipo de 'arma guiado'
    Quais os riscos de a 'Primavera Árabe 2.0' fracassar na Argélia e no Sudão?

    Quais os riscos de a 'Primavera Árabe 2.0' fracassar na Argélia e no Sudão?


    Exército entrou em ação nos dois países, após a derrubada dos ditadores Bouteflika e Bashir. Protestos que derrubaram, em menos de duas semanas, ditadores da Argélia e do Sudão nos remetem rapidamente a um flashback de oito anos atrás, quando...


    Exército entrou em ação nos dois países, após a derrubada dos ditadores Bouteflika e Bashir. Protestos que derrubaram, em menos de duas semanas, ditadores da Argélia e do Sudão nos remetem rapidamente a um flashback de oito anos atrás, quando revoltas populares levaram à queda de regimes em Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen e à guerra civil na Síria. Esta lembrança causa desconforto: na grande parte destes países, a tão esperada renovação no caminho da democracia tropeçou e gerou mais turbulência e um novo conjunto de regimes autocráticos. Pessoas se reúnem, em março, durante protesto contra a decisão do então presidente Abdelaziz Bouteflika de adiar eleições e estender seu quarto mandato; depois, ele acabaria renunciando Zohra Bensemra/Reuters O atual movimento, já conhecido como "Primavera Árabe 2.0", tem em comum manifestações pacíficas de jovens, a maioria no desemprego e sem perspectivas diante de governos tão enraizados quanto desgastados. Em ambos os casos, o Exército entrou em cena, aparentemente para apoiar os manifestantes. E é justamente neste ponto que o roteiro parece um plágio da Primavera Árabe de 2011. A Argélia era comandada há duas décadas por um presidente de fachada. Com a saúde debilitada por um derrame, Abdelaziz Bouteflika, de 82 anos, não aparecia há pelo menos seis, diante do público. O país vem sendo, na prática, administrado por uma instituição conhecida como “O Poder”, comandada por uma junta leal a ele. Diante da onda de protestos deflagrada todas as sextas-feiras contra a intenção de Bouteflika de concorrer ao quinto mandato, os militares encerraram o reinado do presidente-ditador. Um general aliado, Abdelkader Bensalah, de 77 anos, que comandava o Senado há 17, foi nomeado interinamente presidente do país. Marcou eleições para 4 de julho, mas a participação da oposição ainda é incerta. Manifestante durante um protesto em Cartum, capital do Sudão. Stringer/Reuters No Sudão, manifestantes liderados por uma associação de profissionais que engloba médicos, professores e advogados, protestam, sentados, em frente ao Ministério da Defesa. O movimento começou contra o aumento do pão, mas rapidamente pegou uma nova rota -- a queda do regime de Omar al-Bashir, há 30 anos no poder, acusado por genocídio e crimes contra a Humanidade pelo Tribunal Penal Internacional. Na quinta-feira passada, o ministro da Defesa sudanês removeu e prendeu Bashir. Impôs o estado de emergência por três meses no país e um período de transição de dois anos até as eleições, sempre supervisionado pelos militares. O objetivo seria “salvaguardar a revolução”. A queda de Bashir, entretanto, não foi suficiente para os manifestantes arredarem o pé do local onde fica o ministério. Eles exigem um governo civil para substituir o regime que enfrentaram por três décadas. Resultado: o ministro Awad Ibn Auf renunciou no dia seguinte. E o Sudão já tem seu terceiro comandante em apenas quatro dias -- o tenente-general Abdel Fattah Adelrahman. O paralelo com o Egito é traçado e temido por militantes sudaneses que apoiam a revolta. Em 2011, protestos iniciados na Praça Tahrir e inspirados na Tunísia, derrubaram o ditador Hosni Mubarak. Sob a égide do Exército, novas eleições foram convocadas, que levaram ao poder o líder islâmico Mohamed Morsi. Alvo de novos protestos, ele foi derrubado e preso em 2013. Os militares intervieram novamente e instalaram o general Abdel Fattah Sissi na presidência. Este parâmetro com o vizinho de continente que faz os manifestantes sudaneses adotarem o slogan “Vitória ou o Egito”, em alusão à permanência de Sissi, criticado por comandar o país com mais rigidez do que Mubarak. O Parlamento do Egito aprovou esta semana uma lei que aumenta o poder do presidente, permitindo que ele governe até 2030. O papel do Exército é, portanto, um desafio nesta nova etapa do Sudão e da Argélia. Caberá aos militares entender as demandas dos movimentos que vêm levando milhares de manifestantes às ruas. Se procurarem preservar o modus operandi de regimes que caíram em desgraça, acabarão por fomentar um novo caldeirão de problemas na África.
    Forte terremoto sacode Taiwan e assusta população

    Forte terremoto sacode Taiwan e assusta população


    Tremor atingiu magnitude 6, deixou um prédio inclinado, mas não há relatos sobre vítimas. Tremor provocou rachaduras em uma via no centro de Taipei Tyrone Siu / Reuters Um terremoto de magnitude 6 sacudiu Taiwan nesta quinta-feira (18), informa o...


    Tremor atingiu magnitude 6, deixou um prédio inclinado, mas não há relatos sobre vítimas. Tremor provocou rachaduras em uma via no centro de Taipei Tyrone Siu / Reuters Um terremoto de magnitude 6 sacudiu Taiwan nesta quinta-feira (18), informa o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O tremor foi sentido na cidade de Hualien, a cerca de 200 km de Taipé, capital do Taiwan. Por enquanto não há relatos sobre vítimas ou grandes danos materiais. De acordo com o Escritório Central de Meteorologia da ilha, o tremor ocorreu a 18,8 km de profundidade, às 13h01 (horário local, 2h01 de Brasília). O terremoto seguido por duas réplicas de magnitude 4,1 e 3,1 após 16 e 31 minutos, respectivamente. Em Taipé, o terremoto provocou pânico e deixou dezenas de pessoas trancadas em elevadores. Além disso, um edifício na capital do Taiwan recebeu o impacto do terremoto e ficou inclinado, apoiando-se em outro. O trem de alta velocidade e o sistema de metrô de Taipé interromperam suas operações. Em fevereiro do ano passado, um terremoto de magnitude 6,4 castigou essa mesma cidade causando 17 mortos.
    Donald Trump fala com papa sobre como 'aliviar sofrimento' na Venezuela e oferece ajuda à Notre-Dame

    Donald Trump fala com papa sobre como 'aliviar sofrimento' na Venezuela e oferece ajuda à Notre-Dame


    Presidente dos EUA também discutiu situação da Líbia com o primeiro-ministro da Itália, informou a porta-voz da Casa Branca. Presidente dos EUA, Donald Trump, participou de conferência em Washington nesta quarta-feira (17) Carlos...


    Presidente dos EUA também discutiu situação da Líbia com o primeiro-ministro da Itália, informou a porta-voz da Casa Branca. Presidente dos EUA, Donald Trump, participou de conferência em Washington nesta quarta-feira (17) Carlos Barria/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou nesta quarta-feira (17) por telefone com o papa Francisco sobre como "aliviar o sofrimento" e favorecer uma "transição à democracia" na Venezuela, segundo a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders. A conversa entre Trump e o papa teve como tema principal o incêndio na Catedral de Notre-Dame em Paris, segundo explicou o presidente americano em um tweet (veja mais no fim da reportagem). Ambos, porém, aproveitaram para comentar a situação na Venezuela, de acordo com a porta-voz. "O presidente e o papa também conversaram sobre como aliviar o sofrimento do povo venezuelano e levar o país a uma transição democrática", afirmou Sanders em comunicado. O presidente dos EUA, Donald Trump, aperta a mão do papa Francisco durante encontro em 2017 Alessandra Tarantino / Pool / AFP Photo Trump também falou nesta quarta-feira por telefone com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, sobre "a escalada de tensões na Líbia e o caminho para eleições livres e justas na Venezuela", acrescentou Sanders. Os Estados Unidos foram o primeiro país em reconhecer o líder opositor Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela depois que se autoproclamou governante em exercício do país em 23 de janeiro. Desde então, ele pressiona pela a saída de Nicolás Maduro do poder. Marcha contra o regime de Nicolás Maduro em Caracas Matias Delacroix/AFP Por sua parte, o papa afirmou em janeiro que temia "um possível derramamento de sangue na Venezuela", e ofereceu sua ajuda, se ambas partes quisessem, para conseguir uma "solução justa e pacífica". Em carta enviada a Maduro em fevereiro e publicada pelo jornal italiano "Corriere della Sera", o pontífice se referiu ao dirigente chavista como "excelentíssimo senhor" – e não como presidente – e lamentou a falta de "ações concretas" para cumprir os acordos alcançados sob a mediação da Santa Sé. Incêndio na Notre-Dame Imagem aérea mostra a extensão dos danos ao telhado da Notre-Dame após o incêndio que destruiu parcialmente a catedral em Paris Gigarama.ru via AP Na conversa com o papa, Trump também ofereceu a ajuda dos Estados Unidos para reconstruir a Catedral de Notre-Dame em Paris. "Acabo de ter uma maravilhosa conversa com o papa Francisco na qual lhe ofereci as condolências da parte do povo dos EUA pelo horrível e destrutivo incêndio na catedral de Notre-Dame", detalhou Trump pelo Twitter. "Ofereci a ajuda de nossos grandes especialistas em renovação e construção, como fiz ontem na minha conversa com o presidente francês, Emmanuel Macron", acrescentou. Initial plugin text Incêndio na Catedral Notre-Dame, em Paris Rodrigo Sanchez/G1

    Reino Unido exigirá que sites verifiquem idade de consumidores de pornografia


    Empresas terão de contratar algum sistema de verificação a partir de julho. Objetivo é dificultar o acesso de crianças a esses conteúdos. O Reino Unido será o primeiro país do mundo a exigir verificação de idade para pessoas que vêem...

    Empresas terão de contratar algum sistema de verificação a partir de julho. Objetivo é dificultar o acesso de crianças a esses conteúdos. O Reino Unido será o primeiro país do mundo a exigir verificação de idade para pessoas que vêem pornografia online, quando novas checagens entrarem em vigor dentro de três meses, disse o governo nesta quarta-feira (17). A partir de 15 de julho, os provedores comerciais de pornografia online terão de fazer verificações de idade aos usuários para garantir que tenham 18 anos ou mais. Para isso, terão que contratar empresas que fornecem esse tipo de checagem. Vários métodos de verificação estarão disponíveis, incluindo a compra offline de passes de visualização em lojas ou o uso de um passaporte ou cartão de crédito online. Sites que quebram a nova lei correm o risco de ter seus serviços de pagamento retirados ou bloqueados no Reino Unido. Autoridades do governo reconhecem que o uso de redes privadas, que mascaram a localização de um computador, permite superar verificações de idade, mas que o objetivo principal da lei é dificultar o acesso das crianças a pornografia. "Atualmente, o conteúdo adulto é fácil demais para as crianças acessarem online", afirmou a ministra britânica de indústrias digitais e criativas, Margot James. "A introdução da obrigatoriedade da verificação da idade é uma novidade mundial, e aproveitamos para equilibrar as preocupações com a privacidade com a necessidade de proteger as crianças do conteúdo inadequado". Sites em que a pornografia representa menos de um terço do conteúdo estarão isentos dos novos requisitos, desde que não se apresentem como possuidores de conteúdo pornográfico.
    Kim Jong-un supervisiona novo teste com armamento militar na Coreia do Norte

    Kim Jong-un supervisiona novo teste com armamento militar na Coreia do Norte


    Agência norte-coreana dize que se trata de uma 'arma guiada', mas não especifica o que exatamente era esse armamento. Coreia do Norte testa nova "arma tática", diz KCNA, agência de notícias do país O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un,...


    Agência norte-coreana dize que se trata de uma 'arma guiada', mas não especifica o que exatamente era esse armamento. Coreia do Norte testa nova "arma tática", diz KCNA, agência de notícias do país O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, supervisionou o lançamento teste de uma nova arma tática guiada no país nesta quarta-feira (17), informou a agência estatal norte-coreana KCNA. Não se sabe, no entanto, que tipo de armamento é esse. Segundo a agência local, Kim apontou que cientistas e militares têm feito "um bom trabalho para melhorar as capacidades de defesa" da Coreia do Norte. O líder norte-coreano também visitou uma base da força aérea do país, e supervisionou um exercício de voo. Kim Jong-un observa treinamento da força aérea da Coreia do Norte na terça-feira (16) KCNA via Reuters De acordo com a agência Yonhap, da Coreia do Sul, é a primeira vez que Kim participa de inspeção às atividades militares em cinco meses. Pouco depois da divulgação do teste, o Comando Estratégico e Comando Norte dos EUA informou que não detectou nenhum lançamento de míssil com origem na Coreia do Norte. Ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em visita a fazenda de peixes KCNA via Reuters Impasse na relação com os EUA As conversas entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte estão sob impasse desde que a segunda reunião entre Donald Trump e Kim Jong-un terminou sem nenhum acordo firmado. Há uma semana, em Washington, o presidente norte-americano disse que estava disposto a ter um novo encontro com o líder norte-coreano. No sábado, porém, Kim afirmou que só está interessado em se reunir novamente com Trump se os EUA adotarem uma nova atitude. Ele disse que esperará até o fim deste ano para os norte-americanos flexibilizarem as medidas contra o regime norte-coreano, reportou a agência estatal KCNA. "É essencial que os EUA parem com seu atual método de cálculos e nos abordem com um novo", disse Kim em discurso à Assembleia Popular Suprema. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, caminham pelo jardim do hotel Metropole, em Hanói, no Vietnã Reuters/Leah Millis Trump e Kim se reuniram duas vezes, em Hanói (fevereiro) e em Singapura (junho). Apesar da demonstração de boa vontade, os dois líderes fracassaram em entrar em um acordo sobre o fim dos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte e a retirada das sanções econômicas sobre o país. Kim concordou em extinguir os programas, mas não existe prazo para que isso aconteça nem critérios claros para verificação. Os Estados Unidos impõem o fim do programa como condição para a retirada de sanções contra o país.
    Fotos mostram destruição no telhado da Catedral de Notre-Dame após incêndio

    Fotos mostram destruição no telhado da Catedral de Notre-Dame após incêndio


    Torre mais alta da igreja ruiu com o incêndio. Presidente da França promete entregar reforma em até 5 anos. Imagem aérea mostra a extensão dos danos ao telhado da Notre-Dame após o incêndio que destruiu parcialmente a catedral em...


    Torre mais alta da igreja ruiu com o incêndio. Presidente da França promete entregar reforma em até 5 anos. Imagem aérea mostra a extensão dos danos ao telhado da Notre-Dame após o incêndio que destruiu parcialmente a catedral em Paris Gigarama.ru via AP Fotografias aéreas produzidas pelo site russo Gigarama.ru e reproduzidas pela agência Associated Press nesta quarta-feira (17) mostram a extensão dos danos no telhado da Catedral de Notre-Dame, em Paris, dois dias depois do incêndio que destruiu parcialmente o templo. Pelas imagens, dá para ver que sobrou pouco do teto da catedral. Um dos vitrais em forma de rosácea também ficou bastante danificado. Buraco formado por queda de teto da Catedral Notre-Dame em Paris após incêndio Gigarama.ru via AP Além disso, o pináculo – a torre mais alta da Notre-Dame, no centro da construção – desabou. As imagens aéreas mostram que a estrutura de reforma em volta da flecha também ficou comprometida, com pedaços de ferro retorcido. O governo francês anunciou um concurso para reconstruir a torre, que pode ter o desenho alterado em relação ao original. Pináculo da Catedral Notre-Dame ruiu com o incêndio; Área estava em reforma Gigarama.ru via AP O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou na terça-feira que pretende entregar a Notre-Dame reformada em até cinco anos. Ele convocou uma campanha de doação internacional, e diversos magnatas e empresas pelo mundo doaram milhões para a reconstrução da catedral. Veja o que foi salvo e o que foi destruído no incêndio A agência Ruptly também divulgou vídeo com imagens da Notre-Dame feitas por drone. Veja abaixo: Veja estragos na catedral de Notre-Dame em imagens feitas por drone Incêndio na Catedral Notre-Dame, em Paris Rodrigo Sanchez/G1
    Após eleições, Benjamin Netanyahu recebe sinal verde para formar governo de Israel

    Após eleições, Benjamin Netanyahu recebe sinal verde para formar governo de Israel


    Como mandam as regras locais, o presidente israelense encarregou o atual premiê a formar o governo após consultar os partidos depois das eleições parlamentares. Benjamin Netanyahu, à esquerda, aperta a mão do presidente de Israel, Reuven Rivlin....


    Como mandam as regras locais, o presidente israelense encarregou o atual premiê a formar o governo após consultar os partidos depois das eleições parlamentares. Benjamin Netanyahu, à esquerda, aperta a mão do presidente de Israel, Reuven Rivlin. Netanyahu recebeu o sinal verde para formar o governo do país, mais uma vez Menahem Kahana/AFP O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi encarregado nesta quarta-feira (17) de formar o próximo governo israelense. O partido dele, o Likud, teve votação acirrada com a oposição nas eleições parlamentares da semana passada. Porém, conforme as regras locais, o presidente do país dá sinal verde ao premiê após consultar todos os partidos com representação parlamentar. Durante cerimônia oficial, o presidente de Israel, Reuven Rivlin anunciou que uma maioria de 65 deputados dos 120 da Câmara recomendou Netanyahu para dirigir o governo. Ou seja, isso indica que o atual premiê conseguiu formar a coalizão para governar o país mais uma vez. Benjamin Netanyahu comemora com a esposa, Sara, a vitória para um novo mandato como primeiro-ministro de Israel Ronen Zvulun/Reuters O principal adversário de Netanyahu, Benny Gantz, não está em condições de obter o apoio de uma maioria dos deputados. Ele liderou a lista de centro-direita Azul e Branca que conquistou 35 cadeiras nas eleições de semana passada. Netanyahu deverá, portanto, liderar uma coalizão governamental de partidos de direita e religiosos, e de partidos ultra-ortodoxos, que propõem um respeito estrito às regras do judaísmo. Se conseguir, Netanyahu, de 69 anos, figura dominante da política israelense a ponto de parecer invencível, começará seu quinto mandato. Ele está no poder ininterruptamente desde 2009 e totaliza 13 anos, se contabilizado seu mandato anterior, entre 1996 e 1999. Tanto tempo à frente do governo excede o recorde de longevidade de David Ben Gurion, fundador do Estado de Israel. "Eu serei o primeiro-ministro de todos", prometeu na terça-feira à noite, usando um tom unificador, durante uma reunião com militantes de seu partido, o Likud. Apoios e condições Netanyahu garante quinto mandato como primeiro-ministro de Israel Reprodução/JN Nesse mesmo dia, o líder de outro partido israelense expressou um apoio possivelmente decisivo para Benjamin Netanyahu permanecer como primeiro-ministro: Avigdor Lieberman, chefe do partido nacionalista e laico Israel Beiteinou. Ele definiu, no entanto, pré-condições que poderiam complicar o trabalho do premiê. Lieberman apresentou uma condição, quase a título de ultimato, de adotar uma lei sobre o serviço militar dos ultraortodoxos, como proposto quando era ministro da Defesa no governo anterior. Esta lei anularia a isenção sistemática do serviço militar que beneficia dezenas de milhares de estudantes de escolas religiosas. Uma grande parte da população considera que esta isenção é injusta. Em contrapartida, essa questão é uma linha vermelha para os partidos ultra-ortodoxos, que representam 10% da população, e que não temem provocar novas eleições. Os radicais da Direita Unida, uma aliança de partidos nacionalistas religiosos, exigem os ministérios da Educação e da Justiça, o que lhes abriria um amplo campo de ação ideológica. Propaganda eleitoral de Netanyahu e Gantz em rua de Petah tikva Reuters/Nir Elias Outra questão levantada é saber até que ponto os problemas judiciais de Netanyahu podem interferir nessas negociações políticas. O procurador-geral anunciou em fevereiro sua intenção de indiciar Netanyahu por corrupção, fraude e quebra de confiança em três casos diferentes. Netanyahu afirma ser inocente. Um de seus potenciais aliados, Bezalel Smotrich, declarou-se abertamente a favor de uma iniciativa legal para proteger um primeiro-ministro em exercício contra ações legais. Esses casos alimentam especulações sobre uma moeda de troca que garantiria a Netanyahu que seus aliados não o abandonarão se ele for processado no exercício de suas funções. Cisjordânia e relação com Trump Campanha de Netanyahu usa fotos com Trump espalhadas por Tel Aviv, em Israel. Jack Guez/AFP Netanyahu afirmou durante sua campanha eleitoral que começaria a anexar os assentamentos israelenses na Cisjordânia, um território palestino ocupado por Israel. Muitos membros de sua potencial maioria do governo apoiam essa anexação, pelo menos parcial. Os primeiros passos do governo israelense também poderiam coincidir com a apresentação de um plano diplomático que há meses vem sendo preparado pela administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um grande aliado de Netanyahu. Seu conteúdo é mantido em segredo. Os palestinos reiteraram várias vezes que não esperam nada positivo de um governo americano que, segundo eles, adotou uma atitude claramente parcial em favor de Israel.
    Acidente de ônibus deixa mais de 20 mortos em Portugal

    Acidente de ônibus deixa mais de 20 mortos em Portugal


    Segundo presidente da Câmara de Santa Cruz, na Ilha da Madeira, morreram 11 homens e 17 mulheres no local, além de outra mulher que foi levada a um hospital, mas não resistiu. Vinte e sete pessoas ficaram feridas; veículo transportava turistas...


    Segundo presidente da Câmara de Santa Cruz, na Ilha da Madeira, morreram 11 homens e 17 mulheres no local, além de outra mulher que foi levada a um hospital, mas não resistiu. Vinte e sete pessoas ficaram feridas; veículo transportava turistas alemães. Bombeiros ajudam vítimas de acidente com ônibus na região de Caniço, na Ilha da Madeira, em Portugal, na quarta-feira (17) Rui Silva/AFP Vinte e nove pessoas morreram em um acidente com um ônibus que transportava turistas em Santa Cruz, na Ilha da Madeira, em Portugal, na tarde desta quarta-feira (17). O veículo saiu da estrada e virou, por volta das 18h30 (16h30 em Brasília). Segundo o presidente da Câmara de Santa Cruz, Filipe Souza, morreram 11 homens e 17 mulheres no local, além de mais uma mulher que chegou a ser socorrida e faleceu mais tarde em um hospital. Souza disse ainda que as vítimas são alemãs e tem idades entre 40 e 50 anos. O motorista do ônibus ficou ferido e está em estado de choque, de acordo com a emissora TVI24. Ele e o guia turístico, que também sobreviveu, eram os únicos portugueses a bordo. Ônibus que sofreu acidente na Ilha da Madeira, em Portugal, na quarta-feira (17) Duarte Sá/Reuters Em uma coletiva de imprensa, o secretário regional de Saúde da Madeira, Pedro Ramos, disse que outras 27 pessoas ficaram feridas. O acidente ocorreu em uma curva na estrada da Ponta de Oliveira com a Rua Alberto Teixeira, quando o motorista perdeu a direção, segundo o jornal "Diário de Notícias da Madeira". O veículo caiu em uma pequena ribanceira, mas parou ao atingir uma casa. As autoridades informaram que o ônibus tinha cinco anos e estava com as inspeções em dia. Ele havia deixado um hotel na cidade de Caniço, no leste da Ilha da Madeira, com destino a Funchal, capital da região autônoma portuguesa. Aviões O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou a anunciar que iria a Funchal esta noite para acompanhar o caso, mas depois informou que cederia dois aviões da Força Aérea, inclusive aquele que usaria para viajar, para que seja feito o transporte dos feridos para a área continental do país. "Eu fui muito sensível a essa prioridade, que é a necessidade de os aviões, nomeadamente o avião que ia utilizar da Força Aérea Portuguesa, poder ser utilizado para transportar feridos. E sendo necessários os dois, isso tem prioridade. É muito mais importante socorrer os feridos do que o Presidente partir hoje", justificou. O porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert, lamentou em uma mensagem em rede social a tragédia. "Chegam-nos notícias terríveis da #Madeira. Sentimos uma dor profunda por todos aqueles que perderam a vida no acidente de ônibus, os nossos pensamentos estão com os feridos", escreveu. O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, enviou uma mensagem de condolência às famílias das vítimas e também transmitiu voto de pesar à primeira-ministra alemã, Angela Merkel. Initial plugin text O Governo da Madeira decretou três dias de luto regional, de quinta-feira a sábado. Acidente de ônibus na Ilha da Madeira Rodrigo Sanches/G1
    Veja como será o gigantesco aeroporto que a China constrói em Pequim

    Veja como será o gigantesco aeroporto que a China constrói em Pequim


    Com inauguração prevista para setembro, Daxing espera receber 100 milhões de passageiros por ano. Veja como será o gigantesco aeroporto que a China constrói em Pequim Reprodução/BBC A capital chinesa vai ganhar mais um mega-aeroporto. Batizado...


    Com inauguração prevista para setembro, Daxing espera receber 100 milhões de passageiros por ano. Veja como será o gigantesco aeroporto que a China constrói em Pequim Reprodução/BBC A capital chinesa vai ganhar mais um mega-aeroporto. Batizado de Daxing, ele será o "maior terminal aeroportuário em um prédio só". Vai se espalhar por um milhão de metros quadrados e terá dois andares para chegadas e partidas. Com previsão de inauguração para setembro, deve receber 100 milhões de passageiros por ano. Assista ao vídeo. O acesso será facilitado por uma linha de trem que conectará o aeroporto com outras cidades e pela ligação do terminal com o metrô de Pequim. A construção "inteligente" conta com uma série de mecanismos para usar energia de forma eficiente - paineis solares, veículos movidos a energia limpa e estruturas para coletar água da chuva.
    Papa recebe busto e capacete de Senna

    Papa recebe busto e capacete de Senna


    Presentes foram entregues por uma das sobrinhas do piloto. Papa Francisco recebe capacete e busto de Ayrton Senna de uma das sobrinhas do piloto, Paula Senna Vatican Media/AFP O papa Francisco recebeu nesta quarta-feira um busto e um capacete de...


    Presentes foram entregues por uma das sobrinhas do piloto. Papa Francisco recebe capacete e busto de Ayrton Senna de uma das sobrinhas do piloto, Paula Senna Vatican Media/AFP O papa Francisco recebeu nesta quarta-feira um busto e um capacete de Ayrton Senna na Praça São Pedro, no Vaticano. Os presentes foram entregues por uma sobrinha do piloto, Bianca Senna. A estátua foi feita por sua irmã, Paula. O busto começou a ser confeccionado em 2016, e foi uma encomenda da mãe de Ayrton. Ele será incorporado ao acerto do Vaticano. Neste ano, completam-se 25 anos da morte de Senna.
    Imagens do dia 17 de abril de 2019

    Imagens do dia 17 de abril de 2019


    Combinação de fotos mostra a Catedral Notre-Dame, em Paris, antes e depois do incêndio Benoit Tessier/Reuters Treinador segura corrente de um elefante durante cerimônia que faz parte das celebrações do ano novo Sinhala, Hindu e Tamil, em...


    Combinação de fotos mostra a Catedral Notre-Dame, em Paris, antes e depois do incêndio Benoit Tessier/Reuters Treinador segura corrente de um elefante durante cerimônia que faz parte das celebrações do ano novo Sinhala, Hindu e Tamil, em Colombo, no Sri Lanka Dinuka Liyanawatte/Reuters O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da cerimônia de comemoração ao Dia do Exército realizada no Quartel General do Exército, em Brasília Adriano Machado/Reuters LEIA MAIS Bombeiros ajudam vítimas de acidente com ônibus na região de Caniço, na Ilha da Madeira, em Portugal, na quarta-feira (17) Rui Silva/AFP LEIA MAIS Ativistas fazem protesto contra as mudanças climáticas em uma estação de trem de Londres Henry Nicholls/Reuters LEIA MAIS Indonésios com fantasias de super-heróis votam em Badung, em Bali Antara Foto/Fikri Yusuf/via Reuters LEIA MAIS Papa Francisco recebe capacete e busto de Ayrton Senna de uma das sobrinhas do piloto, Paula Senna Vatican Media/AFP LEIA MAIS
    Portugal declara alerta por crise de combustível e mobiliza militares

    Portugal declara alerta por crise de combustível e mobiliza militares


    Caminhoneiros do país estão em greve e 40% dos postos não têm combustível, de acordo com jornal local. O aeroporto de Lisboa parou de receber combustível nesta quarta (17), segundo agência. Cartaz com "diesel esgotado" em posto de gasolina de...


    Caminhoneiros do país estão em greve e 40% dos postos não têm combustível, de acordo com jornal local. O aeroporto de Lisboa parou de receber combustível nesta quarta (17), segundo agência. Cartaz com "diesel esgotado" em posto de gasolina de Porto, Portugal, nesta quarta (17). Rafael Marchante/Reuters O governo de Portugal declarou, nesta terça (16), situação de alerta por conta da crise energética no país — provocada pela greve de transportadoras que começou na segunda-feira. A medida permite ao governo mobilizar militares e forças de segurança para garantir o abastecimento. Segundo o jornal local "Público", 40% dos postos estão sem combustível. A declaração de alerta também obriga os motoristas de veículos pesados a ajudarem com o transporte de combustíveis, se forem solicitados pelas autoridades, e dá prioridade às forças de emergência e segurança na hora de reabastecer. A greve, que começou na segunda e se prolongará por tempo indeterminado, de acordo com a EFE, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Transportadoras de Mercadorias Perigosas. O sindicato exige a criação de uma categoria profissional específica para estes trabalhadores. De acordo com o "Público", todos os 800 motoristas do setor aderiram à paralisação. Motoristas fazem fila em Lisboa para abastecer nesta quarta (17). O governo declarou situação de alerta no país por conta da falta de combustível. Carlos Costa/AFP Antes das medidas excepcionais, o governo português já havia aprovado, em conselho de ministros, a chamada "requisição civil" — um instrumento legal que permite "blindar" operações mínimas para garantir o funcionamento dos serviços essenciais. Esse recurso só havia sido usado uma vez em cerca de três anos e meio do governo socialista de António Costa, durante uma greve de enfermeiros. A justificativa, alegou o governo, era que os serviços mínimos decretados antes da greve não estavam sendo cumpridos. Milhares de veículos fizeram fila nos postos de gasolina de Lisboa que ainda têm combustível. Segundo o "Público", os "representantes dos motoristas e dos empregadores" começaram, na tarde de quarta (17), "a discutir com o Governo o alargamento dos serviços mínimos a todo o país". Aeroportos sem combustível Posto de gasolina sem combustível em Lisboa, nesta quarta (17). Carlos Costa/AFP A greve das transportadoras está causando impacto especialmente nos aeroportos, entre eles o de Lisboa, que deixou de receber combustível no meio-dia desta quarta (17). O aeroporto de Faro, no sul do país, está utilizando as reservas de emergência desde a manhã de quarta. A administração aeroportuária ANA admitiu que a situação poderia afetar as operações aéreas e, segundo meios de comunicação locais, vários aviões tiveram que realizar paradas em aeroportos espanhóis para reabastecer. "Nos dois aeroportos, onde o fornecimento de combustível não foi garantido, atingimos níveis críticos de reservas de combustível para o reabastecimento de aeronaves", disse o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, de acordo com a Reuters. No final da tarde de terça (16), diz a EFE, um grupo de caminhões-pipa com combustível escoltado pelas autoridades saiu das instalações da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, a cerca de 60km de Lisboa, em direção ao aeroporto da capital.
    Ex-presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski é hospitalizado

    Ex-presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski é hospitalizado


    O peruano, de 80 anos, estava preso preventivamente e foi levado para a UTI. Ele é acusado de receber propina da Odebrecht - assim como outro ex-presidente do país, Alex Garcia, que morreu nesta quarta (17). O ex-presidente do Peru, Pedro Pablo...


    O peruano, de 80 anos, estava preso preventivamente e foi levado para a UTI. Ele é acusado de receber propina da Odebrecht - assim como outro ex-presidente do país, Alex Garcia, que morreu nesta quarta (17). O ex-presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski,foi hospitalizado nesta quarta (17). Reuters/Mariana Bazo O ex-presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski foi hospitalizado nesta quarta (17) na UTI de uma clínica em Lima, segundo informou a agência de notícias France Presse. Kuczynski, de 80 anos, sofreu uma crise de hipertensão arterial e foi levado com urgência à clínica Angloamericana. A informação foi divulgada no Twitter pelo congressista peruano Gilbert Violeta. Kuczynski é acusado de receber propina da Odebrecht, e estava preso de forma preventiva há uma semana. Initial plugin text Também nesta quarta (17), morreu outro ex-presidente do Peru, Alex Garcia, em um hospital de Lima após dar um tiro na própria cabeça. Assim como Kuczynski, ele foi denunciado por recebimento de propina da Odebrecht durante campanha eleitoral. Segundo policiais ouvidos pela agência Reuters, o tiro foi disparado por García quando policiais chegaram na casa dele para prendê-lo. Acusações Escritório da Odebrecht em Lima, no Peru Reuters/Mariana Bazo As denúncias envolvendo a Odebrecht no Peru investigam os quatro últimos ex-presidentes peruanos - todos sempre negaram as acusações. Além de Kuczynski e Garcia, são acusados, também, Alejandro Toledo e Ollanta Humala. A Odebrecht é investigada no Peru por ter pagado propinas milionárias entre 2005 e 2014 para ganhar contratos de obras de infraestrutura e por ter financiado, de forma ilícita, campanhas eleitorais dos principais partidos políticos e candidatos à presidência.
    Corrupção no Peru: entenda denúncias envolvendo a Odebrecht e 4 ex-presidentes peruanos

    Corrupção no Peru: entenda denúncias envolvendo a Odebrecht e 4 ex-presidentes peruanos


    Alan García morreu após dar tiro na cabeça quando ia ser preso. Construtora brasileira fechou acordo de colaboração devido a denúncias de propina e financiamento de campanha. Prédio da Odebrecht na capital peruana, Lima Reuters/Janine Costa O...


    Alan García morreu após dar tiro na cabeça quando ia ser preso. Construtora brasileira fechou acordo de colaboração devido a denúncias de propina e financiamento de campanha. Prédio da Odebrecht na capital peruana, Lima Reuters/Janine Costa O ex-presidente do Peru Alan García, que morreu nesta quarta-feira (17) em um hospital de Lima após dar tiro na cabeça, foi alvo de denúncia de recebimento de propina da empreiteira brasileira Odebrecht durante campanha eleitoral. Segundo policiais ouvidos pela agência Reuters, o tiro foi disparado por García quando policiais chegaram na casa dele para prendê-lo. Veja vídeo abaixo: 5 fatos sobre Alan García As acusações envolvendo García são parte da operação Lava Jato no vizinho sul-americano, que tem a Odebrecht e parte do antigo alto escalão político do país no centro das investigações. Além de García, outros três ex-presidentes são investigados (leia mais abaixo). Entenda denúncias envolvendo a Odebrecht no Peru: Denúncias e acordo de colaboração A Odebrecht é investigada no Peru por ter pago propinas milionárias entre 2005 e 2014 para ganhar contratos de obras de infraestrutura e por ter financiado de forma ilícita campanhas eleitorais dos principais partidos políticos e candidatos à presidência. As investigações indicam o envolvimento no esquema dos quatro últimos ex-presidentes peruanos e da líder da oposição, Keiko Fujimori. Em fevereiro deste ano, a Odebrecht fechou acordo de colaboração com o governo do Peru, oitavo país com o qual a construtora se compromete a contribuir com investigações sobre denúncias na qual está envolvida. Além do Brasil e do Peru, a empresa assinou termos com Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Panamá, Equador e Guatemala. O esquema da empresa lá fora tem traços semelhantes aos casos de corrupção no Brasil: pagamento de propina a políticos em troca de obras superfaturadas. Procuradores peruanos iniciaram, entre o final de 2016 e o início de 2017, cooperação com autoridades brasileiras em troca de informações sobre a Lava Jato. Neste período, o acesso a milhares de documentos e a depoimentos de testemunhas levaram às suspeitas contra os ex-presidentes. Prejuízo causado e multa A CPI da Lava Jato que atuou no Congresso peruano em 2018, estimou que, em 15 anos, o custo do superfaturamento ligado à Odebrecht tenha chegado a US$ 3 bilhões. A empreiteira se comprometeu a pagar uma multa de US$ 182 milhões no prazo de 15 anos para continuar operando no Peru, conforme relatou a agência Reuters. No entanto, o atual presidente peruano, Martín Vizcarra, afirmou que a empresa não deve continuar atuando lá porque "contaminou a atividade privada" e admitiu subornar funcionários públicos. "Independentemente do acordo que a Odebrecht tenha feito com o Ministério Público em troca de informações, algo que respeito, é minha opinião que ela não deve continuar trabalhando no Peru", afirmou. "É uma empresa que contaminou o setor privado. Há muitas empresas respeitáveis aqui, mas agora há desconfiança de todas as outras por conta da Odebrecht." O que a Odebrecht já admitiu A Odebrecht já confessou ter pago US$ 29 milhões de propina no Peru. Segundo a construtora informou ao Congresso peruano, US$ 782 mil foram repassados apenas para uma empresa de consultoria do ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski (PPK). Para construir trechos da rodovia Interoceânica, que liga o litoral do Peru à fronteira com o Brasil, a empresa contou ter pago US$ 20 milhões de propina ao ex-presidente Alejandro Toledo. Depoimento de Marcelo Odebrecht revelou o investimento de US$ 3 milhões só na campanha de Ollanta Humala. Com a polícia em casa para prendê-lo, ex-presidente do Peru se suicida Ex-presidentes investigados e prisões As denúncias envolvendo a Odebrecht no Peru investigam os quatro últimos ex-presidentes peruanos - todos sempre negaram as acusações. São eles: Alan García (1985-1990, 2006-2011) - investigado por financiamento irregular de campanha, lavagem de dinheiro e tráfico de influência; morreu depois de dar tiro na cabeça quando a polícia chegou à casa dele para prendê-lo; Alejandro Toledo (2001-2006) - entrou na lista dos acusados de corrupção e lavagem de dinheiro por causa de uma obra faraônica; está foragido nos Estados Unidos com pedido de extradição da Justiça do Peru; Ollanta Humala (2011-2016) - detido por nove meses e solto após recurso de seus advogados, é investigado por financiamento irregular de campanha; Pedro Pablo Kuczynski (PPK) (2016-2018) - renunciou em março de 2018 e foi preso preliminarmente em março deste ano; ele é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, e vídeos mostram uma suposta compra de votos de seus aliados em troca de obras. A lista de políticos peruanos presos também inclui a líder da oposição, Keiko Fujimori. Ela é acusada de receber de forma ilícita US$ 1,2 milhão na campanha de 2011 e foi presa preventivamente em outubro do ano passado pelo prazo previsto de três anos por suposta lavagem de dinheiro. Procurador-geral suspeito de encobrimento As denúncias da Lava Jato peruana chegaram, inclusive, até o procurador-geral do país, Pedro Gonzalo Chávarry. Ele foi denunciado pelo próprio Ministério Público do Peru por "suposta comissão de crime contra a administração da Justiça por meio de encobrimento pessoal e encobrimento real", conforme relatou a agência France Presse. Segundo o MP peruano, Chávarry participou de "ações para entorpecer e obstruir o acordo de colaboração com a empresa Odebrecht".
    Ex-presidente peruano Alan García morre após dar tiro na cabeça

    Ex-presidente peruano Alan García morre após dar tiro na cabeça


    Ele tentou suicídio na manhã desta quarta (17), quando policiais foram a sua casa para prendê-lo, e chegou a passar por cirurgia em hospital de Lima. Ex-presidente peruano Alan García, em foto de março de 2019 Guadalupe Pardo/Reuters O...


    Ele tentou suicídio na manhã desta quarta (17), quando policiais foram a sua casa para prendê-lo, e chegou a passar por cirurgia em hospital de Lima. Ex-presidente peruano Alan García, em foto de março de 2019 Guadalupe Pardo/Reuters O ex-presidente peruano Alan García morreu em um hospital em Lima após dar um tiro na própria cabeça na manhã desta quarta-feira (17). O diretor do hospital, Enrique Gutiérrez, afirmou que, ao dar entrada na unidade, García tinha dois orifícios de bala no crânio, "um de entrada e um de saída". Com a polícia em casa para prendê-lo, ex-presidente do Peru se suicida O atual presidente do Peru, Martín Vizcarra, publicou em rede social uma mensagem de condolências para os familiares e amigos. Ele decretou luto oficial de três dias no país. Initial plugin text Entenda as denúncias envolvendo a Odebrecht e 4 ex-presidentes peruanos Ex-presidente Kuczynski também está hospitalizado García tentou suicídio após a chegada de policiais a sua casa, na capital peruana, para prendê-lo por um caso de corrupção ligado à empreiteira brasileira Odebrecht. Veja abaixo cinco fatos sobre o ex-presidente do Peru: 5 fatos sobre Alan García A Justiça do Peru havia determinado a prisão de dez dias do ex-presidente pela acusação de receber dinheiro ilegal da Odebrecht em uma campanha eleitoral em 2006, de acordo com o site do jornal peruano "El Comercio". Segundo a publicação, às 6h25 de Lima (8h25 em Brasília), os agentes chegaram à casa de García com um mandado de busca e apreensão. Apoiadora de Alan García chora na frente do hospital ao saber que o ex-presidente morreu Guadalupe Pardo/Reuters Pouco depois, uma equipe de escolta pediu ao ex-presidente que descesse, porque também havia um pedido de detenção. Eles relataram que García se comunicou com seus advogados. Em seguida, ouviu-se um disparo. O ex-presidente foi levado ao hospital Casimiro Ulloa, também em Lima, e chegou a ficar algum tempo em coma. Ele passou por cirurgia, mas acabou morrendo. Fiscal abre investigação contra promotores Uma fiscal do Ministério Público do Peru abriu de ofício nesta quarta-feira uma investigação por "supostas infrações administrativas" contra os promotores José Domingo Pérez e Henry Amenábar. Eles eram os responsáveis por investigar Alan García, segundo documento divulgado pela imprensa peruana. A fiscal adjunta superior Rosario Velazco Sánchez escreveu, em ofício, que Aménabar chegou à casa do ex-presidente e "não havia tomado as medidas necessárias" para garantir a sgurança da operação. "Ele entrou no quarto sem acompanhamento policial, o que permitiu que atentasse contra sua própria vida", disse a fiscal no texto. Mais tarde, o Ministério Público peruano emitiu nota em que rechaça o pedido de Sánchez e diz que houve "estrito cumprimento de um mandado judicial, com pleno respeito dos direitos fundamentais". O MP esclareceu, ainda, que a abertura de investigação feita pela fiscal foi feita de ofício, dentro das competências que a fiscal tem no controle interno do órgão. Initial plugin text Propinas da Odebrecht A Odebrecht é investigada no Peru por ter pago propina para ganhar contratos de obras de infraestrutura. Os casos de suborno da Odebrecht no país já levaram à prisão o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski e a líder da oposição, Keiko Fujimori. Prédio da Odebrecht em Lima, no Peru Reuters/Janine Costa Kuczynski, que também está hospitalizado e nega envolvimento com qualquer irregularidade, foi detido na quarta-feira (10), após a emissão de uma ordem de prisão preliminar por suspeita de envolvimento com esquema de lavagem de dinheiro. Os ex-presidentes Ollanta Humala e Alejandro Toledo também tiveram a imagem abalada por envolvimento com irregularidades relacionadas à construtora brasileira. Em fevereiro, a Odebrecht fechou acordo de colaboração com o governo do Peru. A companhia já fez acertos similares com outros sete países: Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Panamá, Equador e Guatemala. Família rejeita honras de Estado A família de Alan García rejeitou a realização de um funeral com honras de Estado, como teria direito já que foi governante do Peru, informou a agência EFE. O secretário pessoal de García, Ricardo Pinedo, anunciou a meios de comunicação locais que o funeral acontecerá na Sexta-feira Santa ao meio-dia. "Será velado e enterrado somente com as honras do partido, que às vezes são muitos maiores que as honras do presidente (Martín) Vizcarra", disse Pinedo sobre o atual governante do Peru, o qual García meses acusou de estar por trás da investigação sobre ele, a mesma que rotulou de "perseguição".

    Argentina anuncia medidas para conter inflação e estimular consumo em meio à crise; veja lista


    As medidas incluem congelamento de tarifas de serviços públicos em 2019 e acordo de preços para produtos no varejo. Governo da Argentina anuncia congelamento de preços O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira (17) uma série de medidas com...

    As medidas incluem congelamento de tarifas de serviços públicos em 2019 e acordo de preços para produtos no varejo. Governo da Argentina anuncia congelamento de preços O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira (17) uma série de medidas com o objetivo de conter a inflação galopante e reativar o consumo no país, em meio a uma crise que compromete seriamente as probabilidades de reeleição do presidente Mauricio Macri. ENTENDA a crise na Argentina "As medidas principais que estamos lançando são fruto de um acordo com empresas líderes para manter por ao menos seis meses os preços de 60 produtos essenciais e o não aumento de tarifas de serviços públicos para este ano", informou o governo por meio de um comunicado, segundo a Reuters. É um acordo entre o governo e as empresas com o objetivo de "aprofundar a luta contra a inflação e ajudar a reativar a economia", segundo o documento divulgado nesta quarta-feira pela Presidência. Entre os produtos que terão seus preços congelados por seis meses estão óleos, arroz, farinha, macarrão, leite, iogurte e açúcar, entre outros. Também inclui alguns cortes de carne bovina, afirma a AFP. Quanto às tarifas de serviços públicos como energia elétrica, gás, transporte público e telefonia celular, o governo concordou que não haverá novos aumentos no ano e, inclusive, assumirá a diferença com alguns já autorizados às empresas. As taxas, que por anos tiveram importantes subsídios, são um dos itens que mais aumentaram nos últimos anos. Aposentados e famílias que recebem assistência social terão alguns benefícios com acesso ao crédito. As medidas foram anunciadas semanas depois de ter sido registrado um aumento na pobreza no país no último ano. Isso é resultado da alta inflação – que só em março foi de 4,7% e que soma 54,7% nos últimos 12 meses – e da queda da atividade econômica. Veja a lista de medidas anunciadas Acordo com 16 empresas para que 60 produtos da cesta básica tenham seus preços mantidos por ao menos 6 meses, incluindo azeites, arroz, farinhas, leite, iogurtes; Empresas se comprometem a assegurar a disponibilidade desses produtos em 2,5 mil pontos de venda do país, a partir de 22 de abril; Descontos entre 10% e 25% em supermercados e outros negócios para os 18 milhões de beneficiários do Anses, o seguro social da Argentina; Linha de crédito de cerca de 124 bilhões de pesos (cerca de R$ 11,97 bilhões) para os beneficiários do Anses; Encaminhamento da Lei de Lealdade Comercial, para evitar abuso de poder pelas grandes empresas; Frigoríficos exportadores venderão 120 mil quilos de carne no mercado interno por semana, a preço fixo de 149 pesos (cerca de R$ 14) por quilo; Congelamento de preços da eletricidade residencial até o final do ano; Aumento escalonado do preço do gás apenas até junho; Congelamento de preços de ônibus e trens metropolitanos até o final do ano; Congelamento de preços de pedágio nas rodovias controladas pelo Governo Federal; Operadoras de telefonia celular aceitaram manter o preço das linhas pré-pagas até 15 de setembro; Descontos em farmácias para beneficiários de determinados programas sociais; Créditos para conexão de 70 mil residências à rede de gás; Nova convocatória de inscrições para programa de habitação subsidiada; Renegociação de dívidas fiscais de pequenas e médias empresas. Medidas contra a inflação Após a divulgação da alta inflação de março, o banco central argentino anunciou na terça-feira (16) um maior aperto na política monetária para ajudar a conter os preços no varejo. A Argentina sofre com inflação alta há décadas, mas a depreciação do peso, a moeda local, em 2018 alimentou os ajustes de preços, incluindo tarifas de serviços públicos que são reguladas pelo governo ainda são mantidas. Em meio à crise cambial do ano passado, Macri buscou ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o qual acertou uma linha de crédito de US$ 56 bilhões. Vários candidatos da oposição à presidência já disseram que vão rever o acordo se eleitos. O peso argentino avançava nesta quarta, após as medidas anunciadas pelo banco central argentino, o que dava alívio ao governo. No entanto, o mercado de ações e os títulos caíam, e o risco país subia. Até meses atrás, analistas davam como certa a reeleição de Macri nas eleições de outubro, mas sua imagem sofreu um colapso nas pesquisas, que agora são lideradas pela ex-presidente de centro-esquerda Cristina Fernández de Kirchner. Macri disse que buscará se reeleger. "Nós vamos vencer essa batalha", disse Macri nesta quarta em vídeo, transmitido pelo governo, no qual ele é mostrado conversando com um casal de cidadãos argentinos na sala de sua casa.
    Legisladores da Rússia aprovam lei controversa que prevê desconexão da internet durante situações de crise

    Legisladores da Rússia aprovam lei controversa que prevê desconexão da internet durante situações de crise


    Com apoio do governo, iniciativa gerou críticas e protestos por temor de que o acesso à internet possa ser restringido, já que a interpretação do termo "ameaça" pode ser muito ampla. Manifestantes protestam por internet livre em Moscou,...


    Com apoio do governo, iniciativa gerou críticas e protestos por temor de que o acesso à internet possa ser restringido, já que a interpretação do termo "ameaça" pode ser muito ampla. Manifestantes protestam por internet livre em Moscou, Rússia, neste domingo (13). Maxim Zmeyev/AFP A Duma do Estado da Rússia, órgão que equivale à Câmara dos Deputados, aprovou com grande maioria nesta terça-feira (16) o projeto de lei que garante ao país poder se desconectar da rede mundial de computadores durantes crises e ataques cibernéticos. O projeto de lei sobre a "Runet", o segmento russo da rede global, foi aprovado na terceira e última leitura, com 307 votos a favor e 68 contra, de acordo com o site da Duma. Tecnicamente, a lei permitiria ao país se desconectar dos pontos de saída da rede para conexão global e manter apenas o funcionamento da internet com servidores de dentro do país. Com isso, o governo terá autorização para aprovar o procedimento para instalar, operar e atualizar o equipamento de comunicação de uma operadora de telecomunicações para combater intimidações. Em caso de ameaça, as operadoras serão obrigadas a garantir a "gestão centralizada" do tráfego de dados, ou seja, ceder o controle ao Estado. Para garantir o funcionamento correto da internet dentro da Rússia assim que ocorrer o desligamento da rede mundial, o projeto de lei oferece a possibilidade de realizar exercícios de teste. O Ministério de Desenvolvimento Digital, em parceria com o Serviço Federal de Segurança (FSB), aprovará os requisitos para garantir o funcionamento dos pontos de intercâmbio de tráfego. A iniciativa, que tem apoio do governo, gerou críticas e protestos diante do temor de que o acesso à internet possa ser restringido, já que a interpretação do termo "ameaça" pode ser muito ampla. A lei foi rotulada pelos críticos como a mais recente tentativa do Kremlin de controlar o conteúdo online, e muitos temem que o país esteja no caminho para isolar completamente sua rede, como acontece na Coreia do Norte, por exemplo. Em fevereiro, o senador Andrei Klishas, um dos autores do projeto, afirmou que ainda não tinha sido possível elaborar uma lista precisa das ameaças e caberá ao governo determinar o que oferece risco à estabilidade, à segurança e à integridade do funcionamento da Runet. Dmitry Peskov, o porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, disse em março que o Kremlin não tinha a intenção de restringir as liberdades dos internautas russos com o projeto de lei. O presidente da Comissão de Tecnologia da Informação e Comunicação da Duma, Leonid Levin, afirmou que, "do ponto de vista de um usuário comum, a vigência da lei não afetará o uso da internet". O legislador também afirmou que "todos os argumentos de que, depois da adoção da lei, a internet funcionará na Rússia como na China são incorretos e não correspondem com a realidade". Segundo Levin, a Rússia não proibirá "o trabalho dos serviços ocidentais", e o projeto de lei "não será adotado para bloquear algo que não está bloqueado hoje, mas para melhorar o funcionamento do segmento russo de internet". A iniciativa, cuja aprovação no Conselho da Federação da Rússia, que equivale ao Senado, na próxima segunda-feira (22), é dada como certa, foi levada à Câmara em dezembro, com o objetivo de criar uma infraestrutura independente que garanta o bom funcionamento da internet na Rússia em caso de ameaças e crises.